Umberto Tripoli filho de Gaetano Tripoli e de Celestina Righi casou-se com
Elvira Teixeira da Conceição filha de Antonio Teixeira e de Maria José da Conceição
Estudos genealógicos sobre as famílias povoadoras de Leopoldina e seus descendentes.
Há 100 anos, nasceram em Leopoldina:
2 out 1916
Porcina filha de Mário Alcântara e de Carolina de Jesus, e
Maria filha de José Vitorino de Almeida e de Leonor Pereira de Oliveira
3 out 1916
Sebastião filho de Herculano Rodrigues de Moraes e de Adalgisa da Gama Tavares
8 out 1916
Maria de Lourdes Rodriguez filha de Rafael Rodrigues Y Rodriguez e de Maria Gottardo
13 out 1916
Duditalino filho de Pedro de Oliveira Barbosa e de Maria Monteiro de Castro
24 out 1916
Nair Rodrigues Barbosa filha de Feliciano José Barbosa e de Nelsina Augusto Rodrigues
26 out 1916
Odilon filho de Sancio Maiello e de Adalgisa Marques Carneiro
28 out 1916
Ursolina filha de Alfredo Carlos de Souza e de Maria Ferreira de Lacerda
31 out 1916
Nair filha de Custodio de Vargas Coimbra e de Maria das Dores Fontes
Há 150 anos, nasceram em Leopoldina:
1 out 1866
Ana Cecília da Conceição filha de Francisco Marciano Neto e de Maria Sabina de Moraes
5 out 1866
Filomena filha de Lucas Augusto Monteiro de Barros e de Maria Domiciana Medina Celli
14 out 1866
Leopoldino filho de José Fontoura Carneiro e de Carolina Rosa Machado
15 out 1866
Elisa filha de José Joaquim Pereira Júnior e de Ignacia Maria de Jesus
17 out 1866
José filho de João Francisco Pereira da Silva e de Claudina Celestina de Jesus
31 out 1866
Constança de Freitas Lima filha de Antonio José de Freitas Lima e de Honorina Antonia de Almeida
Há 150 anos, nasceram em Leopoldina:
5 set 1866
Júlia Candida de Jesus filha de João Rodrigues Gomes e de Messias Ferreira Damasceno
8 set 1866
Antonio Cipriano de Carvalho filha de Antonio Guilherme de Carvalho e de Ana Candida de Jesus
Conforme anunciamos no Jornal anterior, hoje a viagem segue com os primeiros personagens do sobrenome Botelho Falcão.
Começamos com Cypriano Botelho Falcão, filho de Maria de Frias e Gaspar Botelho Falcão que se casou em 1712 com Barbara do Canto Amaral, filha de Manoel do Canto Fazenda e Maria da Costa.
Por parte de pai Cypriano era neto de Manoel Botelho Falcão II e Ana de Rezende. O avô era filho de Francisco Cabral Travassos e Clara da Fonseca II. Esta Clara da Fonseca II era filha de Manoel Botelho Falcão I e de Maria Corrêa, sendo esta filha de Sebastião Jorge Formigo e Joana Tavares.
O matrimônio de Manoel I e Maria foi celebrado em 1575 e Frutuoso o coloca como morador da Vila da Ribeira Grande por esta época. Interessante registrar que este personagem aparece pela primeira vez nas fichas genealógicas de Carlos Machado com o sobrenome Botelho Falcão, mas a mesma fonte a ele se refere também com o nome de Manoel Botelho da Fonseca. De todo modo, os dois nomes se referem ao mesmo filho de Manoel Lopes Rebelo e Clara da Fonseca I, neto paterno de Antonio Lopes Rebelo e Maria Falcoa, e neto materno de Jorge da Mota e Bartoleza da Costa.
Vale registrar que não raras vezes houve dificuldade para entender se o sobrenome era Rebelo ou Botelho, nos assentos paroquiais dos setecentos. Mas confrontando as obras de Frutuoso e de Carlos Machado vimos que o neto de Antonio Lopes Rebelo e Maria Falcoa passou a ser chamado de Manoel Botelho na página 26 do volume IV de Saudade da Terra e de Manoel Botelho Falcão na ficha número 113 de Carlos Machado. Já na ficha 119, Machado indica o nome Manoel Botelho da Fonseca para o mesmo personagem, numa clara referência ao sobrenome materno que, entretanto, não aparece nos assentos paroquiais relativos aos filhos do casal.
Dito isto, o foco da pesquisa fixa-se em dois filhos de Cypriano e Barbara: Manoel Botelho Falcão III e Antonio.
Manoel Botelho Falcão III casou-se em 1742 com Antonia Muniz de Puga, filha de Manoel de Medeiros e Thereza Muniz de Puga. O casal teve, pelo menos, seis filhos: Antonia (1743), Antonio (1745), Hierônimo (1749) e Francisco (1752), Maria e Joana Batista.
O quarto destes filhos, Francisco Botelho Falcão II, nasceu em 1752 e se casou em 1794, com Antonia de Jesus Maria, filha de João José de Faria e de Ana Eufrasia de Melo.
Francisco II e Antonia de Jesus foram pais de Antonio Botelho Falcão III que se casou em 1831, com Ana Tomazia de Arruda, filha de Antonio Pedro de Arruda e de Umbelina Rosa. Deles é o filho Antonio Botelho Falcão V, nascido em 1834 e que, segundo a já mencionada ficha 231 de Carlos Machado, transferiu-se para o Brasil.
Começa, então, com este casal o vínculo entre os Botelho Falcão açorianos e os usuários do mesmo sobrenome que viveram em Leopoldina. E as fontes consultadas indicam que Antonio Botelho Falcão V viajou para o Brasil juntamente com um primo, filho do seu tio Hierônimo.
Hierônimo Botelho Falcão, filho de Manoel Botelho Falcão III e de Antonia Muniz de Puga, nasceu em 1749 se casou com Ana de Jesus, com quem teve os filhos Antonio Botelho Falcão IV, Luiz Botelho Falcão II, José Botelho Falcão II e Francisco Botelho Falcão Sobrinho.
O mais velho, Antonio Botelho Falcão IV, nascido em 1812, casou-se em 1832 com Ana Joaquina, filha de Antonio Caetano e Maria Tomazia. O casamento foi realizado na Freguesia Água do Pau, Concelho Lagoa, e provavelmente o casal ali viveu, não tendo sido encontradas outras notícias.
Do segundo filho, Luiz Botelho Falcão II, nascido em 1816, daremos notícia mais adiante.
O terceiro filho, José Botelho Falcão II, casou-se com Luzia dos Santos, filha de Joaquim de Medeiros e Maria Caetana, com quem teve o filho José Botelho Falcão III nascido em 1861 na mesma Freguesia de Santa Cruz onde encontramos os Botelho Falcão desde o século anterior.
O Trem de História faz uma parada para descanso, porque a viagem pelos Botelho Falcão é longa. Mas na próxima edição ela continuará. Aguardem.
Fontes Consultadas:
Biblioteca Pública e Arquivo Regional dos Açores, livros de Santa Cruz, Lagoa: Idem, lv.6 bat 1742-1756 fls 104 e 136v; lv.10 bat 1809-1815 fls 88; lv 14 bat 1832-1838, fls 116v; lv.23 bat 1861 fls 27; lv 3 cas, 1731-1780 fls 55; lv cas n3L4 1781-1820 fls 61; lv 4 cas 1820-1838, fls 74v e livro 6 casamentos de Água do Pau 1809-1832 fls 186v.
CANTO, Ernesto do e MACHADO, Carlos, Livro de Genealogias, ficha 113 img 119, acesso 13 jan 2016
FRUTUOSO, Gaspar, Saudades da Terra: livro IV (Ponta Delgada, Açores, Instituto Cultural Ponta Delgada, 1998), pag 17.
Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 19 de setembro de 2016
Há 100 anos, nasceram em Leopoldina:
2 set 1916: Otavio filho de Flavio dos Santos Lisboa e de Antonia Laudelina de Paula
3 set 1916: Irene Ladeira filha de Jovencio José de Oliveira e de Alice Garcia de Matos
7 set 1916: Herondina Domingues filha de Rafael Domingues e de Idalina Narcisa Gomes
14 set 1916: Maria Crisafi filha de Antonio Crisafi e de Constança Serpa
15 set 1916: Antonio filho de Domenico Zamboni e de Assunta Campana
16 set 1916: Angelina filha de Virgilio de Souza Nogueira e de Suzana Narcisa de Jesus
17 set 1916: Geraldo filho de Cornelio Lopes da Rocha e de Joana de Oliveira Ramos
18 set 1916:
Nilo Barbosa de Oliveira filho de Juvenal Barbosa de Oliveira e de Ermelinda de Freitas Lima;
Noemia Ferreira Souza filha de Carlos de Souza Guerra e de Alice Ferreira Neto; e,
Dorvina filha de Carlos José de Souza e de Maria José da Glória.
22 set 1916: Cizete filha de Luiz Eugênio Botelho e de Cynira Capdeville
29 set 1916: Dinorah filha de Waldemar Fajardo de Melo e de Rita
30 set 1916:
Luiz Antonelli filho de Sante Antonelli e de Maria Rosa Richardelli, e
Luiz Samorè filho de Paolo Samorè e de Carolina Honória de Jesus
Na edição de 16 de agosto de 2016 do jornal Leopoldinense, concluímos a publicação de nossa pesquisa sobre João Barroso Pereira Júnior, antigo historiador de Leopoldina.
Jornalista, Professor, organizador e primeiro Diretor da Biblioteca Municipal de Leopoldina, Barroso Júnior foi por nós abordado em três etapas:

Hoje o Trem de História inicia uma viagem pela família Botelho Falcão. E o começo dela remonta a década de 1860 quando surgem, nos livros paroquiais de Leopoldina e seus distritos, as primeiras referências às ilhas atlânticas do território português que constituem a Região Autônoma dos Açores.
Importante registrar que para estudar as famílias mencionadas como provenientes do Arquipélago dos Açores, inúmeras vezes foi consultada a monumental obra de Gaspar Frutuoso denominada Saudades da Terra, cujo volume IV, que trata especificamente da Ilha de São Miguel, se fez guia do estudo da família aqui tratada.
Registre-se, ainda, como curiosidade, que o conjunto de ilhas conhecido como Arquipélago dos Açores recebeu este nome porque, segundo a lenda, os primeiros portugueses que o avistaram tiveram a impressão de terem visto o “açor” uma ave de rapina diurna, caçadora de animais e pássaros. Mais tarde os navegadores descobriram tratar-se de uma águia popularmente conhecida como “milhafre queimado”. Mas o arquipélago já estava batizado e o açor passou a fazer parte não só do nome como da bandeira dos Açores.
O Arquipélago é formado por Santa Maria, São Miguel, Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico, Faial, Flores e Corvo, nove ilhas atlânticas encontradas pelos portugueses no século XV. Dentre estas ilhas destacamos para o estudo atual a de São Miguel, que se divide em seis concelhos: Lagoa, Nordeste, Ponta Delgada, Ribeira Grande, Vila Franca do Campo e Povoação.
Frutuoso destaca, de fontes por ele consultadas, que no século XVI,
“quase doze anos inteiros depois de ser descoberta a ilha de Santa Maria, aos oito dias do mês de Maio da era de mil e quatrocentos e quarenta e quatro anos, por dia do aparecimento do arcanjo S. Miguel, príncipe da igreja, foi vista e descoberta por eles esta ilha; que, por ser achada e aparecer em tal dia e festa do aparecimento do arcanjo, lhe foi posto este nome à ilha de S. Miguel.”
Quanto ao povoamento do arquipélago, a crítica histórica atual apresenta argumentos contrários à data do início recolhida por Frutuoso com a gente de seu tempo. E estes críticos utilizam a informação do próprio autor, que opina ter sido somente na década de 1470 que ali se estabeleceram os povoadores, cujos nomes pudemos conhecer a partir de sua obra.
Ressalte-se que a obra Saudades da Terra permaneceu manuscrita até o século XX e que foi através dela que conseguimos localizar fontes que permitiram esboçar a genealogia de alguns imigrantes açorianos que se tornaram moradores da Vila Leopoldina.
Importante ressaltar, também, que a referência à ilha de São Miguel nos assentos paroquiais leopoldinenses conduziu as buscas para o Livro das Genealogias, um conjunto de 618 fichas genealógicas compulsadas por Carlos Machado e organizadas por Ernesto do Canto, atualmente disponíveis no site da Biblioteca Pública e Arquivo Regional dos Açores.
No índice dessa obra localizamos os Botelho Falcão, em cuja ficha é informado que no século XVIII residiam na Freguesia de Santa Cruz, no concelho da Lagoa. A partir daí, consultamos os livros paroquiais também disponíveis no mesmo site e seguimos para outras freguesias e concelhos, conforme indicavam os registros encontrados. E descobrimos que na Ilha de São Miguel, segundo o trabalho de Carlos Machado, o sobrenome Falcão aparece pela primeira vez em Manoel Botelho Falcão I, que se casou com Maria Corrêa.
Mas antes de abordar a genealogia propriamente dita, é bom esclarecer que o sobrenome Botelho provém de antiga medida utilizada para grãos ou algas marinhas. E que, segundo estudiosos vinculados ao Instituto Português de Heráldica, inicialmente o sobrenome era indicativo da profissão de vendedor de grãos ou algas. Já o sobrenome Falcão tem origem numa ave de rapina da mesma classe do ‘açor’ e foi inicialmente utilizado para denominar o praticante da falcoaria (arte de adestrar falcões para a caça ou, lugar onde se criam falcões, segundo o Dicionário Aurélio). Entretanto, alguns heraldistas argumentam que é sobrenome locativo por ter sido inicialmente utilizado por residentes em lugares onde se praticava a falcoaria em Portugal.
Esclarecendo que em virtude do grande número de homônimos tornou-se imprescindível acrescentar algarismos romanos em alguns nomes para indicar ordem de nascimento mais antiga, como fizemos com Manoel Botelho Falcão I, informamos que a viagem seguirá na próxima edição deste Jornal, com os primeiros personagens do sobrenome e fechamos a carga do vagão do Trem de História de hoje. Até lá.
Fonte consultada:
FRUTUOSO, Gaspar, Saudades da Terra: livro IV (Ponta Delgada, Açores, Instituto Cultural Ponta Delgada, 1998), pag 17.
Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 9 de setembro de 2016
Há 100 anos, nasceram em Leopoldina:
4 ago 1916
Francisca
filha de Joaquim Vieira Ramos e de Olinta Schettino de Souza
10 ago 1916
Gizelda Dietz de Almeida
filha de Carlos José de Almeida e de Guilhermina Dietz
10 ago 1916
João
filho de Manoel Francisco da Silva e de Francisca Rodrigues de Souza
21 ago 1916
Umbelina Marinato
filha de Riccardo Antonio Marinato e de Oliva Palmira Carraro
22 ago 1916
Tarcilia
filha de Sebastião Damasceno Neto e de Maria José Ferreira
26 ago 1916
Waldemar
filho de Manoel Custódio Ferreira Neto e de Virgilina Vargas Neto
30 ago 1916
Orlando
filho de Otavio José Ferraz e de Angelina de Almeida Ramos
Há 150 anos, nasceram em Leopoldina:
1 ago 1866
Antonio Carlos de Oliveira filha de Antonio Carlos de Oliveira e de Inacia Presceliana de Rezende Montes
1 ago 1866
Inacia Augusta de Moraes filha de Inácio Rodrigues Gomes e de Delfina Ignacia de Moraes
6 ago 1866
Elisa filha de Francisco de Paula P. Fernandes e de Luiza Amélia da Gama Cerqueira
7 ago 1866
Caetano Alves de Novaes filho de Manoel Joaquim de Novaes e de Sebastiana Cândida de São José
7 ago 1866
Juvelina filha de Roque Lopes da Silva Catete e de Maria Graciana da Silva
16 ago 1866
João Mamede de Souza filho de Luiz Pereira de Souza e de Luiza Maria de Nazareth
16 ago 1866
Virginia Angelica da Gama filha de Joaquim Antonio de Almeida e Gama e de Maria Josefina Cândida de Jesus