De onde vem o hábito da refeição composta de arroz, feijão e carne?
– 700 gramas de pão branco fresco ou 500 gramas de biscoito de 1ª qualidade diariamente;
– 250 gramas de carne fresca ou salgada, 5 dias por semana, acompanhada de 80 gramas de arroz e 50 gramas de ervilha ou feijão;
ou, nos dias em que a carne não fosse servida:
– 80 gramas de massa, 160 gramas de filé de peixe, 150 gramas de batata, 50 gramas de queijo e 20 gramas de salada de anchova ou pimentão ao azeite e pepino.
Além disso, cada passageiro deveria receber diariamente:
– 20 gramas de Café de 2ª qualidade;
– 30 gramas de Açúcar branco de 3ª qualidade;
– 10 gramas de Azeite de Oliva;
– 20 gramas de Sal;
– ½ livro de Vinho.
No rodapé do cardápio informa-se que, nos trópicos, o passageiro deveria receber 60 mililitros de aguardente.
Fonte: manifesto do vapor Provence, que aportou no Rio em novembro de 1890
Rifugio di Memorie
A revista Comunità Italiana, edição nº 145 do mês de Julho de 2010, publicou matéria sobre a Colônia Agrícola da Constança. Veja em Rifugio di Memorie.

Estações Ferroviárias
Após seis annos de trabalho em que sua vontade tenaz e energica a tudo venceu, teve o sr. Coronel Antonio Ignacio Monteiro Galvão de S. Martinho a gloria de vêr inaugurada a Estação do Campestre, no dia 31 do mês passado.Construída a expensas proprias ella constitue um bello exemplo de patriotismo que oxalá encontre muitos imitadores!
Mudança de Nomes
Como exemplo, apresentamos dois casos extraídos de antigos jornais, mantendo a grafia original.
Anúncio no jornal O Leopoldinense, edição nr. 51 de 07.11.1880, página 3
Cataguazes – Faço sciente ao respeitavel publico, que encontrando neste lugar pessoa de igual nome ao meu, deixo de Assignar-me Antonio Loureiro e Antonio Carvalho, e tomo o nome de Antonio Somoncalho.
No mesmo jornal, edição número 11 de 01.02.1891, página 1
João Felismino Gomes, rezidente no Districto do Tapirussú, declara para os devidos effeitos, que desta dacta em diante passa a assignar-se João Gomes Jardim.
João Gomes Jardim
Testemunhas: Manoel Antonio da Motta Junior, Miguel de Me[?]
Quem não é de sua terra não é de lugar nenhum
O Povo também tem Ancestrais
Tomaz Pereira do Amaral Lisboa
Segunda edição de estudo genealógico da família Amaral Lisboa de Leopoldina.
Nocori, Nacav, Naccari
A postagem de 4 de março, intitulada A Pesquisa em Leopoldina II, gerou muitos comentários. Alguns foram respondidos em novas postagens como fazemos agora, para atender a consulta da paranaense Maria Lúcia. Em virtude das muitas alterações ortográficas, ela está com dificuldade para rastrear a trajetória de seus antepassados. Esperamos contar com a colaboração de visitantes que possam acrescentar informações a respeito.
Luigi Naccari e Catterina Paesante foram pais de Antonio Naccari nascido em Porto Tolle, Rovigo, onde faleceu em 1881. Antonio se casou com Pietra Marangoni, filha de Antonio Marangoni. Eles tiveram oito filhos: Luigi Cesare, Catterina, Cherubino, Beniamino Angelo, Angela, Maria, Prima e Carolina. Pietra passou ao Brasil com os filhos em 1888. Estabeleceu-se no distrito de Ribeiro Junqueira, onde viveu com o segundo marido, Candido Leone Finotti. Nos primeiros anos do século XX, o segundo marido de Pietra já havia saído de Leopoldina e com ele alguns descendentes dela que se dirigiram para Muriaé, Carangola, Manhuaçu e os atuais municípios de Simonésia e Governador Valadares. Nem todos os filhos de Pietra e Antonio Naccari usaram o sobrenome paterno no Brasil, o que dificultou localizá-los. A seguir destacamos os que formaram família em Leopoldina. 1-Luigi Cesare Naccari, o mais velho, nasceu a 3 Abr 1868 em Porto Tolle. Casou-se com a italiana Izabel Zannon, filha de Giovanni Zannon e Luigia Pezza. Tiveram dez filhos Palmira Celeste, Maria Laurinda, Antonio Keroubino, Luiza, Santa, Ernesto Giovanni, Epifania Luiza, Cecilia, Julieta Romana e João. O casal trabalhava na Fazenda Pedro Velho, em 1896. Esta propriedade ficava ao norte do distrito de Ribeiro Junqueira. 4 - Beniamino Angelo Naccari foi o quarto filho de Antonio e Pietra Marangoni. Nasceu a 3 Jan 1878 em Porto Tolle. Casou-se em Ribeiro Junqueira com Rosa Lorenzetto, filha dos italianos Natale Lorenzetto e Cristina Moroni. Em Leopoldina tiveram dois filhos: Carolina e Elvira. Migraram para Apucarana, PR. 5-Angela Naccari nasceu a 15 Out 1880 em Porto Tolle, sendo a quinta filha de Pietra e Antonio Naccari. Casou-se com Domenico Antonio Lorenzetto, irmão da esposa de Beniamino. Deixaram Leopoldina algum tempo depois. 8-Carolina Marangoni foi a última filha de Antonio Naccari, nascida a 1 Nov 1883 em Porto Tolle. Em Ribeiro Junqueira se casou com Aurelio Pimentel, filho dos imigrantes portugueses José Aurélio da Costa Pimentel e Eduarda Pereira. Carolina e Aurélio tiveram 11 filhos: Maria, José Benedito, Julio, Antonio, Maria, Luiz, Sebastião, Maria Consuelo, Aurelio, Maria Aparecida e Wilson. Ao que se sabe, foi a única filha de Antonio Naccari que permaneceu em Leopoldina, onde tem descendentes até os dias atuais. Entre eles, um foi prefeito do município.



