56 – Barroso Júnior na visão de terceiros

O último vagão com informações sobre João Barroso Pereira Júnior traz opiniões e comentários de pessoas que conhecem a sua obra.

E começa com o material de José Barroso Junqueira(1), citando o tabloide “Leopoldina – 155 anos de História”, jornal publicado em comemoração aos 155 anos da cidade, em 27 de abril de 2009. Para José Barroso, em função de seu tio ter sido “educado desde criança, em colégios de padres, adquiriu sentimentos de moral e religiosidade cristã, desfrutando de estima e consideração de todos que o conheciam.” Segundo a mesma fonte, “sua vida e sua dedicação às causas sociais não ficaram, entretanto, restritas exclusivamente aos preceitos da religião católica. No seio da família, nas reuniões sociais, nos meios literários, sempre baseado na moral teológica, fazia-se admirado pela sua jovialidade, pela sua inteligência, quer palestrando, quer através de produções literárias e históricas.” E acrescenta que, “como jornalista e historiador, o passado o envolvia” e “era evocado em todos os seus acontecimentos dignos de registro”.

Sobre a sua principal obra publicada, “Leopoldina – Os seus primórdios”, José Barroso Junqueira assim se manifesta:

“Uma obra pioneira. Levantamento histórico de episódios relacionados com a nossa cidade, seus vultos, suas vidas e realizações. Esse trabalho, de investigação, levantamento e interpretação de sua significação na vida leopoldinense e publicado em 1943 é, até hoje, leitura e consulta obrigatória de pesquisadores para conhecimento de coisas, fatos e pessoas ligadas à nossa História. Foi escrito com primor e com palavras poéticas, que evidenciam o amor do autor pela cidade que adotou como sua para viver e morrer.”

Mário de Freitas(2), que a ele se refere chamando-o carinhosamente de “Barrosinho”, relaciona-o como professor, bibliotecário, historiador e jornalista.

Sérgio Otávio Bassetti(3), ao historiar a política de educação especial em Santa Catarina, ressalta que as ideias precursoras de educação especial naquele estado organizaram-se em 1954, quando da visita a Florianópolis do Professor Barroso Júnior, que ali esteve para divulgar a novidade do Instituto Nacional de Educação de Surdos – INES, do Rio de Janeiro (RJ). Nessa ocasião o INES havia criado um curso para formação de professores do ensino primário voltado para alunos com deficiência auditiva. Como foi dito no primeiro artigo da série, durante seis meses Barroso Junior prestou apoio à Fundação Catarinense de Educação Especial(4) e ao Instituto de Surdos Mudos de Florianópolis (SC).

Destacamos, ainda, que no discurso de inauguração da Biblioteca Municipal de Leopoldina, proferido em 29 de setembro de 1960, declarou Barroso Júnior:

“Singular solenidade marca hoje a inauguração dessa instituição municipal. Congregamo-nos neste recinto para marcar o início das solenidades culturais da Biblioteca Pública. Aspiração de longos anos, hoje, para gáudio de todos, o novo instituto abre suas portas para o povo”.

Para a coluna Trem de História, ao organizar a Biblioteca Municipal, Barroso Júnior solidificou sua imagem de cidadão preocupado com o acesso de todos aos bens culturais. Por tudo o que fez, foi e escreveu, é personalidade que merece respeito e admiração de todos os leopoldinenses. Suas contribuições para a área cultural leopoldinense, por ações próprias ou, delegadas, pelas peças jornalísticas ou literárias que divulgaram a cidade e, acima de tudo, pelos registros históricos que ainda hoje são base segura para pesquisa de quantos se preocupam com a história de Leopoldina, João Pereira Barroso Júnior está entre os que mais lutaram pelo desenvolvimento cultural da cidade.

Na próxima edição o Trem de História abordará outra personalidade. Aguardem!


Fontes consultadas:

(1)Discurso de posse na Academia Leopoldinense de Letras e Artes, em maio de 2009, sobre seu patrono.

(2) FREITAS, Mário de. Leopoldina do Meu Tempo. Belo Horizonte: Página, 1985. p.236 e 244

(3) BASSOTI, Sérgio Otavio. Política de Educação Especial do Estado de Santa Catarina: proposta. 2006. p.8. Disponível em <http://zip.net/bws76t&gt;. Acesso em 18.11.14.

(4) DESTRI, Débora Silva (Org.) Caderno Técnico do Centro de Avaliação e Encaminhamento – 2008. p.13. Disponível em < http://zip.net/bns7MZ&gt;. Acesso em 01.12.14.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado no jornal Leopoldinense de 26 de agosto de 2016

XXV Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos

Estão abertas as inscrições para o 25º Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos. As inscrições estarão abertas até 2 de setembro de 2016 e a Cerimônia de Premiação será realizada no dia 11 de novembro de 2016, no Museu Espaço dos Anjos, em Leopoldina, MG.

O Edital encontra-se disponível neste endereço

A Ficha de Inscrição deve ser preenchida aqui.

Memória da Praça Félix Martins

Texto publicado no jornal Leopoldinense em 1 de julho de 2016

55 – Barroso Júnior: o escritor

João Barroso Pereira Júnior foi professor, empresário, funcionário público, bibliotecário, jornalista, historiador e memorialista.

Nos textos anteriores já se falou sobre algumas de suas funções. Neste serão abordadas as atividades ligadas à escrita. A começar pela notícia de que ele é patrono da cadeira nº 8 da Academia Leopoldinense de Letras e Artes, ocupada por seu sobrinho José Barroso Junqueira e que sua atividade como memorialista o credenciou para ser considerado um dos mais destacados da cidade de Leopoldina.

Como jornalista, Barroso Junior escreveu, dentre muitos outros, um artigo especial para a revista Dom Casmurro, de 01 de novembro de 1941, sob o título “Nirvana da Leopoldina” sobre Augusto dos Anjos onde afirma que o poeta “procurou nas montanhas mineiras novos ares à saúde combalida”. E contou como foram os últimos dias de vida do poeta paraibano em Leopoldina, reproduzindo informações de jornal da cidade. Registrou que “Nos primeiros dias de novembro (1914) o Dr. Augusto não apareceu na diretoria do Grupo Escolar. Mandara dizer à Dona Maria Brígida de Medeiros Castanheira, sua auxiliar de administração, que estava doente. E encerra dizendo que “Desse moço que publicara – um livro amargo – doloroso, extremamente triste, em 1912, ocupou-se toda a imprensa do país, ao ensejo de sua morte”. Para assistir aos funerais do poeta paraibano, toda a Leopoldina saiu de casa.”

Em 1932 escreveu um artigo especial publicado na revista Eu Sei Tudo(1), por conta dos 100 anos do início do povoado que se transformou na cidade de Leopoldina. Aí, em seis páginas, encimada a primeira pelo brasão da cidade, dentre outros fatos, registrou a missa realizada para marcar este centenário, na subida dos Pirineus.

No mesmo artigo, publicou um soneto sobre “o alpestre da Pedra do Cruzeiro, na Serra dos Puris”:

Para a Revista Acaiaca(2), edição comemorativa do Centenário de Leopoldina, escreveu longo artigo sobre a história de Leopoldina desde o nascimento do povoado em 1831, num excelente registro de fatos ocorridos e pessoas que viveram no antigo Feijão Cru. E são desse trabalho as informações importantes que até hoje são repetidas por vários historiadores da cidade.

“Chegamos à Praça do Rosário. Foi aqui que a cidade nasceu […]. Em 1831, eleva-se aí a Casa do Rosário. O primeiro centenário achou nesse mesmo local a Igreja da mesma invocação. Buena Flor, que deixou em tantas obras o testemunho de sua arte, fez também o altar-mor, púlpitos e florões ornamentais desse gracioso templo. […] Hoje tem foros de Matriz e nela se sagrou com grande pompa S. Ex. Revma. Dom Aristides de Araújo Porto, seu antigo vigário.”

Em 1943, publicou a sua principal obra, o livro “Leopoldina e seus Primórdios” que na página 10 traz o local onde foi concluída: “Ginásio Rio Branco, Outubro de 1943”.

É desta obra, inclusive, a informação de que Joaquim Antônio de Almeida Gama, estudado nos artigos anteriores do Trem de História, foi o primeiro historiador-memorialista de Leopoldina, sendo provavelmente a fonte para o artigo A Cidade de Leopoldina, publicado(3) em 1886. Uma obra onde beberam e ainda bem, muitos conterrâneos que se dedicaram e se dedicam a remover o pó que recobre o passado da “Cidade Menina”, cantada pelo poeta Átila da Cruz Machado em poema publicado em 1961.

O Trem de História de hoje fica por aqui. Mas voltará no próximo número ainda falando de Barroso Júnior e sua obra, na visão de terceiros. Até lá.


Fontes consultadas:
(1) BARROSO JR. Nossa Terra: O centenário da Cidade de Leopoldina, em Minas Geraes. Revista Eu Sei Tudo, Rio de Janeiro, Cia Editora Americana, nº 179, abril de 1932, 11º do anno XV, p. 11-14.
(2) LEOPOLDINA. Prefeitura Municipal. Revista Acaiaca: Primeiro Centenário de Leopoldina. Belo Horizonte: s.n., 1954., p. 13-36
(3) A Cidade de Leopoldina in: Almanaque de Leopoldina, Leopoldina: s.n., 1886. p.71-81

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado no jornal Leopoldinense de 16 de agosto de 2016

Agosto de 1916

Há 100 anos, nasceram em Leopoldina:

4 ago 1916

Francisca

filha de Joaquim Vieira Ramos e de Olinta Schettino de Souza

10 ago 1916

Gizelda Dietz de Almeida

filha de Carlos José de Almeida e de Guilhermina Dietz

10 ago 1916

João

filho de Manoel Francisco da Silva e de Francisca Rodrigues de Souza

21 ago 1916

Umbelina Marinato

filha de Riccardo Antonio Marinato e de Oliva Palmira Carraro

22 ago 1916

Tarcilia

filha de Sebastião Damasceno Neto e de Maria José Ferreira

26 ago 1916

Waldemar

filho de Manoel Custódio Ferreira Neto e de Virgilina Vargas Neto

30 ago 1916

Orlando

filho de Otavio José Ferraz e de Angelina de Almeida Ramos

Sesquicentenário de nascimento: agosto

Há 150 anos, nasceram em Leopoldina:

1 ago 1866

Antonio Carlos de Oliveira filha de Antonio Carlos de Oliveira e de Inacia Presceliana de Rezende Montes

1 ago 1866

Inacia Augusta de Moraes filha de Inácio Rodrigues Gomes e de Delfina Ignacia de Moraes

6 ago 1866

Elisa filha de Francisco de Paula P. Fernandes e de Luiza Amélia da Gama Cerqueira

7 ago 1866

Caetano Alves de Novaes filho de Manoel Joaquim de Novaes e de Sebastiana Cândida de São José

7 ago 1866

Juvelina filha de Roque Lopes da Silva Catete e de Maria Graciana da Silva

16 ago 1866

João Mamede de Souza filho de Luiz Pereira de Souza e de Luiza Maria de Nazareth

16 ago 1866

Virginia Angelica da Gama filha de Joaquim Antonio de Almeida e Gama e de Maria Josefina Cândida de Jesus

Rosa Cândida e Virgínia Angélica Almeida Gama

Com o texto de número 52, publicado na edição do dia 16 de julho do jornal Leopoldinense, encerramos a série sobre Joaquim Antonio de Almeida Gama, iniciada em abril deste ano.

Estas duas últimas filhas do primeiro historiador de Leopoldina reforçaram diversas ligações com outras famílias locais, especialmente com os Castro, os Moreira, os Gama Cerqueira, os Lacerda e os Salgado Lima. Estes últimos permanecem representados na cidade em diversos âmbitos, especialmente nas denominações do Conservatório de Música e do Terminal Rodoviário.

Os textos seguintes trarão informações sobre outro historiador da cidade: Barroso Júnior.

Personagens Leopoldinenses

Na coluna Trem de História que escrevemos para o jornal Leopoldinense, atualmente estamos abordando famílias que viveram em Leopoldina e contribuíram para o desenvolvimento do município. São os Personagens Leopoldinenses. A partir de um deles, selecionamos algumas informações que o situem na história local e descrevemos a genealogia conhecida.

Na edição de 27 de abril deste ano nós começamos a tratar do mais antigo historiador de Leopoldina: Joaquim Antonio de Almeida Gama. Após falarmos de suas atividades, seus antepassados e seu casamento, passamos a trazer informações sobre seus filhos. Na edição do dia 1 de julho, traçamos a genealogia da segunda filha, que se casou com filho de um dos povoadores de Leopoldina: Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda.

Esta série de textos confirma a intensa ligação entre as famílias povoadoras que, quando não existia na época em que se estabeleceram no então Feijão Cru, veio a se firmar pouco tempo depois. Os Almeida Gama são um exemplo, ao apresentar vínculos com os Moretzshon, Oliveira, Cortes, Cerqueira, Carneiro, Fontoura, Monteiro de Barros, Domingues, Tavares, Bastos, Macedo Freire, Sales, Nogueira e Salgado Lima.

54 – Barroso Júnior: a família e as atividades

Pouco tempo depois de chegar a Leopoldina, Barroso Júnior casou-se, no dia 26 de setembro de 1927, em Aparecida do Norte (SP), com Maria Aparecida de Azevedo Barroso, filha de Manuel Gonçalves de Azevedo e Ana Eugênia Pires.

Maria Aparecida era neta materna de Maria da Glória de Castro, filha de Maria Antonina e de João José Dutra, que em 1875 era subdelegado em Leopoldina. E neta paterna de Ana Eugenia Duarte e José Joaquim Pires, filho de outro do mesmo nome que se estabelecera no Feijão Cru na primeira metade do século XIX, sendo citado como exportador(1) de aves para a província do Rio de Janeiro já em 1841.

Do casamento de Barroso Júnior com Maria Aparecida nasceram três filhas: Eleonora Beatriz, Glória Maria (Acadêmica da ALLA) e, Stela Natalina.

Barroso Júnior e Maria Aparecida

Como funcionário público, sabe-se que em 1955 Barroso Júnior pertencia ao quadro de técnico de Educação, interino, do Ministério da Educação e Cultura, conforme o Diário Oficial da União(2). Em maio do ano seguinte, pela Portaria nº 197, de 21.05.56, do MEC, estava lotado no Instituto Nacional de Surdos-Mudos(3) e foi designado para, durante seis meses, prestar apoio à Fundação Catarinense de Educação Especial(4) e ao Instituto de Surdos Mudos de Florianópolis (SC).

A título de cooperação do Ministério(5) com a administração do Município de Leopoldina, o Ministro Clóvis Salgado o designou para proceder a estudo para organização do Departamento de Cultura na cidade, conforme Portaria nº 97, de 05.03.59. E como procurador da Prefeitura, em 23 de outubro de 1959 ele assinou acordo com o MEC e a Campanha Nacional de Educação para construção de quadra de basquete e voleibol no centro da cidade(6). Ainda como funcionário do MEC, foi nomeado pelo Ministro Clóvis Salgado como primeiro Diretor da Biblioteca Municipal de Leopoldina que foi então instalada em parte do segundo andar do Colégio Estadual Professor Botelho Reis. Biblioteca que, sob sua orientação, buscava ir além das estantes de livros, oferecendo cultura geral aos usuários através de revistas, jornais obras de arte e peças antigas.

João Barroso Pereira Junior faleceu no Rio de Janeiro(7) em 04.01.1963 e foi sepultado em Leopoldina.

O Trem de História faz uma pequena pausa. Mas promete seguir a viagem na próxima edição do Jornal contando um pouco sobre a vida do escritor. Aguardem.


Luja Mahado e Nilza Cantoni – Membros da Academia Leopoldinense de Letras e Artes

Publicado no jornal Leopoldinense de 01 de agosto de 2016

Fontes consultadas: (1) Registro do Porto Novo do Cunha, Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro, Lv 1841-1842, fls 5, indice 133, conhecimento nr 428. (2) Diário Oficial da União (DOU) • 26/07/1955 • Seção 1 • p. 29. Processo nr. 0 65.685-55 Disponível em <http://zip.net/bws7fG>. Acesso em 18 nov. 14 (3) idem • 25/05/1956 • Seção 1 • p. 23. Processo nr. 8.025-55 Disponível em < http://zip.net/bjs7z9> Acesso em 18 nov. 14. (4) DESTRI, Débora Silva (Org.) Caderno Técnico do Centro de Avaliação e Encaminhamento – 2008. p.13. Disponível em < http://zip.net/bns7MZ>. Acesso em 01.12.14. (5) Diário Oficial da União (DOU) • 13/03/1959• Seção 1 • p. 25. Portaria 97 de 05/03/1959. Disponível em <http://zip.net/bbs7xl>. Acesso em 30 nov. 14. (6) Diário Oficial da União (DOU) • 24/10/1959• Seção 1 • p. 33. Termo de Acordo. Disponível em <http://zip.net/bks7DX>. Acesso em 30 nov. 14. (7) Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, lv sepultamentos 1963-1975 fls 1 nr 10 plano 1 sep 16.

53 – Barroso Júnior: o Cidadão

O Trem de História vez por outra circula, desde o início da sua viagem, por ramais diversos. Percorreu a Imprensa Leopoldinense do fim do século XX. Numa linha diferente, passou pelo Centenário do poeta Augusto dos Anjos e por lá encontrou o professor Júlio Caboclo.

Trouxe para os dias atuais a vida dos Expedicionários Leopoldinenses, numa justa homenagem pelos 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial. Em seguida retornou ao assunto inicial para fechar aquele ciclo de pesquisa sobre os periódicos de 1879 a 1899.

Partiu, então, em busca de outros personagens que fizeram a história da cidade, alguns deles verdadeiros “ilustres desconhecidos”, relegados ao esquecimento muitas das vezes por questões políticas ou, por terem sido vítimas de imaginária “chave de desvio de trilhos” que os obrigou a percorrer caminho distante dos holofotes das suas épocas.

Por vezes pessoas simples, mas que deixaram marcas e contribuições que os tornaram merecedores de destaque na sociedade ou, proles avantajadas que se multiplicaram em progressão e se entrelaçaram com outros núcleos familiares para formar o povo leopoldinense.

É por esta linha que o Trem de História transitou nos últimos seis artigos falando do primeiro historiador da cidade, Joaquim Antonio de Almeida Gama, e segue agora com Barroso Júnior, o autor que possibilitou a descoberta do nome de Joaquim Antonio.

 

João Barroso Pereira Junior, o Barrosinho, segundo Mário de Freitas(1) ou, Barroso Júnior como assinava suas obras, nasceu no dia 05.02.1903, em Queluz, SP(2). Era filho do português, João Barrozo Pereira e de Carolina Barrozo Pereira, natural de Vassouras, RJ(3).  Neto paterno de Antonio Barrozo Pereira e Maria Affonso Pereira e, materno, de Joaquim José Teixeira Filho e Ephigênia Bernarda Teixeira, conforme sua certidão de nascimento. Segundo consta, teria estudado em Lavrinhas, então município de Lorena, SP. Alistou-se em 1924 no município de Queluz, SP(4).

No ano seguinte ele já apareceu em Leopoldina como um dos sócios fundadores do Grêmio Lítero-Artístico Augusto dos Anjos, fundado (5) em 25.06.1925, ocupando os cargos de 2º Orador e 2º Secretário.

Barroso Júnior era professor. Durante bom tempo foi funcionário público e por um curto período, empresário, proprietário de um colégio em Visconde do Rio Branco, MG. Sobre esta empreitada José Barroso Junqueira(6), acadêmico da ALLA e sobrinho de Barroso Junior, conta que trabalhou nesse colégio no começo da década de 40 quando o tio adquiriu o Ginásio Rio Branco que, “na oportunidade, lutava com dificuldades para sobreviver, em se tratando de iniciativa particular”.

O vagão completou a carga de hoje. Na próxima viagem ele trará mais informações sobre Barroso Júnior. Até lá.


Fontes consultadas: 
(1) FREITAS, Mário de. Leopoldina do Meu Tempo. Belo Horizonte: Página, 1985. p 244.
(2) Histórico de Cidades pelo IBGE. Disponível em: <http://zip.net/bqs8CM >. Acesso 27 jun. 15
(3) Certidão matrícula 122622 01 55 1903 1 00006 196 0000411 72.
(4) Certificado de reservista nº 926442, de 3ª categoria, 2ª Região Militar, 4ª C. R., São Paulo, 28 dez 1944.
(5) Brasil Progresso. Rio de Janeiro: L.A. Babo Júnior, 1925, set nr 9 pag 3.
(6) Discurso de posse na Academia Leopoldinense de Letras e Artes, em maio de 2009, sobre seu patrono.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado no jornal Leopoldinense de 22 de julho de 2016