Jacyr Lima: centenário de nascimento

Nasceu em Leopoldina no dia 15 de novembro de 1911, filho de Constantino Ribeiro Lima e Cecilia Barbosa.
Sua mãe era neta do povoador José Joaquim Barbosa, cujo filho Antônio Maurício Barbosa dá nome à Usina Antônio Maurício, no distrito de Piacatuba, atualmente pertencente à Energisa.

Do quartel do Porto dos Diamantes a Cataguases: Uma cronologia histórica

Comemoramos, neste ano de 2011, os 136 anos de criação do município de Cataguases, de acordo com a Lei Provincial n. 2.180, de 25 de novembro de 1875, tendo o mesmo sido oficialmente instalado em 07 de setembro de 1877.

Cataguases, 1923

A ocupação, pelo homem branco, do território que pertenceria ao futuro município, ocorreu no início anos 1800 com a concessão de sesmarias distribuídas pelo Governo Imperial. Neste período, as sesmarias mediam meia légua em quadra, área então equivalente a 1.068 hectares ou 225 alqueires mineiros.

Os primeiros sesmeiros receberam suas terras situadas, sobretudo, às margens dos rios, ribeirões e córregos, assim como ao longo da estrada que ligava São João Batista do Presídio (hoje Visconde do Rio Branco) a Campos dos Goitacazes, no estado do Rio de Janeiro, concluída em 1812. Vinda do Passa Cinco, a estrada passava, num percurso atualizado, pela Rua Alferes Henrique de Azevedo, Praça Santa Rita, ruas Coronel Vieira e Professor Alcântara, seguindo sempre pela margem esquerda do rio Pomba.

Cumprindo a política governamental de Civilização e Catequese dos Índios, foram criadas as 7 Divisões Militares, comandadas, a partir de 1826, por Guido Thomaz Marlière. Até então, Guido era o Diretor Geral dos Índios da Pomba, cargo assumido em 1813.

Pertencente ao município de Mariana, a área do futuro arraial de Porto dos Diamantes fez parte das Freguesias do Mártir São Manoel da Pomba e Peixe dos Índios Croatos e Cropós (atual Rio Pomba, criada em 1765, e, posteriormente, da de São João Batista do Presídio, criada em 1810.

A seguir, a evolução do primitivo aldeamento, o Curato, a Freguesia, a Paróquia – instâncias administrativas e eclesiásticas – até a criação do município, com alguns fatos históricos do período.

23.05.1817 – Concessão de uma sesmaria a João Antonio da Cruz, no ribeirão Passa Cinco, no sertão do Caminho que se abriu para os Campos.

17.12.1817 – Concessão de uma sesmaria a Lucindo Pereira Passos, nas cabeceiras do ribeirão Meia Pataca, na nova estrada para Campos dos Goitacazes.

07.04.1818 – Concessão de uma sesmaria a Manoel Barbosa Coura, no ribeirão Passa Cinco, na nova estrada para Campos dos Goitacazes.

01.07.1818 – Concessão de uma sesmaria a Joaquim de Freitas Ferreira, no ribeirão Passa Cinco, na nova estrada para Campos dos Goitacazes.

15.02.1819 – Concessão de uma sesmaria a Ana Teresa de Jesus, no lugar chamado Porto dos Diamantes.

20.09.1822 – Criação do Aldeamento de Meia Pataca pelo Diretor Geral dos Índios.

26.05.1828 – Doação do terreno para constituir o patrimônio da Capela de Santa Rita, ao Comandante Guido Thomaz Marlière, feita pelo Sargento de Ordenanças Henrique José de Azevedo, no Quartel General de Porto dos Diamantes. Assinam como testemunhas José Gomes de Barros, Joaquim de Souza Lima, Antonio Roiz. de Mello, Manoel Carlos de Almeida, José Antonio Roiz., Antonio Borges e Joaquim José da Silva.

15.07.1828 – Comunicação de Guido ao governo de Minas Gerais, informando a criação do novo arraial de Santa Rita do Porto dos Diamantes, com 38 fogos (casas), por onde atravessava a Estrada Nova ( estrada Presídio – Campos),  filial da Freguesia de São João Batista do Presídio.

13.10.1831, Decreto sem número – Criação da Vila de São Manoel da Pomba, cujo território abrangia todo o curso do rio Pomba até sua foz, no rio Paraíba.

19.11.1831 – A primeira Lista de Habitantes foi encaminhada ao Governo pelo Juiz de Paz Henrique José de Azevedo. No território de Santa Rita de Meia Pataca havia 112 fogos (casas) e 753 habitantes.

21.01.1839 – A segunda Lista de Habitantes foi encaminhada ao Governo pelo Juiz de Paz Antonio Vicente da Silva Viana. Na área do distrito de Santa Rita do Meia Pataca havia 120 fogos (casas).

23.03.1839, Lei n.134 – Elevação da Freguesia de São João Batista do Presídio à categoria de Vila, à qual fica pertencendo Santa Rita de Meia Pataca.

07.04.1841, Lei 209 – Eleva a Paróquia o Curato de São Januário do Ubá, desmembrado da Paróquia  do Presídio, compreendendo a Capela de Santa Rita do Meia  Pataca.

10.10.1851, Lei n. 534 – Elevação do Curato de Santa Rita do Meia Pataca a Freguesia, compreendendo os curatos de São Francisco de Assis do Capivara e de N. Sra. da Conceição do Laranjal.

A Lei n. 533, da mesma data, estabeleceu que sua área seria composta do território situado às margens do Chopotó até sua foz, no rio Pomba, e, por este abaixo, até o córrego São Joaquim, afluente do mesmo rio.

17.06.1853, Lei n. 654 – Elevação da Paróquia de São Januário de Ubá a Vila, suprimindo a Vila de Presídio.

27.04.1854, Lei n. 666 – Elevação da Freguesia de São Sebastião do Feijão Cru (atual Leopoldina) à categoria de Vila, sendo a ela incorporado o distrito de Santa Rita de Meia Pataca, desmembrado da Vila de Ubá.

25.04.1855 – Iniciado o Registro de Terras da Freguesia de Santa Rita de Meia Pataca, que  no Livro 1 traz 197 registros. A menor propriedade tem 1 alqueire e a maior, 2.100 alqueires.

25.11.1875, Lei n. 2.180 – Criação o município de Cataguases, composto das freguesias de Meia Pataca, Laranjal e Empoçado (hoje Cataguarino), desmembradas do município de Leopoldina; da de Santo Antonio do Muriaé, desmembrada de Ubá; e da de Capivara, também desmembrada de Muriaé.  Fica anexado à nova vila o território da margem esquerda do rio Novo e o da fazenda de Manoel Fortunato Ribeiro, desmembrado do curato da Piedade.

Hoje o município de Cataguases é composto dos distritos da Sede (cidade), Cataguarino, Glória, Sereno, Vista Alegre e Aracati.

As alterações no território, a criação, incorporação e emancipação de distritos dando origem a diversos municípios, e outros fatos históricos ocorridos a partir de 1875, merecem ser tratados oportunamente.

Joana Capella

Cataguases, 12 de novembro de 2011.

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Texto elaborado a partir de pesquisas no Catálogo de Sesmarias, Coleção das Leis Mineiras, Registro de Terras de Meia Pataca e Correspondência de Guido Marlière, disponíveis no Arquivo Público Mineiro.

Este texto foi publicado na edição de 25 de novembro de 2011 no jornal Cataguases, página 2.

Luiza Fofano: centenário de nascimento

Nasceu em Leopoldina no dia 10 de novembro de 1911, filha dos italianos Paschoal Domenico Fofano e Oliva Meneghetti.
Seus pais, procedentes de MoglianoVeneto, passaram ao Brasil em 1889. Em 1910 Paschoal adquiriu o lote número 8 da Colônia Agrícola da Constança.

Juiz Municipal e de Órfãos em Leopoldina

O Decreto Imperial nº 1670, de 7 de novembro de 1855, criou em Leopoldina o cargo de Juiz Municipal que acumularia também o Juizado de Órfãos.  O primeiro a ocupar este cargo foi Manoel José Monteiro de Barros, nomeado em 14 de dezembro do mesmo ano.
Segundo a Lei nº 261 de 3 de dezembro de 1841, capítulo II, os Juizes Municipais eram nomeados pelo Imperador entre os bacharéis em Direito com, pelo menos, um ano de prática depois da formatura.  Tinham mandato de quatro anos, renováveis por mais quatro. Entre outras, suas funções eram o julgamento de contrabando, a sustentação ou revogação das decisões de Delegados e Subdelegados, decisão sobre fiança, e substituição do Juiz de Direito.  O Artigo 20 da referida Lei informa que um Juiz Municipal poderia se encarregar de um ou mais municípios, dependendo da extensão e população.
Para a substituição interina do Juiz Municipal eram designados seis nomes. Não foi possível localizar tal providência para o ano de 1855.  A primeira referência a respeito é de 1858, no Relatório da Presidência da Província, em que são citados quatro nomes:
José Augusto Monteiro de Barros, 1º substituto
José Cesário Monteiro de Miranda Ribeiro, 3º substituto
João Gualberto Ferreira Brito, 4º substituto
Francisco José de Freitas Lima, 5º substituto.

O próximo Juiz Municipal nomeado para Leopoldina foi João das Chagas de Faria Lobato, que ali residia em 1864, segundo o Almanaque Administrativo, Civil e Industrial da Província de Minas Gerais, fls 311.

Antigomobilistas de Leopoldina

O Encontro deste mês, no próximo dia 10 de novembro, contará com a presença da Banda Creedence Clearwater Revival Band Cover de Cataguases.
Não se esqueçam!

Quinta, dia 10, a partir das 19 horas, em frente à antiga Ford, na Avenida Getúlio Vargas, Leopoldina, MG.

Convite para comemorações do Centenário na Capela da Colônia

 

Convite para as comemorações do centenário da Colônia Major Vieira

Proprietários dos Lotes da Colônia Major Vieira

PRIMEIROS PROPRIETÁRIOS DOS LOTES DA COLÔNIA MAJOR VIEIRA

LOTE 1º  PROPRIETÁRIO VARIAÇÃO DO NOME 2º PROPRIETÁRIO
1 Flausino Simões da Silva Nicolas Caler Perez
2 Nicolas Caler Perez Nicolau Caleperes Antenor Furtado Vieira
3 Ernesto Sanguin Ernesto Sanguini Antenor Furtado Vieira
4 Nicolas Caler Perez Nicolau Caleperes Antenor Furtado Vieira
5 Américo Alves de Azevedo Antenor Furtado Vieira
6 Joaquim Alves de Mesquita Geminiano Felipe de Mendonça
7 Santo Eugenio Piccolo Eugenio Picoli Pedro Comello
8 Giuseppe Zardi José Jardi/Jardy Olegário Rocha
9 Alberto Nicolau Wenzel José de Mello Franco
10 Bento Zeferino de Mello José de Mello Franco
11 Agenor Batista de Andrade Bento Ferreira de Souza
12 João José Amaro Antenor Furtado Vieira
13 Francesco Meschitta Francisco Mesquita/Mosquita/Muschitta Manoel dos Santos Loures
14 Adolfo Romagnoli Adolfo Romanhol Geminiano Felipe de Mendonça
15 Adolfo Romagnoli Adolfo Romanhol Geminiano Felipe de Mendonça
16 Agenor Batista de Andrade Bento Ferreira de Souza
17 Angelo Zulato Angelo Zulati/ Juliate/Juliato
18 Alfredo Guazzi Alfredo Guazi/ Guaize José Francisco Nunes
19 José, Francisco, João e Maria Ravaglia
20 Ricardo Zanella Bento Zeferino de Mello
21 Andrea Ravaglia André Ravaglia/Ravalha/Ravale
22 Giuseppe Mendi José Mendes
23 Gaetano Bedendo Caetano Bedendo Ernesto Sanguin
24 José Ferreira da Cunha José Francisco Nunes
25 Francisco Antonio de Oliveira Jacintho Severino Nunes de Moraes
26 Pasquale Possenti Pasqual Pussenti/Pussente/Pucente Ernesto Sanguin
27 Carlo Venturini Carlos Victorini e Vitorino Carlos Alexandre Possenti
28 Antonio Fiorio Ernesto Sanguin
29 Vitorino Paes de Mattos
30 Celeste Donati e outros (herdeiros de Eugenio Bertulli)
31 Eduardo Dutra de Moraes Geminiano Felipe de Mendonça
32 Giuseppe Venturelli
33 Giacinto Carli Jacinto Carli/ Carlos
34 Marco Leasi Marco Leazi/ Lleaze/Lease/Aliazi José Ignacio de Mello
35 Francisco Ignácio de Mello
36 Vitorio Bianchi
37 Ambrogio Meschitta Ambrosio Mesquita/Mosquita/Muschitta
38 Adolfo Romagnoli Adolfo Romanhol Geminiano Felipe de Mendonça
39 Adolfo Romagnoli Adolfo Romanhol Geminiano Felipe de Mendonça
40 Alexandre Possenti
41 Pasquale Zanella Ernesto Sanguin
42 Apolônio Ribeiro dos Santos
43 Apolônio Ribeiro dos Santos
44 Giuseppe Venturelli Oriel Fajardo Campos
45 Alexandre Possenti Alexandre Pussenti/Pussente/Pucente
46 Giuseppe Venturelli José Venturelli Oriel Fajardo Campos
47 Pietro Causin Pedro Causin
48 Pietro Causin Pedro Causin
49 Administração – Sede da Fazenda Boa Vista Oriel Fajardo Campos
50 Joaquim Thomás dos Passos Francisco Xavier Alves de Mattos
Pesquisa de Joana Capella

Maria Meneghetti: centenário de nascimento

Nasceu em Leopoldina no dia 30 de outubro de 1911, filha de Ermenegildo Meneghetti e Genoveffa Calzavara.
A família Meneghetti, procedente de Campolongo Maggiore, Venezia, chegou a Leopoldina em 1888.

Rosa Marassi: centenário de nascimento

Nasceu em Leopoldina no dia 27 de outubro de 1911, filha dos italianos Lorenzo Marassi e Maria Chiafromi.
Esta é mais uma família de imigrantes italianos que viveu em Leopoldina mas não deixou registros que permitissem estudá-la de forma mais completa. A mais antiga referência encontrada sobre os Marazzi ou Marassi, no município de Leopoldina, foi o nascimento de um filho no distrito de Providência, em 1899. Depois disso, apenas o nascimento de Rosa e, em 1913, de um outro filho que recebeu o nome de Cornelio.

Arquivo e Educação

No texto O arquivo dentro do novo paradigma informacional: o da educação, Leandra Nascimento Fonseca apresenta informações interessantes para o III Simpósito Baiano de Arquivologia que se realiza entre 26 e 28 de outubro em Salvador, Bahia.
Creio ser interessante para os leopoldinenses refletirem sobre a seguinte afirmação:
“Desta forma o gestor não se vê voltado para o público que é a sociedade em geral, apesar de recomendações para inclusão das unidades de arquivo de acesso público ao repertório de instrumentos auxiliares do ensino, apesar do fato de alguns proeminentes pensadores de nossa área já terem atentado para o fato de que, desde que o patrimônio nacional e de manifestações da cultura passaram do âmbito privado para o público, se torna um dever de gestor público disponibilizar esse acervo para o público, visando assim à difusão desse conhecimento, a serviço do bem público.”
Quando teremos o Arquivo Público Municipal de Leopoldina?
Para ler o arquivo completo, acesse o link