Cachoeira em Recreio, MG

Imagem do álbum de Silverio Pimentel, publicada em abril de 2009.

Leopoldinenses nascidos em fevereiro de 1912

NASCIMENTO
PAI
MÃE
Celio
5 Fevereiro
José Carlos de Melo Varejão
Francisca Jardim Junqueira
Maria da Conceição
6 Fevereiro
José Venâncio de Almeida
Maria do Nascimento Cimbron de Medeiros
Corinto
8 Fevereiro
Silvestre João Gonçalves
Tecla Maria do Carmo
Cristina Vargas Neto
11 Fevereiro
Joaquim Izidoro Vargas Neto
Helcida Werneck
Geraldo
17 Fevereiro
Francisco Ribeiro de Almeida
Odete Ermelinda Montes
Margarida
18 Fevereiro
Antonio Carlos de Oliveira
Ana Cecília da Conceição
Maria
24 Fevereiro
José Manoel de Souza
Cecilia Januária de Alcântara
Paulo
25 Fevereiro
João Pacheco de Carvalho
Emilia Vasconcelos Pereira
Maria da G Rodrigues
28 Fevereiro
Paulino Augusto Rodrigues
Umbelina Cândida Gouvêa

Francisco e Ignacio Ferreira Brito

Apesar de alguns esforços, ainda não conseguimos definir, com precisão, a ascendência destes dois personagens. Acreditamos que eram filhos de Manoel Ferreira Brito e Maria Josefa da Silva, sendo netos paternos de José Ferreira Brito e Maria José Rodrigues e maternos de José Gonçalves Neto e Ana Custódia. Portanto, o apelido “Neto”, muitas vezes agregado ao nome de Francisco Ferreira Brito, não teria relação com o nível de parentesco e sim com o sobrenome de seu avô materno. Se nossa hipótese estiver correta, os pais de Inácio e Francisco chegaram à região do Feijão Cru antes de 1831.Segundo a contagem dos moradores da bacia do rio Angu, Manoel e Maria Josefa constituíam a família de número 86. Através deste que foi o mais antigo documento encontrado sobre os moradores da região, Inácio e Francisco ainda não eram nascidos. No documento seguinte, a contagem dos moradores realizada em 1842, o casal já contava com mais alguns filhos, tendo Inácio nascido entre 1831 e 1835. Já o Francisco teria nascido entre 1835 e 1837.Os outros filhos do casal, nascidos em Bom Jardim de Minas, foram: João (nascido por volta de 1814), Ana Maria (1820), José (1821), Domingos (1823), Joaquim (1825), Manoel (1827) e Mariana (1828). Não pudemos precisar onde teria nascido a filha Maria (1830). Entre as duas contagens, e portanto no território que hoje pertence ao município de Recreio, nasceram também Emerenciana (1831), Maximiana (1832-1836) e Antonio (1838).

Quadrinhos: evento nacional será no CEFET Leopoldina

O Forum Nacional de Pesquisadores em Arte Sequencial será realizado no Cefet de Leopoldina, no dia 31 de março de 2012.

Forum Arte Sequencial em Leopoldina

Estudos sobre os irmãos Ferreira Brito

A despeito de críticas que o método recebe de alguns estudiosos, as biografias são um poderoso instrumento para a compreensão dos fatos do passado. Analisar a trajetória dos cidadãos comuns, e não só dos grandes heróis que povoam o material didático tradicional, permite reconstruir os hábitos e atitudes de determinada sociedade em um certo período histórico. E este é um trabalho que pode despertar prazer até mesmo nos jovens estudantes, conforme relata Verena Alberti, em Biografia dos avós: uma experiência de pesquisa no ensino médio. (Rio de Janeiro: CPDOC, 2006. 10p.)Em nossos estudos sobre o povoamento dos Sertões do Leste, cedo concluímos que seria impossível compreender a história local sem nos determos nas trajetórias individuais. Ao nos convencermos da necessidade de pesquisar a vida concreta dos homens e mulheres que viveram na região, conseguimos compreender algumas interpretações publicadas e encontramos explicações para ações e estratégias adotadas por aqueles grupos.Sendo assim, passaremos a publicar as informações que pudemos recolher sobre os mais antigos moradores do território que veio a constituir o município de Recreio. E iniciaremos pelos irmãos Ferreira Brito.

Dona Guilhermina

Num terreno de 46 metros quadrados com a frente para a linha férrea da Alto-Muriahé, tendo pela direita uma casa ocupada pela Companhia da Leopoldina e pelos lados e fundos os terrenos dos outorgantes, estava a casa ocupada por Dona Guilhermina, viúva de Lino Marques Dias, lavadeira. O terreno com 6 metros e 60 centímetros por 7 metros de fundos, foi aforado pela contrapartida anual de 15.708 réis. Com este registro concluímos a análise dos documentos relativos aos terrenos que formaram o primeiro núcleo urbano de Recreio.

 

Josepha Dias

Os viajantes estrangeiros, que estiveram em Minas no século XIX, deixaram suas impressões sobre os povoados por onde passaram. Uma descrição interessante que nos faz refletir sobre a origem de nossas cidades é a de Richard Burton, que aqui esteve em 1867. Em seu livro Viagem do Rio de Janeiro ao Morro Velho, reeditado pelo Senado Federal em 2001, nas páginas 69-70 encontramos a seguinte descrição:

“A igreja de costume fica na frente da praça, a casa grande de costume fica no fundo da praça e o chafariz de costume no meio da praça; daí o ditado: ‘O chafariz, João Antônio e a matriz’, que descreve a constituição dessas localidades. Em torno da grande praça, vêem-se chácaras, utilizadas pelos fazendeiros ricos nos domingos e dias-santos; durante o resto do ano, ficam fechadas. Há meia dúzia de vendas, que não vendem nada. Como é costume no Brasil, o cemitério ocupa uma elevação bem visível, e as moradas dos mortos estão muito mais bem situadas que as dos vivos”.

Os nossos povoados tomaram esta feição por terem sido formados, na maioria dos casos, em torno da Igreja Matriz. Mas este não é o caso de Recreio que, conforme sabemos, surgiu a partir da Estação da Estrada de Ferro da Leopoldina. E foi em torno dela que os primeiro moradores se localizaram.

Na medida em que vamos registrando a ocupação daqueles pioneiros, podemos perceber que o Arraial Novo atraiu prestadores de serviços variados. Como é o caso de Josepha Dias, cuja casa avizinhava-se pela esquerda com Candido Neves, pela frente com a pequena rua fronteira à estação, pelos fundos com terrenos da Fazenda Laranjeiras e pela direita com a linha férrea da estrada Alto-Muriaé. Segundo se depreende dos registros, Dona Josepha foi autorizada a ocupar o terreno de 7 metros e 70 centímetros por 10 metros de fundos com o fim de prestar seus serviços de lavadeira numa pequena casa coberta de telhas, construída por ordem do proprietário da Fazenda. E quando o Banco do Brasil autorizou Ignacio Ferreira Brito a celebrar os contratos de aforamento, Josepha Dias assinou o seu a 9 de abril de 1885, aceitando pagar anualmente 26.180 réis.

Obras de preservação? em Fazenda do Registro Velho

Se as obras emergenciais foram realizadas para proteger a Fazenda do Registro Velho das intempéries do tempo; se as chuvas torrenciais são esperadas nesta época; seria um argumento válido dizer que a estrutura não resistiu por conta das chuvas?

Fazenda do Registro Velho em janeiro de 2012
Fazenda do Registro Velho em janeiro de 2012

 

 

Esta é a pergunta do autor do blog Fazenda do Registro Velho, de Barbacena, ilustradas pela imagem ao lado e diversas outras.

Leiam a matéria completa:

 

Obras de preservação? « Fazenda do Registro Velho.

Cultura Popular: revisitando um conceito historiográfico

Roger Chartier

Resumo

As diferentes definições sobre cultura popular podem ser divididas em dois grandes modelos: o que a concebe como um sistema simbólico autônomo, e o que a percebe como dependente de referência a uma cultura dominante. O contraste entre essas duas perspectivas fundamentou todos os modelos cronológicos que contrastam uma suposta “idade do ouro” da cultura popular e um tempo de censura e de constrangimentos que a desqualificam. O artigo se propõe a articular esses dois modelos ao invés de utilizá-los separadamente. É uma tarefa difícil, mas a única possível nos dias de hoje.

Texto completo:  Chartier

Presença Feminina

Muitas devem ter sido as mulheres que participaram da urbanização de parte das terras da Fazenda Laranjeiras, transferindo residência para o local onde nascia um povoado. Poucas, entretanto, aparecem como responsáveis por contrato de aforamento. Uma delas foi IGNEZ MARIA DE MAGALHÃES, costureira.Interessante observar que, diferentemente dos outros moradores, a casa em que ela residia era coberta de sapê. O terreno era pequeno: 9 metros por 4 metros de fundo. Os vizinhos: Julio de Moraes Tavares à esquerda, os outorgantes à direita, os trilhos junto da estação nos fundos. Na frente de sua casa passava a pequena rua, já citada, e que parece ser a via de acesso à plataforma de embarque.