Professorado antigo em Leopoldina

Neste resgate das informações existentes sobre a educação em Leopoldina, não foi possível elaborar uma relação exaustiva dos professores que atuaram no município. Para suprir parcialmente esta falha, criamos a tag professor ou professora + nome para todos aqueles que localizamos. Desta forma será mais fácil referenciá-los e localizá-los nas diferentes postagens.

Na maioria das vezes não foram encontrados esclarecimentos, como ocorreu com a notícia abaixo.

No mesmo mês e ano foi publicado no jornal O Mediador:

Desta forma ficou definida a localização da Escola no distrito de Rio Pardo, atual município de Leopoldina.

Os nomes das escolas em Leopoldina

Nem sempre foi possível identificar corretamente as escolas mencionadas nas fontes consultadas. Muitas vezes o problema decorreu da duplicidade de nomeação para a mesma instituição, como parece ser o caso deste Colégio Emulação Leopoldinense que pode ter sido o mesmo Externato Santo Antonio, cujos exames foram publicados no final do ano de 1882 e citados aqui no blog. Esta conclusão baseia-se no fato de ambos terem o mesmo diretor e terem funcionado no mesmo ano.

Atenas da Zona da Mata

Segundo Roberto Capri[1]

“Leopoldina se pode considerar a Athenas da Zona da Matta. A instrucção publica, principal propulsor da civilisação d’um povo é aqui largamente administrada, como attestam os seus estabelecimentos de ensino e a grande frequencia dos seus alumnos”.

Entretanto, lendo os mais antigos jornais de Leopoldina observa-se que não foi apenas no século XX, quando Roberto Capri publicou a frase acima, nem tampouco no ensino público que Leopoldina se destacou. Com o objetivo de reunir as informações e facilitar a busca, criamos a tag Atenas da Zona da Mata que será inserida em todas as postagens que mencionem as instituições educacionais do município de Leopoldina. Lembramos, porém, que a pesquisa dedica-se especialmente ao século XIX, com ligeiras incursões pelas primeiras décadas do século XX.


[1] CAPRI, Roberto. Minas Gerais e seus Municípios. São Paulo: Pocai Weiss & Cia, 1916 p. 248

Cataguases e seus distritos

Cataguases, no século XIX, quando era subordinada a Leopoldina.

Parte do estudo concluído em março de 2013 sobre as alterações de área territorial de Leopoldina, o mapa acima destaca distritos de Cataguases nos anos oitocentos, ao tempo em que eram subordinados a Leopoldina.

São José do Paraíba

No início, o Feijão Cru era subordinado ao distrito de São José do Paraíba. Em 1854, quando foi emancipado com o nome de Vila Leopoldina, foi a vez do São José do Paraíba lhe ser subordinado. Mais tarde o território do atual município de Além Paraíba foi transferido para Mar de Espanha até emancipar-se.

Leopoldina, Angustura e São José do Paraíba

Miraí

Ao tempo em que o distrito se chamava Santo Antonio do Muriaé, o atual distrito de Miraí era subordinado a Leopoldina.

Leopoldina e Miraí

Laranjal

A antiga Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Laranjal foi subordinada a Leopoldina no século XIX.

Leopoldina e Laranjal

Angustura

O antigo distrito de Madre de Deus do Angu foi subordinado à Vila Leopoldina.

Leopoldina, Angustura e São José do Paraíba

1882: educação em Leopoldina

Os exames realizados há 130 anos no Colégio Nossa Senhora do Amparo e no Externato Santo Antônio, de Leopoldina, foram noticiados no jornal O Leopoldinense do dia 17 de dezembro de 1882. O Externato fez publicar a relação dos alunos que receberam medalhas:

  • Abilio Antonio de Almeida Pinho,
  • Arnaldo Antônio da Silva Lessa,
  • Carlos José de Almeida,
  • Eduardo Agnello Pestana de Aguiar,
  • Emilio Balduino,
  • Eugênio do Rosário Gaëde,
  • João Luiz Lopes,
  • José Augusto Monteiro de Barros,
  • José Eugênio Monteiro de Castro,
  • José Martins Bastos,
  • Luiz Lopes Gomes,
  • Manoel Tavares de Lacerda,
  • Melciades de Almeida Vasconcelos,
  • Teofilo Domingos Seve,
  • Waldir Casimiro da Costa.

Há 130 anos

No dia 10 de dezembro de 1882 o jornal O Leopoldinense publicava notícia sobre mais uma instituição educacional que seria aberta na cidade. Tratava-se de uma filial do Colégio Venerando, estabelecido na Corte, dirigido pelo Padre José Venancio da Graça e pelo Dr. Venancio Nogueira da Silva. Os preparativos para a instalação ficaram a cargo dos doutores Chagas Lobato, Pinheiro Tavares e Pestana de Aguiar, residentes em Leopoldina. Na divulgação consta que o objetivo do colégio seria preparar alunos para as academias do Império, como o Colégio Pedro II e a Academia de Comércio.