Lugar e imagem: desvelando significados

Artigo de Zilá Mesquita publicado na Revista de Estudos Históricos da Fundação Getúlio Vargas em 2004.

Resumo

Como uma representação social contemporânea de um espaço público urbano pode revelar as suas transformações? Com o objetivo de refletir sobre significados visíveis e encobertos da imagem, detivemo-nos na análise de um espaço enquanto lugar. Selecionamos o desenho pictórico, o mapa pictórico e a fotografia como imagens capazes de evocar lugares. Essas imagens, associadas a textos de diferentes origens, permitem oferecer alguma recognoscibilidade às transformações sociais.

Disponível em: Mesquita

Práticas políticas de Antigo Regime

Com o subtítulo Redes governativas e centralidade régia na capitania de Minas Gerais (1720-1725), este artigo de Claudia Cristina Azeredo Atallah, publicado na Revista Topoi jan-jun 2011, procura demonstrar que existia “uma frágil fronteira que demarcava as relações de poder entre as autoridades”.
Texto completo está disponível em:

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Demografia Histórica de Minas Gerais no Período Colonial

Artigo de Francisco Vidal Luna e Iraci del Nero da Costa publicado na Revista Brasileira de Assuntos Políticos, Belo Horizonte, 1984.
“Nesta comunicação arrolamos alguns dos resultados de nossos estudos concernentes a certos núcleos populacionais existentes em Minas Gerais no período colonial brasileiro. Não se trata, pois, de um sumário exaustivo de nossos trabalhos; selecionamos, tão somente, uma série de observações que, embora superficialmente, ilustram o esforço que temos votado ao entendimento dos processos demográficos e econômicos verificados na área de Minas Gerais na qual predominou a exploração do ouro e das pedras preciosas. Deve-se frisar, ademais, que nossas pesquisas, conquanto se refiram a parcela significativa dos centros mineratórios e a amplo lapso temporal, não abarcam a totalidade da população mineira nem abrangem todo o período colonial.”
Texto completo disponível em:

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O Caminho Velho das Minas

Por André Rezende Guimarães

Leia o texto:
guimaraes_o-caminho-velho-das-minas.pdf (objeto application/pdf)

Portal da Universidade

“A produção da Universidade precisa estar acessível a todos. Mais do que um espaço de armazenamento, o Acervo Digital da Unesp é uma forma de compartilhamento entre a comunidade unespiana e a sociedade”, destaca o vice-reitor no exercício da Reitoria, Júlio Cezar Durigan”.

Digitalização x Microfilmagem: Qual é a melhor solução?

Artigo apresenta os prós e contras destes dois sistemas, apresentando argumentos que respondam à questão:

Mas qual desses dois procedimentos seria, afinal, o mais adequado para preservar e difundir o acervo dessas instituições?”

Ver e tocar o passado: emoção e sentimento na História do Brasil de John Armitage

Artigo de Flávia Florentino Varella publicado no número 8 da Revista História da Historiografia, disponível neste endereço.

Segundo a autora, Ver o Tocar o Passado “tem como principal objetivo analisar como a História do Brasil, escrita em 1836 pelo comerciante inglês John Armitage, pode ser entendida dentro dos parâmetros de uma historiografia de presença, e que espécie de práticas caracterizariam esse tipo de historiografia.”

Um trecho:

“a teatralidade e profusão na descrição das cenas, foi mobilizado por Armitage, na narrativa da história nacional brasileira, principalmente na caracterização da relação da Imperatriz Maria Leopoldina com D. Pedro I como um casamento repleto de desgostos causados pela infidelidade de seu marido e sofridos injustamente por ela. Ao invés de focar a narrativa do sofrimento em D. Pedro I, no qual a priori seria mais difícil estabelecer empatia com seus leitores, Armitage transferiu essa narrativa patética para a traída e indefesa Imperatriz. A temática do casamento, como fonte infinita de sofrimento e desgosto, não passou despercebida na História do Brasil, e a fragilidade feminina foi o espaço encontrado para a criação de empatia através da piedade.”

 

 

 

Os sertanistas de São Paulo em discursos de padres do século XVIII

Artigo de Michel Kobelinski sob o título A negação e a exaltação dos sertanistas de São Paulo nos discursos dos padres Pierre-François-Xavier de Charlevoix, D. José Vaissette e Gaspar da Madre de Deus (1756-1774), publicado no número 8 da Revista História da Historiografia, “procura entender como essas construções discursivas exaltavam ou negavam as ações “sertanistas” a partir de sensibilidades opostas, o ufanismo e o ressentimento, na construção da identidade nacional”.

Disponível neste endereço, o artigo aborda os “vínculos entre os cidadãos e a nação [que] somados ao hábito de supervalorizá-la excessivamente, decorrem de um modelo de história que exaltou os heróis e reverenciou a natureza.”

Na conclusão do autor declara que “a polêmica historiográfica envolveu, de um lado, o historiador Pedro Taques de Almeida Paes Leme e Frei Gaspar da Madre de Deus, que viram no passado um instrumento de luta política e de valorização pessoal, ao mesmo tempo em que refutavam os escritos jesuíticos de Charlevoix e Vaissette que, inversamente, procuravam mostrar imagens da barbárie e da degeneração social na formação da capital paulista.”


Confrontar as memórias do passado para libertar a imaginação de um outro presente.

Este é o título dado pela Revista Caderno de História para o resumo conversa de Pedro Telles da Silveira com a historiadora Iris Kantor, em abril de 2010, na Universidade Federal de Ouro Preto.  A íntegra está disponível neste endereço.

Uma de suas posições:

“não creio que devamos ter receio de utilizar fontes digitais, a revolução digital abre novos horizontes não só para a investigação histórica, como também para a atuação profissional do historiador. Obviamente será necessário estar ainda mais atento à confiabilidade dos sites, das bibliotecas e dos arquivos digitais. Mas nossa geração tem a oportunidade inédita de acessar milhares de obras raras que não estariam acessíveis sem os meios eletrônicos.”

População de Minas Gerais na segunda metade do século XIX: Novas Evidências

Trabalho de Maria do Carmo Salazar Martins,Maurício Antônio de Castro Lima e Helenice Carvalho Cruz da Silva apresentado no X Seminário sobre a Economia Mineira.

“Em 12 de novembro de 1861, o Presidente da Província de Minas Gerais enviou aos vigários das paróquias mineiras um ofício onde ordenava que fossem fornecidas informações sobre a população e as indústrias de cada freguesia, segundo um modelo padronizado de formulário7. Neste, deveria constar o nome da freguesia e o município ao qual ela pertencia, a data em que foi preenchido, o número de quarteirões e de fogos ou domicílios existentes, o total dos habitantes discriminados por condição livre ou escrava e sexo, o estado civil, as idades da população distribuídas em 5 faixas etárias – 1 a 7anos, 8 a 15 anos, 16 a 30 anos, 31 a 50 anos e 50 anos em diante – e as indústrias iniciaram em 1873.”

Leia o texto na íntegra:
D05.PDF (objeto application/pdf)