Os Cappai e seus vínculos com famílias leopoldinenses

Terceira edição do estudo sobre os ascendentes de José Capaz Dutra Cappai, publicado inicialmente em 2013 apenas com a família paterna. Esta edição foi desmembrada da postagem original por incluir diferentes grupos familiares.

Aguiar, Agus, Almada, Araújo, Arruda, Baeta, Bastos, Bem, Braga, Brito, Bueno, Caetano, Campos, Cappai, Cardoso, Carneiro, Carvalho, Chagas, Chaves, Coelho, Colaça, Colaço, Congiu, Correa, Costa, Cunha, Dantas, Dias, Domingues, Duarte, Dutra, Fernam, Fernandes, Ferreira, Figueiredo, Fonseca, Fraga, Franca, Franco, Freitas, Gago, Garcia, Gaspar, Gessa, Gonçalves, Gouvêa, Graça, Guarda, Gusmão, Henriques, Lacerda, Leal, Luz, Macedo, Maia, Marques, Martins, Medina, Melo, Mendonça, Monte, Montes, Moraes, Nascimento, Natividade, Neto, Neves, Nicácio, Nunes, Oliveira, Paixão, Paz, Pereira, Pimentel, Pinheiro, Pinho, Pinto, Pires, Poça, Queiroz, Rabelo, Rezende, Ribeiro, Rodrigues, Sacramento, Sene, Setúbal, Silva, Silveira, Simões, Soares, Souto, Souza, Tovar, Vale, Valente, Velosa, Vieira, e Xavier.

Nocori, Nacav, Naccari

A postagem de 4 de março, intitulada A Pesquisa em Leopoldina II, gerou muitos comentários. Alguns foram respondidos em novas postagens como fazemos agora, para atender a consulta da paranaense Maria Lúcia. Em virtude das muitas alterações ortográficas, ela está com dificuldade para rastrear a trajetória de seus antepassados. Esperamos contar com a colaboração de visitantes que possam acrescentar informações a respeito.

Luigi Naccari e Catterina Paesante foram pais de Antonio Naccari nascido em Porto Tolle, Rovigo, onde faleceu em 1881.

Antonio se casou com Pietra Marangoni, filha de Antonio Marangoni. Eles tiveram oito filhos: Luigi Cesare, Catterina, Cherubino, Beniamino Angelo, Angela, Maria, Prima e Carolina.

Pietra passou ao Brasil com os filhos em 1888. Estabeleceu-se no distrito de Ribeiro Junqueira, onde viveu com o segundo marido, Candido Leone Finotti. Nos primeiros anos do século XX, o segundo marido de Pietra já havia saído de Leopoldina e com ele alguns descendentes dela que se dirigiram para Muriaé, Carangola, Manhuaçu e os atuais municípios de Simonésia e Governador Valadares.

Nem todos os filhos de Pietra e Antonio Naccari usaram o sobrenome paterno no Brasil, o que dificultou localizá-los. A seguir destacamos os que formaram família em Leopoldina.

1-Luigi Cesare Naccari, o mais velho, nasceu a 3 Abr 1868 em Porto Tolle. Casou-se com a italiana Izabel Zannon, filha de Giovanni Zannon e Luigia Pezza. Tiveram dez filhos Palmira Celeste, Maria Laurinda, Antonio Keroubino, Luiza, Santa, Ernesto Giovanni, Epifania Luiza, Cecilia, Julieta Romana e João.

O casal trabalhava na Fazenda Pedro Velho, em 1896. Esta propriedade ficava ao norte do distrito de Ribeiro Junqueira.

4 - Beniamino Angelo Naccari foi o quarto filho de Antonio e Pietra Marangoni. Nasceu a 3 Jan 1878 em Porto Tolle. Casou-se em Ribeiro Junqueira com Rosa Lorenzetto, filha dos italianos Natale Lorenzetto e Cristina Moroni. Em Leopoldina tiveram dois filhos: Carolina e Elvira. Migraram para Apucarana, PR.

5-Angela Naccari nasceu a 15 Out 1880 em Porto Tolle, sendo a quinta filha de Pietra e Antonio Naccari. Casou-se com Domenico Antonio Lorenzetto, irmão da esposa de Beniamino. Deixaram Leopoldina algum tempo depois.

8-Carolina Marangoni foi a última filha de Antonio Naccari, nascida a 1 Nov 1883 em Porto Tolle. Em Ribeiro Junqueira se casou com Aurelio Pimentel, filho dos imigrantes portugueses José Aurélio da Costa Pimentel e Eduarda Pereira. Carolina e Aurélio tiveram 11 filhos: Maria, José Benedito, Julio, Antonio, Maria, Luiz, Sebastião, Maria Consuelo, Aurelio, Maria Aparecida e Wilson. Ao que se sabe, foi a única filha de Antonio Naccari que permaneceu em Leopoldina, onde tem descendentes até os dias atuais. Entre eles, um foi prefeito do município.

 

Eleitores do Rio Pardo

Nos estudos sobre os antigos habitantes de Leopoldina, foram consultados os livros de Atas de Eleições que incluem as Qualificações de Eleitores ou Atas de Alistamento. No caso do atual município de Argirita, elas foram encontradas no Livro de Atas de Eleições de Bom Jesus do Rio Pardo, códice 25, que abrange o período de 1862 a 1874 e pertence ao acervo da Câmara Municipal de Leopoldina. É uma fonte interessante para saber quem eram os homens brancos, livres, maiores de 24 anos, com renda anual que lhes desse o direito de votar e, se de renda superior, o direito também de serem votados. Muitos daqueles nomes já constavam da Lista Geral de Votantes de São João Nepomuceno, códice PP 11 caixa 43, cujo pacote 09 se refere ao então distrito de Bom Jesus do Rio Pardo e que está no Arquivo Público Mineiro.

Não se pretende, aqui, discutir o sistema eleitoral vigente no Brasil ao tempo do Império. O objetivo é apenas usar um de seus instrumentos de controle para reunir os nomes dos cidadãos nele inscritos. Ressalte-se que a ortografia dos nomes é a constante nas fontes consultadas.

Importante esclarecer que a coluna Nascimento indica o ano estimado segundo a idade constante nas atas consultadas. Já a coluna Localização traz a informação encontrada nas atas de 1862 a 1864, as únicas a mencionarem o local de moradia do eleitor. A indicação “Dores” seguida de um numeral ordinal significa que o eleitor residia em território que em 1856 passou a constituir o distrito de Dores do Monte Alegre, então pertencente ao município de Leopoldina, atualmente denominado Taruaçu e pertencente a São João Nepomuceno. O numeral se refere ao quarteirão de Dores do Monte Alegre na época.

A transcrição destes dados tem por objetivo auxiliar outros pesquisadores que não tenham oportunidade de ir a Leopoldina consultar os livros do século XIX que não estão disponíveis para acesso à distância.

Nota: este material foi produzido em 2001, atualizado e republicado em março de 2021.