Obras de preservação? em Fazenda do Registro Velho

Se as obras emergenciais foram realizadas para proteger a Fazenda do Registro Velho das intempéries do tempo; se as chuvas torrenciais são esperadas nesta época; seria um argumento válido dizer que a estrutura não resistiu por conta das chuvas?

Fazenda do Registro Velho em janeiro de 2012
Fazenda do Registro Velho em janeiro de 2012

 

 

Esta é a pergunta do autor do blog Fazenda do Registro Velho, de Barbacena, ilustradas pela imagem ao lado e diversas outras.

Leiam a matéria completa:

 

Obras de preservação? « Fazenda do Registro Velho.

Cultura Popular: revisitando um conceito historiográfico

Roger Chartier

Resumo

As diferentes definições sobre cultura popular podem ser divididas em dois grandes modelos: o que a concebe como um sistema simbólico autônomo, e o que a percebe como dependente de referência a uma cultura dominante. O contraste entre essas duas perspectivas fundamentou todos os modelos cronológicos que contrastam uma suposta “idade do ouro” da cultura popular e um tempo de censura e de constrangimentos que a desqualificam. O artigo se propõe a articular esses dois modelos ao invés de utilizá-los separadamente. É uma tarefa difícil, mas a única possível nos dias de hoje.

Texto completoChartier

Presença Feminina

Muitas devem ter sido as mulheres que participaram da urbanização de parte das terras da Fazenda Laranjeiras, transferindo residência para o local onde nascia um povoado. Poucas, entretanto, aparecem como responsáveis por contrato de aforamento. Uma delas foi IGNEZ MARIA DE MAGALHÃES, costureira.Interessante observar que, diferentemente dos outros moradores, a casa em que ela residia era coberta de sapê. O terreno era pequeno: 9 metros por 4 metros de fundo. Os vizinhos: Julio de Moraes Tavares à esquerda, os outorgantes à direita, os trilhos junto da estação nos fundos. Na frente de sua casa passava a pequena rua, já citada, e que parece ser a via de acesso à plataforma de embarque.

Outro Negociante

Conforme vimos até aqui, entre os primeiros moradores do Arraial Novo alguns eram empregados da Estrada de Ferro da Leopoldina, um era hoteleiro e um outro trabalhava a jornal. Havia ainda um outro negociante: SERAFIM TEIXEIRA DA LUZ. Entretanto, não consta do registro o tipo de atividade a que se dedicava, informando apenas que o aforamento referia-se a um terreno de 20 metros por 20 metros e 95 centímetros de fundos, contendo uma “ […] casa térrea coberta de telhas que devisa pela frente com a Estação, pelos lados com terrenos dos outorgantes, pelos fundos com o pasto da Fazenda das Larangeiras pertencente aos mesmos outorgantes”.

Trabalhador Jornaleiro

Sabe-se que, naquela época, as pessoas que alugavam sua força de trabalho por períodos determinados eram conhecidas comojornaleiras”, ou seja, recebiam pagamento por jornada. Este era o caso de ANTONIO POETA, que ocupava uma “casa térrea coberta de telhas que devide pela frentecom os trilhos da Alto-Muriahé, pelos lados e fundos com terrenos dos outorgantes”, num terreno de 4 metros e 70 centímetros por 5 metros e 40 centímetros de fundos. No dia 10 de abril de 1885, no hotel de propriedade de Ignacio Ferreira Brito, localizado no Arraial Novo, Antonio Poeta assinou o contrato de aforamento comprometendo-se a pagar 8.629 réisanuais.

Vida cotidiana numa vila mineira setecentista

“O que podemos inferir com a leitura dos inventários post-mortem é que a posse de objetos mais “refinados” esteve diretamente relacionada ao status socioeconômico dos indivíduos, ou seja, tendencialmente os objetos de luxo foram encontrados em inventários de militares, homens de negócios, eclesiásticos etc.”

Sob o título Lençóis de linho, pratos da Índia e brincos de filigrana”: vida cotidiana numa vila mineira setecentista, foi publicado um artigo de Ana Luiza Castro Pereira na Revista Estudos Históricos, volume 24, número 48, jul./dez.2011

RESUMO pela autora: Este artigo versa sobre a intensa circulação de objetos na época das navegações portuguesas e sobre a capacidade de homens e mulheres introduzirem bens do Império Português no seu viver cotidiano. O consumo e a cultura material têm sido amplamente analisados visando compreender o significado que a posse de objetos representou na vida cotidiana ao longo da História, bem como a maneira como os bens materiais foram vivenciados no cotidiano. Foram consultados inventários post-mortem dos moradores da vila de Sabará para perceber que África, Ásia, América e Europa se fizeram notar nas mesas de Sabará.

Leia o texto na íntegra.

Peter Burke: trajetória de um historiador

Por José d’Assunção Barros
Resumo. Este artigo busca elaborar uma visão panorâmica sobre a obra de um dos historiadores estrangeiros mais conhecidos no Brasil em função de sua produção editorial praticamente traduzida para o idioma português em sua totalidade: Peter Burke. Examinaremos sua obra desde os estudos acerca do Renascimento e das Monarquias Absolutas até a sua importante contribuição referente à análise historiográfica. A interdisciplinaridade é apontada como uma das grandes características da produção historiográfica de Peter Burke, refletindo-se nas diversas fases de sua obra.

162 (objeto application/pdf)

Arte Sequencial em Leopoldina

Dia 31 de março acontecerá, em Leopoldina, o I Fórum Nacional de Pesquisadores em Arte Sequencial.

Faça sua inscrição aqui.

Recreio, MG: Provável limite do povoado

O quarto e último ferroviário a assinar o termo de aforamento foi Joaquim Pereira Leitão. O terreno que ocupava, com 10 metros e 30 centímetros por 20 metros de fundos, divisava exclusivamente com terras da Fazenda das Laranjeiras, na estrada “que vae para Conceição Arrayal” conforme indica o registro. Sendo assim, acreditamos que este seria o ponto limítrofe, a sudeste, do perímetro do Arraial Novo.

Outro ferroviário: José Vaz da Silva

Em sua obra Formação de Cidades no Brasil Colonial, Paulo Santos lembra que a maioria das cidades brasileiras surgiu de maneira espontânea: “Não se cogitou de fundá-las. Simplesmente nasceram”. (2001, p. 49). Mais adiante, ao tratar das cidades brasileiras do século XV ao XIX, o autor lista algumas causas para o nascimento de nossas áreas urbanas, como “cidades de conquista do interior, do café, da borracha, da indústria”, etc.

Recreio nasceu nos anos finais do Império do Brasil e talvez seja adequado dizer que foi uma “cidade da ferrovia”. Não teria havido uma intenção direta em sua fundação. Ela foi formada a partir de uma estação da estrada de ferro construída para escoar a produção agrícola. Cremos não ser adequado defini-la como “cidade do café” porque, ao tempo em que a estrada passou a operar efetivamente, um outro objetivo tinha sido agregado à ferrovia: transportar os imigrantes que vinham substituir o braço escravo.

De todo modo, nada nos é lícito afirmar sobre as intenções de Ignacio Ferreira Brito ao conceder o direito de uso das terras de sua Fazenda Laranjeiras aos primeiros moradores do que se denominou Arraial Novo. Entre eles, JOSÉ VAZ DA SILVA, empregado da Estrada de Ferro da Leopoldina, ocupava “uma casa térrea coberta de telhas que devide pela frente com a Estação, pela direita e esquerda com terrenos dos outorgantes, e pelos fundos com cafezais dos outorgantes”. O terreno com 10 metros e 70 centímetros por 10 metros de fundos, assim como a casa nele construída por Ignacio Ferreira Brito, foi aforado no dia 9 de abril de 1885 por 36.380 réis anuais.