4 – Colunas Literárias

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado no jornal Leopoldinense de 1 de agosto de 2014

Continuação do estudo sobre A Imprensa em Leopoldina (MG) entre 1879 e 1899

Não foram apenas os dois autores citados no artigo anterior que escreveram colunas literárias publicadas nos antigos jornais de Leopoldina. No jornal O Leopoldinense, havia uma coluna denominada Folhetim, na metade da primeira página.

Na Gazeta de Leopoldina, na edição nº 5 do terceiro ano, foi inaugurada uma seção, também na primeira página, com o título A Gazetinha e o subtítulo Folha Literária.

Em outros jornais da época existiam colunas contendo material semelhante, que no livro “História e Imprensa: Representações Culturais e Práticas de Poder”, organizado por Ariane Ewald e outros, é descrito como crônicas folhetinescas “divulgadoras de uma trama social, de um estilo de vida, de valores que sinalizaram a modernidade no século XIX”. Que equivaliam ao que Nelson Werneck Sodré classificou de “romances e novelas anônimas, fabricadas aos montes para distrair o espírito das sinhazinhas e dos estudantes”.

É o caso, por exemplo, d’O Leopoldinense, que durante o ano de 1881 publicou a tradução feita por Silva Ennes para A Condessa de Talma dividida em várias edições, sem ter sido indicada a nacionalidade ou o nome do autor da obra.

Também eram publicadas traduções e análises críticas de obras europeias. Algumas vezes com conteúdo que surpreende por aparentar certa incompatibilidade com o que o senso comum entende ser característica da sociedade da época. Como a análise da obra “As Mulheres que Votam e as Mulheres que Matam”, de Alexandre Dumas Filho, publicada na primeira página da edição nº 51, de 07.11.1880, d’O Leopoldinense. Anunciada como “correspondência do Leopoldinense”, o texto informa que a primeira parte da obra trata de três mulheres acusadas de terem assassinado os pais de seus filhos, sendo uma delas atriz, a segunda uma serva e a terceira uma senhora casada. Após descrever os processos, o autor dialoga com o leitor declarando que os crimes aconteceram “porque não tendes ânimos de fazer leis que confiram à honra das donzelas as mesmas garantias que à mais grosseira mercadoria”. Já na segunda parte da obra, diz o articulista, o autor defende “o direito que tem a mulher de votar, como o homem”. O texto questiona a diferença entre sexos e declara que as teses advogadas por Dumas Filho passariam por diversas fases como espanto, hábito, experiência, dever e finalmente um bem para a sociedade.

De resto, a apreciação dessas colunas literárias suscita algumas conclusões.

Em primeiro lugar, há uma sensível diferença entre a primeira fase, em que O Leopoldinense era o único periódico e a quarta fase, com vários jornais sendo publicados simultaneamente ou não. Se naquela os autores não puderam ser identificados, nesta houve nomes que permaneceram na lide literária. Enquanto a primeira fase caracterizou-se por romances e novelas anônimas, na última eram publicadas poesias, contos curtos e pequenas crônicas, quase sempre com identificação da autoria. Por outro lado, a quarta fase inaugurou a época das charadas, piadas e colunas de opinião.

De todo modo, não se pode esquecer o alerta do livro de Ariane Ewald de que as “crônicas são fragmentos e, ao mesmo tempo, elementos do social” e que tais “fragmentos da vida no século XIX indicam também os sinais mais públicos e visíveis do projeto da modernidade” que se vivia à época. Ampliando-se a área de alcance destes conceitos para além das crônicas folhetinescas, percebe-se que outras matérias publicadas nos primeiros periódicos leopoldinenses se enquadram na mesma condição de reflexo da vida cotidiana.

De certo modo foi o que se observou, por exemplo, na crônica publicada na edição de 30.01.1896 da Gazeta de Leopoldina, assinada por J. Lorbela, provável pseudônimo. Após uma introdução bastante rebuscada em elogios ao distrito de Conceição da Boa Vista, o autor usa de fina ironia para denunciar “esse ninho de águias” que seria o Conselho Distrital e fazer provocações sobre a falta de água, de iluminação e de prédio para a escola. No prosseguimento, declara que não houve eleição no distrito porque “na forma do costume, os eleitores deixaram-se ficar no seu dulce far niente”, abstendo-se de participar do pleito. E encerra o texto pedindo ao fiscal distrital para por “termo às infrações ao estatuto municipal, tão desrespeitado por indivíduos menos ocupados que se divertem dia e noite a alvejar as suas armas, pondo em sobressalto crianças e famílias”. Pela leitura das crônicas deste articulista durante boa parte do ano de 1896 é possível acompanhar o cotidiano do distrito de Conceição da Boa Vista.

Dá até vontade de continuar nesta toada. Mas o Trem de História soou o apito indicando que é chegada a vez do vagão que vai explicar as razões para Leopoldina ter tido tantos periódicos em tão pouco tempo. Aguardem.

Instituto Agronômico em Leopoldina

Há 120 anos a Revista Industrial de Minas Gerais, em sua edição número 10 assim se manifestava a respeito da criação dos institutos agronômicos e especialmente da regulamentação através do Decreto nr. 737 de 13 de julho:

Entretanto, segundo notícia publicada na primeira página do jornal O Leopoldinense, de 11 de agosto de 1895, a Lei n. 140, de 20 de junho daquele ano, reformou o ensino agrícola no estado e cancelou a instalação de novos Institutos Agrícolas. Como a unidade de Leopoldina fora criada mas ainda não havia sido instalada, seria convertida em “campo prático ou campo de demonstração”. Estaria aí a origem da Fazenda do Estado, na Laginha?

Há outras dúvidas sobre o ensino agrícola em Leopoldina. Foram encontradas referências a uma Escola Agrícola fundada cerca de quinze anos depois, subsidiada pelo governo do estado e administrada pelos proprietários do então Gymnasio Leopoldinense. As referências são nebulosas e alguns intérpretes acreditam tratar-se de uma instituição particular. Na fotografia abaixo o prédio identificado com o nome do colégio particular foi reconhecido por antigos moradores como sendo a sede do Aprendizado Agrícola.

3 – Influências e Financiamento

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 16 de julho de 2014

Terceira parte do trabalho A Imprensa em Leopoldina (MG) entre 1879 e 1899

Neste tempo de muito falar sobre financiamento de campanha e contabilidade criativa para que a grana não saia dos trilhos, o Trem de História conta um pouco sobre os caminhos percorridos para o financiamento dos periódicos e as influências que exerciam sobre a linha editorial de um jornal.

E o ponto de partida para a viagem de hoje é a edição nº 40 do ano 3, de 25.05.1882, d’O Leopoldinense, que na primeira página traz um aviso com os preços cobrados para veicular declarações, publicações solicitadas, avisos e anúncios, esclarecendo-se que “adotamos os preços moderadíssimos do Diário do Brasil”, de onde se extrai primeira constatação interessante.

A notícia em si, indicando uma das formas de financiamento do jornal, pouca novidade tem. Mas nela o editor do Leopoldinense deixou entrever que seu jornal acompanhava o Diário do Brasil, periódico publicado na Corte, que foi incluído por Nelson Werneck Sodré, em A História da Imprensa no Brasil, entre os órgãos da pequena imprensa que se isolou no apoio ao manifesto de Carl von Koseritz, em 1883, de incentivo à imigração germânica. O Diário do Brasil era um informativo classificado pelo jornalista francês Max Leclerc entre os que “exerciam grande influência na opinião” e, como se vê, servia de parâmetro para O Leopoldinense. Isto faz crer, com boa margem de segurança, que não teria sido por mero acaso que O Leopoldinense se colocou, em diversas oportunidades, a favor da substituição da mão de obra escrava por colonos estrangeiros.

Recorde-se que o tema da imigração foi estudado pelos autores deste Trem de História em projeto desenvolvido há alguns anos sobre a Colônia Agrícola da Constança. Naquela oportunidade afirmou-se mais de uma vez que os fazendeiros leopoldinenses adotaram a ideia da contratação de colonos estrangeiros a partir do início da década de 1880 e a substituição da mão de obra foi um processo crescente, não se justificando a visão de que o 13.05.1888 desestruturou todas as propriedades agrícolas do município.

Recorde-se, ainda, que entre outras fontes utilizadas naquele estudo estão as matérias publicadas em jornais, especialmente as colunas d’O Leopoldinense e da Gazeta de Leopoldina que divulgavam a chegada de imigrantes na Hospedaria Horta Barbosa, em Juiz de Fora.

Voltando à fonte de financiamento do primeiro periódico leopoldinense, vale observar que ela traz um indicador importante. Analisando a denominada Seção Livre, observa-se que o jornal publicava matérias relativas a diversos municípios que não faziam parte da área de influência de Leopoldina, o que indica uma boa receptividade do jornal numa região mais vasta.

Embora não tenha sido possível identificar com precisão todo o universo dos assinantes do jornal, pode-se concluir, por hipótese, que além dos moradores de localidades próximas os houvesse em diferentes pontos das províncias de Minas e Rio, além da Corte, o que por si só amplia bastante a sua possibilidade de financiamento através das assinaturas. E esta ampliação pode ser observada em anúncio na primeira página da edição de 19.11.1881 informando que as assinaturas poderiam ser pagas num endereço na capital do Império – Rua da Quitanda 84-B, onde se estabelecia a empresa Portella & C. que recebia, também, assinaturas tomadas por moradores de outras cidades. Segundo o próprio jornal era possível, também, pagar a assinatura diretamente, através de remessa de vale postal, como fez um padre de Valença, RJ, em 1881.

Uma fonte importante de financiamento, não só para O Leopoldinense, sempre foi a proveniente das publicações oriundas da administração municipal e do poder judiciário. Neste ponto é importante lembrar que as receitas destas publicações algumas vezes traziam consigo seus prós e contras. Assim, em alguns casos, pareciam constituir-se na razão para a existência de uma folha informativa. Noutros, agraciados com maior ou menor volume de recursos, podiam ser confundidos com algum favor concedido ou negado devido à cor da bandeira partidária assumida por seu editor.

Outra forma de financiamento dos periódicos eram as colunas com noticiário religioso. Segundo consta em alguns dos “papeizinhos” do Padre Julio Fiorentini, que estava à frente da Paróquia de São Sebastião nos últimos anos do século XIX, eram feitas arrecadações específicas pelas irmandades para publicação de anúncios no jornal. Esclareça-se que tais papeizinhos foram encontrados dentro de livros de assentos paroquiais de batismo transcritos pelo Padre José Ribeiro Leitão em dezembro de 1958, não estando organizados ou arquivados de forma a permitir sua referenciação.

Completando-se o rol de meios para obtenção de fundos para financiamento dos periódicos, há a indicação de venda avulsa realizada por “moleques” esporadicamente mencionados. Contudo, apesar do preço da assinatura ser informado sempre na primeira página, no caso d’O Leopoldinense não foi encontrado o valor para venda avulsa.

Conhecidas as fontes de influência e financiamento dos periódicos o próximo vagão promete falar de literatura, jornalismo e política. Aguardem. Ele vem puxado pela Maria Fumaça, mas é rapidinho.

Há 100 anos

Leopoldinenses nascidos em julho de 1914

Jorge Meneghelli 2-jul filho de Evaristo Meneghelli e de Giuseppina Battisaco
Dalba 5-jul filha de Custódio Teixeira Dutra e de Maria Izabel Rodrigues do Vale
Euclides Meneghetti 5-jul filho de Felice Meneghetti e de Carolina Marinato
José 5-jul filho de Luiz Nóbrega da Costa e de Rita de Almeida Lacerda
Geraldo Tonelli 9-jul filho de Emilio Tonelli e de Elvira Bartoli
Newton 9-jul filho de Marco Aurélio Monteiro de Barros e de Laura Monteiro da Silva
Eurides 10-jul filha de Izolino de Macedo Freire e de Maria Cipriana de Carvalho
Cremilda 13-jul filha de Gastão Ferreira Brito e de Ana Leodina Gonçalves Neto
Ermelinda 15-jul filha de Alfredo Gomes da Silva e de Cecília Pimentel
José 17-jul filho de José Augusto Vargas e de Cecília Ferreira de Almeida
Carmen 20-jul filha de Alipio Ribeiro Filho Macieira e de Adalgisa Minelli
Sebastiana 20-jul filha de José Manoel de Souza e de Cecilia Januária de Alcântara
Maria 22-jul filha de Alfredo Firmino Sante Pengo e de Regina Marinato
Waldemar 22-jul filho de Paulino Ferreira Neto e de Maria Amelia Pires
Amalia Stefani 23-jul filha de Armando Stefani e de Maria Maddalena Meneghetti
Anayr Conti 25-jul filha de Giuseppe Conti e de Aristea Regina Meneghelli

2 – O Público Alvo dos Periódicos

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 1 de julho de 2014

Continuação do trabalho A Imprensa em Leopoldina (MG) entre 1879 e 1899

Como foi dito no artigo anterior, o trem de história traz hoje o vagão da pesquisa sobre o público alvo dos periódicos. Isto é, o pessoal que devia sentar no banco do trem, na espreguiçadeira do alpendre ou, na cadeira da sala para ler o jornal. E começa pelo mais antigo jornal da cidade que se chamou “O Leopoldinense”.

Este periódico teve como seu primeiro editor e gerente o Alferes Francisco da Costa Sobrinho. Sua primeira edição data de 01.01.1879 mas só existem em arquivo os números publicados a partir de novembro de 1880. Era “propriedade de uma sociedade anônima” cujos membros podem apenas ser suspeitados, já que não se encontraram fontes que os identificassem. Apresentava-se como “Folha Comercial Agrícola Noticiosa”, trazendo o subtítulo “Consagrado aos Interesses dos Municípios de Leopoldina e Cataguases”, o seu público alvo declarado.

Abra-se aqui um parêntese. O subtítulo acima se confirma pelo fato de que a publicação surgiu quando havia apenas três anos e dois meses que Cataguases se emancipara de Leopoldina e somente um ano e quatro meses da instalação daquele município. Registre-se, ainda, que é possível constatar, em matérias publicadas no jornal e em documentos do Arquivo da Câmara Municipal de Leopoldina, como os livros dos cartórios de notas, que por esta época Cataguases ainda mantinha certo nível de dependência em relação a Leopoldina e que, além disso, ali a imprensa periódica só apareceu cinco anos depois, em 1884, conforme Xavier da Veiga.

Seria, entretanto, uma simplificação perigosa afirmar que O Leopoldinense tinha como público alvo apenas os moradores de Leopoldina e Cataguases. Até porque as divisões administrativas nem sempre correspondem ao que se observa na realidade. O público do jornal poderia ser constituído pelos 59.390 habitantes da área imediata de influência de Leopoldina e não somente dos que residiam no território então pertencente ao município.

E para entender esta ampliação do público alvo basta lembrar o fato de que alguns dos distritos emancipados estavam subordinados a municípios onde ainda não havia imprensa periódica. Porque além de Cataguases, já mencionado, este é o caso dos distritos que foram transferidos para Mar de Espanha, Muriaé e São João Nepomuceno, como pode ser deduzido da obra de José Xavier da Veiga, quando mostra que o primeiro jornal de Mar de Espanha é de 1882 e informa que em Muriaé e São João Nepomuceno os primeiros apareceram somente em 1887.

Importante destacar que, do total de moradores (59.390) apurado em 1872, apenas 65,54% deles eram cidadãos livres, o que poderia levar à conclusão de que o mercado do jornal seria de 38.924 pessoas, das quais apenas 9.010 eram alfabetizadas. Entretanto, o baixo índice de alfabetização não se torna totalmente excludente por conta de notas encontradas em vários jornais consultados, as quais confirmam a opinião de Walmir Silva, em A Imprensa e a Pedagogia Liberal na Província de Minas Gerais, que citando Gramsci afirma que: “o referido público não se resumia a letrados, sendo condição da pedagogia liberal alcançar os simples”. E conforme o mesmo autor, a oralidade teve grande importância num ambiente de baixa alfabetização: “a circulação dos periódicos e sua leitura pública alimentavam uma elite intelectual moderada, em sentido amplo”.

No mesmo sentido coloca-se Marcus J. M. de Carvalho, em A Imprensa na Formação do Mercado de Trabalho Feminino no Século XIX, ao mencionar a leitura em voz alta e também a frequência aos locais de concentração de pessoas como osmeetings e clubs, para ter acesso à informação. Aliás, Carvalho referiu-se a uma expressão interessante ao declarar que as novidades chegavam através das conversas com agregados, com os escravos de dentro de casa ou com vizinhos. Afirmou ele: “vestidos e ideias francesas vinham na mesma embalagem” cuja ideia central remete ao processo da Inconfidência Mineira, de inspiração francesa.

E para sintetizar as referências à influência dos costumes da França na sociedade brasileira, presentes em inúmeras obras, cita-se aqui a Revista Gragoatá, da Universidade Federal Fluminense, volume 10-13, de 2001, com um artigo intitulado “As ideias francesas [chegaram ao Brasil] nos movimentos preparatórios da Independência”.

Este aspecto foi observado, nos jornais de Leopoldina analisados para este trabalho, em situações tais como citações naquela língua, anúncio de livros de autores franceses e comentários sobre a moda parisiense. Presume-se, portanto, que o francesismo era sinal distintivo e o público leitor estava a ele habituado. Adicionalmente, a análise de anúncios de cursos livres ou regulares na cidade demonstra que havia interesse pelo aprendizado da língua de Rousseau.

Fechando o artigo de hoje, resta dizer que em fevereiro de 1881 o subtítulo do Leopoldinense passou a ser “Dedicado à Causa Pública e Social”, embora não se tenha observado mudança editorial ou de público nos exemplares posteriores. Em maio de 1882 ocorreu uma significativa alteração no jornal ao ser desfeita a sociedade Costa Sobrinho & C, ficando todo o ativo e passivo da tipografia, bem como a casa de negócio situada à Rua do Rosário nº 37, a cargo do sócio Francisco da Costa Sobrinho, conforme nota publicada na primeira página da edição nº 39, de 21 de maio daquele ano. Quanto à linha editorial, estrutura do periódico e público alvo, as edições subsequentes não trazem modificações.

No próximo número o Trem da História seguirá a sua viagem.

Apontamentos para a História da Educação em Leopoldina

O administrador municipal de 1895 fez publicar, no jornal de sua propriedade, uma série de artigos denominados Governo Local nos quais manifestava opinião sobre variados temas de interesse público. Uma destas colunas, publicada há exatos 119 anos, o tema era o então chamado Ensino Primário e a Escola Noturna.

José Marinho do Amarante

Primeira geração

1.  José Marinho do Amarante Casou com Maria L. Teixeira.

Filho/a deste casamento:

+         2   M       i.          Avelino Marinho do Amarante nasceu cerca de 1859 em Vila Chão, Portugal.

Segunda geração (Filhos)

2.  Avelino Marinho do Amarante (José Marinho do 1) nasceu cerca de 1859 em Vila Chão, Portugal.

•  Eleitor, em 1892, em Leopoldina, MG.

•  Inspetor Escolar, em 1910, em Ribeiro Junqueira, Leopoldina, MG.

•  Morava a 27 Dez 1913 em Ribeiro Junqueira, Leopoldina, MG.

Avelino casou com Mariana Esmeraldina Teixeira Dutra, filha de José Tomaz Dutra e Maria do Carmo Teixeira Marinho,  a 28 Jun 1886 em Leopoldina, MG. Mariana nasceu em Leopoldina, MG, e faleceu antes de 1913.

Filhos deste casamento:

+         3   M       i.          José Marinho Amarante nasceu a 19 Abr 1887 em Leopoldina, MG, e faleceu em Leopoldina, MG.

4   M      ii.          Antonio nasceu a 21 Ago 1889 em Leopoldina, MG.

5   M     iii.          Avelino nasceu a 4 Fev 1891 em Leopoldina, MG, e faleceu cerca de Jun 1896 em Ribeiro Junqueira, Leopoldina, MG.

6   M    iv.          Agostinho Dutra Amarante nasceu a 7 Mai 1892 em Leopoldina, MG.

7   F       v.          Elvira nasceu a 14 Dez 1893 em Leopoldina, MG.

8   M    vi.          Pedro nasceu a 26 Fev 1895 em Leopoldina, MG.

9   F     vii.          Maria Amarante nasceu a 24 Mai 1896 em Ribeiro Junqueira, Leopoldina, MG.

10   M  viii.          Joaquim Amarante nasceu a 16 Ago 1897 em Ribeiro Junqueira, Leopoldina, MG.

11   M    ix.          Custódio Marinho Amarante nasceu a 16 Abr 1901 em Leopoldina, MG.

12   M     x.          Waldemar Marinho Amarante nasceu a 2 Out 1902 em Leopoldina, MG.

13   F      xi.          Eulalia Marinho Amarante nasceu a 27 Ago 1906 em Ribeiro Junqueira, Leopoldina, MG.

Eulalia casou com Aristóteles Borges Barcelos, filho de Antonio Borges Barcelos e Ana Soares,  a 4 Jan 1933 em Conceição da Boa Vista, Recreio, MG. Aristóteles nasceu a 6 Nov 1906 em Ribeiro Junqueira, Leopoldina, MG.  Aristóteles também usou o nome Aristides Borges Barcelos.

14   M   xii.          Carlos Marinho Amarante nasceu depois de 1906.

15   M  xiii.          Manoel nasceu a 24 Set 1908 em Leopoldina, MG, e faleceu em Mai 1910 em Leopoldina, MG.

Avelino a seguir casou com Bertholina Rego.

Terceira geração (Netos)

3.  José Marinho Amarante (Avelino Marinho do 2, José Marinho do 1) nasceu a 19 Abr 1887 em Leopoldina, MG, e faleceu em Leopoldina, MG. Baptizado a 20 Jul 1887 em Leopoldina, MG.

•  Aluno da Escola das Palmeiras, Professor Miguel T. Júnior, a 22 Nov 1899, em Leopoldina, MG.

•  Matriculado na Escola Normal do Ginásio Leopoldinense, em 1907, em Leopoldina, MG.

•  Formou-se na Escola Normal do Ginásio Leopoldinense, em 1909, em Leopoldina, MG.

•  Professor de Escola Estadual, em 1911, em Providência, Leopoldina, MG.

José casou com Albina Monteiro, filha de João Teixeira Monteiro e Ana Dias Moreira.

Filhos deste casamento:

16   F        i.          Celia nasceu a 24 Nov 1915 em Leopoldina, MG.

17   M      ii.          José nasceu em Mar 1917 em Leopoldina, MG.

Fontes Consultadas:
Arquivo da Câmara Municipal de Leopoldina, Alistamento Eleitoral século XIX.
Arquivo da Diocese de Leopoldina, lv 02 bat fls 187 termo 1745; lv 03 bat fls 118v termo ordem 1158 e fls 194v termo 170; lv 04 bat fls 67 termo 818; lv 05 bat fls 19 termo 545 e fls 84 termo 350; lv 06 bat fls 115v termo 165; lv 07 bat fls 30v termo 1106; lv 09 bat fls 66v termo 93; lv 10 bat fls 23 termo 224; lv 12 bat fls 78 termo 155; lv 16 bat fls 17v termo 85 e fls 88v termo 254; lv 1 cas fls 150 termo 95.
Cartório de Registro Civil de Recreio, MG, lv 5 cas fls 162.
Cartório de Registro Civil de Ribeiro Junqueira, Leopoldina, MG, lv 2 óbitos fls 23 e.lv 5 nasc fls 126v.
Cartório de Registro de Imóveis de Leopoldina, MG, tabelião Lauro Guimarães, lf 78, fls 7 a 9.
Gazeta de Leopoldina: 1 maio 1910 pag 1; 12 maio 1910 pag 1; 23 de março de 1916, ed.264, p.1 e 3 dez 1899 ed 34 pag 2.
Igreja Menino Deus, Recreio, MG, lv 5 cas fls 73.
LAEMMERT, Eduardo e Henrique. Almanak Laemmert (Rio de Janeiro: 18--;), 1911 pag 3127.
OLIVEIRA, Paloma Rezende de Oliveira. Escola Normal do Ginásio Leopoldinense e o projeto educativo de formação das elites da zona da mata mineira (Florianópolis(SC): Encontro Nacional da ANPUH, 2015), p.16.

A Imprensa em Leopoldina (MG) entre 1879 e 1899

01 – APRESENTAÇÃO E INÍCIO DA HISTÓRIA

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 16 jun 2014

Iniciamos com este, a publicação de alguns textos que pretendemos sejam como um TREM DE HISTÓRIA a levar ao leitor do Jornal Leopoldinense um pouco do passado da cidade. E, numa primeira série de artigos, nossa imaginária Maria Fumaça trará para o público da gare a história da Imprensa em Leopoldina-MG no período de 1879 a 1899.

Isto porque segundo Xavier da Veiga na monumental obra intitulada Efemérides Mineiras, Leopoldina figura entre os municípios mineiros com maior presença da imprensa periódica neste período. E porque no dizer de Maria Beatriz Nizza da Silva, no livro Gazeta do Rio de Janeiro (1808-1822), os jornais são fontes preciosas para o historiador como documento da vida cotidiana, permitindo observar aspectos “que dificilmente se encontram em outra documentação”. Embora não se conheça estudo que discuta o papel desta imprensa em Leopoldina, o município teve bom destaque histórico e econômico na zona da mata mineira, o que por si só justifica explorar as fontes desta história.

Serão textos inéditos, baseados em trabalho de Nilza Cantoni para o curso de pós graduação em História Cultural pela Universidade Gama Filho. Assunto ainda não tratado por estudiosos, aqui será apresentado o resultado de uma investigação que procurou reunir e sintetizar uma abordagem panorâmica, identificando os periódicos existentes no período pesquisado, o público atingido e o papel desses jornais locais na difusão da cultura.

Lembrando que para este trabalho Nilza leu e analisou quinhentas e onze edições de cinco periódicos da época, sendo possível identificar que as matérias tratavam de Administração Pública, Agroindústria, Educação, Escravidão, Imigração, Literatura, Poder Judiciário, Política, Religião, Serviços Públicos, Social, Transportes e Variedades.

No correr dos artigos notará o leitor que foi de fundamental importância a análise de algumas das primeiras edições do pioneiro jornal O Leopoldinense, lançado em 1879. Especialmente matérias que declaravam ser sinal de modernidade a libertação dos escravos, bem como de outras que abordavam a necessidade de melhorar a capacidade de produção agrícola. Leituras que permitiram esboçar um panorama da sociedade da época, despertando para o “estudo de um saber local nos moldes históricos” de que Lynn Hunt, em A Nova História Cultural, trata ao definir o que é a História Local. Donde duas questões se destacaram: saber quais eram os assuntos em pauta no período e de que forma eles eram abordados.

Fato é que, manuseando este rico material, Nilza tirou algumas conclusões interessantes e constatou, por exemplo, que os primeiros jornais de Leopoldina funcionaram muitas vezes como os almanaques da época, os quais formavam uma coletânea de informações que se destinavam a instruir o público leitor a respeito dos mais variados assuntos. Concluiu, ainda, que aqueles periódicos se propunham a atuar na formação de um público leitor que viria a se tornar consumidor de outros jornais e dos livros divulgados nas quartas páginas daqueles periódicos.

Mas para que o leitor também possa tirar as suas próprias conclusões, necessário se faz que a viagem prossiga para descobrir que o município de Leopoldina, situado na zona da mata de Minas Gerais, no final do século XIX contou com diversas publicações periódicas.

Segundo Xavier da Veiga teriam sido dezesseis os jornais que aqui se imprimiram no último quartel dos anos de mil e oitocentos. Entretanto, a pesquisa elevou este número para vinte e um títulos lançados, além de um Almanaque.

E para finalizar o artigo de hoje, é de se destacar que de alguns destes informativos só foram localizadas esparsas referências em outros periódicos ou em literatura. Mas aprimorando-se as buscas, foi possível encontrar edições de doze deles, sendo que alguns no Arquivo Público Mineiro, em Belo Horizonte, outros na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro e ainda outros, na Biblioteca Municipal Luiz Eugênio Botelho e na Casa de Leitura Lya Maria Müller Botelho, em Leopoldina. E aqui é preciso registrar um agradecimento especial aos funcionários da Casa de Leitura, especialmente ao seu diretor Alexandre Moreira, que facilitaram o acesso da pesquisadora à única coleção completa da Gazeta de Leopoldina de que se tem notícia.

No segundo vagão se falará sobre público alvo destes periódicos. Até lá!

Posturas Municipais

Há 133 anos o Fiscal Municipal de Leopoldina publicava o anúncio abaixo no jornal O Leopoldinense. Além de informar sobre o prazo para calçamento das testadas das casas, alertava sobre atividades proibidas na área urbana, como cortume e chiqueiro.

Atualização do Programa do 5º Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo

V Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo

V ENCONTRO DE PESQUISADORES DO CAMINHO NOVO
Juiz de Fora – 2014

PROGRAMAÇÃO

Dia 06/06/2014 (sexta – feira) – auditório do Instituto Histórico e Geográfico de Juiz de Fora ( Av. Getúlio Vargas, 455 – 4º andar – esquina com Rua Halfeld)

8:30h – Credenciamento e inscrição (gratuita), sujeitas ao número máximo de ocupação, no local

9:00h – Abertura – Luiz Mauro Andrade de Fonseca

9:30h – Comunicação 01 – Alessandra de Carvalho Germano (Arquivo Permanente/UFJF) – Arquivos Públicos e sua interação com os pesquisadores

10:00h – Intervalo

10:30h – Comunicação 02 – Dr. Geraldo Barroso de Carvalho (Barbacena)

11:00h – Comunicação 03 – Profa. Helena Guimarães Campos (Belo Horizonte) – O universo Urbano e as Estradas Reais e Ferrovias

12:00h – Intervalo para almoço

14:00h – Comunicação 04 – Leonardo Bassoli Angelo (Doutorando PPGHis/UFJF) – Indivíduos, grupos, trajetórias : o Caminho Novo e as elites de Barbacena (1791 – 1831)

14:30h – Comunicação 05 – Roney Fabiano Alves (Matias Barbosa) – O Caminho Novo entre Simão Pereira e Matias Barbosa

15:00h – Comunicação 06 – Profa. Leila Barbosa e Profa. Marisa Timponi (Juiz de Fora) – A literatura à margem do Caminho Novo

15:30h – Comunicação 07 – Vanderlei Tomaz (Juiz de Fora) – Olhar de Pedra

16:00h – Intervalo

16:30h – Comunicação 08 – Nilza Cantoni (Leopoldina) – Caminho do Cantagalo e Joana Capella (Cataguases) – Estrada Presídio-Campos

17:00h – Comunicação 09 – Prof. Vanda Arantes do Vale (UFJF – Juiz de Fora) – Caminho Novo: arquitetura de ocupação

18:00h – Encerramento

Jantar de Confraternização (por adesão) – Restaurante Diamantina (Rua Floriano Peixoto, entre a rua Santo Antonio e Av Rio Branco)

Participação da Livraria Quarup
Durante o evento, os autores de livros poderão comercializar suas obras através de venda ou trocas

Dia 07/06/2014 (sábado)
9:00h – Passeio cultural – pontos do Caminho Novo em Juiz de Fora