Imigração Polonesa

O sentimento identitário representado nas imagens da revista “Gazeta Polaca no Brasil”
Por Jonathan de Oliveira Molar e Roberto Edgar Lamb
Resumo: o presente artigo tem por objetivo investigar as representações do sentimento identitário do grupo imigrante polonês nas imagens do periódico “Gazeta Polaca no Brasil”, de 1937. A revista, cuja publicação era direcionada para os imigrantes que desembarcavam na América Platina, apresentava imagens de diversificados campos que compõe a vida social desse grupo; caracteriza-se, principalmente, como um elo identitário das tradições dos poloneses seja na educação, religião, etc. Imprimi-se à interpretação da análise desse conjunto iconográfico a noção de representações culturais, isto é, compreender a imagem não como fidedigna ao real, mas inserida em um processo de construção histórica, assim, as imagens contidas na “Gazeta Polaca” carregam consigo um poder de representação do sistema identitário dos poloneses, interagindo com variantes históricas e sociais.

Considerações gerais acerca da ideia de Progresso

De Humberto José Bis

RESUMO: Concebida atualmente como um avanço contínuo da humanidade, seja em decorrência de suas virtudes morais e espirituais, ou mesmo se referindo às habilidades técnicas dos seres humanos de resolver os problemas materiais que são colocados pela natureza e pela própria vida em comunidade, a idéia de progresso penetrou no imaginário comum do mundo ocidental servindo de substrato teórico a outras idéias, como liberdade, justiça, igualdade e democracia. É precisamente a história desta idéia que pretendemos abordar, procurando responder as seguintes questões: O que é progresso? Onde e quando essa idéia surgiu? Terá ela o mesmo significado de quatro ou cinco séculos atrás? Será a idéia de progresso basicamente moral ou espiritual? Ou será a presença ou não de riqueza material um melhor indicador de progresso?






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Teoria da História – Volume IV. Acordes Historiográficos

José d’Assunção Barros:

“A Crítica Documental foi uma conquista historiográfica cujas origens remetem ao trabalho de filólogos e teólogos do início do período moderno que começam a desenvolver uma criteriosa preocupação com a autenticidade e outros aspectos pertinentes aos diversos documentos que dizem respeito às suas instituições.”

Teoria da História – Volume IV. “Acordes Historiográficos” – Rede Histórica

Entre a cruz e a espada: religião, política e controle social nas Minas do Ouro (1693-1745)

Renato da Silva Dias

RESUMO

O objetivo central deste artigo é tratar das implicações políticas concernentes à implantação do catolicismo no hinterland mineiro, em sua fase de organização (1693-1745), assinalando as principais dificuldades encontradas pela coroa para estabelecer a vida religiosa nesse território. Percebe-se que o político não pode ser esquadrinhado somente em seu registro mais aparente, uma vez que ele também jaz em causas mais profundas que se radicam no imaginário religioso. Destarte, diante da complexidade do “real”, torna-se necessário verificar as suas mediações, seus limites e o coeficiente de dependência/independência entre essa instância e o religioso. A análise do político via “questão religiosa” demanda reflexão e esforço maiores para se entender os homens em seu próprio tempo, como agentes sociais ativos, embora muitas vezes atuando sob circunstâncias extremamente adversas. Para tal, este estudo se realizou à luz da documentação coeva, notadamente aquela produzida pela Secretaria do Governo.

Palavras-chave religião, política, resistência, Minas Gerais.

Varia Historia – Entre a cruz e a espada: religião, política e controle social nas Minas do Ouro (1693-1745)

A tarefa acadêmica de criar e perpetuar vultos literários

A presença dos ausentes, de Alessandra El Far, foi publicado na Revista de Estudos Históricos da Fundação Getúlio Vargas em 2000

Resumo

Este artigo focaliza a Academia Brasileira de Letras como produtora de heróis nacionais. Desde a sua fundação, em 1897, até meados da década de 1920, a instituição procurou oferecer aos seus integrantes, através dos diversos eventos, uma maior visibilidade social no interior da elite carioca e nacional. Assim como as personalidades políticas, os acadêmicos queriam ver seus nomes e suas obras glorificados pela nação.

Texto completo disponível aqui: Far

Um mitógrafo no Império : a construção dos mitos da história nacionalista do século XIX

Artigo de Maria Helena P. T. Machado publicado na Revista de Estudos Históricos da Fundação Getúlio Vargas em 2000

Resumo

Este artigo examina o desenvolvimento de uma história nacionalista no Brasil na segunda metade do século XIX, mostrando como ele esteve ligado às questões políticas, intelectuais e outras, derivadas da experiência subjetiva da elite brasileira no período. Concentrando sua atenção na vida e obra do General Couto de Magalhães (1837-1898), o texto recupera as origens das correntes nacionalista e chauvinista do pensamento histórico brasileiro, entendidas aqui como mitografias. Desenvolvidas nos estilos nativista e regionalista, essas duas formas de história, que iriam desempenhar importante papel na elaboração de uma tradição historiográfica nacional, são vistas em sua relação com a experiência subjetiva da realidade brasileira no período em que viveu Couto de Magalhães.

Texto completo: Machado

Regras de edição de documentos no Brasil dos Oitocentos

Com o subtítulo O trabalho de Francisco Adolfo Varnhagen como editor, este artigo de Jussara Rodrigues da Silva foi publicado na Revista de Teoria da História Ano 3, Número 7, jun/2012.

RESUMO
Este trabalho tem como objetivo discutir a edição de documentos no Brasil no século XIX tomando como base de análise o trabalho de um dos principais historiadores do período: Francisco Adolfo de Varnhagen. A partir do estudo das edições críticas desse autor é possível conhecer um pouco o processo de edição documental nos oitocentos entrevendo não apenas as suas regras como também as mudanças operadas na erudição histórica no período. Assim, pretende-se percorrer o caminho traçado por Varnhagen na execução de seu trabalho como editor tentando estabelecer um sistema que definiria as regras de edição documental no Brasil oitocentista.

As representações indígenas no processo de colonização do Brasil

“Os indígenas foram vistos de acordo com os modelos europeus, sendo que as representações serviram para justificar a ocupação e conquista dos territórios, além, de favorecer a dominação, por meio da escravização.”

Artigo de Raimundo Nonato de Castro publicado na revista História em Reflexão, vol. 6, nr. 11, 2012

RESUMO: As imagens e os textos, produzidos pelos europeus, serviram para criar imaginários sobre as populações indígenas, passando a ser utilizadas para assegurar e garantir o incremento do processo de dominação colonial. Neste sentido, ao analisarmos algumas das observações realizadas pelos navegadores europeus, verificamos que apresentam os nativos como seres que necessitavam ser cristianizados.

Leia o texto na íntegra.

Representações e combates discursivos: práticas da imprensa nas décadas finais do século XIX

Artigo de Bárbara Figueiredo Souto e Roger Aníbal Lambert da Silva publicado na revista História em Reflexão, volume 6, nr. 11, 2012

RESUMO: O jornal é uma valiosa fonte para os estudiosos de fins do século XIX, porém a sua utilização na produção do conhecimento histórico requer inúmeros cuidados metodológicos. Nosso objetivo neste artigo é discutir certas práticas da imprensa na construção de suas representações e seus discursos, ou seja, as estratégias das quais os jornais se utilizavam para legitimarem suas posições diante da opinião pública. Desse modo, almejamos instigar questões e compartilhar alguns procedimentos metodológicos que adquirimos através de leituras teórico-metodológicas e de nossa experiência de pesquisa. Para tanto, elegemos como foco de análise representações acerca das mulheres e alguns combates discursivos sobre o tema da “rebeldia dos escravos”, objetos de atenção constantes por parte da imprensa nas décadas finais do século XIX.

Leia o texto na íntegra.

A criação do culto ao patrono do Exército brasileiro

Entre Caxias e Osório, de Celso Corrêa Pinto de Castro, foi publicado na Revista de Estudos Históricos da Fundação Getúlio Vargas em 2000Resumo

Este artigo examina o processo de institucionalização do “patrono” do Exército brasileiro, iniciado na década de 1920. Como resultado, as comemorações a Osório, até então considerado o maior soldado brasileiro, deram lugar ao “culto a Caxias”, que passou a ser considerado o modelo ideal do soldado brasileiro.

Texto completo disponível em: Castro