Site da Revista Acervo

Agora poderemos ler esta ótima publicação semestral do Arquivo Nacional pela internet. Neste endereço já estão disponíveis os volumes 23, nr 2; 23, nr 1 e 22, nr 2.

Destaco, em especial, o número 2 do volume 23, que aborda a Preservação de Acervos Documentais. Todos os artigos são ótimos. O primeiro é de Adriana Cox Hollós abordando os fundamentos da preservação documental no Brasil. Uma boa introdução para quem tem pouco conhecimento na área.

 

História ou romance? A renovação da biografia nas décadas de 1920 a 1940

 Artigo de Márcia de Almeida Gonçalves publicado na Revista  ArtCultura, Uberlândia, v. 13, n. 22, p. 119-135, jan.-jun. 2011

Resumo

No alvorecer do século XX, o debate sobre biografias ocupou autores e intelectuais europeus interessados em reconsiderar os diversos campos da produção letrada. Objetivamos nesse artigo situar esse debate entre autores ingleses, por meio da apresentação de algumas de suas indagações sobre a dimensão artística, na sua proximidade com a forma do romance, de biografias qualificadas como modernas. Se Lytton Strachey e sua “Rainha Vitória” (1921) vieram a se tornar referências, isso assim ocorreu no contexto de questionamentos realizados por Harold Nicolson e por Virgínia Woolf, nas décadas de 1920 e 1930. Ao caracterizarmos as indagações de Nicolson e Woolf, pretendemos analisar o valor seminal das mesmas em apropriações que afetaram autores franceses – destaque para Andre Maurois e seu Aspectos da biografia (1928) – e também letrados e críticos brasileiros – como Edgard Cavalheiro e seu texto Biografias e biógrafos (1943).

7988 (objeto application/pdf).

Derrama, boatos e historiografia

O problema da revolta popular na Inconfidência Mineira
Tarcísio de Souza Gaspar

Revista de Teoria da História

Universidade Federal de Goiás

A Operação Genealógica

“O que é uma Genealogia? Como pode o historiador utilizar-se de genealogias como fontes históricas, e, em contrapartida, quais as possibilidades de tomar a própria genealogia para o objeto historiográfico em si mesmo? Como os indivíduos, famílias e grupos sociais constróem as sua genealogias – selecionando alguns antepassados e descartando outros – de modo a edificar a sua própria identidade? Como as genealogias funcionaram nos diversos períodos históricos?”

De José d’Assunção Barros, o artigo foi publicado na Mouseion, v. 1, nr. 2, julho-dezembro de 2007.

Vejam o texto completo:

operacao_genealogica.pdf (objeto application/pdf)

Novas tendências da historiografia sobre Minas Gerais no período colonial

Novas tendências da historiografia sobre Minas Gerais no período colonial

Júnia Ferreira Furtado

Resumo

Este texto pretende analisar a produção historiográfica sobre a capitania das Minas Gerais produzida a partir dos anos 1980, o que aqui denomino “Historiografia sobre Minas Gerais”. Esse momento recente da historiografia colonial mineira foi inaugurado com o livro Desclassificados do ouro, de autoria de Laura de Mello e Souza. Pretende-se mapear os temas hegemônicos, as tendências e os recortes teóricos utilizados, destacando a produção acadêmica realizada pelospesquisadores, especialmente os brasileiros. O texto aponta para a pluralidade das temáticas, fontes e interpretações como característica dessa produção e que a originalidade das novas interpretações ocorreu num contexto de ampla renovação metodológica característica dos estudos históricos no Brasil nas últimas décadas. O texto também procura apontar os novos rumos, as tendências e os contrastes dessa produção historiográfica recente.

Ironia e genealogia em A estranha nação de Rafael Mendes, de Moacyr Scliar

Artigo de Glauber Pereira Quintão
 
Resumo: A ironia tem, no romance, a capacidade de promover a desconstrução das hierarquias, impedindo a linearidade e a concepção histórica de progresso. Este artigo analisa como a ironia, a partir da idéia de “acontecimento” e “cena”, de Linda Hutcheon, seria inerente ao conceito moderno de genealogia, que questiona a crença em uma origem absoluta, no romance A estranha nação de Rafael Mendes, de Moacyr Scliar.

Palavras-chave: Moacyr Scliar; Ironia; Genealogia

Artigo Glauber Quintão 1 – Humor

A Preservação do Patrimônio Cultural e sua Trajetória no Brasil

RESUMO: O presente artigo tem como objetivo discorrer sobre a preservação do patrimônio cultural, bem como refletir sobre sua trajetória de preservação em âmbito nacional. O estudo do patrimônio cultural promove a valorização e a consagração daquilo que é comum a determinado grupo social no tempo e no espaço, visto o mesmo possuir significações relevantes por ser parte de sua construção histórica. Busca-se nesse sentido compreender como a idéia de preservação obteve seu desenvolvimento na esfera pública do governo brasileiro.

O templo das sagradas escrituras: o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e a escrita da história do Brasil (1889-1912)

Hugo Hruby

 

Resumo

A possibilidade de observar as ricas e contraditórias discussões sobre a institucionalização e disciplinarização dos estudos históricos é obscurecida quando partimos de um assentado caráter científico no século XIX. Nestes debates, fé, leis e razão buscavam subsidiar a História enquanto campo do conhecimento. O limiar da República, no Brasil, é um período profícuo para estes estudos pelo choque entre espaços de experiências e horizontes de expectativas de atores diversos, como a Igreja Católica, os governos republicanos, os burocratas monarquistas e os homens de letras. O objetivo deste artigo é o de analisar as propostas de escrita da História do Brasil dos sócios do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), na cidade do Rio de Janeiro, diante da proclamação do novo regime político em 15 de novembro de 1889.

Palavras-chave:

O templo das sagradas escrituras: o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e a escrita da história do Brasil (1889-1912) | Hruby | História da Historiografia

Uma nobre, difícil e útil empresa: o ethos do historiador oitocentista

Rodrigo Turin

Resumo

O artigo analisa a formação do ethos que modelou o trabalho de escrita do historiador oitocentista a partir de três topoi que se tornaram recorrentes nos textos historiográficos do século XIX: a sinceridade, a cientificidade e a utilidade. Estes elementos fizeram parte da formalização da prática historiográfica, indo ao encontro do tipo de relação estabelecida entre o historiador, a história e o projeto de nação que se procurava instaurar. Após um breve retorno à tradição historiográfica imperial, tomando como exemplos von Martius e Varnhagen, procuro delimitar algumas continuidades e rupturas no modelo de enunciaçãohistórica de Sílvio Romero.

Uma nobre, difícil e útil empresa: o ethos do historiador oitocentista | Turin | História da Historiografia