Expedicionários Leopoldinenses – De Luiz Leonel a Moacir

 

Seguindo a viagem o Trem de História trás hoje mais três Expedicionários Leopoldinenses.

O primeiro deles não consta na placa comemorativa dos 70 anos do final da Guerra, afixada no número 625 da Avenida dos Expedicionários, no Bairro Bela Vista, por ter sido encontrado só agora.

25 – LUIZ LEONEL IGNÁCIO DA SILVA, na conformidade da certidão expedida pelo Comando Militar do Leste(1), foi soldado incluído no 1º grupamento do 8º Regimento de Artilharia Montada no dia em 26.03.1940, conforme Boletim Interno nº 70, e excluído em 12.11.40 na forma do B.I. nº 267. Em razão da Guerra foi reincluído em 20.07.42 conforme B.I. 167. Esteve engajado até sua efetiva exclusão do Exército em 05.03.45 pelo B.I. nº 53.

Luiz Leonel Ignacio da Silva, Expedicionário LeopoldinenseVale registrar que durante a Segunda Guerra o 8º R. A. M. desenvolveu ações em território nacional e o seu 2º Grupo participou do 3º Escalão da FEB. O restante do efetivo permaneceu em Pouso Alegre (MG) com a missão de receber e manter sob vigilância prisioneiros de guerra, inclusive os 62 marinheiros do navio alemão Anneleise Essberger detido na costa brasileira. Este fato é pouco conhecido e mereceu estudos publicados por Claudio Moreira Bento(2) e Francisco Miranda(3), além de fazer parte da História de Pouso Alegre divulgada no site TV-Uai(4).

Quanto à sua vida civil, sabe-se que nasceu a 26.10.18, embora no seu Certificado de Reservista conste a data de 24.09.18. Era lavrador, filho de Leonel Inácio da Silva e Adélia Claudia da Silva. Foi casado com Argentina de Oliveira, filha de Graziel Lopes de Oliveira e Nerciolina Pereira de Jesus. Informações de familiares dão conta de que deixou os filhos: José Luiz, Maria Lúcia Leonel, Maria das Graças, Maria Luiza Leonel e Vera Luzia.

26 – MÁRIO CASTÓRIO [Castorino] FONTES BRITTO, o segundo nome de hoje, consta na relação de Kléber Pinto de Almeida(5), grafado incorretamente. Segundo informações de familiares, Mário esteve na Itália no final da Guerra, embora não se tenha obtido êxito nas buscas para localizar documentos que comprovassem esta afirmação.

Sabe-se que Mário era filho de Raul Ferreira Britto e Maria Castorina Fontes. Seu avô paterno foi João Ventura Ferreira Brito, filho de João Gualberto Ferreira Brito e Rita Tereza de Jesus. Mário casou-se com Joana Marlene Lobo com quem teve os filhos: Márcia e Marcelo Lobo Britto. Nasceu em Leopoldina no dia 11.10.1923 e viveu na cidade até 1946, quando a família mudou-se para o Rio de Janeiro (RJ). Na então capital do País, formou-se em Direito, trabalhou no Ministério da Fazenda e posteriormente foi para o Banco Nacional da Habitação – BNH.

27 – MOACIR JURANDIR BARBOSA RODRIGUES aparece apenas como Jurandir na relação de Kléber Pinto de Almeida(5).

Segundo o Diário de Notícias(6) ele foi soldado da Cia de Petrechos Pesados, CPP-III, do 3º Batalhão do 11º RI e desembarcou do navio General Meigs no dia 17.09.45. Anotação dos arquivos da ANVFEB informa que o 3º sargento 4G 86.681, foi reformado como capitão R/1. Gentil Palhares(7) registra que ele esteve exposto aos bombardeios e a todos os perigos decorrentes da Guerra e destacou-se pela sua alta compreensão dos deveres militares.

Nelito Barbosa Rodrigues(8) informa que Moacir Jurandir nasceu em 13.11.19 e faleceu em 18.02.87. Casou-se com Rufina Pinto Barbosa com quem teve cinco filhos: Cecília, Cely, Yeda, Jurandir e Flávio. Era o sexto filho de Feliciano José Barbosa e Nelsina Rodrigues Barbosa. Pelo lado materno, era neto de Paulino Augusto Rodrigues e Umbelina Cândida Rodrigues.

O vagão completou a carga de hoje. Não resta espaço. Agora, é esperar na plataforma pelo próximo Trem de História que trará outros Expedicionários Leopoldinenses. Até lá.

Notas:

(1) Certidão expedida pelo Comando Militar do Leste, 4ª DE–AD/4, 14º Grupo de Artilharia de Campanha.

(2) BENTO, Claudio Moreira. Os Alemães prisioneiros de guerra no Brasil durante a Segunda Guerra Mundial. Disponível em <http://www.ahimtb.org.br/alemaes_prision.htm&gt;. Acesso em 9 jun. 2015.

(3) MIRANDA, Francisco. Campo de Concentração de Pouso Alegre, MG. Disponível em <https://chicomiranda.wordpress.com/2011/08/10/campo-de-concentracao-de-pouso-alegre-mg/&gt;. Acesso em 9 jun. 2015.

(4) Campo de Prisioneiros de Guerra. Disponível em <http://www.tvuai.com.br/pousoalegre/pa153/guerras4.html&gt;. Acesso 9 jun. 2015.

(5) ALMEIDA, Kléber Pinto de. Leopoldina de todos os tempos. Belo Horizonte: s.n., 2002. p.101.

(6) Expedicionários que viajam no “General Meigs”. Diário de Notícias, Rio de Janeiro, primeira seção, p. 6, 14 set. 1945. Disponível em <http://memoria.bn.br/pdf2/093718/per093718_1945_07023.pdf&gt;.  Acesso em 11 jan. 15.

(7) PALHARES, Gentil Palhares. De São João Del Rei ao Vale do Pó. Rio de Janeiro: Bibliex, 1957. p.383.

(8) RODRIGUES, Nelito Barbosa, Árvore Genealógica – Família de Paulino Augusto Rodrigues. Leopoldina: particular, 1998. p.14.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 1 de outubro de 2015


Vera Luzia escreveu:
Oi José Luiz, tudo bem com você?
Olha o motivo deste é para agradecer pela  matéria ref. meu pai Luiz Leonel da Silva, fiquei imensamente feliz quando vi que você cumpriu o que me prometeu. Você nem pode imaginar a alegria que fiquei quando abri o jornal hoje pela manhã e vi a foto do meu querido, amado, tudo, tudo nesta vida, que é meu pai.
[…] Muito obrigado mesmo, um forte abraço pra você, fique com Deus.
Verinha.

Expedicionários Leopoldinenses – De José Luiz a Lourenço

Como ficou dito no artigo anterior, o Trem de História segue a sua viagem trazendo mais três Expedicionários Leopoldinenses que estiveram na Itália.

22 – JOSÉ LUIZ ANZOLIN é o primeiro deles. Segundo os arquivos da ANVFEB, o soldado 4G 53.765, embarcou para a Itália com o 11º RI em 22.09.44 e retornou em 20.01.45. Palhares(1) o relaciona dentre os soldados da 2ª Cia do 11º RI.

Nascido(2) em 26.07.1915, era filho de Basílio Anzolin e Antonia Ramanzi. Casou-se em 27.09.45 com Olívia Lorenzetto. Segundo familiares, ao retornar da Guerra, José Luiz passou por seguidos e longos períodos de tratamento no Hospital Central do Exército, no Rio de Janeiro, para se recuperar de problemas nas pernas, possivelmente provocados pelo fato de ter permanecido longo tempo em trincheira sob frio intenso e coberto por neve. Acreditam estes familiares que talvez estes problemas tenham contribuído para o seu falecimento em 15.10.65, em decorrência de choque operatório e enfarte de mesentério. José Luiz deixou quatro filhos: Antonia Eulália, Terezinha Maria, José Osvaldo e Sebastião Basílio.

23 – LAIR DOS REIS JUNQUEIRA embarcou para a Itália em 02.07.44 junto a um efetivo de 5.075 homens, segundo o Diário de Notícias(3). Foi soldado da 1ª Cia, do 1º Batalhão do Depósito de Pessoal do 11º RI e retornou ao Brasil em 17.09.45. Seu O Certificado(4) de Reservista de 1ª Categoria nº 19780, emitido pela FEB, informa que o soldado 4G 115.691 serviu na Itália entre 07.12.44 e 04.09.45, tendo recebido a Medalha de Campanha(5). Lair licenciou-se do serviço ativo em 03.10.45.

Nascido(6) a 10.07.17 no distrito de Santa Izabel, atual Abaíba, em Leopoldina, casou-se com Elys Junqueira de Castro e com ela teve quatro filhos. Era filho de Tomé de Andrade Junqueira e Iria dos Reis Junqueira. Faleceu em 19.05.2007, em Leopoldina, onde residia.

Registra-se que os arquivos da ANVFEB, diferentemente de outros documentos consultados, informam o embarque de Lair como tendo ocorrido no dia 23.11.44, o retorno em 17.09.45 e o nascimento no dia 06.06.1917.

24 – LOURENÇO NOGUEIRA é o terceiro do trio de hoje. O Diário de Notícias(3) registra que o soldado, 4G 110.755, da 7ª Cia do 5º BTI, esteve incorporado ao Centro de Recompletamento do Pessoal da FEB. Retornou ao Brasil em 17.09.45. Recebeu Certificado de Operações da Itália em 01.10.45. Os arquivos da ANVFEB registram que embarcou para a Itália no dia 08.02.45.

Lourenço nasceu 03.06.1921 e faleceu em 23.10.78 em Leopoldina. Era filho de Jerônimo Joaquim Nogueira. Quando foi convocado para a Guerra, já estava casado com Maria da Conceição com quem teve os filhos: Antonio Fernando, Rosa Maria, Luiz Paulo, Claudio José, José Maria e Angelus. Do segundo casamento, com Maria Elisa Lima, são os filhos: Ramil Rogel, Rosângela Aparecida e Rosana Maria. Trabalhou na Cooperativa de Leite – LAC, por onde se aposentou. Trabalhou também, por um curto período, em unidade do Exército, em Juiz de Fora.

Assim o vagão de hoje se completa. Mas a viagem vai continuar no próximo Jornal. Aguardem.

Notas:

(1) PALHARES, Gentil. De São João Del Rei ao Vale do Pó. Rio de Janeiro: Bibliex, 1957. p. 472.

(2) Arquivo da Diocese de Leopoldina, Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, livro 16 batismos fls 97 termo 422.

(3) Expedicionários que viajam no “General Meigs”. Diário de Notícias, Rio de Janeiro, primeira seção, p. 6, 14 set. 1945. Disponível em <http://memoria.bn.br/pdf2/093718/per093718_1945_07023.pdf&gt;.  Acesso em 11 jan. 15.

(4) Certificado do Ministério da Guerra, Força Expedicionária Brasileira.

(5) Ministério da Guerra, diploma  emitido em 26.10.49.

(6) CASTRO, Luiz Fernando Hisse de. Família Vasques de Miranda. Os Vasques de Miranda de Água Viva. Publicado em 23 setembro 2012. Disponível em <http://luizfernandohissedecastro.blogspot.com.br/2012/09/vasques-de-miranda_23.html&gt;. Acesso em 02 jan. 15.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 16 de setembro de 2015

Nascimentos em setembro de 1915 em Leopoldina

8 set 1915

Luiz Pimentel, filho de Aurelio Pimentel e de Carolina Marangoni

11 set 1915

Paulo Lisboa, filho de Luiz do Amaral Lisboa e de Maria da Conceição Garcia

17 set 1915

Yvete, filha de Luiz Eugênio Botelho e de Cynira Capdeville

25 set 1915

Nila, filha de José Martins de Souza e de Alice Soares Barcelos

26 set 1915

Maria José Dietz Rodrigues, filha de Antonio Germano Rodrigues e de Maria Dietz Tavares

30 set 1915

Luiz Garibaldi Maragna, filho de Higino Maragna e de Olga Coelho dos Santos

Setembro de 1855

Há 160 anos nasceram em Leopoldina

Dia 2

José, filho de Joaquim Dias Neto e Maria Catarina de Jesus

Dia 11

Francisco de Vargas Sobrinho Corrêa filho de Josué de Vargas Corrêa e Joaquina Eucheria de Jesus

Dia 15

Rita Esméria de Almeida filha de Francisco Rodrigues Gomes de Almeida e Maria Umbelina da Anunciação

Dia 30

José, filho de Manoel Henriques Porto Maia e Maria Balbina Soares

Centenário de Falecimento

No dia 29 de agosto de 1915 faleceu, em Leopoldina, a senhora Maria Nazaré Ribeiro Junqueira, filha de José Ribeiro Junqueira e de Antônia Augusto Monteiro Lobato Galvão de São Martinho. Era casada com Francisco de Andrade Botelho, com quem teve, pelo menos, os seguintes filhos: José, Adauto, Ormeu, Emerenciana, Antonio e Nanto Junqueira Botelho.

Expedicionários Leopoldinenses – De João Venâncio a José Ernesto

A viagem do Trem de História segue hoje contando a vida de mais três conterrâneos que estiveram na Itália.

19 – JOÃO VENÂNCIO FILHO, que segundo os arquivos da ANVFEB era  soldado cozinheiro identidade nº 1G 290.367, embarcou para a Itália com o 11º RI em 22.09.44 e retornou com o mesmo Regimento em 17.09.45. Palhares(1) o relaciona dentre os soldados da 3ª Cia do 11º RI. Sua ficha na Associação informa que nasceu em Leopoldina em 02.04.21. Era filho de João Venâncio de Brito e Bernardina Silvana de Brito. Casou-se com Iracema Carvalho de Brito, nascida em 11.01.27. Faleceu em 03.12.99. Nesta mesma ficha não consta que tenha deixado descendente.

20 – JOÃO ZANGIROLANI foi soldado do 6º Regimento de Infantaria adido ao Batalhão de Guardas, conforme Provisão(2) exarada nos termos do Decreto de 29.05.47 da Presidência da República. Ferido em combate onde perdeu uma das pernas, foi julgado definitivamente incapaz para o serviço do Exército e recebeu a graduação de 3º Sargento.  Foi condecorado com a Medalha Sangue do Brasil em 15.04.45. Em junho de 1947 recebeu a comenda(3) da Cruz de Combate por ter se destacado entre os homens de seu pelotão da 8ª Cia do 6º RI durante o ataque à Montese, na Itália. Ao reformar-se, galgou o posto de tenente. Os arquivos da ANVFEB, em Juiz de Fora (MG) registram que o soldado 4G 79.994 ou, 1G 294.485 embarcou para a Itália com o 6º RI em 02.07.44. Foi reformado conforme o Diário Oficial de 14.06.47. Segundo o Diário de Notícias(4), João desembarcou do navio Cantuaria, no porto do Rio de Janeiro, em 08.11.46 “após permanecer um longo período internado em hospitais norte-americanos em tratamento e cumprindo período de readaptação”.

João(5) nasceu em 05.04.21, em Leopoldina. Era filho do imigrante italiano Gildo(6) Sangirolami (1891- 1964) e de Perina Borella (1893 – 1972), casal que residiu na Fazenda Paraíso e teve treze filhos(6). Casou-se com Sebastiana Idalina Farinazzo, filha de Natal Farinazzo e Sebastiana Regina Pengo. João faleceu a 06.06.86 (7), aos 65 anos, deixando viúva e os filhos Moacir, Jaci, Darci e Jane.

21 – JOSÉ ERNESTO é o terceiro nome do vagão de hoje. Segundo se pode apurar nos arquivos da ANVFEB e na obra de Palhares(1), José Ernesto embarcou para a Itália como soldado 4G 21.223, da 7ª Cia o 11º RI em 22.09.44. Reformou-se como cabo. O Diário de Notícias(8) informa que o seu desembarque do navio General Meigs, no Porto do Rio de Janeiro, ocorreu no dia 17.09.45. O arquivo da citada Associação informa ainda que José Ernesto nasceu em Leopoldina no dia 18.04.1919, filho de Belarmino Pacífico e Leodora Maria da Conceição. Residiu durante algum tempo em Além Paraíba (MG).

O vagão de hoje está completo, mas o assunto não acabou. No próximo virão outros Expedicionários. Até lá.

Notas:

(1) PALHARES, Gentil Palhares. De São João Del Rei ao Vale do Pó. Rio de Janeiro: Bibliex, 1957. p. 472.

(2) Provisão do Diretor de Recrutamento do Exército Brasileiro.

(3) Diploma do Ministério da Guerra datado de 15.06.47.

(4) Chegou ontem o Cantuária e o North King. Diário de Notícias, Rio de Janeiro, segunda seção, p.9, 4 dez. 1946, Disponível em <http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=093718_02&PagFis=30843&gt;.  Acesso em 18 set. 2014.

(5) Cópias de documentos e dados complementares fornecidos pelo seu filho Jaci.

(6) Grafia da Certidão de Óbito do Registro Civil das Pessoas Naturais, de Leopoldina, livro nº 16-C, fls. 27-v, termo 1093, emitida em 11.05.2001. A certidão de Registro de Estrangeiros da Policia do Estado de Minas Gerais, livro nº 02, reg. nº 103, de 23.01.42, traz o nome como EGILDO. Documento do Archivio storico del Distretto Militare di Padova, Leva Militare delle province di Padova e Rovigo 1846 – 1902 informa que o nome era Egidio Sangirolami, filho de Giovanni Battista Sangirolami e de Modesta Carmelim.

(7) Obituário. Gazeta de Leopoldina, julho de 1986, s.d.t.

(8) Expedicionários que viajam no “General Meigs”. Diário de Notícias, Rio de Janeiro, primeira seção, p. 6, 14 set. 1945. Disponível em <http://memoria.bn.br/pdf2/093718/per093718_1945_07023.pdf&gt;.  Acesso em 11 jan. 15.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 1 de setembro de 2015

A América do Sul no mapa mural de Willem Blaeu de 1608: contribuições para a construção do continente

Artigo de Andréa Doré, publicado no Revista Domínios da Imagem, volume 9, número 17, 2015

Resumo

A idade de ouro da cartográfica holandesa que se desenvolveu no final do século XVI e ao longo do século XVII foi a mais rica e criativa na produção de mapas murais, feitos para decorar as paredes de palácios, salas de famílias nobres, bibliotecas de homens de estado ou de ricos comerciantes. Este artigo apresenta alguns aspectos relativos à América do Sul contidos no mapa mural de Willem Jansz Blaeu, de 1608, intitulado America quarta pars orbis, considerado um dos mais influentes mapas da América. Interessa especialmente destacar as fontes e as escolhas feitas pelos autores – cartógrafo e gravador – concernentes às representações de homens e mulheres, habitantes naturais da terra, e as cidades já existentes ou inauguradas pelos europeus.

A autora observa que as representações da América demonstram “um desejo de ‘domesticar’ o Novo Mundo” para que se tornasse adequado à visão europeia. Como consequência, ocorreu uma espécie de apagamento da heterogeneidade aqui existente e a ideia de que o continente foi “uma invenção ou construção” dos europeus.

Expedicionários Leopoldinenses – De Itamar a João Vassali

15 – ITAMAR JOSÉ TAVARES Segundo o Diário de Notícias(1) e Gentil Palhares (2), foi soldado da 9ª Cia do 3º Batalhão do 11º Regimento de Infantaria.

Chegou de volta da Itália no dia 17.09.45. Os arquivos da ANVFEB registram que o soldado 1G 293.090 embarcou com o 11º RI em 22.09.44. O mesmo arquivo informa ainda que ele teria falecido em 08.08.75. Familiares declaram que Itamar nasceu em 05.03.1919 e faleceu em 09.08.75, em Leopoldina. Era comerciário em Tebas e servia ao Exército, em Juiz de Fora, quando foi recrutado para a Guerra. Foi casado com Ocirema Ávila Tavares. Segundo seu filho José Aparício, Itamar não tinha irmão com o nome de Orlando, conforme afirma Kléber Pinto de Almeida.

Itamar José Tavares, à direita

16 – JAIR VILELA RUBACK aparece no Diário de Notícias(1) e em Palhares(3) com a informação de que foi soldado da 6ª Cia e desembarcou no porto do Rio de Janeiro no dia 17.09.45. Nesta viagem, conforme publicado no mesmo jornal, o navio trouxe para o Brasil 5.312 homens. Palhares relaciona Jair Vilela Ruback entre os soldados da 6ª Cia do 11º RI.

Jair era filho de Frederico Ruback e Cândida Vilela Ruback. Casou-se com sua prima Nair Vilela Ruback com quem teve pelo menos os filhos: Ivan, Ivo, Rui, Terezinha, Maria Isabel e Fernando. Residiu durante muito tempo na Rua Dr. Oswaldo Vieira, em Leopoldina.

17 – JOÃO ESTEVES FURTADO, segundo o Diário de Notícias(1), foi soldado da 2ª Cia do 1º Batalhão do Depósito de Pessoal do 11º RI, tendo desembarcado de volta da Itália no dia 17.09.45. Os arquivos da ANVFEB informam que o 3º Sargento 4G 925.542 embarcou com o Centro de Recompletamento de Pessoal/FEB em 08.02.45.

Certidão de nascimento emitida pelo Serviço de Registro Civil e Notas de Argirita informa que era natural daquela cidade e nasceu no dia 08.08.1923. Filho de Misael Furtado de Souza e Maria Roza Esteves Furtado, pelo lado do pai era neto de José Maria Furtado de Souza e Maria Misael Furtado e, por parte da mãe, descendia de Francisco Esteves e Maria Grazia Liotti. Casou-se com Maria Lopes Furtado e deixou descendente. Faleceu em Juiz de Fora no dia 23.06.97.

18 – JOÃO VASSALI foi incluído no monumento existente na Avenida dos Expedicionários e na relação dos alunos da Escola Estadual Luiz Salgado Lima(4). Segundo dados do arquivo da família e da ANVFEB, foi o soldado 4G 110362 do 11º RI. Embarcou para a Itália no dia 23.11.44 e retornou em 22.08.45 com o Batalhão do Depósito do Pessoal. Recebeu o Certificado e Medalha de Campanha. Como inativo, galgou o posto de 2º tenente.

João nasceu em 26.08.1921. Filho de Vicente Vassali e Maria Vassali. Casou-se em 28.02.46 com Maria Augusta Favero com quem teve os filhos: Gilson, José Luiz, Juarez, Maria do Carmo e Rosa Maria Vassali. Faleceu em 17.09.79.

Da sua vida após a Guerra sabe-se que, no final dos anos de 1950, residia na esquina da Rua Santa Filomena com a Praça Professor Ângelo e possuía um comércio de bebidas na Avenida Getúlio Vargas, no prolongamento da Rua Francisco Andrade Bastos, ao lado do antigo campinho do Cocota.

O sobrenome Vassalli, segundo Ciro Mioranza(5) é a forma plural de Vassallo, homem livre que, na sociedade feudal, se submetia ao senhor feudal em troca de proteção.

O vagão de hoje está cheio. Ainda temos mais João. Mas fica para o próximo. Aguardem.

Notas:

(1) Expedicionários que viajam no “General Meigs”. Diário de Notícias, Rio de Janeiro, primeira seção, p. 6, 14 set. 1945. Disponível em <http://memoria.bn.br/pdf2/093718/per093718_1945_07023.pdf&gt;.  Acesso em 11 jan. 15.

(2) PALHARES, Gentil. De São João Del Rei ao Vale do Pó. Rio de Janeiro: Bibliex, 1957. p.492.

(3) PALHARES, obra citada, p.484.

(4) PEREIRA, Rodolfo. Leopoldinenses na FEB (1943-1945). Publicado em 20 nov. 2013. Disponível em <http://www.acropolemg.blogspot.com.br/search/label/FEB&gt;. Acesso em 08 mar. 15.

(5) MIORANZA, Ciro. Dicionário dos Sobrenomes Italianos. São Paulo: Escala, 1997. p. 315.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 16 de agosto de 2015

Agosto de 1915 em Leopoldina

Nascimentos

2 ago 1915

João, filho de Antonio Venâncio de Almeida Júnior e de Georgina Silveria de Almeida

3 ago 1915

Marcos, filho de Flavio dos Santos Lisboa e de Antonia Laudelina de Paula

9 ago 1915

Wilton, filho de Abdon Saraiva Carvalho e de Filomena Gonçalves

10 ago 1915

Maria Madalena Lorenzetto, filha de Emilio Lorenzetto e de Angela Saggioro

16 ago 1915

Francisco, filho de Moisés dos Reis Coutinho e de Adelaide Ferreira Brito

17 ago 1915

Rosa dos Santos Carraro, filha de Sante Carraro e de Erondina Angélica da Conceição

24 ago 1915

Maria Zenobi, filha de Enrico Zenobi e de Luigia Lorenzetto

Nascimentos em agosto de 1855

Dia 1

  • Zacarias, filho de Zacarias Francisco dos Reis e de Gertrudes Maria da Conceição

Dia 2

  • Manoel, filho de Manoel José Ferraz e de Francisca Maria de Jesus

Dia 6

  • Maria, filha de José Antonio Jacinto de Oliveira e Maria Tereza do Carmo
  • Tereza, filha de José Vital de Moraes e Umbelina Cassiano do Carmo

Dia 8

  • Antonio, filho de Manoel José de Almeida e Mariana Carolina de Oliveira

Dia 11

  • Filisbina, filha de Reginaldo de Souza Werneck e Maria do Carmo Pereira
  • Rosa, filha de Joaquim Antonio de Almeida e Gama e Maria Josefina Cândida de Jesus
  • João, filho de Manoel José da Silva e Joana Maria
  • Joaquim, filho de Cassiano José do Carmo e Rita Tereza de Jesus