Providência

A criação do distrito de Providência foi regulamentada pelo Decreto número 61, de 9 de maio de 1890. O território que constituiu o distrito foi desmembrado de Conceição da Boa Vista e da sede do município. Naquele momento, incluía o que viria a ser, meses depois, o distrito de Santa Izabel, atual Abaíba.

Distrito de Providência, criado em 1890O nome do distrito é o de uma das fazendas ali formadas na década de 1830, em terras doadas à família Monteiro de Barros.

O Feijão Cru em 1853

No momento em que nasceu a Vila Leopoldina, conheciam-se os seguintes dados a respeito do até então distrito do Feijão Cru:

Além dos distritos acima mencionados, a Vila passou a administrar, também, os distritos de Santa Rita da Meia Pataca, Capivara, São José do Paraíba, Angú e Santo Antônio do Aventureiro. Os dois primeiros, conforme o mesmo relatório, compunham a Freguesia de Santa Rita da Meia Pataca, Município de São Januário do Ubá, Comarca do Pomba. Os outros três formavam a Freguesia de São José da Paraíba, Município de Mar de Espanha, Comarca do Pomba.

Utilizando-se das informações do mencionado Relatório de 1 de maio de 1854, temos que o Município de Leopoldina, em seus primeiros anos de emancipação, contava com 1.488 votantes, ou seja, 1.488 homens aptos a participar das decisões políticas, sendo 948 deles estabelecidos na sede e nos distritos da Piedade, da Boa Vista e do Rio Pardo, atuais Piacatuba, Recreio e Argirita. Nos distritos de Meia Pataca (atual Cataguases) e Capivara (atual Palma), encontravam-se 341 votantes. Os demais 199 votantes estavam em São José do Paraíba (Além Paraíba), Angu (Angustura) e Santo Antônio do Aventureiro.

Igrejas em Leopoldina no ano de 1854

Segundo o Relatório do Presidente da Província Francisco Diogo Pereira de Vasconcellos, em 25 de março de 1855, no ano de sua emancipação administrativa Leopoldina contava com 3 igrejas matrizes e 1 capela. Na descrição constante da página 18 do relatório, informa-se que “uma das matrizes precisa de reparos orçados em 4.000$000; uma está quase a desmoronar-se, e da outra não há informações”.

Analisando diversas fontes, com destaque para os livros paroquiais ainda existentes, é lícito supor que a matriz necessitando de reparos seria a da sede municipal. Dela temos apenas vagas referências sobre a localização no então denominado Morro da Matriz.  A mais antiga imagem que encontramos já é do segundo prédio, conforme consta no livro de Roberto Capri, publicado em 1916.

Talvez a matriz que se encontrasse em pior estado fosse a de Nossa Senhora da Piedade, no atual distrito de Piacatuba, uma vez que na década seguinte teria sido reconstruída.

Na época da emancipação administrativa, estavam também subordinadas à então Freguesia de São Sebastião da Leopoldina a Matriz do Senhor Bom Jesus do Rio Pardo, no atual município de Argirita, e a Capela de Nossa Senhora da Conceição da Boa Vista, no atual distrito do mesmo nome, município de Recreio, das quais não temos imagens ou dados precisos. Além disto, os demais distritos que compuseram o novo município também contavam com suas capelas e matrizes, não citadas no relatório de 1855.

Primeiro Batismo em Piacatuba

O mais antigo registro de batismo encontrado nos livros paroquiais de Leopoldina é da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade, no distrito de Piacatuba, dia 20 de abril de 1851.

O primeiro assento é de 20 de abril de 1851, batismo de Jacinta, filha de Pedro e Joaquina, escravos de Francisco José de Miranda.

Do mesmo dia é o segundo batismo, de Joaquim, filho de Valentim José da Silva e Mariana Tereza de Jesus

Posturas Municipais

Na visita que fiz a Leopoldina no final do mês de março, ouvi algumas pessoas reclamando de calçadas interrompidas por mercadorias expostas pelos comerciantes ou por veículos leves estacionados sobre as calçadas. É incrível como uma prática tão absurda permaneça em vigor na cidade há 113 anos! Sim, desde 1891 já se reclamava do mesmo problema. Vejam a nota abaixo.

Aviso do Fiscal de Posturas em 1891

Segundo Reinhart Koselleck no livro Futuro Passado, edição da Contraponto de 2006, o futuro não é simples reprodução do presente, mas o reflexo do desenvolvimento de projetos e tendências. Será que a sociedade leopoldinense e seus dirigentes ainda se encontram no estágio de sociedade tradicional, em que a mudança era mal vista e que caminhar em direção a formas mais complexas de socialização era um pesadelo? Nós estamos batalhando pela modernização da nossa sociedade?

Cada um de nós, que vive ou visita Leopoldina, tem a responsabilidade de contribuir para o aprimoramento das práticas sociais. Não basta reclamar dos administradores municipais. É fundamental nos educarmos e educar os mais jovens para que todos respeitemos as normas de conduta.

Teatro no Largo da Grama

Em 1882 Leopoldina recebia grupos de teatro que se apresentavam ao ar livre, à exemplo do espetáculo anunciado no recorte a seguir:

Teatro Largo da GramaNo anúncio informa-se que serão representadas algumas comédias, o que pode ser adaptado para a linguagem atual com o sentido de esquetes humorísticos.

104 anos de criação da Colônia Constança

No dia 12 de abril de 1910 era oficializada a criação da Colônia Agrícola da Constança, no município de Leopoldina.

Decreto de Criação da Colônia Agrícola da Constança

Cuidados com a Infância

Duas notícias publicadas na mesma página do jornal O Leopoldinense, há 132 anos, indicam preocupação com o bem estar das crianças e cobrança de medidas das autoridades.

Notícias do jornal O Leopoldinense

Por um lado, Francisco de Paula Pereira Pinto e Joaquim de Azevedo doavam selos servidos para a campanha de proteção da infância, muito comum naqueles idos de 1882. Por outro, cobrava-se de um político uma solução para a falta de professores de instrução primária.

Estas notícias chamaram a atenção pelo fato de que, naquela época, a concepção de infância não era muito diferente do que ocorria no século XII, conforme defendeu Philippe Ariès em História Social da Infância e da Família (Rio de Janeiro: LCT, 1978). Para este autor, os problemas sociais que afetavam as crianças e adolescentes pobres da Idade Média permaneciam, de alguma forma, no século XIX.

Distrito de Bom Jesus do Rio Pardo

Há 175 anos o Curato de Bom Jesus do Rio Pardo era elevado a Distrito de Paz pela Lei Mineira número 147 do dia 6 de abril de 1839. Neste documento observa-se que o território do novo distrito compreenderia a Aplicação das Dores que mais tarde foi elevada a distrito do município de Leopoldina com o nome de Taruaçu. Lembrando que entre 1854 e 1962 o Distrito de Rio Pardo, atual município de Argirita, pertenceu a Leopoldina.

Distrito de Madre de Deus do Angu

Há 173 anos, no dia 27 de março, o Curato de Nossa Senhora de Madre de Deus do Angu foi elevado à categoria de Distrito de Paz através da Lei Mineira número 198.

Em 1854 o distrito de Angustura passou a compor a Vila Leopoldina e 30 anos depois voltou a ser subordinado a São José do Paraíba

Curato de Madre de Deus do Angu é elevado a Distrito