Profissões, atividades produtivas e posse de escravos em Vila Rica ao alvorecer do século XVIII

Artigo de Francisco Vidal Luna e Iraci del Nero da Costa
“Parece-nos necessário, antes de abordarmos o tema em foco, esboçar o perfil de Vila Rica, como se revelava no início do século XIX. Para tanto, servir-nos-emos das crônicas de quatro viajantes europeus: Auguste de Saint-Hilaire (visitou-a em dezembro de 1816); John Mawe (ali esteve por volta de 1809); João Maurício Rugendas (a conheceu nos primeiros anos do segundo quartel do século XIX); e, finalmente, W. L. Eschwege (chegou a Minas em 1811, residiu por vários anos em Vila Rica e a deixou em abril de 1821 para encetar viagem de retorno à Europa).”

Texto disponível em:
ar19.pdf (objeto application/pdf)

Economia e Sociedade em Minas Gerais

Artigo de Francisco Vidal Luna para a Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, São Paulo.
“Com relação aos proprietários de escravos, evidenciou-se um predomínio de indivíduos com um número reduzido de cativos (entre um e quatro escravos), sendo raros os grande senhores de escravos. Dentre os milhares de mineiros estudados, poucos registraram-se com mais de quatro dezenas de escravos e apenas um ultrapassou a centena. Para cada uma das localidades estudadas, o número médio de escravos por proprietário – que variou entre 3,7 e 6,5 – revelou relativa estabilidade, apesar de refletirem tanto épocas de ascensão da atividade (1718 a 1738) como de decadência da faina aurífera (1804).”

Leia o texto na íntegra:
ar19.pdf (objeto application/pdf)

Recreio, MG: Contratos de Casamentos

E já que mencionamos herança e filhos, continuamos nos baseando no livro História do Amor no Brasil para um comentário adicional. Sabe-se que os casamentos eram atos importantes e que obedeciam, como diz Mary del Priore, “a regras estipuladas pela camada social da família” (p. 166). Segundo Lamberg, citado por Del Priore, “amor e suas manifestações eram coisa de gente pobre ou se referiam às ligações ilegítimas” (p. 160). Porque o objetivo da elite, ao contratar o casamento de seus herdeiros, era preservar ou ampliar o patrimônio e assegurar sua permanência no topo da pirâmide social. Já nas camadas menos favorecidas, embora sem o mesmo objetivo procurava-se seguir os rituais, numa demonstração clara de incorporação ideológica. Entretanto, as dificuldades para casar na igreja afastavam este “sonho” dos mais pobres, aqueles que não podiam arcar com as elevadas somas cobradas pelos padres.

É da mesma autora a observação, extraída de artigo do jornalista Thomas Lino d’Assumpção em 1876, a respeito dos custos menores cobrados pelas igrejas protestantes. Entretanto, não temos notícia de outras igrejas além da católica em nossa região. De todo modo, tivemos oportunidade de fazer uma observação curiosa em livros de cartórios de registro civis de Leopoldina e seus antigos distritos, relativos ao ano de 1889. Em Piacatuba encontramos referências, no livro do cartório, sobre casamentos terem sido realizados anteriormente na igreja. Já nos demais distritos, foi em vão nossa busca pelo casamento religioso de vários casais casados civilmente. Seriam mais baixos os custos do cartório?

Lembremos, por oportuno, que o casamento civil foi implantado em nossa região em fevereiro de 1889, no cumprimento da Lei 9886 de 7 de março de 1888. Muitas pessoas desconhecem este fato, acreditando que foi um ato da República. De todo modo, apenas a elite passou a casar-se no civil e no religioso ao mesmo tempo. Até porque, não haveria mais outra forma de garantir a preservação do patrimônio de seus herdeiros, já que o casamento religioso não teria mais efeitos legais. Quanto aos menos aquinhoados, dificilmente encontramos coincidência entre a data das duas cerimônias.

Tropas e condutores em Mato Grosso

Artigo de Divino Marcos de Sena, com o subtítulo: camaradas e arrieiros (primeira metade do século XIX).
Resumo: Neste artigo analiso a presença de trabalhadores livres no transporte terrestre na província de Mato Grosso num período anterior à crise do trabalho escravo no Brasil. A atuação de homens nesse tipo de serviço contribui para quebrar a ideia de que a região estava isolada na primeira metade do século XIX. As diversas vias de comunicação, interna e externa, e o trabalho dos condutores de tropa demonstram que a Província poderia sim estar distante dos centros de exportação do Império, mas de forma alguma isolada.
Leia o texto da íntegra:

Artigo.TropasecondutoresemMatoGrosso.pdf (objeto application/pdf)

SciELO Brasil lança portal de livros eletrônicos

Acabamos de visitar o portal Scielo Livros por sugestão de matéria publicada no Café História e já encontramos boas sugestões para as próximas leituras.

Segundo a citada matéria:

A iniciativa pretende aumentar a visibilidade, o acesso, o uso e o impacto de pesquisas, ensaios e estudos realizados, principalmente, na área de humanas, cuja maior parte da produção acadêmica é publicada na forma de livros. “Uma porcentagem significativa de citações que os periódicos SciELO fazem, principalmente na área de humanas, está em livros. E como um dos objetivos da coleção SciELO é interligar as citações entre periódicos, a ideia é também fazer isso com livros”, disse Abel Packer, membro da coordenação do programa SciELO, à Agência FAPESP.

Fica o convite para todos visitarem e usufruirem deste canal que vem se somar ao excelente Scielo como fonte para nossas consultas.

Minas Gerais: A vida quotidiana em julgamento.

“Dos livros manuscritos com os quais estamos a trabalhar, pertencentes ao acervo da Cúria Metropolitana de Mariana e referentes a grande parte das devassas levadas a cabo nas Gerais, selecionamos, a título ilustrativo, os concernentes a devassas efetuadas na primeira metade do século XVIII. Tais fontes primárias podem ser agrupadas em quatro categorias distintas: edital e “interrogatórios da visita”, depoimentos, pronunciações e lavratura de termos dos culpados da visita.”
Artigo de Francisco Vidal Luna e Iraci del Neto da Costa disponível em:

ar20.pdf (objeto application/pdf)

O Juízo dos Órfãos e a organização da família por meio da tutela

Artigo de José Carlos da Silva Cardozo publicado na Revista História Social nr. 20, 2011

Resumo

Muitas são as histórias que chegaram ao conhecimento da Justiça em que doenças, maus-tratos, incapacidade dos pais e, até mesmo, a morte dos progenitores provocavam a dissolução familiar. Para essas famílias, que possuíssem menores como seus integrantes, havia o Juízo dos Órfãos, instituição que zelava pelo direito e deveres para com essas crianças e que cuidava para que os menores que, porventura, passassem pela situação de desagregação familiar, recebessem um adulto legalmente constituído como responsável – um tutor. Contudo, a situação de tutelado estava longe de trazer plena segurança e tranquilidade para muitos menores que, constantemente, corriam o risco de entrarem em circulação por algum problema advindo a seu tutor.

Leia o texto completo:

O Juízo dos Órfãos e a organização da família por meio da tutela | Cardozo | História Social – Revista dos pós-graduandos em História da Unicamp.

Publicações Científicas no campo das Ciências Humanas

Atualização dos endereços de publicações eletrônicas acompanhadas por este blog.

ÁGORA – Revista de História e Geografia do Departamento de História e Geografia da UNISC

Akrópolis – Revista de Ciências Humanas da UNIPAR

Alceu – Revista do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio

Alétheia – Revista de estudos sobre Antigüidade e Medievo

Almanack BrazilienseInstituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo

Antíteses – Revista do Programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade Estadual de Londrina

ArtCultura: Revista de História, Cultura e Arte

Cadernos de História: Publicação do corpo docente do departamento de História UFOP

Chonos Scriotum: Revista Eletrônica de História

Documento/Monumento – Revista Eletrônica Documento/Monumento do Núcleo de Documentação e Informação Histórica Regional – NDIHR, do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

EMBORNAL: Revista Eletrônica da ANPUH-CE

Esboços – Revista do Programa de Pós-Graduação em História da UFSC

Fênix – Revista de História e Estudos Culturais

História Agora – Revista de História do Tempo Presente

História da Historiografia – Publicação interinstitucional da Sociedade Brasileira de Teoria e História da Historiografia, do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

História e Diversidade – Revista Eletrônica da UEMG

História em Reflexão – Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Grande Dourados

História Revista – Publicação semestral da Faculdade de História e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Goiás.

História Social -Revista do Programa de Pós-graduação em História da Unicamp.

Histórica: Revista Eletrônica do Arquivo do Estado de São Paulo

Intellèctus – A Revista Eletrônica Intellèctus é uma publicação do GrPesq-CNPq “Intelectuais e Poder no Mundo Ibero-americano”, produzida pelo Laboratório de Idéias, Cultura e Política do Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

MORPHEUS: Revista Eletrônica em Ciências Humanas da UNIRIO

Revista Brasileira de História das Religiões – Revista do Departamento de História da UEM

Revista Crítica Histórica – A Revista Crítica Histórica é uma publicação semestral do Centro de Pesquisa e Documentação Histórica (CPDHis) dos cursos de História da Universidade Federal de Alagoas

Revista Eletrônica de História Antiga e Medieval

Revista Eletrônica de História Comparada – Periódico publicado semestralmente pelo Programa de Pós-Graduação em História Comparada (PPGHC) do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Revista Eletrônica de História do Brasil – Revista Eletrônica do Departamento de História e ao Arquivo Histórico da UFJF

Tempo e Argumento – Revista do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade do Estado de Santa Catarina.

Topoi – Revista do Programa de Pós Graduação em História Social da UFRJ.

Urbana – Periódico do Centro Interdisciplinar de Estudos da Cidade – CIEC/Unicamp

Outras publicações indexadas no sistema SCIELO.

Lista Completa de publicações aprovadas pela CAPES.

Inventários na reconstrução das Minas Gerais colonial

Com o título Inventários post-mortem na (re)construção das Minas Gerais na época Colonial, Josimar Faria Duarte publicou artigo na última edição da Revista Histórica.

“…lançar luz sobre os bens descritos nos processos de inventários post-mortem nos possibilita analisar as relações de poder, os aspectos econômicos e sociais de uma sociedade do passado. São importantes materiais de pesquisa, passíveis de seriação e quantificação, nos possibilitando evidenciar as ações dos sujeitos individuais e em grupos, assim como perceber estas ações se desenrolando no tempo e no espaço.”

Leia matéria completa.

 

Projeto Resgate: ampliando os horizontes da história lusobrasileira.

Artigo de Érika Dias e Luiz Gustavo Lima Freire publicado na Revista Brasileira de História e Ciências Sociais, volume 3, nr. 5, julho 2011.
Resumo: A administração portuguesa em seu império colonial durante sua duração pode ser pesquisada e estudada nos documentos que compõem os fundos do Conselho Ultramarino e da Secretaria de Marinha e Ultramar, os principais órgãos administrativos para o Ultramar, ambos custodiados atualmente pelo Arquivo Histórico Ultramarino em Lisboa. O Projeto Resgate de Documentação Histórica Barão do Rio Branco, do Ministério da Cultura do Brasil atua nesse arquivo, onde desde 1998, suas equipes de trabalho vem identificando e descrevendo os documentos relativos ao Brasil, disponibilizando importantes informações aos historiadores em geral e aos brasileiros, em particular.
Palavras-chave: História do Brasil. História do Império Português. Pesquisa histórica. Administração Colonial Luso-Brasileira. Descrição Arquivística.
Para ler o texto na íntegra:

Artigo.Projetoresgate.pdf (objeto application/pdf)