Em janeiro de 1919, nasceram em Leopoldina
Dia 3
Braz Lammoglia
Dia 7
Dia 22
Reginaldo José do Rego
Dia 27
Arlindo Meneghetti
Estudos genealógicos sobre as famílias povoadoras de Leopoldina e seus descendentes.
Nascimentos em Leopoldina:
1 Dez 1918,
Luciana Sangirolami
pais: Egidio Sangirolami e Pierina Mariana Borella
13 Dez 1918,
Luzia Borella
pais: César Augusto Borella e Hercilia Franzone
14 Dez 1918,
Lia
pais: Eduardo de Souza Werneck e Cecilia Pereira Werneck
18 Dez 1918,
Mário Soares Godinho
pais: Climério Duarte Godinho e Maria Soares
cônjuge: Helena Rodrigues de Almeida
Camelia
pais: Cristiano Otoni de Oliveira e Ezaltina Barbosa de Oliveira
22 Dez 1918,
Geraldo
pais: Sebastião Vargas Moraes e Djanira de Almeida Lacerda
31 Dez 1918,
Anastacio
pais: José Vitorino de Almeida e Leonor Pereira de Oliveira

2 Nov 1918,
José
pais: José de Matos e Maria Carolina Ferreira do Couto
3 Nov 1918,
José
pais: Tomé de Andrade Junqueira e Iria dos Reis Junqueira
5 Nov 1918,
Sebastiana
pais: Emilio de Oliveira e Silva e Maria da Gloria de Oliveira
10 Nov 1918,
Manoel Gottardo da Silva
pais: Moyses Augusto da Silva e Angelina Gottardo
12 Nov 1918,
Braz Lammoglia
pais: Francisco Lammoglia e Maria Lammoglia
Geraldo
pais: Carlos José de Souza e Maria José da Glória
Wanir
pais: Aniceto Teixeira Gomes e Otilia Nogueira
14 Nov 1918,
José Lorenzetto
pais: Ulisses Lorenzetto e Olinda Leite Ferreira Santos
15 Nov 1918,
Maria de Lourdes
pais: Antonio Samorè e Brasilina Dalto
16 Nov 1918,
Valdemar Almeida
pais: Francisco Antonio de Almeida e Francisca Pereira de Oliveira
cônjuge: Lelia Braga
16 Nov 1918,
Maria de Lourdes
pais: Plautino Dias Soares e Carmelita Tavares Pinheiro
17 Nov 1918,
Francisca
pais: Washington Dutra do Vale e Floripes de Carvalho Reis
19 Nov 1918,
Maria Zuleika
pais: Secundino Antonio de Oliveira e Josefina Martins dos Santos
20 Nov 1918, Providência,
João Ricciardelli
pais: Luigi Ricciardelli e Maria Perdonelli
21 Nov 1918,
Aroldo
pais: João Reiff de Paula e Maria Haydée Guimarães

O Trem de História segue a viagem para reunir esposas e filhos do Paulino Augusto Rodrigues. E começa registrando que ele se casou a primeira vez aos 21.02.1891, com sua prima pelo lado materno, Umbelina Cândida Gouvêa, nascida em 11.11.1871 e falecida em 06.07.1919, com quem teve 14 filhos. Umbelina era a filha mais velha de Luiz José Gonzaga de Gouvêa e de Maria Carolina de Moraes, sendo por esta linha neta de José Vital de Moraes e Umbelina Cassiano do Carmo, avós maternos de Paulino.
Vale lembrar que o cunhado José, irmão de Umbelina e conhecido como Zeca Gouvêa, casou-se com Mariana, filha de Anna Venância da Silva, a segunda irmã mais velha do Paulino, tornando-se também sobrinho de Paulino.
Com a morte da primeira esposa e com filhos ainda pequenos, Paulino contraiu segundas núpcias em 20.11.1919, com Maria José Lacerda (Zezéca), nascida em 01.10.1884 em Providência, distrito de Leopoldina, filha de José Romão Tavares de Lacerda e Luiza Augusta de Lacerda, neta, portanto, de Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda, um dos pioneiros do Feijão Cru.
Esta segunda união de Paulino permaneceu até o seu falecimento em 20 de setembro de 1947. Zezéca faleceu em 1980, em Leopoldina.
Ressalte-se que parte destes filhos de fazendeiro, nascidos e/ou criados na zona rural, naturalmente se dedicou na vida adulta a alguma atividade ligada à lavoura e à pecuária. Alguns deles, inclusive, em terras herdadas do pai.
Novamente, por questão de espaço no Jornal, o Trem de História precisa parar por aqui. Mas fica acertado que ele continuará com o mesmo personagem no próximo encontro. Aguardem.
Fontes de Referência;
Arquivo da Diocese de Leopoldina, lv 02 bat fls 122v termo 1160 e lv 4 cas fls 166 termo 94.
Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG,.lv 2 fls 93 plano 1 sep 199 e lv de sepultamentos de 1947, termo 196
Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado na edição 363 no jornal Leopoldinense de 16 de setembro de 2018
Nas viagens anteriores, o Trem de História falou um pouco sobre o ambiente onde nasceu Paulino Rodrigues e trouxe para os dias atuais os seus antepassados que estavam esquecidos pela história da cidade. A viagem de hoje traz seus irmãos como passageiros.

Mas antes de falar deles é bom lembrar que, em parte pela situação econômica mais cômoda e muito por ser uma característica marcante em diversos parentes, Paulino foi sempre apoio e elo catalisador da família. Traço bem nítido quando se tem conhecimento da existência, entre seus guardados, de caderneta onde anotava nomes de afilhados e datas de nascimento, batismos e casamentos dos parentes que não eram poucos.
A irmã mais velha de Paulino recebeu o nome de Maria, nasceu aos 16 de abril de 1859 e foi batizada dez dias depois, tendo por padrinhos Luiz Ignacio de Moraes e a avó paterna, Ana Bernardina de Almeida. Talvez esta filha tenha falecido na infância, já que não foram encontradas referências sobre ela na idade adulta.
A segunda filha de João Rodrigues da Silva e Mariana Custódia de Moraes foi Ana Venância da Silva, a “Mãe Sinhana”, que ajudou a criar os irmãos. Nascida a 02 de março e batizada a 29 de abril de 1861, sendo seus padrinhos o casal Francisco de Vargas Corrêa Filho e Venância Esméria de Jesus, Ana Venância se casou aos 25 de agosto de 1880 com seu primo João José Machado, filho de Maria Antonia de Jesus e Severino José Machado que era irmão de Ana Bernardina de Almeida, avó paterna da noiva.
João Ignacio da Silva foi o terceiro filho. Ele nasceu a 25 de novembro de 1862 e foi batizado no mês seguinte, sendo padrinhos o avô paterno, Manoel Rodrigues da Silva, e Maria Augusta de Jesus. João Ignacio se casou dia 25 de abril de 1883, em Conceição da Boa Vista, com Maria Clara de Jesus, filha de José Maria Machado Neto e Ana Martinha de Jesus. Faleceu em Leopoldina aos 07 de março de 1907.
Firmino Augusto Rodrigues, o quarto filho, nasceu aos 23 de março de 1867 e foi batizado em maio. Seus padrinhos foram José Maria de Menezes e Ana Paula de Almeida. Casou-se dia 05 de março de 1889 com Francisca de Assis Pires, filha de Joaquim Garcia de Matos e Emerenciana Maria de Jesus.
A seguir, Maria Custódia de Moraes nascida aos 03 e batizada aos 28 de março de 1869, tendo por padrinhos seu tio paterno Ignacio Rodrigues da Silva e sua irmã Ana Venância da Conceição. Casou-se com seu tio materno Germano Rodrigues da Silva.
O sexto filho foi Paulino e, o sétimo, Manoel Ignacio Rodrigues, “Neca”, que se casou com Vitalina Rodrigues de Gouvêa, nascida aos 11 de dezembro de 1875 em Piacatuba, filha de Luiz José Gonzaga de Gouvêa e de Maria Carolina de Moraes. Vitalina era irmã da primeira esposa de Paulino.
Ignacia Virginia da Conceição veio a seguir. Ela se casou dia 29 de fevereiro de 1892 com Manoel de Andrade Neto, filho de Manoel Andrade Oliveira e Rita Tereza de Jesus.
O nono filho foi Antonio Augusto Rodrigues, “Totônio”, nascido a 30 de agosto e batizado a 25 de setembro de 1881, tendo por padrinhos José Ignacio Carvalho de Rezende e Maria Custódia da Silva. Antônio se casou dia 26 de julho de 1905 com Maria Antonia de Oliveira, “Mariquinha”, filha de Antonio Justino de Oliveira e Ignacia Carolina de Almeida. Faleceu aos 08 de julho de 1941.
O penúltimo filho de João e Mariana foi Martiniano Rodrigues Moraes que se casou com Maria Zeferina Rodrigues.
E a última, Emilia Maria da Conceição, nasceu dia 02 de março e foi batizada dia 12 de abril de 1884, tendo por padrinhos Emigdio Sales Pereira e Balbina Justina de Jesus. Emilia se casou aos 09 de julho de 1901 com Antônio Rodrigues Ferreira, filho de Antônio Vicente Ferreira e Ana José Rodrigues. Ela faleceu em Angaturama no dia 17 de maio de 1922.
A história de Paulino não terminou. Na próxima viagem o Trem de História trará as esposas e os seus filhos. Aguarde.
Fontes de Referência:
Arquivo da Diocese de Leopoldina: lv 01 bat fls 45 termo 237, fls 73 termo 384, fls 92 termo 499, fls 223 termos 1068 e 1069; lv 1 cas fls 40 termo 110, fls 337 termo ordem 1301 e lv 2 cas fls 54 termo 276.
Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, lv 2 fls 15 plano 3 sep 398.
Igreja N. S. Conceição da Boa Vista, Recreio, MG, lv 1 cas fls 199 termo 599.
Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado na edição 362 no jornal Leopoldinense de 1 de setembro de 2018
No artigo anterior o Trem de História trouxe a ascendência paterna de Paulino. A viagem de hoje segue pelos mesmos trilhos e caminhos para trazer um pouco mais sobre estes antepassados que ocuparam as terras das fazendas Purys e da Onça, algumas delas entrelaçadas por uniões matrimoniais que gravitaram pelo entorno destas duas fazendas e da Bela Aurora, mais tarde adquirida pelo Paulino Rodrigues.
A Fazenda Purys, cuja sede ficava às margens do Córrego da Água Espalhada, no atual leito da BR 116, Rio-Bahia, no km 771, nas proximidades da ponte ali existente, pertenceu a Manoel Rodrigues da Silva e Ana Bernardina de Almeida, avós de Paulino.
Recorde-se que Ana era filha de Bernardino José Machado e Maria Rosa de Almeida, proprietários da vizinha fazenda da Onça, que em 1856 contava com cento e cinquenta alqueires de terras[3] que deram origem ao bairro de mesmo nome.
É bom recordar, também, que o casamento de Ana e Manoel foi realizado[1] na Matriz de Santa Rita de Ibitipoca aos 08 de janeiro de 1828 e que em 1843 eles já residiam em terras do então Feijão Cru.
Nestas duas fazendas, por algum tempo viveram ou transitaram os filhos de Bernardino e Maria Rosa [2] listados a seguir:
1) José Bernardino Machado c/c Maria Antonia do Nascimento; 2) Maria Bernardina de Almeida c/c Manoel Lopes da Rocha; 3) Francisco Bernardino Machado c/c/ Maria Candida Souza; 4) Ana Bernardina de Almeida c/c Manoel Rodrigues da Silva; 5) Joaquina Rosa ou, Bernardina c/c José Lopes da Rocha; 6) Rita Bernardina de Almeida c/c Joaquim Garcia de Oliveira; 7) Antonio Bernardino Machado c/c Joaquina Ferreira Brito; 8) Manoel Bernardino Machado; 9) Felicidade Bernardina Machado; 10) Severino José Machado c/c Maria Antonia de Jesus/ 11) Joaquim José Machado c/c Maria da Glória Pereira; e, 12) João Bernardino Machado.
Destes filhos do casal destaque-se Severino José Machado, pai de João José Machado que se casou com Anna Venância da Silva, Mãe Sinhana, irmã de Paulino Augusto Rodrigues, que durante algum tempo residiu em terras da fazenda Purys. Além do filho Severino pelo menos dois outros genros merecem ser lembrados pelos fatos seguintes.
Segundo o Registro de Terras de 1856, quando Bernardino José já havia falecido, a propriedade[3] dele foi registrada por seus genros Manoel Lopes da Rocha e José Lopes da Rocha, que para lá haviam se transferido no final de 1847.
Interessante observar que nesse ano de 1847 a família Lopes da Rocha vendeu[4] a propriedade onde moravam, na região de Piacatuba, para os irmãos Feliciano e José Joaquim Barbosa. Feliciano vem a ser o pai de Feliciano José Barbosa, que se casou com Nelsina Rodrigues, a filha mais velha de Paulino Augusto Rodrigues. E José Joaquim foi pai de Antônio Maurício Barbosa, proprietário das terras onde foi erguida a Usina Maurício, em Piacatuba, geradora da energia elétrica consumida em Leopoldina.
Ainda sobre estes mesmos genros de Bernardino é importante registrar que a primeira esposa de Manoel Lopes da Rocha, Maria Bernardina de Almeida, faleceu antes de 1847, visto que neste ano Manoel Rocha aparece ao lado de sua segunda esposa, Ana Rita de Almeida, filha de Manoel Rodrigues da Silva e Ana Bernardina de Almeida, sobrinha portanto da sua primeira mulher. E deste mesmo Manoel ainda merece registro o fato de que na década de 1870, segundo Fernando Destefani, pesquisador capixaba que descende dos Lopes da Rocha, ele se transferiu com a família para a atual Conceição do Castelo (ES).
José Lopes da Rocha, irmão de Manoel, também no ano de 1847 era casado com Joaquina Euqueria de Jesus, referida em alguns trabalhos como Joaquina Rosa ou Joaquina Bernardina, outra filha de Bernardino José Machado. Joaquina esta que já havia falecido em 1867, quando José Rocha era casado com Maria Candida de Jesus[5].
O Trem de História faz aqui mais uma parada na viagem sobre Paulino Augusto Rodrigues. Mas no próximo Jornal ela continuará. Trará ao conhecimento dos leitores da coluna os irmãos dele que espalharam o sobrenome Rodrigues pela cidade. Até lá.
Fontes de Referência:
[1] Igreja de Santa Rita de Ibitipoca, lv cas 1828-1849 fls 3
[2] FONSECA, Raymundo da. A Saga de Machados e Fonsecas. Valença-RJ: do autor, 2000. p. 49
[3] Registro de Terras de Leopoldina, termo 52
[4] Cartório de Notas de Bom Jesus do Rio Pardo. Lv de compra e venda de Bens de Raiz 1841-1854, folhas 85
[5] Arquivo da Diocese de Leopoldina, lv 2 cas fls 84v termo 34, casamento do filho homônimo.
Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado na edição 361 no jornal Leopoldinense de 16 de agosto de 2018

1 Out 1918,
Maria Tripoli
pais: Umberto Tipoli e Elvira Teixeira da Conceição
3 Out 1918,
Hermes
pais: Virgilio Garcia de Matos e Virgilina Machado
Iolanda
pais: Pedro José Pacheco e Dorcelina Amélia de Jesus
9 Out 1918,
Eugenio Fofano
pais: Carlo Batista Fofano e Amabile Stefani
13 Out 1918,
Antonio Minelli
pais: Giulio Minelli e Maria da Conceição Lopes de Barros
14 Out 1918,
Geraldo
pais: Manoel Francisco da Silva e Francisca Rodrigues de Souza
25 Out 1918,
Graciema
pais: Raimundo de Vargas Ferreira Brito e Horácia Machado da Silva

9 Set 1918,
Cecilia Ramos Ferraz
pais: Otavio José Ferraz e Angelina de Almeida Ramos
11 Set 1918,
Antonio Mantuani
pais: Narciso Mantuani e Maria Bonin
11 Set 1918,
Idalina Esmino
pais: Augusto Esmino e Luigia Giuliani
15 Set 1918, Ribeiro Junqueira,
Bertolina
pais: Sebastião Damasceno Neto e Maria José Ferreira
19 Set 1918,
Antonio Sangalli
pais: Arturo Sangalli e Maria Stella Borella
19 Set 1918,
Odalha
pais: Sancio Maiello e Adalgisa Marques Carneiro
22 Set 1918,
Violeta
pais: Waldemar Tavares Lacerda e Jovenila Lisboa
cônjuge: Roberto Toledo
22 Set 1918,
Belizario
pais: Garibaldi Cerqueira e Laura Ramos
22 Set 1918,
Querina
pais: Virgilio José Ferraz e Maria Tereza Montes
25 Set 1918,
Uber
pais: Honorio Luiz da Silva e Leonor Ferreira
27 Set 1918,
Ana Celestina Bonin
pais: Valentino Bonin e Lucia Mantuani
cônjuge: João Martins Leal
28 Set 1918,
Osvaldo Marinato
pais: Celestino Marinato e Josefina Maria da Conceição
O vagão do Trem de História de hoje carrega os antepassados de Paulino pelo lado de seu pai, João Rodrigues da Silva, que foi casado com Mariana Custódia de Moraes.
Por este ramo, Paulino era neto de Manoel Rodrigues da Silva e Ana Bernardina de Almeida, casal que teve ao menos seis filhos: 1) Ana Rita de Almeida c/c Manoel Lopes da Rocha; 2) João Rodrigues da Silva c/c Mariana Custódia de Moraes; 3) Antonio Rodrigues da Silva c/c Rita Ignacia de Moraes; 4) José Rodrigues da Silva Neto c/c Joaquina Maia de Jesus; 5) Inácio Rodrigues da Silva c/c Maria Custódia de Jesus e, em segundas núpcias, com Zeferina Jerônima do Carmo; e, 6) Eduardo Rodrigues da Silva c/c Augusta Tereza da Anunciação.
De Manoel Rodrigues da Silva pouco ainda se conseguiu apurar além do fato de ter sido o proprietário da Fazenda Purys[1], que fazia divisa com as terras da fazenda da Onça, pertencentes a seu sogro, Bernardino José Machado casado com Maria Rosa (ou, Ribeiro) de Almeida, pais da esposa de Manoel, Ana Bernardina.
De Bernardino José Machado sabe-se que nasceu[2] por volta de 1786 em Santa Rita de Ibitipoca (MG) e que em 1843 já residia[3] no Feijão Cru. Era filho de Antonio José Machado, nascido por volta de 1730 na freguesia de São Pedro de Serva, arcebispado de Braga, Portugal e de Izabel Correa de Moraes, natural da Vila de São José del Rei, hoje Tiradentes. Neto paterno dos portugueses Martinho Jorge e Serafina Gaspar. E neto materno do português Domingos Lopes Chaves, natural de São Tiago, arcebispado de Braga e da mineira Anna Correia de Moraes.
Sua esposa, Maria Rosa, nasceu em Santa Rita de Ibitipoca (MG) onde foi batizada[4] aos 15 de agosto de 1786. Era filha de Francisco Gonçalves Pereira e Ana Teodora de Almeida, sendo sobrinha do lendário Manoel Antonio de Almeida, um dos povoadores do Feijão Cru.
Antes de se transferir para o Feijão Cru, Bernardino, Maria Rosa, filhos e genro foram recenseados[5], em 1831, na paróquia de Santo Antônio que mais tarde deu origem ao município de Juiz de Fora.
O quadro a seguir resume os antepassados de Paulino pelo ramo familiar de seu pai.
Sobre a ascendência do Paulino Augusto Rodrigues ainda se falará um pouco mais no próximo Jornal. Mas uma pausa se faz necessária para melhor organizar as informações para a próxima viagem do Trem de História. Aguardem!
Fontes de Referência:
[1] Registro de Terras de Leopoldina, termo 54
[2] Igreja de N. S. Piedade de Barbacena, lv bat 1740-1816, transcrição na folha 73
[3] Mapa da População do Feijão Cru, 1843, fam 26
[4] Igreja de N. S. Piedade de Barbacena, lv bat 1782-1788, fls 267/268 e lv bat 1740-1816, transcrição na folha 73
[5] Mapa da População de Santo Antônio, 1831, fam 16
Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado na edição 360 no jornal Leopoldinense de 1 de agosto de 2018
Conforme anunciado no artigo anterior, hoje o Trem de História é dedicado a Mariana Custódia de Moraes, a mãe do personagem principal desta viagem.
Mas, antes, vale um esclarecimento. Na época em que os pais de Paulino se casaram, a Paróquia de São Sebastião da Leopoldina ainda pertencia ao Bispado do Rio de Janeiro. Com isto, muitas fontes eclesiásticas eram para lá encaminhadas e, por razões burocráticas, se encontram indisponíveis para consulta desde o final da década de 1990, como é o caso do processo matrimonial do casal que, ao que se sabe, dependeu de autorização episcopal em virtude de parentesco consanguíneo e de afinidade.

A atualização da ascendência de Mariana decorreu da localização de processos de dispensa matrimonial e inventários de seus parentes no final de 2020. Estudo completo sobre a família encontra-se disponível em https://cantoni.pro.br/2020/12/27/memoria-historica-revisitada-angaturama/
A viagem de hoje termina aqui. Na próxima edição o Trem de História trará o ramo paterno de Paulino Augusto Rodrigues. Aguarde!
Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado na edição 359 no jornal Leopoldinense de 16 de julho de 2018
Fontes de Referência:
1 – Igreja de Nossa Senhora da Piedade de Barbacena, livro de casamentos de Conceição de Ibitipoca 1751-1801, pesquisa de Paulo Ribeiro da Luz.
2 – Museu Regional de São João del Rei, inventário caixa 287.