Em março de 1919, nasceram em Leopoldina
Dia 5
Geni Cabral
Dia 10
Pedro Santos
Dia 12
Joaquim
Dia 14
Osvaldo de Almeida
Dia 15
Antonio Carraro
Dia 17
Paschoal Schettino
Dia 25
Amabile Bonin
Dia 27
Sebastião
Dia 31
Maria Assunta Lupatini
31 mar 1919

Chega a vez do Trem de História descarregar o material sobre a obra literária de Funchal Garcia. É hora de se conhecer o trabalho desse grande artista leopoldinense, que em 1979, poucos meses após sua morte, recebeu homenagem de sua cidade natal nomeando[1] a avenida do bairro São Cristóvão que segue paralela ao córrego Jacareacanga, criando assim um monumento à memória desse nosso artista.
Funchal Garcia, com se pode observar pelos artigos anteriores, atuou em várias áreas. Os que viveram em Leopoldina nas décadas de 1940 e 1950 certamente se lembram da inesquecível dupla carnavalesca formada pelos saudosos Funchal Garcia e Dr. Irineu Lisboa. Dois artistas do melhor teatro.
Por outro lado, quem hoje anda pela Praça Félix Martins conhece o mural do conjunto da concha acústica, que retrata a lenda do Feijão Cru e provavelmente sabe que foi pintado por ocasião do centenário da cidade, conforme registra Barroso Júnior[2]. Talvez saiba também que, conforme as palavras de Mário de Freitas[3], aquela obra é de autoria do “laureado pintor Funchal Garcia”.
É sabido que diversos trabalhos seus a lápis, a bico de pena, a óleo, aquarela ou pastel, receberam elogios e alguns deles, prêmios. A tela “Pontão da Bandeira”, por exemplo, em 1939 foi escolhida[4] para exposição na Galeria de Ciências e Artes da Feira Mundial de Nova York e na Exposição Internacional de São Francisco, na Califórnia.
O que poucos sabem é que o pintor também escreveu comédias e novelas e como jornalista se destacou publicando matérias em diversos jornais e revistas de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, marcando importante presença nessa área, conforme consta na introdução do seu livro “Cachimbo e Cachaça…”[5]
Em 1937 Funchal Garcia publicou o seu primeiro livro: Memórias de Ivan Trigal, uma autobiografia que mereceu a seguinte nota[6] do Diário da Noite:
“Além de folhetos e artigos de imprensa, Funchal Garcia não tinha publicado ainda um volume. Com o “Memórias de Ivan Trigal”, oferece-nos muito mais do que um livro de reminiscências. Figuras simbólicas personificando virtudes ou defeitos ombreiam com as pessoas reais que vivem dentro do livro como no próprio mundo, falando uma linguagem simples, às vezes crua no seu naturalismo, escondendo crimes e perversidades, cultivando pequenas manias, irradiando simpatia ou pureza. Avulta, entre eles, a extraordinária sensibilidade de Ivan Trigal, em que o autor fixou os traços mais característicos da própria personalidade e os impactos culminantes de uma fase de sua vida.”
Do Litoral ao Sertão é seu segundo livro[7], no qual relata suas viagens pelo interior do país, em especial, a sua estada em Canudos, onde obteve o depoimento de testemunhas remanescentes da tragédia conhecida como Campanha ou, Guerra de Canudos.
Depois escreveu Retalhos da Minha Vida[8], em que retorna ao assunto do seu primeiro livro e a passagens de sua vida. Dois anos depois lançou Cachimbo e Cachaça, Verdade e Fumaça[9] de cuja introdução se conclui que ele deixou inéditos “livretes e livros”.
O Trem de História de hoje fica por aqui. Mas resta um vagão de Funchal Garcia que virá com um pouco mais sobre o que se publicou a respeito deste importante personagem leopoldinense. Até lá.
Fontes consultadas:
[1]- Lei Municipal nº 1.393, de 16.11.79.
[2] BARROSO JÚNIOR. Leopoldina e Seus Primórdios. Rio Branco-MG: Gráfica Império, 1943. rodapé da p.14
[3] FREITAS, Mário de. Leopoldina do Meu Tempo. Belo Horizonte, 1985. p.199.
[4] Diário de Notícias. Rio de Janeiro: 1 nov 1939, ed 5220, p. 3, primeira seção, coluna 5.
[5] FUNCHAL GARCIA, Manoel. Cachimbo e Cachaça, Verdade e Fumaça. Rio de Janeiro, GB: autor, 1971.
[6] Diário da Noite. Rio de Janeiro: 31 ago 1937 ed 3022 p. 2 col.7
[7] FUNCHAL GARCIA, Manoel. Do Litoral ao Sertão. Rio de Janeiro: Bibliex, 1965.
[8] FUNCHAL GARCIA, Manoel. Retalhos da Minha Vida. Belo Horizonte, MG: autor, 1969.
[9] FUNCHAL GARCIA, Manoel. Cachimbo e Cachaça, Verdade e Fumaça. Rio de Janeiro, GB: autor, 1971.
Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado na edição 372 no jornal Leopoldinense de 16 de janeiro de 2019
SINOPSE:
O historiador e genealogista José Luiz Machado Rodrigues (Luja), fala sobre os resultados dos estudos realizados em conjunto com Nilza Cantoni, explicando detalhes sobre a chegada dos imigrantes no Brasil e no município de Leopoldina, onde foi formada a Colônia Agrícola da Constança. Nestes primeiros episódios, o entrevistado relata como ocorreu a imigração, demonstrando a trajetória que os colonos tiveram até chegar em Leopoldina. Também são esclarecidos detalhes de locais onde funcionaram instituições, fazendas, colônias, lotes, entre outros.
FICHA TÉCNICA:
Produção: Jornal Leopoldinense
Pesquisa: Nilza Cantoni e José Luiz Machado Rodrigues
Diretor: Luiz Otávio Meneghite
Filmagem e edição: João Gabriel Baía Meneghite
Revisão: Luciano Baía Meneghite
Publicidade: Sérgio Barbosa França
PATROCÍNIO:
Energisa
ACIL – Associação Comercial de Leopoldina
Hotel Minas Tower
Semar Assessoria Contábil
Colégio Equipe
Fonte Supermercados
APOIO CULTURAL:
Secretaria Municipal de Cultura de Leopoldina
AGRADECIMENTOS:
Nilza Cantoni
José Luiz Machado Rodrigues
Júlio Antonio Carraro Mendonça
José Lindionor Rocha
Pedro Augusto Machado Monteiro
Victor Guilherme Pereira Fernandes
Eduardo Mantovani
Luciana Monteiro
Rodrigo Ramos
Luciano Baía Meneghite
Sérgio Barbosa França
Té Bonin
Geraldo Guedes Couto
Alberto Ramos de Oliveira
Jairo Seoldo
Amanda Almeida
Cristiano Fófano
Jeverson Carelli
Welington Bonin Caetano
Aparecida Tigre
Luzia Tigre
Odilon Rodrigues Machado
REPRODUÇÃO DE IMAGENS
BFI – Film Forever
cantoni.pro.br
Museu da Imigração
Memorial do Imigrante
Arquivo Público Mineiro
Instituto Agrônomico de Campinas
Editora Unesp
Coleção Leopoldino Brasil
Jornal Minas Geraes
Jornal O Leopoldinense
Acervo IMS
Acervo Família Levy
Estadão.
Livro “Immigrants on the land”
Instituto Nacional do Cinema Educativo
TRILHAS SONORAS
‘Mérica, Mérica’, de Angelo Giusti Interprete: Jeverson Carelli Bateria: Diego Spilmann Baixo: Giovani Fistarol Violão: Sandro Pedroni Acordeon: Nelcir Carelli
Audio Library do Youtube
Trieste
St Francis
Spanish Rose
Fresh Fallen Snow

Segue a viagem do Trem de História. Agora, com Manoel Funchal Garcia, o renomado pintor e escritor Funchal Garcia, lembrado nesta série de artigos sobre ele e sua família.
Funchal Garcia nasceu[1] em Leopoldina no dia 03.02.1889 e faleceu no Rio de Janeiro (RJ) em 30 de junho de 1979.[2] Fez seus primeiros estudos em sua terra natal. Seguiu depois sua carreira de estudante na cidade do Rio Grande (RS) e no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro (RJ). Estudou desenho e pintura com Maurício Jobim, Honório da Cunha Melo e César Formenti.
Por volta de 1912 casou-se[3] com Guiomar da Mota, com quem teve pelo menos sete filhos: Pedro Américo, Miguel Ângelo, Mariana, Ruth, Maria da Conceição, Maria Helena e Guiomar Garcia
Foi professor, renomado pintor paisagista, jornalista e escritor. Trabalhou em Carangola (MG), cidade onde tem sua profissão e nome homenageados em uma rua.
No dizer dele próprio,[4] conheceu “o Brasil de norte a sul, de este a oeste e, oito países da Europa”. Retratou muitas das belas paisagens que encontrou nessas viagens.
Em 1915 era professor do Ginásio Carangolense[5] e em 1917 lecionava na Escola Normal Arthur Bernardes da mesma cidade, ao lado, dentre outros, do Prof. Joaquim de Souza Guedes Cardoso Menezes Machado. Lecionou, também, em Faria Lemos. Em 1927 voltou para Leopoldina para tomar novamente o destino de Carangola poucos anos depois, sob contrato com o Instituto Propedêutico Carangolense. Posteriormente fixou-se no Rio de Janeiro onde trabalhou até aposentar-se como professor do ensino secundário.
Na obra Retalhos da Minhas Vida, Funchal Garcia inseriu comentários publicados por autores como Manoel Esteves, em ‘Pelas Terras Longínquas de Minas’: “No belo e expressivo ‘ex-libris’ pôs êle a seguinte lenda, que, como tôda a marca de posse, deve retratar verdadeiramente o seu possuidor: (Nos píncaros, os pés… a fronte, nas estrelas…)”. Já no dizer de Gastão Penalva[6]:
“Se alguém disser a Funchal Garcia que lá longe nas grimpas da Mantiqueira, nos desvãos do Araguaia, nas vizinhanças do Iguaçu ou Paulo Afonso, há um trecho de natureza bastante digno de um pincel, ele não quer escutar mais nada: entrouxa o necessário, abarraca à cabeça o chapelão desabado, diz à família um rápido até logo e, lá vai, com as pernas magras a saltar de trem em trem, de morro em morro, de cidade em cidade, até chegar ao ponto desejado, que saúda com todos os rompantes da sua grande alma de artista”.
Na década de 1940, era funcionário[7] da prefeitura do Distrito Federal, em atividades educacionais, e continuava encantando os admiradores de sua arte, como o professor Luiz Victoria[8]:
“Chama-o de poeta do pincel, que sente com a alma o que o pincel espalha na tela. […] Nascido no velho e aristocrático município de Leopoldina, não teve a fortuna a bafejar-lhe o berço. Todavia, a sorte não lhe foi de todo madrasta. Dotou-o de uma sensibilidade fina e de um gosto requintado. […] Funchal é um produto da força de vontade. Ainda criança, quase entregue a sua sorte, oferecia-se para trabalhar em circos. Conseguindo vir para a capital, cursou a Escola de Belas Artes. Granjeou logo amigos entre os mestres que viam nele um espirito de eleição. Voltando para o interior fez-se professor. Seu entusiasmo pelo belo não encontrava todavia correspondência. Insulava-se, então, na sua arte. […] Funchal Garcia é um pintor emotivo. Seus quadros tem alma e colorido.”
Em 1950 foi encarregado de pintar os lugares onde se travaram os maiores combates da Campanha de Canudos e outros recantos dos sertões da Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe[9].
Funchal Garcia pertenceu[10] à Associação dos Artistas Brasileiros; à Sociedade de Homens de Letras do Brasil, empossado em 1943, onde fez parte de comissão para prestar solidariedade às vítimas do ciclone que devastou dois estados do México e saudação a novo sócio; à Academia Valenciana de Letras, empossado[11] em 1955; à Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais[12], como representante do município de Leopoldina, empossado em 1965; e, em 2008 tornou-se patrono[13] da cadeira nº 12 da Academia Leopoldinense de Letras e Artes – ALLA.
Por uma questão de espaço o Trem de História de hoje precisa parar por aqui. No próximo número ele ainda trará mais um vagão com as obras deste grande pintor e escritor leopoldinense, passageiro destas últimas viagens. Até lá.
Fontes consultadas:
1 – Arquivo da Diocese de Leopoldina, lv 3 bt fls 80
2 – GARCIA, Maria José Ladeira. Saga de um Sonhador. Disponível em <http://almanaquearrebol.blogspot.com/2015/07/funchal.html>. Acesso em 20 set. 2016
3 – Cálculo feito a partir da dedicatória da p. 11 do seu livro Do Litoral ao Sertão.
4 – FUNCHAL GARCIA, Manoel. Do Litoral ao Sertão. Rio de Janeiro, RJ: Bibliex, 1965. p. 16.
5 – O Paiz. Rio de Janeiro, 28.04.15, ed 11160, p. 7 col. 1, Notícia de Carangola. FUNCHAL GARCIA, Manoel. Retalhos da Minha Vida. Belo Horizonte, MG: do autor, 1969. p.63
6 – PENALVA, Gastão. O bandeirante da pintura. Rio de Janeiro: Jornal do Brasil, 17 set 1941, ed 219, p. 5, col. 1-2
7 – O Jornal. Rio de Janeiro: 07 ago. 1943 ed. 7410 p. 10 col. 7; A Manhã. Rio de Janeiro: 22 fev. 1945 ed 7613 p. 5 col.3
8 – VICTORIA, Luiz A. P. A Arte e o Artista. Diário da Noite: Rio de Janeiro, 16.09.43, ed 3879 p. 3 col.1
9 – FUNCHAL GARCIA, Manoel. Do Litoral ao Sertão. Rio de Janeiro, RJ: Bibliex, 1965. p. 57
10 – A Noite, Rio de Janeiro, 13.12.45, ed 12134, p. 24 col. 1; 4 maio 1943 ed 11215 p. 5 col.6; 17 jan. 1944, ed 11470, p. 2 col.1-2; 04 maio 1943, ed 11215, p. 5 col.6.
11 – Ofício de Elizabeth Santos Cupello, ex-Presidente da AVL, em julho 2018.
12 – TOGEIRO, Angela. Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais, comunicação eletrônica <amulmig@gmail.com> em 11 de agosto de 2018.
13 – Academia Leopoldinense de Letras e Artes, Posse do Acadêmico Antônio Márcio Junqueira Lisboa.
Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado na edição 371 no jornal Leopoldinense de 1 de janeiro de 2019

Conforme ficou dito na quinzena passada, o Trem de História de hoje se ocupará com a vida e obra do filho caçula de Alfredo Garcia Ribeiro e Mariana dos Prazeres Funchal, o oitavo deles, João Funchal Garcia, nascido[1] no dia 11 de agosto de 1895 em Leopoldina.
E começa informando que em 1920 ele trabalhava[2] no Posto de Profilaxia de Além Paraíba, onde era colega de seu conterrâneo e amigo Luiz Rousseau Botelho, a quem conhecera na infância na rua Tiradentes.
João se casou com Zilca Macedo com quem teve, pelo menos, os filhos Carlos Alberto e Maria José, esta nascida[3] aos 14 de maio de 1925 em Leopoldina.
Iniciou sua carreira jornalística em 1927 quando escreveu para o jornal da terra natal a matéria intitulada[4] “A “Santa” existe?”, falando da aparição na Serra dos Andrés. O artigo descreve uma excursão que fez à localidade situada em território da atual cidade de Recreio (MG), bem ao estilo de um repórter em busca da notícia.
Naquele ano, João havia sido nomeado escrevente do Cartório do 3º Ofício de Palmyra, atual Santos Dumont (MG), onde também foi secretário[5] do jornal A Notícia. No ano seguinte, foi nomeado[6] Ajudante de Procurador da República na mesma cidade.
Em 1930, já no Rio de Janeiro, era[7] repórter de polícia do jornal A Pátria e em 1939 trabalhava como jornalista[8] no Diário Carioca onde conheceu Alberto Romero, que sobre ele escreveu[9]:
“No Rio pouca gente sabe hoje que o repórter Funchal Garcia optou pela rendosa profissão de mendigo para contar tudo mais tarde numa série de reportagens no DC. Funchal me disse que viveu não sei quantos meses do produto das esmolas. O salário do jornal era entregue à mulher dele, que ignorava a natureza da sua missão jornalística. O mais impressionante é que o velho Funchal chegou a tomar tanto gosto pela mendicância (ele próprio me confessou) que até pensou em abandonar o jornalismo, e certamente não faria mau negócio.”
Anos depois um jornal carioca[10] registrava que João Funchal Garcia era um dos jornalistas que assinaram telegrama ao presidente Eurico Gaspar Dutra em apoio ao ato que extinguiu o jogo no Brasil. Vale lembrar que a proibição dos chamados jogos de azar, considerados uma prática degradante para a sociedade, ocorreu com a publicação do Decreto nº 9215, de 30.04.46, do presidente Dutra.
Em 1947[11], o então funcionário João Funchal Garcia foi transferido da Agência Nacional para o Departamento de Segurança. Mas o jornalista continuava ativo e mesmo residindo no Rio de Janeiro, em 1949 enviou matéria[12] especial pelo Dia do Aviador para jornal de Santos Dumont, com o título “Santos-Dumont e o dever patriótico de Palmira”.
Em 1958 recebeu[13] Medalha Comemorativa do II Congresso de Polícia pela cobertura jornalística do evento. Aposentou-se[14] em agosto de 1960 mas continuou sendo procurado pelos colegas do meio e em 1965 foi chamado a opinar sobre o livro[15] ‘O Assunto é Jornal’, publicando uma crítica no mesmo Diário Carioca onde trabalhou.
O jornalista João Funchal Garcia faleceu no Rio de Janeiro, no dia 25 de maio de 1967.
Por hoje a história fica por aqui. No próximo Jornal o Trem de História trará a carga relativa à vida e obra do pintor e escritor (Manoel) Funchal Garcia. Aguardem!
Fontes consultadas:
1 – Arquivo da Diocese de Leopoldina, lv 06 bat fls 18 termo 586.
2 – BOTELHO, Luiz Rousseau, Dos 8 aos 80. Vega: Belo Horizonte, 1979 p. 293.
3 – Arquivo da Diocese de Leopoldina, lv 22 bat fls 9 termo 109.
4 – Gazeta de Leopoldina. 19 fev 1927 ed 224 p. 4 coluna 3.
5 – Jornal de Queluz. Conselheiro Lafaiete, MG, 24 nov 1928 ed 141 p. 1 coluna 5
6 – Correio da Manhã. Rio de Janeiro, RJ, 8 out. 1929 ed 10667 p. 7 coluna 9.
7 – Jornal do Brasil. Rio de Janeiro, RJ, 24 e 25 julho 1949 ed 172 2ª seção p. 2 coluna 4
8 – Diário Carioca. Rio de Janeiro, RJ, 1 dez 1939 ed 3522 p. 11.
9 – idem, 2 ago 1965 ed 11460 p. 8.
10 – A Manhã. Rio de Janeiro, RJ, 01 maio 1946, ed 1449, p. 2 coluna 8
11 – A Noite. Rio de Janeiro, RJ, 05 ago 47, ed 12635, p. 4, coluna 3
12 – O Sol. Santos Dumont, MG, 23 out 49, ed 1125, p. 3
13 – Diário Carioca. Rio de Janeiro, RJ, 27 maio 1958 ed 9161 p. 10 coluna 7.
14 – idem, 11 ago 1960 ed 9853 p. 6 coluna 5.
15 – idem, 2 ago 1965 ed 11460 p. 8.
Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado na edição 369 no jornal Leopoldinense de 16 de dezembro de 2018
A entrada é franca, no entanto, os interessados devem buscar o seu ingresso na ACIL, instituição que organiza a Festa do Imigrante Italiano.
No dia 22 de fevereiro, serão exibidos no Centro Cultural Mauro de Almeida Pereira os primeiros episódios do documentário sobre a trajetória dos imigrantes italianos que viveram em Leopoldina.
Trata-se de um série documental que será lançada pelo Jornal Leopoldinense, baseada nas pesquisas de Nilza Cantoni e José Luiz Machado Rodrigues, colunistas do periódico onde são publicados artigos sobre o tema há mais de 15 anos.
Devido a capacidade limitada de 80 pessoas por sessão, o filme será exibido em dois horários: às 20:00 e 21:00 horas. A entrada é franca, no entanto, os interessados devem buscar o seu ingresso na Associação Comercial de Leopoldina, instituição que organiza a Festa do Imigrante Italiano.
Sinópse
O historiador e genealogista José Luiz Machado Rodrigues (Luja), fala sobre os resultados dos estudos realizados em conjunto com Nilza Cantoni, explicando detalhes sobre a chegada dos imigrantes no Brasil e no município de Leopoldina, onde foi formada a Colônia Agrícola da Constança.
Nestes primeiros episódios, o entrevistado relata como ocorreu a imigração, demonstrando a trajetória que os colonos tiveram até chegar em Leopoldina. Também são esclarecidos detalhes de locais onde funcionaram instituições, fazendas, colônias, lotes, entre outros.
Mais episódios poderão serão produzidos
O objetivo é produzir mais episódios sobre o tema, devido a extensão da pesquisa. Segundo João Gabriel Baía Meneghite, produtor do documentário, existe um vasto referencial bibliográfico de autoria dos pesquisadores Nilza e José Luiz, que poderão ser transformados em novos episódios.
“Além disso, estamos mantendo contato com algumas famílias para ouvi-las e registrar as histórias de seus antepassados. Num primeiro momento, percebi que grande parte desconhece essas histórias e curiosidades dos seus avós e bisavós. Outros, porém, guardam na memória casos e costumes que podem enriquecer os próximos episódios do documentário. A Festa do Imigrante Italiano vai nos possibilitar estreitar contatos para as próximas entrevistas”, explicou.