Exame de Advogado

Este pequeno extrato de um jornal de Leopoldina de 1891 indica que, naquela época, o exame de proficiência dos advogados era realizado de forma bem diferente dos atuais, promovidos pela Ordem dos Advogados do Brasil. Após esta data, Baldoíno Teixeira Lopes Guimarães atuou como advogado em diversas ações na comarca de Leopoldina.Exame de Advogado em Leopoldina

Há 100 anos

Leopoldinenses nascidos em 1915

1 março

  • Maria, filha de Leonel Marcelino Barbosa e de Cristina Margarida Ferreira

2 março

  • Antonio de Angelis, filho de Otavio de Angelis e de Amalia Calzavara

8 março

  • Luiza, filha de Cristino Machado Dias e de Maria da Conceição Cabral

15 março

  • João, filho de João Ferreira de Oliveira e de Maria Lazarina Duana

16 março

  • Maria, filha de Otavio Geraldo e de Ana Maria da Silva

17 março

  • Gabriela, filha de Francisco de Almeida Ferreira e de Virgulina Soares de Souza

28 março

  • João Meneghetti, filho de Giuseppe Meneghetti e de Amalia Fofano

Leopoldina em 1891

Conforme anúncios publicados na Gazeta de Leste, há 123 anos, no dia 1 de março de 1891 duas novas instituições passaram a funcionar em Leopoldina. Uma delas, o Banco de Leopoldina, foi instalado solenemente naquela data, após meses de negociação entre os proprietários de terras e negociantes do município, com a finalidade de constituir o capital da casa bancária.

Segundo notícia do jornal O Minas Gerais de 4 de agosto de 1892, seu primeiro presidente foi Francisco de Vargas Corrêa Filho, falecido em 1892, quando foi substituído por Francisco Ferreira Neto.

Em 1891 foi inaugurado o Banco de LeopoldinaNo mesmo dia as senhoras Isabel Maria Werneck de Lacerda e Eugenia de Lacerda Werneck inauguraram o Colégio Werneck, internato e externato para meninas.

Em 1891 foi inaugurado em Leopoldina o Colégio Werneck

Antigos batismos em Leopoldina

Os primeiros livros de batismo da Matriz de São Sebastião da Leopoldina foram transcritos, não sendo possível identificar corretamente qual teria sido o primeiro assento paroquial. Num deles, por exemplo, na página 267 encontra-se o assento abaixo.

Embora datado de 20 de fevereiro de 1848, foi transcrito entre os batismos realizados nos dias 7 de setembro de 1873 e 3 de outubro de 1864. A falta de ordenamento destes registros deve ser analisada através de informações complementares que esclarecem como era a prática na época. Conforme temos declarado em diversos textos, as fontes não são imparciais, mas sempre eivadas da intencionalidade de seus produtores. Inclusive, no caso em tela, a intenção de transcrever e descartar os originais, não nos deixando possibibilidade de identificar os critérios de seleção dos assentos que foram reproduzidos.

O livro identificado com o número 1, onde se encontra este assentamento, é uma cópia iniciada pelo Padre José Francisco dos Santos Durães no dia 10 de abril de 1885 e concluída pelo Cônego José Ribeiro Leitão em 28 de dezembro de 1958. Muitos indícios levam a crer que o Padre José Maria Soleiro, responsável pela Matriz de São Sebastião da Leopoldina nas primeiras décadas, deixou de assentar muitas anotações de batismos. São os famosos “papeizinhos dos padres” de que demos notícia, entre outros, no trabalho ‘A Imigração em Leopoldina vista através dos Assentos Paroquiais de Matrimônio’. De tal sorte que muitos batismos, informados em outras fontes, não são encontrados nos livros próprios os quais, por sua vez, não obedecem à ordem cronológica.

Iluminação a gaz em Leopoldina

Há 114 nos inaugurava-se a iluminação a gaz acetileno no jardim do Largo Visconde do Rio Branco, atual Praça Professor Botelho Reis. Este local, que em meados do século XX passou a ser conhecido como “pracinha do Ginásio”, foi o jardim central da cidade antes da urbanização do Parque, hoje Praça Félix Martins.

Esta modernização havia sido anunciada no dia 24 de dezembro de 1899, como se verá no anúncio a seguir.

Conforme se vê nesta notícia, Leopoldina teria sido pioneira na instalação deste tipo de iluminação pública.

Dilermando Cruz funda um colégio

Conforme já foi mencionado algumas vezes neste blog, a cidade de Leopoldina teria recebido o epíteto de Atenas da Zona da Mata em função da grande quantidade de escolas em funcionamento. Para lembrar esta característica, temos publicado as notícias dos jornais da época, sempre mantendo a data como indicador da efeméride.

Aqui temos a informação de que há 115 anos,  em janeiro de 1899, o poeta Dilermando Cruz fundou um externato.

Jornal O Recreio

Conforme se vê na nota abaixo, publicada pela Gazeta de Leopoldina há 115 anos, naquele mês de janeiro foi lançado em Recreio o jornal que levava o nome do então distrito.

Um soneto de Dilermando Cruz

Há 115 anos a Gazeta de Leopoldina publicava o soneto abaixo, do poeta Dilermando Martins da Costa Cruz, nascido na cidade aos 15 de setembro de 1879

O Leopoldinense: o mais antigo periódico de Leopoldina

No dia 1 de janeiro de 1879 saiu a primeira edição do mais antigo jornal de Leopoldina. Infelizmente não foram preservadas as primeiras edições deste periódico, cuja data de lançamento só foi descoberta através do editorial de aniversário que se vê abaixo.

O Leopoldinense, o mais antigo jornal de Leopoldina.
O Leopoldinense, o mais antigo jornal de Leopoldina.
Editorial de aniversário  do jornal O Leopoldinense
Editorial de aniversário do jornal O Leopoldinense

 Através de pesquisa nas hemerotecas da Biblioteca Nacional e do Arquivo Público Mineiro, foi possível reconstituir parte da história de O Leopoldinense, pioneiro da imprensa periódica em Leopoldina. Embora outros tenham surgido a partir de 1881, cabe a O Leopoldinense o destaque de ter sido o único a se manter em circulação por 20 anos daquela primeira fase.

1898: Escola de Campo Limpo

Segundo a notícia abaixo, em 27 de dezembro de 1898 foi assinado um decreto suspendendo o funcionamento da escola do sexo feminino do distrito de Campo Limpo, atual Ribeiro Junqueira. O jornal que publicou a notícia ficou de apurar o fato mas não voltou ao assunto.

Entretanto, informações orais sobre a professora Castorina de Rezende Montes  dão conta de que ela passou a morar no distrito ao se casar com Caetano Alves de Novaes, fato ocorrido aos 4 de janeiro de 1890. Segundo familiares, logo depois começou a dar aulas e continuou sendo professora em Campo Limpo até por volta de 1910.