Atenas da Zona da Mata

Desde a segunda metade do século XIX, em Leopoldina funcionavam muitas escolas reconhecidas pelo bom nível da educação ali obtida. Mas foi no início do século XX que surgiu o epíteto de Atenas da Zona da Mata.
A mais antiga referência que encontrei a respeito foi de Roberto Capri, no livro Minas Gerais e seus Municípios, editado em 1916 pela Casa Pocai Weiss & Cia. Na página 242 o autor declara:
“Leopoldina se pode considerar a Athenas da Zona da Matta. A instrucção publica, principal propulsor da civilisação d`um povo é aqui largamente administrada, como attestam os seus estabelecimentos de ensino e a grande frequencia dos seus alumnos”.
Em 1950, José Ribeiro Leitão, ex-pároco em Leopoldina, jurista e ex-juiz federal, escreveu o soneto “Leopoldina” com os seguintes últimos versos:
“Tão rica no saber que a ilumina,
Atenas, não da Grécia mas da Mata
Nome que Aquino deu a Leopoldina.”
O último verso levou muitas pessoas a acreditarem que Aquino foi quem deu o epíteto a Leopoldina. Dom Francisco de Aquino Corrêa, Arcebispo de Cuiabá, homem de notável cultura aos 32 anos assumiu o governo da então Província de Mato Grosso, a qual governou de 1918 a 1922. Em 1927, após visitar Dom Aristides de Araújo Porto, então vigário da Paróquia de São Sebastião de Leopoldina e mais tarde Bispo de Montes Claros, Dom Aquino escreveu um soneto com o título “Leopoldina” que termina assim:
“E assim, coroando com os florões do estudo,
O teu nome que vale um nobre escudo,
És a Atenas da Mata, ó Leopoldina.”
Teria Dom Aquino lido Roberto Capri? Ou teria ouvido o epíteto em conversa com Dom Aristides?
Esta é uma republicação de postagem escrita em 2009.

Nascidos em Leopoldina há cem anos

1 nov 1915

Julieta, filha de Ramiro Zenobi e de Maria de Jesus Pereira Barbosa

4 nov 1915

Wanda, filha de João Samuel e de Henriqueta de Oliveira

6 nov 1915

Luiza, filha de Pedro Machado Dias e de Maria Garcia de Matos

14 nov 1915

Calíope Barroso Lintz, filha de José Martiniano Barroso Lintz e de Inácia de Souza

17 nov 1915

João Maragna, filho de Artur Maragna e de Idalina Perillo

24 nov 1915

Celia, filha de José Marinho Amarante e de Albina Monteiro

26 nov 1915

José Coutinho, filho de Ricardo dos Reis Coutinho e de Maria Cândida

28 nov 1915

Emilia, filha de Silvano Barbosa da Rocha e de Ana de Melo Gouvêa

30 nov 1915

Gasparina, filha de Francisco Marques Dideco e de Amelia Rezende Viveiros

Expedicionários Leopoldinenses – De Pedro Andrade a Wenceslau

Este texto traz a identificação dos três últimos Expedicionários Leopoldinenses da relação que levantamos nas fontes a que tivemos acesso.

33 – PEDRO REZENDE DE ANDRADE, segundo os arquivos da ANVFEB, em Juiz de Fora (MG) era 1º tenente médico R/2, 4G 67.715. Embarcou para a Itália com o 11º RI em 22.09.44 e retornou com o 6º RI em 17.09.45. Foi reformado como capitão médico. Gentil Palhares(1) informa que ele era o chefe da Seção II do Batalhão do Destacamento de Saúde do 11º RI.Ainda segundo os arquivos da Associação citada, Pedro nasceu em 11.06.1909, em Leopoldina, filho de Antonio Caetano de Andrade e Maria Ilydia Rezende de Andrade. Casou-se com Magda Monteiro de Andrade e deixou os filhos: Pedro Luiz, Marcos, Mônica, Fábio e Rômulo. Após a Guerra residiu em Juiz de Fora onde faleceu no dia 02.10.99.

34 – PEDRO SILVA SANTOS pelos arquivos da ANVFEB, em Juiz de Fora (MG) era soldado 4G 108.666. Embarcou para a Itália com o 11º RI em 22.09.44 e retornou com a mesma unidade, no dia 17.09.1945. Gentil Palhares(2) o relaciona dentre os soldados da 5ª Cia do 11º RI. Pedro nasceu em Leopoldina no dia 28.06.1921 e faleceu em Juiz de Fora em 01.08.2002. Era filho de Pedro Belarmino dos Santos e Antonia Maria da Silva.

35 – WENCESLAU WERNECK está entre os citados no monumento existente na Avenida dos Expedicionários e na relação dos alunos da Escola Estadual Luiz Salgado Lima(3). O Diário de Notícias(4) registra que foi soldado da 7ª Cia, CC-III, do 3º Batalhão do 11º Regimento de Infantaria e desembarcou de volta da Itália no dia 17.09.45. Segundo os arquivos da ANVFEB o cabo 1G 295.187 embarcou para a Itália com o 11º RI em 22.09.44.

Wenceslau(5) nasceu no dia 28.09.1920, em Argirita. Era filho de Romão Pereira Werneck e Marieta Antunes Werneck, proprietários das terras onde está o encontro das rodovias BR 116 e BR 267. Casou-se em Cataguases com Rosa Barroca com quem teve os filhos: Maria do Carmo, José Luiz e Antonio Márcio Barroca Werneck. Em Leopoldina começou trabalhando no armazém do Sr. Chico Gomes. Depois, prestou serviço na Casa Felipe. Mais tarde passou a ser proprietário de loja no ramo de material de construção e tintas. Faleceu em Leopoldina no dia 02.09.90.

Com Wenceslau Werneck completa-se o resultado da pesquisa sobre os Expedicionários Leopoldinenses, proposta no primeiro artigo da série.

Vale observar que a relação final, apresentada a seguir, está acrescida de mais um nome, Luiz Leonel Ignácio da Silva, que surgiu após a placa comemorativa ter sido afixada na Avenida dos Expedicionários, 625, Bairro Bela Vista, no dia 8 de maio de 2015.

Com esta descoberta, elevou-se para 35 o número dos Expedicionários Leopoldinenses aos quais se deve respeito e gratidão pelos serviços prestados à Pátria durante a Segunda Guerra Mundial, que são:

01 – Adilon Machado

02 – Aloísio Soares Fajardo; 03 – Antonio de Castro Medina; 04 – Antonio Nunes de Morais; 05 – Antônio Vargas Ferreira Filho

06 – Aristides José da Silva; 07 – Celso Botelho Capdeville; 08 – Derneval Vargas

09 – Eloi Ferreira da Silva Filho; 10 – Euber Geraldo de Queiroz; 11 – Expedito Ferraz

12 – Felício Meneghite; 13 – Geraldo Gomes de Araújo Porto; 14 – Geraldo Rodrigues de Oliveira

15 – Itamar José Tavares; 16 – Jair Vilela Ruback; 17 – João Esteves Furtado; 18 – João Vassali

19 – João Venâncio Filho; 20 – João Zangirolani; 21 – José Ernesto

22 – José Luiz Anzolin; 23 – Lair dos Reis Junqueira; 24 – Lourenço Nogueira

25 – Luiz Leonel Ignácio da Silva; 26 – Mário Castório Fontes Britto; 27 – Moacir Jurandir Barbosa Rodrigues

28 – Nelson Pinto de Almeida; 29 – Orlando Pereira Tavares; 30 – Oscar Nunes Cirino; 31 – Paulo Monteiro de Castro; 32 – Pedro Medeiros

33 – Pedro Rezende de Andrade

34 – Pedro Silva Santos

35 – Wenceslau Werneck

A viagem do Trem de História de hoje fica por aqui. A seguir falará sobre o final e o pós Guerra. Até lá.


Notas:

(1) PALHARES, Gentil Palhares. De São João Del Rei ao Vale do Pó. Rio de Janeiro: Bibliex, 1957. p. 450.

(2) idem, p. 481

(3) PEREIRA, Rodolfo. Leopoldinenses na FEB (1943-1945). Publicado em 20 nov. 2013. Disponível em <http://www.acropolemg.blogspot.com.br/search/label/FEB&gt;. Acesso em 08 mar. 15.

(4) Expedicionários que viajam no “General Meigs”. Diário de Notícias, Rio de Janeiro, primeira seção, p. 6, 14 set. 1945. Disponível em <http://memoria.bn.br/pdf2/093718/per093718_1945_07023.pdf&gt;.  Acesso em 11 jan. 15.

(5) PAMPLONA, Nelson V. A Família Werneck. Rio de Janeiro, particular, 2010. p. 210.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 30  de outubro de 2015

Educação Pública em Leopoldina

Atendendo solicitação de um visitante do blog, informamos que desde 1855 a Vila Leopoldina contava com Educação Pública. Na fala do Conselheiro Herculano Ferreira Penna à Assembléia Legislativa Provincial, em 11 de março de 1856, encontramos a informação de que em 15 de maio de 1855 tomou posse o professor Antônio Felício de Miranda e, no dia seguinte, foi a vez da professora Maria Carlota da Gama.

 

 

Fala do Conselheiro Herculano Ferreira Penna à Assembléia Legislativa Provincial, 11 março 1856

Fala do Conselheiro Herculano Ferreira Penna à Assembléia Legislativa Provincial, 11 março 1856

Maria Augusta de Freitas Malta

Relembrando os mais antigos professores de Leopoldina, informamos que Maria Auigusta de Freitas Malta é citada como professora pública já em 1869. Conforme pode ser lido na matéria a seguir, em 1874 ela foi convocada para prestar exames de qualificação.

Professora Maria Augusta de Freitas Malta

No ano seguinte é mencionada no Almanaque Administrativo, Civil e Industrial da Província de Minas Gerais (Ouro Preto: s.n., 1875 fls 451) e continuou a exercer a função por mais alguns anos. É o que declara Wander José Neder, em sua obra Primeiro Centenário da Visita do Imperador a Leopoldina, edição particular de 1981. Na página 5 de seu livro, Neder informa que Maria Augusta era a professora do Colégio Nossa Senhora do Amparo que foi visitado pelo Imperador Pedro II.

No Diário do Imperador encontramos a seguinte declaração relativa à visita que fez à escola de meninas existente em Leopoldina: “Colégio de meninas que não me pareceu mau, tendo a mestra fisionomia inteligente.”

Outras notícias sobre a professora Maria Augusta podem ser lidas nos seguintes textos:

  • Antigos Professores de Leopoldina
  • Escolas para o Sexo Feminino

A professora Maria Augusta foi mais um personagem da história de Leopoldina que contribuiu para que a cidade viesse a ser chamada de Atenas da Zona da Mata.

 

Expedicionários Leopoldinenses – De Nelson a Pedro Medeiros

O Trem de História de hoje traz algumas informações sobre cinco leopoldinenses que lutaram na Segunda Guerra Mundial.

28 – NELSON PINTO DE ALMEIDA, segundo seu irmão Kléber Pinto de Almeida(1), faleceu antes do embarque para a Itália. Consuelo Machado de Carvalho, amiga da família, lembra que Nelson era filho de Avelino Almeida e Nelsina Pinto de Almeida. Casal que teve pelo menos os filhos: Eliza (1897), Edgard (1898), Dulce (1900), Fausto (1902), Avelino (1905), Galba (1906), Ondina (1908), José (1910), Geraldo (1912), Consuelo (1913), Gerson (1915), Maria de Lourdes (1917). Kleber (1919), Odete (1920), Aurélia e Nelson.

Avelino nasceu em Leopoldina, filho do português Abílio José de Almeida, agente consular interino de Portugal em 1877 e de Mariana Felisbina. Nelsina de Medeiros Pinto era filha do português Viriato da Fonseca Pinto e de Jovita Rodrigues Medeiros.

29 – ORLANDO PEREIRA TAVARES, de acordo com arquivos da ANVFEB, era o soldado 1G 235.979. Embarcou para a Itália com o 1º Regimento de Obuzes Auto-Rebocado – R.O.Au.R. em 02.07.44 e retornou em 18.07.45. Foi reformado conforme Diário Oficial de 19.09.61. Dele, até o momento foram infrutíferas as tentativas de localizar os familiares que pudessem prestar outras informações.

30 – OSCAR NUNES CIRINO consta nos arquivos da ANVFEB como sendo o soldado 1G-314.564 que embarcou para a Itália com o 11º RI, incorporado ao Depósito de Pessoal, no dia 08.02.45 e retornou em 17.09.45, informação que se confirma no Diário de Notícias(2) em que é citado como Praça da 1ª Cia do 1º Batalhão do Depósito de Pessoal que desembarcou de volta da Itália em setembro de 1945. Segundo informações de amigos da família, Oscar nasceu em Argirita em 25.08.1918 e faleceu na mesma cidade em 04 de abril de 2003. Casou-se com Maria Marcelo e deixou pelo menos três filhos, que não se conseguimos localizar até o momento.

31 – PAULO MONTEIRO DE CASTRO é um dos nomes relacionados no monumento existente na Avenida dos Expedicionários e na lista dos pesquisados por alunos da Escola Estadual Luiz Salgado Lima(3). Infelizmente até aqui não foram localizados familiares e nem registros de sua passagem pelas Forças Armadas.

32 – PEDRO MEDEIROS é o único expedicionário de Leopoldina vivo. Soldado 1G 294.223 segundo ele mesmo, servia na 5ª Cia de Fuzileiros do 11º Regimento de Infantaria, de São João Del Rei, sob o comando do capitão Henrique César Cardoso(4). No Rio de Janeiro, na hora da partida, foi incluído num grupo de 140 militares do 11º RI que embarcou para a Itália com o 6º Regimento de Infantaria, de Caçapava (SP), no dia 02.07.44. No campo de batalha foi incorporado ao Pelotão de Mina da Cia de Canhão Anti Caça do 6º RI. Retornou ao Brasil por volta do dia 18.07.45.

Pedro Medeiros nasceu na Vargem Linda, no distrito de Piacatuba, no dia 10.04.21. Filho dos lavradores Antonio José de Medeiros e Idalina Josefa de Abreu, ainda criança foi entregue a uma família residente nas imediações da fazenda Santa Rosa. Casou-se com Irene Venâncio de Medeiros com quem teve as filhas Arlene, Arlete e Eni.

Nota: Pedro Medeiros faleceu início da tarde da quinta-feira dia 23 de julho de 2020, aos 99 anos, na vizinha cidade de Cataguases, onde residia e foi sepultado. Foi o mais longevo dos Expedicionários Leopoldinenses.

Hoje o assunto encerra por aqui. Continuaremos na próxima edição do Leopoldinense. Até lá.

Notas:

(1) ALMEIDA, Kléber Pinto de. Leopoldina de todos os tempos. Belo Horizonte: s.n., 2002. p.101.

(2) Expedicionários que viajam no “General Meigs”. Diário de Notícias, Rio de Janeiro, primeira seção, p. 6, 14 set. 1945. Disponível em <http://memoria.bn.br/pdf2/093718/per093718_1945_07023.pdf&gt;.  Acesso em 11 jan. 15.

(3) PEREIRA, Rodolfo. Leopoldinenses na FEB (1943-1945). Publicado em 20 nov. 2013. Disponível em <http://www.acropolemg.blogspot.com.br/search/label/FEB&gt;. Acesso em 08 mar. 15.

(4) PALHARES, Gentil. De São João Del Rei ao Vale do Pó. Rio de Janeiro: Bibliex, 1957. p.412.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 16 de outubro de 2015

Nascimentos em outubro de 1855 em Leopoldina

Dia 2

  • Antônio, filho de José Joaquim Barbosa e Ana Maria de Jesus

Dia 5

  • Carlos, filho de Joaquim Luiz de Medeiros e Maria do Rosário Neto

Dia 23

  • Marcos Antônio Ferreira, filho de João Processo Ferreira e Balbina Faustina de Jesus

Dia 28

  • Francisco Rodrigues de Almeida, filho de João Rodrigues Ferreira Brito e Messias Esméria de Almeida

Outubro de 1915

Nascimentos em Leopoldina

1 out 1915

João Bedin, filho de Florindo Bedin e de Maria Carraro

15 out 1915

Gabriel Reis Junqueira, filho de Tomé de Andrade Junqueira e de Iria dos Reis Junqueira

19 out 1915

Palmira Garcia, filha de Silvandino Funchal Garcia e de Esmenia Ferreira

24 out 1915

Marilia, filha de Artur Guimarães Leão e de Iramira Furtado

25 out 1915

Agostinho Rodriguez, filho de Salvador Rodrigues Y Rodriguez e de Maria Tereza de Jesus

25 out 1915

José Giuliani, filho de Luigi Giuliani e de Teresa Ermini

31 out 1915

José, filho de Julio Figueiredo Sabino Damasceno e de Francisca Antunes Barbosa

Expedicionários Leopoldinenses – De Luiz Leonel a Moacir

 

Seguindo a viagem o Trem de História trás hoje mais três Expedicionários Leopoldinenses.

O primeiro deles não consta na placa comemorativa dos 70 anos do final da Guerra, afixada no número 625 da Avenida dos Expedicionários, no Bairro Bela Vista, por ter sido encontrado só agora.

25 – LUIZ LEONEL IGNÁCIO DA SILVA, na conformidade da certidão expedida pelo Comando Militar do Leste(1), foi soldado incluído no 1º grupamento do 8º Regimento de Artilharia Montada no dia em 26.03.1940, conforme Boletim Interno nº 70, e excluído em 12.11.40 na forma do B.I. nº 267. Em razão da Guerra foi reincluído em 20.07.42 conforme B.I. 167. Esteve engajado até sua efetiva exclusão do Exército em 05.03.45 pelo B.I. nº 53.

Luiz Leonel Ignacio da Silva, Expedicionário LeopoldinenseVale registrar que durante a Segunda Guerra o 8º R. A. M. desenvolveu ações em território nacional e o seu 2º Grupo participou do 3º Escalão da FEB. O restante do efetivo permaneceu em Pouso Alegre (MG) com a missão de receber e manter sob vigilância prisioneiros de guerra, inclusive os 62 marinheiros do navio alemão Anneleise Essberger detido na costa brasileira. Este fato é pouco conhecido e mereceu estudos publicados por Claudio Moreira Bento(2) e Francisco Miranda(3), além de fazer parte da História de Pouso Alegre divulgada no site TV-Uai(4).

Quanto à sua vida civil, sabe-se que nasceu a 26.10.18, embora no seu Certificado de Reservista conste a data de 24.09.18. Era lavrador, filho de Leonel Inácio da Silva e Adélia Claudia da Silva. Foi casado com Argentina de Oliveira, filha de Graziel Lopes de Oliveira e Nerciolina Pereira de Jesus. Informações de familiares dão conta de que deixou os filhos: José Luiz, Maria Lúcia Leonel, Maria das Graças, Maria Luiza Leonel e Vera Luzia.

26 – MÁRIO CASTÓRIO [Castorino] FONTES BRITTO, o segundo nome de hoje, consta na relação de Kléber Pinto de Almeida(5), grafado incorretamente. Segundo informações de familiares, Mário esteve na Itália no final da Guerra, embora não se tenha obtido êxito nas buscas para localizar documentos que comprovassem esta afirmação.

Sabe-se que Mário era filho de Raul Ferreira Britto e Maria Castorina Fontes. Seu avô paterno foi João Ventura Ferreira Brito, filho de João Gualberto Ferreira Brito e Rita Tereza de Jesus. Mário casou-se com Joana Marlene Lobo com quem teve os filhos: Márcia e Marcelo Lobo Britto. Nasceu em Leopoldina no dia 11.10.1923 e viveu na cidade até 1946, quando a família mudou-se para o Rio de Janeiro (RJ). Na então capital do País, formou-se em Direito, trabalhou no Ministério da Fazenda e posteriormente foi para o Banco Nacional da Habitação – BNH.

27 – MOACIR JURANDIR BARBOSA RODRIGUES aparece apenas como Jurandir na relação de Kléber Pinto de Almeida(5).

Segundo o Diário de Notícias(6) ele foi soldado da Cia de Petrechos Pesados, CPP-III, do 3º Batalhão do 11º RI e desembarcou do navio General Meigs no dia 17.09.45. Anotação dos arquivos da ANVFEB informa que o 3º sargento 4G 86.681, foi reformado como capitão R/1. Gentil Palhares(7) registra que ele esteve exposto aos bombardeios e a todos os perigos decorrentes da Guerra e destacou-se pela sua alta compreensão dos deveres militares.

Nelito Barbosa Rodrigues(8) informa que Moacir Jurandir nasceu em 13.11.19 e faleceu em 18.02.87. Casou-se com Rufina Pinto Barbosa com quem teve cinco filhos: Cecília, Cely, Yeda, Jurandir e Flávio. Era o sexto filho de Feliciano José Barbosa e Nelsina Rodrigues Barbosa. Pelo lado materno, era neto de Paulino Augusto Rodrigues e Umbelina Cândida Rodrigues.

O vagão completou a carga de hoje. Não resta espaço. Agora, é esperar na plataforma pelo próximo Trem de História que trará outros Expedicionários Leopoldinenses. Até lá.

Notas:

(1) Certidão expedida pelo Comando Militar do Leste, 4ª DE–AD/4, 14º Grupo de Artilharia de Campanha.

(2) BENTO, Claudio Moreira. Os Alemães prisioneiros de guerra no Brasil durante a Segunda Guerra Mundial. Disponível em <http://www.ahimtb.org.br/alemaes_prision.htm&gt;. Acesso em 9 jun. 2015.

(3) MIRANDA, Francisco. Campo de Concentração de Pouso Alegre, MG. Disponível em <https://chicomiranda.wordpress.com/2011/08/10/campo-de-concentracao-de-pouso-alegre-mg/&gt;. Acesso em 9 jun. 2015.

(4) Campo de Prisioneiros de Guerra. Disponível em <http://www.tvuai.com.br/pousoalegre/pa153/guerras4.html&gt;. Acesso 9 jun. 2015.

(5) ALMEIDA, Kléber Pinto de. Leopoldina de todos os tempos. Belo Horizonte: s.n., 2002. p.101.

(6) Expedicionários que viajam no “General Meigs”. Diário de Notícias, Rio de Janeiro, primeira seção, p. 6, 14 set. 1945. Disponível em <http://memoria.bn.br/pdf2/093718/per093718_1945_07023.pdf&gt;.  Acesso em 11 jan. 15.

(7) PALHARES, Gentil Palhares. De São João Del Rei ao Vale do Pó. Rio de Janeiro: Bibliex, 1957. p.383.

(8) RODRIGUES, Nelito Barbosa, Árvore Genealógica – Família de Paulino Augusto Rodrigues. Leopoldina: particular, 1998. p.14.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 1 de outubro de 2015


Vera Luzia escreveu:
Oi José Luiz, tudo bem com você?
Olha o motivo deste é para agradecer pela  matéria ref. meu pai Luiz Leonel da Silva, fiquei imensamente feliz quando vi que você cumpriu o que me prometeu. Você nem pode imaginar a alegria que fiquei quando abri o jornal hoje pela manhã e vi a foto do meu querido, amado, tudo, tudo nesta vida, que é meu pai.
[…] Muito obrigado mesmo, um forte abraço pra você, fique com Deus.
Verinha.

Expedicionários Leopoldinenses – De José Luiz a Lourenço

Como ficou dito no artigo anterior, o Trem de História segue a sua viagem trazendo mais três Expedicionários Leopoldinenses que estiveram na Itália.

22 – JOSÉ LUIZ ANZOLIN é o primeiro deles. Segundo os arquivos da ANVFEB, o soldado 4G 53.765, embarcou para a Itália com o 11º RI em 22.09.44 e retornou em 20.01.45. Palhares(1) o relaciona dentre os soldados da 2ª Cia do 11º RI.

Nascido(2) em 26.07.1915, era filho de Basílio Anzolin e Antonia Ramanzi. Casou-se em 27.09.45 com Olívia Lorenzetto. Segundo familiares, ao retornar da Guerra, José Luiz passou por seguidos e longos períodos de tratamento no Hospital Central do Exército, no Rio de Janeiro, para se recuperar de problemas nas pernas, possivelmente provocados pelo fato de ter permanecido longo tempo em trincheira sob frio intenso e coberto por neve. Acreditam estes familiares que talvez estes problemas tenham contribuído para o seu falecimento em 15.10.65, em decorrência de choque operatório e enfarte de mesentério. José Luiz deixou quatro filhos: Antonia Eulália, Terezinha Maria, José Osvaldo e Sebastião Basílio.

23 – LAIR DOS REIS JUNQUEIRA embarcou para a Itália em 02.07.44 junto a um efetivo de 5.075 homens, segundo o Diário de Notícias(3). Foi soldado da 1ª Cia, do 1º Batalhão do Depósito de Pessoal do 11º RI e retornou ao Brasil em 17.09.45. Seu O Certificado(4) de Reservista de 1ª Categoria nº 19780, emitido pela FEB, informa que o soldado 4G 115.691 serviu na Itália entre 07.12.44 e 04.09.45, tendo recebido a Medalha de Campanha(5). Lair licenciou-se do serviço ativo em 03.10.45.

Nascido(6) a 10.07.17 no distrito de Santa Izabel, atual Abaíba, em Leopoldina, casou-se com Elys Junqueira de Castro e com ela teve quatro filhos. Era filho de Tomé de Andrade Junqueira e Iria dos Reis Junqueira. Faleceu em 19.05.2007, em Leopoldina, onde residia.

Registra-se que os arquivos da ANVFEB, diferentemente de outros documentos consultados, informam o embarque de Lair como tendo ocorrido no dia 23.11.44, o retorno em 17.09.45 e o nascimento no dia 06.06.1917.

24 – LOURENÇO NOGUEIRA é o terceiro do trio de hoje. O Diário de Notícias(3) registra que o soldado, 4G 110.755, da 7ª Cia do 5º BTI, esteve incorporado ao Centro de Recompletamento do Pessoal da FEB. Retornou ao Brasil em 17.09.45. Recebeu Certificado de Operações da Itália em 01.10.45. Os arquivos da ANVFEB registram que embarcou para a Itália no dia 08.02.45.

Lourenço nasceu 03.06.1921 e faleceu em 23.10.78 em Leopoldina. Era filho de Jerônimo Joaquim Nogueira. Quando foi convocado para a Guerra, já estava casado com Maria da Conceição com quem teve os filhos: Antonio Fernando, Rosa Maria, Luiz Paulo, Claudio José, José Maria e Angelus. Do segundo casamento, com Maria Elisa Lima, são os filhos: Ramil Rogel, Rosângela Aparecida e Rosana Maria. Trabalhou na Cooperativa de Leite – LAC, por onde se aposentou. Trabalhou também, por um curto período, em unidade do Exército, em Juiz de Fora.

Assim o vagão de hoje se completa. Mas a viagem vai continuar no próximo Jornal. Aguardem.

Notas:

(1) PALHARES, Gentil. De São João Del Rei ao Vale do Pó. Rio de Janeiro: Bibliex, 1957. p. 472.

(2) Arquivo da Diocese de Leopoldina, Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, livro 16 batismos fls 97 termo 422.

(3) Expedicionários que viajam no “General Meigs”. Diário de Notícias, Rio de Janeiro, primeira seção, p. 6, 14 set. 1945. Disponível em <http://memoria.bn.br/pdf2/093718/per093718_1945_07023.pdf&gt;.  Acesso em 11 jan. 15.

(4) Certificado do Ministério da Guerra, Força Expedicionária Brasileira.

(5) Ministério da Guerra, diploma  emitido em 26.10.49.

(6) CASTRO, Luiz Fernando Hisse de. Família Vasques de Miranda. Os Vasques de Miranda de Água Viva. Publicado em 23 setembro 2012. Disponível em <http://luizfernandohissedecastro.blogspot.com.br/2012/09/vasques-de-miranda_23.html&gt;. Acesso em 02 jan. 15.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 16 de setembro de 2015