28 de janeiro de 1916

Há 100 anos nasciam em Leopoldina:

Antonio Ferreira de Souza Lima

filho de

Francisco de Souza Lima

e de

Ana Ferreira de Almeida

e

Antonia Bonini

filha de

Valentim Bonini

e de

Lucia Mantuani

26 de janeiro de 1916

Há 100 anos nascia em Leopoldina

Maria

filha de

Quitilio Precisvale

e de

Luiza Biasucci

22 de janeiro de 1916

Há 100 anos nascia em Leopoldina

Helena Minelli

filha de

Antonino Minelli

e de

Marina Fontanella

41 – Correio de Leopoldina

O Trem de História traz hoje um periódico do qual se encontrou apenas a edição de lançamento, em dezembro de 1894, e uma de 03.01.1895, ambas pertencentes ao acervo da Biblioteca Nacional. Poucos exemplares de um periódico importante pelo que divulgou e pelas pessoas que o conduziram.

Registre-se que a primeira edição não traz a data completa, mas o jornal O Pharol de Juiz de Fora, edição de 11 de dezembro de 1894, página 1, anuncia que acabara de receber o primeiro exemplar do Correio de Leopoldina.

É bom registrar também que, embora a última edição encontrada tenha sido de 1895, Xavier da Veiga em A Imprensa em Minas Gerais [Revista do Arquivo Público Mineiro, 1898, pag. 235]  inclui o Correio da Leopoldina na relação dos que circulavam em 1898.

Este Correio de Leopoldina tinha Henrique Cancio como redator e Antonio Luis Deslandes como gerente da Empresa Editora Mineira, responsável pela publicação e distribuição do periódico.

De Henrique Cancio sabemos tratar-se de um jornalista e literato mencionado em vários jornais de Minas e do Rio, ora como autor de poemas e contos, ora de matéria jornalística. Segundo consta, trabalhou no Correio de Leopoldina e teria sido também redator do Correio Fluminense de Niterói (1891); do Estado de Minas do Sul, jornal separatista (1892); de O Globo, do Rio de Janeiro (1899); do Assobio, periódico publicado no Rio de Janeiro (1902); da Pátria, da mesma cidade (1896); do jornal Cidade do Rio (1901) e, correspondente d’O Pharol de Juiz de Fora (1901-1906).

N’O Pharol, edições de 20 e 21 de março de 1892, página 1, Henrique Cancio é apontado como mau aluno em Ouro Preto que participou de baderna em Três Corações e Rio Verde, no movimento armado que pretendia formar o Estado de Minas do Sul. No jornal O Estado de Minas Geraes, página 2 da edição de 19 de março de 1892, matéria Presos Políticos, informa-se que “Henrique Cancio, um dos redatores do jornal oficial do novo estado” estava preso.

Em 15 de agosto de 1893, na cidade de Conceição do Turvo (Minas), foi orador oficial de homenagem a um padre, conforme notícia da página 4, edição de 17 de setembro de 1893 do jornal O Apóstolo, do Rio. Neste mesmo jornal, edição de 24 de setembro de 1893 publica um poema em homenagem ao mesmo padre.

Na lista de colaboradores em dezembro de 1894, o Correio de Leopoldina trazia alguns nomes bem conhecidos no meio jornalístico da época. Dentre eles: José Monteiro Ribeiro Junqueira, Ernesto de La Cerda e José James Zig Zag, de Leopoldina; e, Gustavo Santiago, Arthur Itabirano, Jacobino Freire (que colaborou também com o periódico A Leopoldina e com diversos jornais mineiros). Além destes, colaborava também José Maia, radicado na Capital Federal.

Indicando a linha editorial a que se propunha, em sua apresentação, no editorial da primeira página, ele sugeria que se plantasse o café e também cereais, que uma fábrica de tecidos era necessária, assim como emancipar-se do estrangeiro, ou seja, do trabalhador imigrante. Na página seguinte desta mesma edição, trazia a mensagem de Prudente de Moraes ao tomar posse da Presidência da República no dia 15 de novembro de 1894.  Diferentemente dos demais jornais de Leopoldina, o Correio já se apresentou com oito páginas que na primeira edição traziam notas locais e nacionais, dois textos literários, os objetivos da Empresa criada para publicar o periódico, o plano do almanaque planejado para 1895 e anúncios classificados.

O Trem de História de hoje chega à estação. Na gare, matérias de outros periódicos aguardam o momento do embarque. E no primeiro lugar da fila de espera está a Gazeta de Leopoldina que embarcará no próximo Trem. Até lá.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado no jornal Leopoldinense de 1 de fevereiro de 2016

18 de janeiro de 1916

Há 100 anos nascia em Leopoldina

Geraldo

filho de

Julio Ferreira Neto

e de

Ana Scrivano Ramono

16 de janeiro de 1916

Há 100 anos nascia em Leopoldina

Umbelina

filha de

Antonio Luiz Neto

e de

Maria Sebastiana de Oliveira

15 de janeiro de 1916

Há 100 anos nascia em Leopoldina

Olmira Lacerda França

filho de

Manoel Bruno Viana França

e de

Maria Augusta Rodrigues Lacerda

Os Meneghelli em Leopoldina

Por solicitação de visitante deste blog, republicamos informações sobre esta família, com atualizações.

CANDIDO MENEGHELLI e LUIGIA MARCOMINI foram pais de GIOVANNI MENEGHELLI nascido a 21 de julho de 1858 em Gazzo Veronese, Verona, Veneto, Italia, conforme Certificato di Famiglia emitido pelo Ufficio Anagrafe de Gazzo Veronese. Ele passou ao Brasil casado com LAVINIA ZAFFANI que, segundo a mesma fonte, nasceu no dia 21 de abril de 1863 em Casaleone, Verona.

A família chegou ao Brasil em 1895, tendo sido registrada na Hospedaria Horta Barbosa, em Juiz de Fora, no dia 31 de outubro, como passageiros desembarcados do Vapor Sempione, conforme livro SA 884 fls 6 família 48. No dia 4 de novembro, deixaram a Hospedaria com destino a Leopoldina, para trabalhar em fazenda do distrito que hoje tem o nome de Abaíba.

Dos filhos do casal sabemos que:

– CORINA MENEGHELLI nascida a 09 de julho de 1885 em Gazzo Veronese, casou-se com Elias Piccoli, filho dos italianos Luigi Piccoli e Maria Borella, no dia 30 de janeiro de 1904, conforme registro no Cartório de Registro Civil de Providência, Leopoldina, MG, lv 1 cas fls 168 termo 1;

– EVARISTO MENEGHELLI nasceu no dia 03 de outubro de 1886 em Gazzo Veronese. Casou-se com Giuseppina Battisaco, filha dos italianos Antonio Francesco Battisaco e Antonietta Stefani, no ano de 1909, também no distrito de Providência, conforme lv 2 fls 71 daquele Cartório;

– SALMISTA SECONDO MENEGHELLI nasceu no dia 02 de setembro de 1888 em Gazzo Veronese;

– ARISTEA REGINA MENEGHELLI nasceu no dia 23 de outubro de 1890 em Gazzo Veronese. Casou-se no dia 17 de fevereiro de 1912 com Giuseppe Conti, filho dos italianos Vincenzo Conti e Antonia Artuzo, conforme Arquivo da Diocese de Leopoldina, Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 5 cas fls 197 termo 14 e Cartório de Registro Civil de Leopoldina, MG, lv 5 fls 104 termo 8;

– APOSTOLO ANGELO MENEGHELLI nasceu no dia 28 de agosto de 1892 em Gazzo Veronese, conforme indica o citado Certificato di Famiglia. Mas não desembarcou com a família, o que nos leva a crer que tenha falecido antes de 1895; e,

– CROCILLA MARIA MENEGHELLI nasceu no dia 03 de maios de 1895 em Gazzo Veronese.

Já vivendo no distrito de Providência, o casal Giovanni Meneghelli e Lavinia Zaffani teve os filhos:

– JORGE nascido no dia 23 de abril de 1902 conforme Cartório de Registro Civil de Providência, Leopoldina, MG, lv 3 fls 52; e,

– ANA MARIA nascida no dia 09 de abril de 1907 conforme Cartório de Registro Civil de Providência, Leopoldina, MG, lv 3 fls 120.

Quando escrevíamos a história da Colônia Agrícola da Constança e da Imigração em Leopoldina, publicada em abril de 2010 e disponível neste endereço, recebemos mensagem de descendente dos Meneghelli informando que o casal teve mais dois filhos no estado do Espírito Santo: MARIA e CIRILO MENEGHELLI.

Segundo este correspondente, em 1920 Giovanni Meneghelli era proprietário rural no município de Alegre, ES. Esta informação veio se somar a muitas outras que apuramos sobre as migrações internas dos italianos que inicialmente se estabeleceram no município de Leopoldina.

Entre as 1867 pessoas de sobrenome italiano que identificamos no início do projeto, conseguimos informações mais detalhadas de apenas 406. Entre as demais, expressivo foi o número dos que saíram em busca de terras mais baratas e melhores condições de sobrevivência em outras localidades, principalmente depois de instalada a Colônia Constança, em 1910. Muitos por não terem conseguido um lote. Alguns por não terem alcançado boa produtividade na terra que lhes foi financiada.

Mais detalhes sobre a migração interna podem ser vistos na obra acima indicada.

Resta-nos, para concluir, informar que nasceram em Leopoldina alguns netos do casal Giovanni-Lavínia:

– ELENA, filha de Elias Piccoli e Corina Meneghelli, nasceu no dia 04 de dezembro de 1911, conforme Cartório de Registro Civil de Providência, Leopoldina, MG, lv 4 fls 6;

– MARIA LUIZA, irmã de Elena, nasceu no dia 06 de fevereiro de 1914, conforme Arquivo da Diocese de Leopoldina, Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 15 bat fls 17 termo 163. O registro civil foi feito algum tempo depois no Cartório de Registro Civil de Providência, lv 4, fls 42-v, no qual consta nascimento a 06.12.1914, data incompatível já que a criança foi batizada no dia 26 de abril de 1914;

– ANTONIO, filho de Evaristo Meneghelli e Giuseppina Battisaco, nasceu no dia 10 de janeiro de 1910 conforme Cartório de Registro Civil de Providência, lv 3 fls 190;

– JOSÉ PASCOAL, irmão de Antonio, nasceu no dia 13 de abril de 1911 conforme Cartório de Registro Civil de Providência, lv 3 fls 51;

– JORGE, irmão de Antonio e José Pascoal, nasceu no dia 02 de julho de 1914 conforme Cartório de Registro Civil de Providência, lv 3 fls 167.

Também nasceram em Leopoldina os filhos de ARISTEA REGINA, a única filha do casal Meneghelli que permaneceu no município. Casada com Giuseppe Conti, Aristea teve os filhos:

– EMILIO nascido no dia 11 de maio de 1913 [Arquivo da Diocese de Leopoldina, Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 14 bat fls 83 termo 351];

– ANAYR nascida no dia 25 de julho 1914 [Arquivo da Diocese de Leopoldina, Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 15 bat fls 60v termo 59];

– ABILIO nascido no dia 25 de junho de 1916 [Arquivo da Diocese de Leopoldina, Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 16 bat fls 58v termo 486];

– JOÃO nascido no dia 23 de julho de 1918 [Arquivo da Diocese de Leopoldina, Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 17 bat fls 64 termo 3;

– MARIA nascida no dia 05 de outubro de 1919 [Arquivo da Diocese de Leopoldina, Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 18 bat fls 39v termo 182] e falecida no dia 11 de março de 2012 conforme Obituário 2012 publicado em 22.03.2012 no Leopoldinense On Line . Era casada com EMILIO BARBOSA DE OLIVEIRA;

– ANTONIA nascida por volta de 1924; e,

– LUIZ CONTI nascido por volta de 1928.

Da geração seguinte sabemos apenas da bisneta Maria Emília de Oliveira, filha de Maria Conti e Emílio Barbosa de Oliveira. Maria Emília é casada com ANTONIO CARLOS DE ALMEIDA TAVARES com quem tem três filhos: Alexandre, Heloisa e Eliana.

Ressaltamos que os sobrenomes deste grupo familiar, como de resto de todos os descendentes de imigrantes que viveram em Leopoldina, sofreu alterações. Algumas tão profundas que impedem reconhecê-los nos descendentes atuais. Para tornar viável nosso trabalho, conforme explicamos no livro acima indicado, definimos como procedimento metodológico que manteríamos a ortografia encontrada no mais antigo documento, preferencialmente obtido no país de origem.

Bibliotecas Públicas em Leopoldina

A Lei nr 2746, de 18 de dezembro de 1880,  autorizava o governo a aplicar verba em auxílio às bibliotecas públicas que fossem criadas pelas municipalidades da província. Parece-nos estar aí a origem da Biblioteca Pública Municipal que, em julho de 1889, recebeu uma doação de variadas obras por parte do advogado Gabriel de Paula Almeida Magalhães, conforme noticiado pelo jornal Irradiação do dia 24 de julho de 1889, edição nr 74, página 1.

Seis anos depois o jornal O Leopoldinense, de 19 de maio de 1895, edição 49, página 2, sugeriu ao Agente Executivo que desligasse a Biblioteca Municipal da Secretaria da Câmara, para aprimorar o seu funcionamento. Diz a matéria:

“Tal qual como tem estado até agora, esta repartição não produz nenhum dos benefícios para que foi creada, é letra morta e a querer-se tirar d’ella algum proveito, mistér se torna organisal-a em moldes mais racionaes.”

Não se sabe se as sugestões foram acatadas. Mas a Biblioteca Municipal continuou funcionando, conforme declarou Nelson de Senna em seu livro A Terra Mineira, publicado em 1926. Segundo este autor, Leopoldina estava no grupo de oito municípios mineiros onde associações literárias particulares mantinham Gabinetes de Leitura e Bibliotecas Anexas.

A atual Biblioteca Municipal Luiz Eugênio Botelho foi organizada por João Barroso Pereira Júnior, mais conhecido como Barroso Junior, que em seu discurso de inauguração não deixou de enfatizar ser uma “biblioteca pública onde os leitores terão livre acesso às estantes pejadas de livros.” Atualmente ela não está aberta ao público, já que espera a conclusão das obras e equipagem do Centro Cultural Mauro de Almeida Pereira, cuja inauguração deve ocorrer a breve tempo.

10 de janeiro de 1916

Há 100 anos nascia em Leopoldina

Otacilio

filho de

Emilio de Oliveira e Silva

e de

Maria da Glória de Oliveira10