A produção dos vultos nacionais no Segundo Reinado

Artigo de Armelle Enders, com o título O Plutarco brasileiro: a produção dos vultos nacionais no Segundo Reinado, publicado na Revista de Estudos Históricos da Fundação Getúlio Vargas em 2000.Resumo

Os historiadores, ao mesmo tempo que escrevem a história do Brasil durante o reinado de dom Pedro II, destacam vultos cuja memória deve ser preservada e cultuada. O panteão nacional assim erigido está em conformidade com um regime no qual se confundem fidelidade monárquica e patriotismo. A pedagogia via exemplo destina-se às elites do Império. O culto cívico é reservado à figura do monarca e se estende parcimoniosamente a seus principais servidores.

Texto disponível aqui: Enders

Um mitógrafo no Império : a construção dos mitos da história nacionalista do século XIX

Artigo de Maria Helena P. T. Machado publicado na Revista de Estudos Históricos da Fundação Getúlio Vargas em 2000

Resumo

Este artigo examina o desenvolvimento de uma história nacionalista no Brasil na segunda metade do século XIX, mostrando como ele esteve ligado às questões políticas, intelectuais e outras, derivadas da experiência subjetiva da elite brasileira no período. Concentrando sua atenção na vida e obra do General Couto de Magalhães (1837-1898), o texto recupera as origens das correntes nacionalista e chauvinista do pensamento histórico brasileiro, entendidas aqui como mitografias. Desenvolvidas nos estilos nativista e regionalista, essas duas formas de história, que iriam desempenhar importante papel na elaboração de uma tradição historiográfica nacional, são vistas em sua relação com a experiência subjetiva da realidade brasileira no período em que viveu Couto de Magalhães.

Texto completo: Machado

A criação do culto ao patrono do Exército brasileiro

Entre Caxias e Osório, de Celso Corrêa Pinto de Castro, foi publicado na Revista de Estudos Históricos da Fundação Getúlio Vargas em 2000Resumo

Este artigo examina o processo de institucionalização do “patrono” do Exército brasileiro, iniciado na década de 1920. Como resultado, as comemorações a Osório, até então considerado o maior soldado brasileiro, deram lugar ao “culto a Caxias”, que passou a ser considerado o modelo ideal do soldado brasileiro.

Texto completo disponível em: Castro

No sertão, o lugar das minas.

Reflexões sobre a formação do espaço central das Minas Gerais no começo do século XVIII, de Alexandre Mendes Cunha, publicado em 2007 na Revista de Estudos Históricos da Fundação Getúlio Vargas.Resumo

O texto oferece uma reflexão acerca da formação espacial de Minas Gerais no começo do século XVIII. A perspectiva fundamental defendida é a da centralidade da mineração na configuração e organização do espaço urbano. Ressalta-se a necessidade de se pensar essa especificidade urbana como intimamente relacionada à natureza da atividade mineradora e às particularidades da ocupação desse território. A interpretação desse processo de construção coletiva do espaço se dá no diálogo com fontes coevas, como o Triunfo eucarístico e o Códice Costa Matoso, assim como com os principais marcos da historiografia pertinente.

Texto completo: Cunha

Vida cotidiana numa vila mineira setecentista

“O que podemos inferir com a leitura dos inventários post-mortem é que a posse de objetos mais “refinados” esteve diretamente relacionada ao status socioeconômico dos indivíduos, ou seja, tendencialmente os objetos de luxo foram encontrados em inventários de militares, homens de negócios, eclesiásticos etc.”

Sob o título Lençóis de linho, pratos da Índia e brincos de filigrana”: vida cotidiana numa vila mineira setecentista, foi publicado um artigo de Ana Luiza Castro Pereira na Revista Estudos Históricos, volume 24, número 48, jul./dez.2011

RESUMO pela autora: Este artigo versa sobre a intensa circulação de objetos na época das navegações portuguesas e sobre a capacidade de homens e mulheres introduzirem bens do Império Português no seu viver cotidiano. O consumo e a cultura material têm sido amplamente analisados visando compreender o significado que a posse de objetos representou na vida cotidiana ao longo da História, bem como a maneira como os bens materiais foram vivenciados no cotidiano. Foram consultados inventários post-mortem dos moradores da vila de Sabará para perceber que África, Ásia, América e Europa se fizeram notar nas mesas de Sabará.

Leia o texto na íntegra.