De onde vem o hábito da refeição composta de arroz, feijão e carne?

Parece que nossos antepassados italianos já estavam acostumados a tal dieta. Pelo menos é o que demonstra o cardápio dos vapores que traziam imigrantes italianos no final do século XIX. Segundo o Regulamento da Marinha Mercante italiana, cada passageiro deveria receber:

– 700 gramas de pão branco fresco ou 500 gramas de biscoito de 1ª qualidade diariamente;
– 250 gramas de carne fresca ou salgada, 5 dias por semana, acompanhada de 80 gramas de arroz e 50 gramas de ervilha ou feijão;
ou, nos dias em que a carne não fosse servida:
– 80 gramas de massa, 160 gramas de filé de peixe, 150 gramas de batata, 50 gramas de queijo e 20 gramas de salada de anchova ou pimentão ao azeite e pepino.

Além disso, cada passageiro deveria receber diariamente:
– 20 gramas de Café de 2ª qualidade;
– 30 gramas de Açúcar branco de 3ª qualidade;
– 10 gramas de Azeite de Oliva;
– 20 gramas de Sal;
– ½ livro de Vinho.

No rodapé do cardápio informa-se que, nos trópicos, o passageiro deveria receber 60 mililitros de aguardente.

Fonte: manifesto do vapor Provence, que aportou no Rio em novembro de 1890

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