O Mentor das Brasileiras foi um periódico voltado para o público feminino da província brasileira de Minas Gerais, no contexto de ampliação do espaço público e expansão da imprensa periódica de fins do Primeiro Reinado e início do período regencial (1829-1832). O periódico interagiu com um público feminino de certa importância social e instrução, no contexto de uma pedagogia liberal-moderada, e, dentro desses limites, propiciou-lhe argumentos emancipatórios e uma incipiente aproximação da esfera pública, e construiu uma identidade da mulher liberal.
Categoria: Sugestão de Leitura
Categoria das postagens relativas à indicação de leituras, especialmente de material disponível na internet.
Literatura e História: debate sobre a relação entre literatura e história.
Conferência proferida por Roger Chartier, em 5 de novembro de 1999, no Salão Nobre do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, que abriu o debate que se segue com João Adolfo Hansen.
Publicado na Revista Topoi, pode ser lido na íntegra neste endereço.
Crianças Expostas
Um estudo da prática do enjeitamento em São João del Rei, séculos XVIII e XIX é o subtítulo do artivo de Silvia Maria Jardim Brügger
Resumo
Neste artigo, analiso a exposição de crianças em São João del Rei, no século XVIII e na primeira metade do XIX, tanto em termos das variações nos índices desta prática, quanto das motivações que a estimulavam e das relações que envolviam crianças, pais biológicos e os que recebiam os enjeitados em suas casas. Procuro analisar ainda alguns indícios sobre a inserção social dos expostos, ao longo de suas vidas. As principais fontes utilizadas são os registros paroquiais de batismo e casamento da Matriz de Nossa Senhora do Pilar de São João del Rei, inventários post-mortem, testamentos e listas nominativas.
História, tempo presente e história oral
Artigo de Marieta de Moraes Ferreira
Resumo:
Partindo da interdição da história recente e do uso de testemunhos diretos no século XIX, este artigo busca discutir a relação entre passado e presente na história e os novos caminhos para o estudo da história do século XX. Estabelecendo a diferença entre história e memória (e entre historiador e history maker), este trabalho trata dos problemas teóricos e metodológicos da história oral hoje.
Retrodição (3) A crítica de Walter Benjamin a este vício historiográfico
“Benjamin considera, à partida, que há algo de sombriamente equivocado em considerarmos que vivemos o único presente possível – este presente que surge mecanicamente e linearmente de um passado, que por sua vez é ele mesmo o único passado possível, e sob um quadro fatalista no qual as três instâncias da temporalidade (o passado, o presente e o futuro) estariam enredadas por um progresso inevitável, naturalizado, no qual podemos sempre confiar cegamente, no sentido de que trará um mundo sempre melhor (na verdade não apenas um mundo melhor, mas de fato “o único mundo possível”).”
A produção dos vultos nacionais no Segundo Reinado
Os historiadores, ao mesmo tempo que escrevem a história do Brasil durante o reinado de dom Pedro II, destacam vultos cuja memória deve ser preservada e cultuada. O panteão nacional assim erigido está em conformidade com um regime no qual se confundem fidelidade monárquica e patriotismo. A pedagogia via exemplo destina-se às elites do Império. O culto cívico é reservado à figura do monarca e se estende parcimoniosamente a seus principais servidores.
Texto disponível aqui: Enders
A população no passado colonial brasileiro
Com o subtítuto Mobilidade versus estabilidade, o artigo de Sérgio Odilon Nadalin “apresenta diretrizes teóricas da história da população da América lusa colonial tendo como eixo narrativo – sem resvalar numa história regional – os habitantes dos campos paranaenses, no quadro cronológico do século XVIII”.
Ricos e Pobres em Minas Gerais
Divirta-se Notícia – Livro desfaz mitos sobre política e economia de Minas nos séculos 18 e 19
RICOS E POBRES EM MINAS GERAIS
. De Carla Almeida
. Editora Argvmentvm Editora, 236 páginas
Muito Além do Espaço
“a tarefa do historiador seria captar a pluralidade dos sentidos e resgatar a construção de significados que preside o que se chamaria da ‘representação do mundo’. Mais do que isto, tomamos por pressuposto que a história é, ela própria, representação de algo que teria ocorrido um dia.”
“buscamos com este trabalho resgatar a cidade através das representações, entendendo o fenômeno urbano como um acúmulo de bens culturais.”
“Resgatar representações coletivas antigas não é julgá-las com a aparelhagem mental do nosso século, mas sim tentar captar as sensibilidades passadas, cruzando aquelas representações entre si e com as práticas sociais correntes”.
Leia a texto completo:
Pesavento
As leis testamentárias de 1765 e 1769 no contexto das “reformas pombalinas” no mundo luso-brasileiro
Cláudia Rodrigues
RESUMO:
PALAVRAS-CHAVE: leis testamentárias, reformas pombalinas, testamento.
