Sesquicentenário de nascimento: dezembro

Há 150 anos, nasceram em Leopoldina:

8 dez 1866

Etelvino filho de Antonio José da Silva e de Barbara Maria

12 dez 1866

Erminda filha de João Ferreira de Almeida e de Maria Cezária de Almeida

13 dez 1866

Luzia filha de Antonio Inocêncio da Paixão e de Maria

16 dez 1866

Jovita filha de Candido José Marques e de Maria Joaquina de Neres

Há 100 anos, em Leopoldina

casamentos19 nov 1916

Leopoldino Antonio Neto filho de Alfredo Sebastião Neto e de Porcina Maria de Jesus casou-se com

Maria José Ávila filha de João Ávila Rosa e de Maria Constança do Amor Divino

63 – Luiz Botelho Falcão IV – parte 1

O Trem de História direciona agora o foco da pesquisa para iluminar os caminhos seguidos pelos dois filhos de Luiz Botelho Falcão III e Ana Cecília: Luiz Botelho Falcão IV e Eugênio Botelho Falcão.

Luiz Botelho Falcão IV, de quem não se conseguiu documentar a data de nascimento, casou-se com Emília Antunes, nascida em 1860, filha de José Antunes Pereira e Custódia Maria de Jesus.

Segundo seu filho Luiz Eugênio, teria cursado humanidades no Colégio Pinheiro, no Rio de Janeiro, o que não se confirmou nas listas de alunos do citado Colégio nos anos de 1863, 1865 e 1867.

Também não foi encontrado o registro do casamento de Luiz Botelho Falcão IV que pode ter ocorrido em 1876, logo depois dele ter obtido a nomeação para suplente de Juiz Municipal no 2º distrito de Leopoldina.

Tudo indica que esta nomeação teria ocorrido a pedido do então futuro sogro que residia no distrito de Bom Jesus do Rio Pardo, atual município de Argirita.

Certo é que um ano depois de obter este emprego, Luiz IV iniciou a construção de uma casa na área urbana de Leopoldina. No mesmo ano, adquiriu escravo e no início do ano seguinte sua situação já era estável o suficiente para permitir-lhe colaborar com a Comissão de Socorro às vítimas das inundações em Portugal.

Em 1878 foi eleito vereador, tendo feito parte da comissão que aprovou a instalação de iluminação pública a gás em 1879. Sua carreira de homem público se ampliou um pouco mais em 1879, quando foi nomeado para o cargo de Inspetor de Instrução Pública no qual permanecia em junho de 1880, quando a reforma no sistema de ensino determinou que Leopoldina seria a sede do 8º Círculo Literário de Minas. Pediu exoneração em 1882.

Quatro anos depois ele foi citado como negociante em Leopoldina e em 1888 chegou ao posto de Major Ajudante de Ordens da Guarda Nacional ao passar para a reserva, agregado ao 23º batalhão.

Em abril de 1889 seu nome foi mencionado como redator proprietário do jornal O Leopoldinense. Mas vale recordar que no artigo nº 09 desta série ficou esclarecido que Luiz Botelho Falcão IV não foi o fundador do jornal O Leopoldinense, lançado em 01.01.1879 pelo Alferes Francisco Gonçalves da Costa Sobrinho.

Registre-se que, segundo as edições preservadas nas hemerotecas da Biblioteca Nacional e do Arquivo Público Mineiro, o Alferes, criador, primeiro proprietário e redator do jornal pioneiro de Leopoldina, havia atuado como guarda-livros e se incumbia de cobranças judiciais e extrajudiciais em Macaé, Campos dos Goitacazes, São João da Barra, São Fidelis, Cantagalo e Muriaé antes de vir para Leopoldina. Era, também, sócio fundador do Club Literário Campista onde atuou como Bibliotecário. Registre-se, também, que não foram encontradas edições de O Leopoldinense a partir do final do ano de 1886. Em 1889, o Alferes Francisco Gonçalves da Costa Sobrinho requereu nomeação como Escrivão de Órfãos de Rezende, RJ. Na edição 180 da Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro, de 29 de junho de 1889, bem como no Diário do Commercio (Rio) de 27 de junho e no Fluminense (Niterói) de 28 de junho, ele foi mencionado como fundador dos periódicos O Leopoldinense e Folha de Minas (Juiz de Fora).

Tudo indica que Luiz Botelho Falcão IV se interessou em comprar o Leopoldinense, mas não conseguiu manter a publicação com regularidade. E provavelmente a venda só se efetivou em 1889, tendo o jornal voltado a circular em novembro do ano seguinte, de forma irregular.

Por hoje paramos por aqui. Ainda existe carga sobre este personagem. Mas ficará para a próxima viagem do Trem de História. Aguardem.


Fontes Consultadas:

Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 01 bat fls 61 termo 325.

Livro Caixa da Câmara Municipal de Leopoldina, códice 654 fls 3 item 6.

Cartório de Notas de Leopoldina, lv 699 fls 18-verso.

A Actualidade (Ouro Preto), 1878 2 out ed 101 p.1; 1879 26 abr ed 44 p.2 e 1880 26 jun ed 67 p.2.

A Província de Minas (Ouro Preto), 1882 21 dez ed 131 p.1.

A União (Ouro Preto, MG), 1888 9 junho ed 178 p.3.

Almanaque de Leopoldina (Leopoldina: s.n., 1886), fls 89.

Diário de Minas, (Outro Preto, MG), 1875 10 junho ed 467 p.1 e 1875 12 junho ed 468 p.1.

Echo do Povo (Juiz de Fora), 1882 21 dez ed 46 p.1.

Irradiação (Leopoldina, MG), 1889 11 abril ed 60 p.3.

Monitor Campista (Campos dos Goitacazes, RJ), 1879 17 fev ed 38 p 3 e 1879 1 maio ed 101 p. 2

O Baependyano (Caxambu, MG), 1880 11 julho ed 150 p.3.

O Globo – jornal do século XIX (Rio de Janeiro), 1877 5 jan, ed 5, pag 3 e 1877 8 jan, ed 8 pag 4

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado no jornal Leopoldinense de 01 de novembro de 2016

Genealogia Hoje

O Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais convida para uma palestra com de Michele Cartusciello, fundador e diretor do Museo del Cognome, em Padula, na Província de Salerno.

Convite do IHGMG

Há 100 anos, em Leopoldina

casamentos11 nov 1916

Jerônimo Rodrigues da Gama filho de Manoel Rodrigues da Silva e de Francisca Rita da Gama casou-se com

Jesuina Maria de Santana filha de João Francisco Vieira e de Maria Rosa de Santana

Sesquicentenário de nascimento: novembro

Há 150 anos, nasceram em Leopoldina:

4 nov 1866

Carlos Machado filho de Francisco de Paula Machado e de Carlota Eucheria de Almeida

6 nov 1866

Américo filho de Antonio Joaquim Teixeira Filho e de Mariana Rodrigues Gomes

8 nov 1866

Eugenia Nogueira de Faria filha de Aureliano Lopes de Faria e de Feliciana Eugênia Nogueira

11 nov 1866

Felisbina Maria da Conceição filha de José Bernardino Machado Júnior e de Ambrosina Rita da Gama

11 nov 1866

Joaquim Martins de Almeida filho de João Basílio de Almeida e de Augusta Leopoldina Rezende Martins

15 nov 1866

Antonio filho de Francisco Antonio de Brito Júnior e de Carolina Rosa Delfim Gama

23 nov 1866

Maria Amélia de Medeiros Cimbron filha de Francisco de Medeiros Cimbron e de Maria do Carmo de Souza

61 – As dificuldades de muitos na chegada ao Brasil

O Trem de História anterior terminou falando dos confusos cruzamentos das linhas férreas em um pátio de manobras. E comparou estes cruzamentos com os das linhas genealógicas. Hoje, ele vai percorrer uma outra confusão, muito comum entre brasileiros descendentes de portugueses, qual seja a de imaginar que seus antepassados chegaram ao Brasil com capital para iniciar um negócio.

E para melhor compreensão das condições da passagem dos açorianos, começamos por citar alguns aspectos que evidenciam as dificuldades pelas quais passaram os portugueses que vieram para o Brasil depois da nossa Independência. Um assunto que tem sido objeto de muitos estudos aqui e em Portugal.

Em artigo para o Museu das Migrações e das Comunidades de Fafe, Portugal, por exemplo, Miguel Monteiro(1) declarou que iniciou o estudo sobre o assunto “com a ideia de confirmar a hipótese de que a Migração interna correspondia às classes sociais desfavorecidas e Emigração para o Brasil a indivíduos provenientes da classe média e alta, particularmente até aos finais do século XIX.”

Entretanto, no decorrer do trabalho, Monteiro constatou que a maioria dos que atravessaram o atlântico entre 1834 e 1926 fugia deste estereótipo. O autor demonstrou que veio um grande número de crianças do sexo masculino entre 13 e 15 anos de idade, que chegavam ao Rio de Janeiro com uma carta de recomendação para algum patrício com quem geralmente se empregavam.

As histórias de muitos deles são bons exemplos de como viviam. Um destes jovens declarou que, ao despedir-se do primeiro emprego em dezembro de 1830, recebeu(2) “do resto dos meus salários 6$419 reis. Era esta toda a minha fortuna no fim de 3 anos e 4 meses de sofrimento e provações no Rio de Janeiro!

Para aqueles que acreditam na imensa capacidade de enriquecimento dos portugueses em terras brasileiras, o autor transcreve um trecho do diário de um deles(3):

“Tempo de Caixeiro: dizendo que foram 14 anos de pobreza e provação tendo ele seguido o sistema de gastar só metade do que ganhava e apesar de todas as suas economias, da grande sujeição em que vivia e das apoquentações por que passou, só tinha podido juntar uma pequena quantia.”

Parece ter sido esta a sina de Antonio V e Luiz II, os dois jovens da família Botelho Falcão que deixaram a ilha açoriana de São Miguel em torno de 1850.

Conforme já ressaltamos, não é possível fazer muitas afirmações sobre a trajetória deles por falta de fontes confiáveis. Um dos primeiros obstáculos que encontramos foi a afirmação de Luiz Eugênio Botelho de que seu pai, aqui denominado Luiz Botelho Falcão IV, teria nascido no dia 10.08.1851, em Leopoldina. Este nascimento não foi encontrado, nem tampouco o casamento dos pais de Luiz Eugênio.

Apesar da possibilidade de Luiz Eugênio ter calculado a idade do pai com base em informações orais, aqui o nome do açoriano fica mantido como Luiz Botelho Falcão II e o nome do avô de Luiz Eugênio como Luiz Botelho Falcão III,

Quanto ao vínculo do avô de Luiz Eugênio com a família de Manoel Botelho Falcão IV, cuja genealogia foi descrita no início deste ensaio, um indicativo foi a repetição do apadrinhamento nos casamentos dos filhos de Manoel IV, hábito comum nas ilhas atlânticas portuguesas naquela época.

Ainda que não tenha sido possível levantar muitas informações sobre a situação econômico-social da família Botelho Falcão em Leopoldina, os casamentos com pessoas de famílias há muito estabelecidas no município parecem indicar um percurso de ascensão social. Embora em 1856 não tenha sido encontrada propriedade em nome de Luiz Botelho Falcão III, em 1859 ele sofreu uma ação contestatória por ter informado um tamanho maior para a chácara que vendera a Lauriano João Celestino Ferreira e em 1896 a família era proprietária de uma edificação urbana recebida por herança de Luiz Botelho Falcão III.

O foco da pesquisa segue, a partir de agora, os caminhos dos filhos de Luiz Botelho Falcão III e Ana Cecília: Luiz Botelho Falcão IV e Eugênio Botelho Falcão.

Mas por hoje o Trem de história fica por aqui. No próximo mês voltaremos a falar da família Botelho Falcão.


Fontes Consultadas:

1 – MONTEIRO, Miguel. Emigração para o Brasil (1834-1926): os números e a autobiografia – sair, viver e regressar na primeira pessoa. Disponível em <http://zip.net/bbtpVB&gt; Acesso 23 jan. 2012 p.1

2 – Idem, p. 11

3 – Idem, p. 9

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado no jornal Leopoldinense de 16  de outubro de 2016

Novembro de 1916

Há 100 anos, nasceram em Leopoldina:

4 nov 1916

Francisco Richardelli  filho de Luigi Richardelli e de Maria Perdonelli

14 nov 1916

Luiza Stievano  filha de Armando Stievano e de Maria Maddalena Meneghetti

17 nov 1916

Nair  filha de José Ignacio de Souza e de Pasqualina Meccariello

20 nov 1916

Rosa  filha de Manoel Rodrigues de Oliveira e de Rosa Rodrigues Vale

23 nov 1916

Nair  filha de Secundino Antonio de Oliveira e de Josefina Martins dos Santos, e

Tereza Lammoglia  filha de Antonio Lammoglia e de Margaretha Lorenzetto

26 nov 1916

Maria Luiza Lorenzetto  filha de Ulisses Lorenzetto e de Olinda Leite Ferreira Santos

Descendentes de Pietro Troccafondo

Neste estudo provisório sobre a descendência de Pietro Toccafondo, mantivemos as regras adotadas em nossos estudos genealógicos no que tange ao uso da grafia de nomes e sobrenomes como encontrados na mais antiga fonte documental. Não são considerados nomes adotados pelas mulheres ao se casarem.

Pietro Toccafondo nasc. cerca de 1847 em San Severino Marche, Macerata, Marche, Italia c/c Mariana Marinozzi nasc. cerca de 1857 em San Severino Marche, Macerata, Marche, Italia

……1 Annunziata Toccafondo nasc. 25 mar 1880 em San Severino Marche, Macerata, Marche, Italia, falec. 24 jan 1957 em Leopoldina, MG c/c Antonio Zachini nasc. Italia. Pais de:

………1.1 Delijna Zachini nasc. cerca de 1906 em Matias Barbosa, MG  c/c Saul Antonio Maimeri nasc. 28 fev 1900 em Leopoldina, MG; São Lourenço, casou-se em 18 dez 1928 em Leopoldina, MG

………1.2 Francisco Zachini nasc. 20 set 1913 em Leopoldina, MG, falec. 05 fev 1992 em Leopoldina, MG c/c Maria de Lourdes Rodriguez nasc. 08 out 1916 em Leopoldina, MG, casou-se em Leopoldina, MG, falec. 15 ago 1976 em Leopoldina, MG. Pais de:

…………1.2.1 Anunciata Zachini

………….1.2.2 Cléia Zachini

…………1.2.3 Lourdes Zachini

…………1.2.4 Marlene Zachini

…………1.2.5 Marli Zachini

…………1.2.6 Marluce Zachini

…………1.2.7 Maura Zachini

…………1.2.8 Maurício Zachini

…………1.2.9 Mauro Zachini

…………1.2.10 Vera Zachini

…………1.2.11 Francisco Zachini nasc. 30 nov 1955 em Leopoldina, MG, falec. 28 abr 1990 em Leopoldina, MG

………1.3 Ernestina Zachini nasc. cerca de 1924 em Matias Barbosa, MG, falec. 27 jul 2012 em Leopoldina, MG c/c Orlando Rodrigues. Pais de:

…………1.3.1 Luiz Antonio Zachini Rodrigues nasc. cerca de 1945, falec. 10 jul 1963 em Leopoldina, MG

………1.4 Iracema Zachini

………1.5 Antonio Zachini

………1.6 João Zachini

………1.7 Pedro Zachini c/c Nizia Lacerda nasc. 30 jan 1917 em Leopoldina, MG, falec. 24 ago 1993 em Leopoldina, MG. Pais de:

…………1.7.1 Antonio Custódio Zachini c/c Maria José Sangalli. Pais de:

……………1.7.1.1 Alessandra Sangalli Zachini nasc. em Leopoldina, MG c/c Tarcisio Gereleti da Silva. Pais de:

………………6 Ana Luiza Zachini da Silva

……………1.7.1.2 Alex Sander Sangalli Zachini c/c Mariana Conti. Pais de:

………………1.7.1.2.1 João Antonio Conti Zachini

………………1.7.1.2.2 Tomás Conti Zachini

………………1.7.1.2.3 Vitoria Conti Zachini

……………1.7.1.3 Patricia Sangalli Zachini c/c Denio Castro. Pais de:

……………… 1.7.1.3.1 Helena Zachini Castro

……………… 1.7.1.3.2 Davi Zachini Castro

…………1.7.2 Carlos Roberto Zachini falec. 19 ago 1999 c/c Aparecida Coutinho. Pais de:

…………… 1.7.2.1 Lilian Coutinho Zachini

…………… 1.7.2.2 Pedro Henrique Coutinho Zachini

…………… 1.7.2.3 Liliana Coutinho Zachini

…………1.7.3 Leda Zachini c/c Paulo Rodrigues Monteiro. Pais de:

…………… 1.7.3.1 Paulea Zachini Monteiro c/c Julio Cesar Rodrigues Lima. Pais de:

………………1.7.3.1.2 João Paulo Monteiro Rodrigues Lima

……………… 1.7.3.1.3 Bernardo Monteiro Rodrigues Lima

…………… 1.7.3.2 Pedro Paulo Zachini Monteiro c/c Gisele Getino. Pais de:

……………… 1.7.3.2.1 Julia Getino Zachini

…………… 1.7.3.3 Lucio Zachini Monteiro c/c Lilian Lopes Horta. Pais de:

……………… 1.7.3.3.1 Lucas Horta Monteiro

……………… 1.7.3.3.2 Leonardo Horta Monteiro

……………… 1.7.3.3.3 Luiz Felipe Lopes Horta Monteiro

…………1.7.4 Luiza Helena Zachini c/c Paulo Rogério

…………1.7.5 Odalea Zachini falec. nov 2007

…………1.7.6 Odete Zachini. Mãe de:

……………1.7.6.1 Vilmar Zachini c/c Vilma. Pais de:

………………1.7.6.1.1 Rogerio

………………1.7.6.1.2 Alice

……………1.7.6.2 Carlos Henrique Zachini

…………1.7.7 Olizete Zachini c/c Olivier de Souza. Pais de:

…………… 1.7.7.1 Neuza Maria Zachini de Souza

…………… 1.7.7.2 Gilberto Zachini de Souza

…………… 1.7.7.3 Gilmar Zachini de Souza

…………… 1.7.7.4 Jaine Zachini de Souza c/c Magno

…………1.7.8 Orlinda Zachini c/c Roberto Heleno de Oliveira. Pais de:

…………… 1.7.8.1 Pedro Luiz Zachini de Oliveira c/c Karine. Pais de:

……………… 1.7.8.1.1 João Pedro

…………… 1.7.8.2 Roberto Heleno de Oliveira Júnior c/c Alessandra

…………1.7.9 Paulo Heleno Zachini c/c Terezinha

………1.8 Helena Zachini

………1.9 Maria Zachini

……2 Nazareno Angelo Toccafondo nasc. 03 abr 1881 em Serralta, San Severino Marche, Macerata, Marche, Italia, falec. 28 dez 1953 em Belo Horizonte, MG c/c Annunziata Fava nasc. cerca de 1886 em Tarzo, Treviso, Veneto, Italia, casou-se em 22 set 1913 em Belo Horizonte, MG, falec. 10 jun 1963 em Belo Horizonte, MG. Pais de:

………2.1 Vitorio Toccafondo nasc. 12 jan 1910 em Belo Horizonte, MG, falec. 11 jan 1967 em Belo Horizonte, MG c/c Asoreia Passos nasc. 23 jun 1917 em Cataguases, MG, casou-se em 27 mai 1936 em Ponte Nova, MG. Pais de:

………… 2.1.1 Elder Toccafondo nasc. em Belo Horizonte, MG c/c Maria das Graças Pereira nasc. em Campo Belo, MG, casou-se em Campo Belo, MG. Pais de:

…………… 2.1.1.1 Graciele Pereira Toccafondo nasc. em Belo Horizonte, MG c/c André Rodrigues Padilha nasc. em Lucélia, SP. Pais de:

……………… 2.1.1.1.1 André Luiz Rodrigues Padilha Júnior nasc. em Belo Horizonte, MG

……………… 2.1.1.1.2 Thais Toccafondo Padilha nasc. em Belo Horizonte, MG

……………… 2.1.1.1.3 Lucas Toccagondo Padilha nasc. em Belo Horizonte, MG

…………… 2.1.1.2 Anderson Pereira Toccafondo nasc. em Belo Horizonte, MG c/c Danielle Pereira Vaz. Pais de:

………………6 Giovanna Vaz Toccafondo

……………2.1.1.3 Graciane Pereira Toccafondo nasc. em Belo Horizonte, MG c/c Fabio Breno Maciel de Oliveira. Pais de:

………………6 Breno Pereira Toccafondo Maciel de Oliveira nasc. em Belo Horizonte, MG

…………… 2.1.1.4 Gleyson Pereira Toccafondo nasc. 31 jan 1978 em Belo Horizonte, MG, falec. 02 jan 2006

………… 2.1.1.2 Edmar Toccafondo

………… 2.1.1.3 Vitorio Toccafondo Filho

………… 2.1.4 Eleonor Toccafondo

………… 2.1.5 Elmo Toccafondo

………… 2.1.6 Elmar Passos Toccafondo c/c Daisy Mary Cezar Pais de:

……………2.1.6.1 Daisymar Cezar Toccafondo. Mãe de:

………………2.1.6.1.1 Alessandra Livia Toccafondo Schroll. Mãe de:

………………… 2.1.6.1.1.1 Frederico Elmar Toccafondo

………………… 2.1.6.1.1.2 Amanda Alessandra Toccafondo Schroll

………… 2.1.7 Ernesto Toccafondo

………… 2.1.8 Ises Toccafondo

………2.2 Pietro Toccafondo [neto] nasc. 06 jun 1912 em Belo Horizonte, MG c/c Santa Matalloni nasc. Italia

………2.3 Etore Toccafondo

………2.4 Adalberto Toccafondo

………2.5 Ilidio Toccafondo

………2.6 Alcides Toccafondo c/c Anita Nicolai

………2.7 Celia Toccafondo

………2.8 Delia Toccafondo

………2.9 Angela Maria Toccafondo

………2.10 Esmeralda Toccafondo

……3 Enrico Toccafondo nasc. cerca de 1884 em San Severino Marche, Macerata, Marche, Italia c/c Leonide Murari

……4 Enrica Toccafondo nasc. cerca de 1886 em San Severino Marche, Macerata, Marche, Italia c/c Atilio Murari. Pais de:

………4.1 Elza Murari c/c Rugero Marcatto. Pais de:

…………4.1.1 Rugero Marcatto. Pai de:

……………4.1.1.1 Ana Luiza Marcatto

……5 Domenico Toccafondo nasc. cerca de 1889 em San Severino Marche, Macerata, Marche, Italia c/c Angela Baffaro

……6 Ernesto Toccafondo nasc. 12 set 1891 em Italia c/c Adelaide Restelli

……7 Alessandro Toccafondo nasc. cerca de 1895 em San Severino Marche, Macerata, Marche, Italia

……8 Antonio Toccafondo nasc. Aft. 1896 em Matias Barbosa, MG

……9 Maria Toccafondo nasc. Aft. 1896 em Matias Barbosa, MG c/c Fioravante Silvestrini

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Fontes Consultadas:

Archivio di Stato di San Severino Marche

Arquivo da Diocese de Leopoldina, livros de batismo e casamento

Cartão de Imigração do Departamento de Polícia Marítima, Aérea e de Fronteiras

Carteira de Identidade

Carteira de Trabalho

Cartório de Registro Civil de Belo Horizonte, MG, 1º, 2º e 3º subdistritos, pesquisa realizada por Ernesto Toccafondo.

Cartório de Registro Civil de Leopoldina, MG

Cartório de Registro Civil de Ponte Nova, MG, pesquisa realizada por Ernesco Toccafondo.

Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, livros de sepultamentos e lápides em túmulos.

Jornal O Leopoldinense – Leopoldina, MG

Livros da Hospedaria Horta Barbosa (Arquivo Público Mineiro)

Registro de Estrangeiros de 1942 (Arquivo Nacional)

Recebemos informações dos seguintes colaboradores: Alessandra Zangale Zaquini, Ana Luiza Marcatto, Daisymar Cesar Tocafundo, Graciele Tocafundo, Lucimary Vargas de Oliveira, Marcus Maggi e Rugero Marcatto.

60 – Dos Açores para Leopoldina – II

O Trem de História segue viagem e encontra Luiz Botelho Falcão II, nascido(1) em 10.05.1816, filho de Hierônimo Botelho Falcão e Ana de Jesus, que pode ser o pai do Luiz Botelho Falcão III que viveu em Leopoldina e foi casado com Ana Cecília.

Antes, porém, convém que se faça o registro de que há grande dificuldade para se abordar a família de Luiz Botelho Falcão III, dentre outros motivos, por não se ter indicadores seguros sobre a data provável em que ele teria passado ao Brasil.

Sabe-se, apenas, que já vivia em Leopoldina no ano de 1855, porque seu nome aparece ao lado de Ana Cecília, no batismo de uma filha de Sabino Gomes da Silva; que no Registro de Terras de 1856, embora não conste da lista de proprietários, ele é mencionado como vizinho do Patrimônio de São Sebastião do Feijão Cru e que, em 1859, foi citado(2) por ação contestatória que lhe moveu Lauriano João Celestino Ferreira em virtude de problemas na venda de uma chácara.

Quanto à família também existem lacunas. Não foi encontrado seu casamento e a origem de sua esposa não está clara, como se verá adiante. Sobre os filhos do casal, pode-se supor a paternidade de um deles através do alistamento eleitoral e admitir a hipótese de que tenha sido pai de Luiz Botelho Falcão IV, apesar da fragilidade das fontes literárias onde este último é citado.

Diante de tão poucas fontes confiáveis, para contornar os riscos de se publicar inverdades, neste trabalho foram descartadas as informações orais sem respaldo de outra fonte e feita uma criteriosa análise dos textos impressos a que se teve acesso. A partir daí se chegou a Luiz II, que pode ser o mesmo Luiz III, que faleceu(3) em Leopoldina, em 1878.

Parte dessa dificuldade parece poder ser explicada pelos fatos seguintes. O desaparecimento de notícias sobre Eugênio Botelho Falcão a partir de 1901, bem como o falecimento de Luiz Botelho Falcão IV em 1893, criaram o ambiente propício para se tornarem perenes as referências à família encontradas no obituário deste último. Como ele faleceu com pouco mais de 40 anos, com diversos filhos pequenos e o mais velho com cerca de 15 anos de idade, é lícito supor que não havia quem prestasse informações mais consistentes ao médico Ernesto de La Cerda, autor do obituário.

O fato é que as origens de Luiz Botelho Falcão III e de sua esposa foram inúmeras vezes informadas sem base conhecida. Ele foi tido como nascido em Portugal e ela como pertencente à família Ferreira Brito. E em pelo menos uma publicação, que copiou o texto de La Cerda, houve inversão de origem e o marido ficou sendo membro da família Ferreira Brito. Informações estas que não se sustentam quando comparadas com documentos.

Segundo o registro de sepultamento, Ana Cecília Botelho era filha de João Ides de Nazareth que seria natural de Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores e morava na região de Bom Jardim de Minas antes de se transferir para o Feijão Cru. Em Bom Jardim, João Ides se casara com Maria Justina Ferreira, em 1810, filha de Justino José Corrêa de Lacerda e de Ana Justina Ferreira. Esta Maria Justina era neta paterna de Antonio Carlos Corrêa de Lacerda e Ana de Souza da Guarda, e neta materna de Manoel Ferreira Brito e Maria Tereza de Jesus. Vale dizer que a primeira esposa de João Ides de Nazareth era sobrinha-neta de Joaquim Ferreira Brito, genearca de uma das famílias povoadoras de Leopoldina. Portanto, da família Ferreira Brito. Ocorre que João Ides ficou viúvo e se casou pela segunda vez com Maria Emerenciana de Santana, com quem teve, entre outros, a filha Ana Cecília que parece não ter parentesco algum com os Ferreira Brito da primeira esposa do seu pai.

Através do estudo de Carlos Machado(4), especialista nas famílias miquelenses, sabe-se que o filho de Hierônimo Botelho Falcão e Ana de Jesus, de nome Luiz, passou ao Brasil por volta de 1850. Provavelmente junto com um Antonio Botelho Falcão, provavelmente o jovem nascido no dia 20.07.1834(5). Este Antonio era filho de Antonio Botelho Falcão III e de Ana Thomazia de Arruda, neto paterno de Francisco Botelho Falcão II e de Antonia de Jesus Maria.

E para fechar a carga do vagão de hoje resta esclarecer que Luiz II e Antonio nasceram na mesma Freguesia de Santa Cruz, Concelho Lagoa, Ilha de São Miguel, Açores, Portugal. E que Hierônimo, pai de Luiz II, era filho de Manoel Botelho Falcão III e irmão de Francisco Botelho Falcão II, avô paterno do Antonio acima citado.

Confuso?  Fique tranquilo. São os normais “cruzamentos” das linhas genealógicas. Confusos como um pátio de manobras de ferrovia, onde as linhas se cruzam, mas o Trem, inclusive o de História, sempre encontra o caminho a seguir. Na próxima viagem, tem mais.


Fontes consultadas:

1 – Biblioteca Pública e Arquivo Regional dos Açores, N.9 L.11 batismos Santa Cruz 1815-1820 fls 14v img 15.

2 – Correio Oficial de Minas (Ouro Preto) 17.11.1859 ed 299 p.4.

3 – A Actualidade (Ouro Preto) 26.12.1878 ed 147 p.3.

4 – CANTO, Ernesto do e MACHADO, Carlos, Livro de Genealogias, ficha 231.

5 – Biblioteca Pública e Arquivo Regional dos Açores, lv 14 bat 1832-1838 Santa Cruz, Lagoa, fls 116v img 117.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado no jornal Leopoldinense de 07 de outubro de 2016