Conceição da Boa Vista: 160 anos

Neste mês de outubro foram completados os 160 anos do distrito de Conceição da Boa Vista. Elevado a Distrito de Paz pela Lei nº 533 de 10 de outubro de 1851, ficou então pertencendo a Mar de Espanha que havia tido sua emancipação administrativa no mês anterior.
Naquele momento a divisão de seu território com o então Distrito do Feijão Cru iniciava-se na barra do Ribeirão São João no Rio Pomba, seguia pela fazenda de Manoel de Novaes, em seguida a Fazenda Bocaina e ganhando a serra, ia até a divisa da propriedade de João Batista com Manoel Ferreira Brito. Deste ponto, onde havia um cemitério, o limite entre os dois distritos seguia em direção à fazenda de Joaquim Cesário de Almeida, na divisa com os Valins, e daí buscava as fazendas Soledade e Santa Úrsula, que continuaram pertencendo ao Feijão Cru.
Com o Distrito de Madre de Deus do Angu, hoje Angustura, dividia pela Serra da Pedra Bonita até encontrar o Rio Paraíba do Sul e por este descia até a barra do Rio Pirapetinga no mesmo Paraíba do Sul. Subindo o Rio Pirapetinga até o Ribeirão Bonito ou do Garcia, por onde seguia até sua barra no Rio Pomba, seguindo por este até encontrar o ponto inicial da divisa, na citada barra do Ribeirão São João.
A extensão do território de Conceição da Boa Vista já foi demonstrada aqui neste blog, através da imagem abaixo.
Conceição da Boa Vista ficou subordinada a Mar de Espanha até 27 de abril de 1854 quando, com a emancipação administrativa do Feijão Cru com o nome de Vila Leopoldina, passou a fazer parte do território da nova unidade da província mineira, conforme a Lei nº 666.
Em  3 de junho de 1857 a Lei nº 810 alterou as divisas entre o Curato de Conceição da Boa Vista e a sede da Freguesia – Leopoldina, estabelecendo como limite o Ribeirão Pirapetinga, sendo que as citadas fazendas de Quirino Ribeiro de Avelar Rezende e de Manoel José Monteiro de Castro ficaram em território de Conceição da Boa Vista.
O próximo normativo legal sobre o distrito é a Lei nº 1902, de 10 de julho de 1972, quando foi elevado a Paróquia o Curato de Nossa Senhora da Conceição da Boa Vista.
Festejar o aniversário de Conceição da Boa Vista é lembrar que dali foram desmembrados territórios para formação de outros distritos, inclusive o de Recreio, que mais tarde passou a ser a sede administrativa do município criado em 1938.

“Coração de Herói” – Rute Pardine

Canção composta por Marcus Viana para a “Comenda da Liberdade e Cidadania”, na interpretação do duo formado pela soprano Rute Pardini e pianista Francisco dos Santos Braga. Poema sobre texto de Ivanise Junqueira Ferraz. Arranjo para piano: Francisco dos Santos Braga. Imagem: João Paulo Guimarães. (Novembro de 2011)

Izabel Montes: centenário de nascimento

Nasceu em Leopoldina no dia 25 de novembro de 1911, filha de Virgulino Montes Pereira e Ana de França Teixeira.

Seu pai era neto materno do povoador Bernardo José Gonçalves Montes.

Sugestão de Leitura

Com o fim do grupo de estudos de história de que eu participava, em outubro de 2011, perdeu sentido o blog que mantinhamos para funcionar como biblioteca de links. Com a exclusão daquele espaço prevista para o próximo mês, os colegas pediram-me para transferir o conteúdo para cá, sempre sob as categorias Sugestão de Leitura e Postagem Republicada.

Recreio: uma cidade que nasceu por causa da ferrovia

Várias vezes foi abordado, na história de Recreio, o fato de que a origem do município está na passagem da Estrada de Ferro Leopoldina por esta localidade. Na troca de impressões com antigos moradores, sempre pareceu claro que isto não era novidade. Entretanto, durante a publicação da história do município, chegaram comentários de leitores que desconheciam este aspecto. É o caso de um visitante do blog que enviou o seguinte comentário: “eles deviam ter construído a estrada fora da cidade para não atrapalhar a vida da gente”.
Convidamos o leitor, que não se identificou, para uma leitura esclarecedora. Trata-se de artigo publicado na Revista de História Comparada do Programa de Pós Graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, volume 1, número 1, publicado em junho de 2007. Sob o título Estradas Reais e Estradas de Ferro: Cotidiano e Imaginário nos Caminhos de Minas, Helena Guimarães Campos “articula diversos aspectos ligados ao traçado, à construção, à economia, ao trabalho, à vida e ao imaginário dos caminhos coloniais e ferroviários de Minas Gerais”.
Por oportuno, destacamos um trecho do artigo sobre a transformação da percepção do tempo e as mudanças políticas decorrentes.

“Essa transformação que a ferrovia operou sobre a percepção do tempo ficou nítida na rigidez do horário de trens que muito ordenou o cotidiano da população. Antes das estradas de ferro era a luz solar o grande relógio a disciplinar o dia-a-dia das pessoas que organizavam suas atividades de acordo com a hora em que o sol raiava ou baixava, a hora do sol quente, etc. Na era das ferrovias, o tempo fragmentou-se de acordo com a passagem dos trens: eram o “trem das seis”, o “noturno”, o “expresso”, o “cargueiro de tal lugar”… que regiam os fazeres diários.Todavia, esse horário draconiano que embaçava a atmosfera com a poluição das numerosas locomotivas, era responsável por um “arzinho” de democracia. Se antes o todo-poderoso local afirmava sua autoridade fazendo-se esperar em todos os eventos, pois nada tinha início sem a sua presença, a ferrovia lhe impôs a observância do horário. Lá estava ele, de pé na estação, junto com toda a “sua gente”, aguardando a chegada ou a partida do trem que, cumprindo horário, não esperava por ninguém. Verificava-se, na verdade, a substituição da autoridade local pela figura do trem; afinal, era pelo trem, no horário ou atrasado, que todos aguardavam.”

Exposição de Gil Fioreze em Recreio

Gil Fioreze é um artista plástico recreiense, filho de Rômulo Sobrinho Fioreze e Olinda Barbosa Fioreze. Graduou-se em Comunicação Social na Universidade Federal de Juiz de Fora, em Normal Superior pela UNIPAC-Recreio e em Editoração Eletrônica no SENAC-RJ.

O artista já expôs em Juiz de Fora na galeria do SENAC, em exposição individual, e em espaço cultural, também em Juiz de Fora, em exposição coletiva. Gil Fioreze fez programação visual da Revista D’Elira, trabalhou no Jornal Tribuna de Minas e Diário Mercantil, todos em Juiz de Fora.

Esta é a segunda vez que o artista recreiense, que trabalha com a temática da arte contemporânea, expõe no Centro Cultural de Recreio.

Encontro da Família Carminatti

Aelington Carminati, filho de Alda Carminati e neto de José Carminati e Ana Marchesi, convida para o Encontro de Família que ocorrerá no dia 11 de dezembro de 2011, na área de lazer do EAMES (MARINHA DO BRASIL), prainha de Vila Velha-ES a partir das 10 horas.

Contato pelos telefones (27)3035-1397 ou (27)9735-7480.

História de Recreio, MG

Os estudos sobre a história antiga do território onde nasceu o município de Recreio, publicados entre 2006 e 2007, serão agora transferidos para este blog. A partir desta semana os leitores poderão ler ou reler postagens encimadas por este aviso.

Todos os posts serão publicados na categoria História de Recreio.

 

 

Anselmo Lacerda: centenário de nascimento

Nasceu em Leopoldina no dia 22 de novembro de 1911, filho de Antônio Augusto Ferreira de Lacerda e Porcina Maria Vargas.

Descendente dos povoadores de Leopoldina, pelo lado paterno Anselmo era bisneto de Ezaú Antônio Corrêa de Lacerda e terceiro neto de Antônio Rodrigues Gomes e Bento Rodrigues Gomes, sendo ainda quarto neto de Manoel Antônio de Almeida. Por sua mãe era bisneto de Francisco de Vargas e do mesmo Antônio Rodrigues Gomes, sendo terceiro neto do já citado Manoel Antônio de Almeida.

Academia Leopoldinense de Letras Convida

Posse do acadêmico Rodrigo Iennaco de Moraes.