O nome da Estrada de Ferro Leopoldina

Embora muitos autores tenham explicado a origem do nome desta ferrovia, ainda há os que desconhecem o fato. Para estes, hoje publicamos um pequeno trecho de Impressões do Brazil no Seculo Vinte, obra editada em 1913 e impressa na Inglaterra por Lloyd’s Greater Britain Publishing Company, Ltd. Diretor Reginald Lloyd; editores W. Feldwick (Londres) e L. T. Delaney (Rio de Janeiro). Editor brasileiro Joaquim Eulalio. Contribuição do historiador londrino Arnold Wright. Página 224.

Não podendo dar o histórico de cada uma dessas antigas linhas férreas, vamos entretanto satisfazer a curiosidade do leitor, quanto à origem do poético nome da companhia. Leopoldina é uma pequena cidade que fica 200 milhas ao Norte do Rio de Janeiro. Por lei nº 1.826 da antiga província de Minas Gerais, datada de 10 de outubro de 1871, e por decreto do governo imperial nº 4.914, de 27 de março de 1872, foi autorizada a construção de uma primeira estrada de ferro entre Porto Novo do Cunha, na fronteira entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, e Leopoldina. A inauguração dos primeiros 26 quilômetros de Porto Novo do Cunha a Volta Grande teve lugar em 8 de outubro, na presença do imperador do Brasil. E não porque tenha sido a primeira das muitas outras linhas e sim devido ao fato de ter a sua administração continuado a comprar e incorporar as outras estradas, o nome Leopoldina tem sido conservado pela moderna companhia anglicanizada.

Estrada de Ferro Leopoldina

Pontes que duram uma vida

Muitas cidades do interior convivem com equipamentos que serviram a estradas de ferro sem se darem conta de seu valor como bem cultural. Escolho esta postagem de um dos grandes entusiastas da preservação da memória ferroviária como convite para que conheçam seu trabalho.

Memória Ferroviária

No momento em que tantos se unem em prol do resgate da memória ferroviária, é com muita tristeza que leio a postagem de Ralph Mennucci Giesbrecht: Anta Perde seu Trem.
Todos nós, que nos interessamos pela fase da Grande Imigração, nos sentimos afetados com a notícia. Na zona da mata mineira é conhecida a opinião sobre a região dever seu desenvolvimento ao braço escravo, ao café e à ferrovia. Pelos trilhos chegaram os imigrantes que substituíram a mão de obra cativa. O café perdeu o lugar de principal ícone da economia. E a ferrovia, marco de uma época, desaparece da memória.

Estações Ferroviárias

Saber onde se localiza uma estação ferroviária é importante para quem pesquisa a imigração no final do século XIX. Algumas vezes temos recebido consultas de leitores querendo saber quando determinada pessoa foi de um lugar para outro mas achando que cada município contava com apenas uma estação. Um destes casos se refere à estação Campestre que o remetente indica como sendo um município mineiro. Outro acredita que tal ponto da ferrovia estava localizado em Ubá.
Para tentar esclarecer, eis um extrato de notícia publicada no jornal O Mediador, de Leopoldina, na edição número 39 de 09.08.1896, página 1
Após seis annos de trabalho em que sua vontade tenaz e energica a tudo venceu, teve o sr. Coronel Antonio Ignacio Monteiro Galvão de S. Martinho a gloria de vêr inaugurada a Estação do Campestre, no dia 31 do mês passado.
Construída a expensas proprias ella constitue um bello exemplo de patriotismo que oxalá encontre muitos imitadores!
Trata-se da estação do atual povoado de São Martinho, distrito de Providência, município de Leopoldina.