O passado como negócio

Com o subtítulo O Tempo Revolucionário (1930), este artigo de Noé Freire Sandes foi publicado na Revista de Estudos Históricos da Fundação Getúlio Vargas, em 2009, volume 22.

Resumo

A memória histórica é o resultado de uma lenta negociação em que as disputas políticas se apresentam como parte do processo de ordenação do passado. A memória e a história – em perspectivas diversas – elaboram narrativas capazes de conferir sentido às mudanças operadas no mundo social. O presente trabalho avalia as interpretações sobre o processo revolucionário ocorrido em outubro de 1930, enfatizando as distinções reveladoras do tempo e do lugar dos intérpretes em seu compromisso de explicar o passado.
Texto completo disponível aqui: Sandes

O fim da memória

Artigo de Eugenia Meyer, publicado na Revista de Estudos Históricos da Fundação Getúlio Vargas em 2009, volume 22.

Resumo

Este artigo, conferência de abertura do XV Congresso da Associação Internacional de História Oral em 2008, discute o contexto político e acadêmico de transformações por que passou o campo historiográfico nas últimas décadas do século XX, para situar a emergência e a afirmação de uma nova metodologia: a história oral. As relações entre as “novas formas de historiar” e os procedimentos da história oral são analisados através da experiência pessoal da autora, que torna sua trajetória profissional uma estratégia para pensar os caminhos percorridos pelos “historiadores orais”.

Disponível aqui: Meyer

Domínio Público

Este portal,  mantido pelo Ministério da Educação desde os primórdios da internet comercial no Brasil, foi e continua sendo mote para mensagens de spam informando que será descontinuado por falta de acessos. Nada mais falso! O que, aliás, é uma das características de tais mensagens.
Neste link é possível encontrar alguns textos clássicos do pensamento social brasileiro, além de clássicos da literatura:

Busca em Revistas Científicas da América Latina

O sistema Redalyc lista grande parte das revistas científicas latino-americanas, oferecendo um sistema de buscas neste link:

Movimentação de tropas no Centro-Sul da Colônia

Aspectos estruturais do mercado de animais na segunda metade do século XVIII, de Renato Leite Marcondes e Carlos Eduardo Suprinyak. Artigo publicado na Revista de Estudos Históricos da Fundação Getúlio Vargas em 2007

Resumo

Utilizando documentação inédita dos registros de Curitiba (1765-66) e Sorocaba (1779-82), procuramos compreen der a estrutura do mercado de animais esta belecido entre as regiões Sul e Centro-Sul do Brasil neste período. Inicialmente, apresentamos o volu me de animais negociados em perspectiva com outras evidências similares disponíveis. Buscamos assim traçar a evolu ção do mercado, enfatizando a diver sidade de comportamento entre os rebanhos vacum, muar e cavalar. Passamos então a focalizar microinformações da documentação de Sorocaba que permitem analisar a distribui ção da propriedade dos animais e a dispersão da atividade criatória. Finalmente, apresentamos alguns casos particulares que ilustram a complexidade do negócio durante o período.


Texto disponível neste endereço: Suprinyak

O Sphan e a cultura museológica no Brasil

Artigo de Letícia Julião, publicado na Revista de Estudos Históricos da Fundação Getúlio Vargas em 2009, volume 22.

Resumo

Os estudos sobre o processo de institucionalização de uma política preservacionista no Brasil têm privilegiado a análise do discurso sobre o patrimônio, formulado no âmbito do Sphan, ou o exame das medidas de proteção do acervo arquitetônico, cerne da ação governamental. Poucos mencionam as iniciativas no campo dos museus, sendo este o objetivo principal do artigo, que discute a proposta de criação de museus regionais, tendo como recorte o estado de Minas Gerais, nos anos 1950.

 
Disponível aqui: Julião

Biblioteca Virtual de Ciências Humanas

“A Biblioteca Virtual de Ciências Humanas permite o acesso gratuito a um conjunto de bibliotecas virtuais desenvolvidas pelo Centro Edelstein de Pesquisas Sociais ou em parceria com outras instituições. O acervo contém mais de 40.000 textos com sistema de busca por título e autor e se encontra em permanente expansão.”

Biblioteca Virtual de Ciências Humanas | Centro Edelstein

Diogo Álvares, o Caramuru, e a fundação mítica do Brasil

Artigo publicado por Janaína Amado em 2000, na Revista de Estudos Históricos da Fundação Getúlio Vargas

Resumo

Este artigo analisa a construção da história de Diogo Álvares, o Caramuru, que tem se constituído, desde o século XVI, em uma das narrativas preferidas de brasileiros, portugueses e pessoas de outras nacionalidades quando querem falar a respeito do Brasil e estabelecer uma origem para o país. É uma antiga história arraigada na cultura brasileira, importante para a formação de uma certa idéia de nação, que tem transitado com facilidade do erudito ao popular e à comunicação de massas. O presente texto trabalha com narrativas eruditas que se mostraram importantes para a construção da memória coletiva sobre o personagem; na conclusão, o texto analisa as relações entre história e literatura em torno do Caramuru e a construção do seu mito.

Texto disponível neste endereço: Amado

Textos e Livros Gratuitos

No link abaixo é possível encontrar uma pequena seleção de textos e livros em português, com a temática Filosofia e Política.

No sertão, o lugar das minas.

Reflexões sobre a formação do espaço central das Minas Gerais no começo do século XVIII, de Alexandre Mendes Cunha, publicado em 2007 na Revista de Estudos Históricos da Fundação Getúlio Vargas.Resumo

O texto oferece uma reflexão acerca da formação espacial de Minas Gerais no começo do século XVIII. A perspectiva fundamental defendida é a da centralidade da mineração na configuração e organização do espaço urbano. Ressalta-se a necessidade de se pensar essa especificidade urbana como intimamente relacionada à natureza da atividade mineradora e às particularidades da ocupação desse território. A interpretação desse processo de construção coletiva do espaço se dá no diálogo com fontes coevas, como o Triunfo eucarístico e o Códice Costa Matoso, assim como com os principais marcos da historiografia pertinente.

Texto completo: Cunha