Miracema e a Preservação

Com grande prazer atendemos o pedido para divulgar o texto publicado no blog O Vagalume no último dia 20: Miracema é destaque na preservação de seu Centro Histórico.Referindo-se ao esforço para alavancar a indústria do turismo, Angeline destaca o resgate da memória e da história das cidades, atividade que também reputamos de extrema importância.

Na matéria há um link para entrevista concedida pela Diretora Geral do INEPAC (Instituto Estadual do Patrimônio Cultural), arquiteta Maria Regina Pontin de Mattos e a Assessora Técnica arquiteta Dina Lerner. O objetivo da entrevista foi esclarecer aos miracemenses a questão do Tombamento. Entre outras informações importantes, as entrevistadas destacam a importância de resgatar e preservar, por exemplo, as práticas culturais dos imigrantes italianos que viveram na cidade.

Há muito mais. Leiam a matéria completa.

Analisar as Fontes

“Todo historiador deve ler os documentos que lhe caem nas mãos, amarrado ao mastro da mais absoluta desconfiança.”

Com estas palavras, Plínio José Freire Gomes chama a atenção do estudioso para a necessidade de avaliar as condições em que foram produzidas as fontes utilizadas numa pesquisa. Embora o artigo se refira a investigações sobre a inquisição, sob o título Brincando com o Fogo: o acervo do Santo Ofício como fonte (só) para Historiadores o autor alerta para situações que podem ocorrer em muitas outras circunstâncias. E conclui afirmando que é uma tarefa delicada porque a documentação do Santo Ofício traz em si uma carga muito negativa.

No sentido inverso, um levantamento feito nos jornais de Leopoldina da época em que foi criada a Colônia Agrícola da Constança apresenta uma aura romântica em torno de alguns imigrantes que viviam na cidade. Seja na coluna propriamente social, seja no noticiário, a profusão de adjetivos forma uma visão muito diferente do que transparece nas memórias das famílias de imigrantes. Em um dos casos analisados, o articulista transformou um camponês quase em estadista.

Acreditamos que não é necessário usar de subterfúgios para tratar dos nossos imigrantes. A maioria era gente simples que aceitou o contrato sonhando com a aquisição de terra, situação inviável na pátria natal. Aqui trabalharam com afinco, contribuindo para a expansão da agricultura de subsistência e realizando um bom número de diferentes atividades necessárias ao funcionamento da sociedade. Por isto nós os reverenciamos!

Festival Gastronômico em Piacatuba

Na próxima semana acontecerá o 4º Festival de Gastronomia e Cultura em Piacatuba, este belo distrito de Leopoldina. Veja a programação.

Stefano Casini e a Comunidade Italiana no Brasil

O Comites Belo Horizonte convida para assistir ao programa pela RAI, no dia 29 de julho, quarta-feira da próxima semana, às 8h30 da manhã aqui no Brasil. 

Cari tutti,
il giorno 29 Luglio alle 13.30 (ora italiana) andrá in onda su RAITALIA lo speciale “Voci Italiane: Brasile” della durata di 28 minuti. Grazie al vostro sforzo, al vostro aiuto, alla vostra amicizia ho potuto realizzare questo lavoro che mi ha impegnato per molto tempo. Ho tanto amore per il Brasile e per la comunitá italiana che ivi risiede. Siete stati sempre molto cari con me e non lo dimenticheró mai. Dal nostro Ambasciatore Michele Valensise, ai Consoli Generali, ai Direttori di enti, istituzioni o associazioni, insomma tutti, mi avete sempre dato un sorriso e un appoggio e questo è soltanto un umile omaggio (ce ne saranno tanti altri) al vostro lavoro.
Grazie e cordiali saluti a tutti

Stefano Casini

 

Colônia Agrícola da Constança: primeira posse

No primeiro dia do mês de julho de 1909, João Baptista de Almeida Paula tomou posse do lote número 1 da Colônia. Mas somente no dia 12 de abril do ano seguinte seria assinado o Decreto nº 2801, criando o núcleo e dando-lhe a denominação de Colônia Agrícola da Constança.

A Lei nº 438, de setembro de 1906, em seu parágrafo I estabelecia normas para fundar instituições agrícolas que acolheriam colonos nacionais e estrangeiros, com o objetivo de desenvolver a agricultura. No caso de Leopoldina, observa-se que foram adquiridas partes de fazendas vizinhas à Colônia Santo Antônio, de âmbito municipal, no decorrer da primeira década do século XX.

Segundo notícias publicadas no jornal Gazeta de Leopoldina da época, o primeiro administrador foi o italiano Ferdinando Sellani, que permaneceu no posto até outubro de 1909, quando o governo nomeou Guilherme Prates, que permaneceu no cargo até 16 de maio de 1911.

Sabemos que muitos imigrantes, que chegaram ao Brasil no final dos anos oitocentos, trabalharam na implantação da Colônia Agrícola da Constança. Provavelmente viviam na Santo Antônio e foram absorvidos pelo Estado para os trabalhos de demarcação dos lotes, construção das casas e preparo das áreas agricultáveis. E João Baptista de Almeida Paula foi o primeiro colono a assinar o contrato de compra.

VI Encontro Nacional sobre Migrações

Acontecerá em Belo Horizonte, de 12 a 14 de agosto de 2009, encontro com o tema Migrações e Desenvolvimento Territorial.
Apoio: ABEP/ CEDEPLAR-UFMG/ UNFPA/ CNPq/ FAPEMIG

Confira a programação.


Ancestrais de Antonio Montagna

Leitor de recente coluna no jornal Leopoldinense sobre os Montagna, pede para publicarmos os nomes de seus ancestrais.

Imigração e Colonização no Brasil

Este é o título de um trabalho de José Fernando Domingues Carneiro, publicado pela Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1950. Na abertura o médico e professor esclarece que o trabalho é constituído de “duas aulas”: a primeira é um resumo da história da imigração no Brasil e a segunda relata o êxito da colonização europeia no sul do país.

Fernando Carneiro divide a história da imigração em 3 períodos: 1808 a 1886; 1887 a 1930 e 1931 em diante. Caracteriza o primeiro como o da coexistência com o trabalho escravo, o segundo como aquele em que o imigrante veio substituir a mão de obra cativa e no terceiro, segundo esclarece, já não havia mais necessidade de braços para a lavoura. O autor faz críticas às Theses sobre Colonização no Brasil, do conselheiro João Cardoso de Menezes e Souza, publicação de 1875, procurando demonstrar “o homem medíocre que era o conselheiro” (pag. 13). E afirma que as causas para a pequena entrada de imigrantes no país, no primeiro período, foram a existência da escravidão, o clima e a febre amarela.

O trabalho é uma leitura interessante para conhecer as diferentes visões que o assunto imigração despertou nos mais diferentes pensadores. E em tempos de patrulhamento contra a destruição do planeta, torna-se curioso ler que os métodos de abertura das lavouras de café, com derrubada de mata e queimadas, foi a alternativa encontrada para domar a terra. O autor informa que a riqueza do solo foi um obstáculo à aplicação de processos aperfeiçoados na agricultura. Segundo ele, a cana de açúcar plantada em solo rico gerava plantas com muito caldo e pouco açúcar. Para o café, significava obter bela vegetação e maus frutos. Seria esta a razão para que o Senador Vergueiro mandasse derrubar a mata e aproveitar a terra durante alguns anos em outras culturas, deixando posteriormente que crescessem capoeiras para só depois receberem as primeiras mudas de café.

Ao mencionar o assunto, Fernando Carneiro cita Sérgio Buarque de Holanda, em prefácio à obra Memórias de um Colono no Brasil, de Tomaz Davatz, publicada em 1941:

“A agricultura do tipo europeu era sobretudo impraticável nos lugares incultos e remotos, para onde, na míngua de outros, se encaminhariam cada vez mais os imigrantes, na ilusão de que a uberdade do solo compensava as contrariedades da distância.”

Família Ceoldo

Descendentes de Camilo Ceoldo, italiano de Padova, que chegou a Leopoldina no dia 4 de novembro de 1888

1 Camillo Ceoldo (1842 – )

+ Maria Baldan (1847 – )

…… 2 Angelina Ceoldo

…… + Giuseppe Estopazzale

…… 2 Domenico Ceoldo (1870 – )

…… 2 Luigia Ceoldo (1870 – 1942)

…… 2 Antonio Ceoldo (1872 – 1942)

…… 2 Filomena Angela Ceoldo (1874 – )

…… 2 Michele Archangelo Ceoldo (1876 – )

…… 2 Rodolfo Domenico Ceoldo (1879 – )

…… + Tereza Righetto (1881 – )

………… 3 Miguel Arcanjo Ceoldo (1905 – )

………… + Joana Carraro (1908 – )

………… 3 João Antonio Ceoldo (1907 – )

………… 3 Alcides Ceoldo (1909 – )

………… 3 Maria Ceoldo (1911 – )

………… 3 Regina Ana Ceoldo (1914 – )

………… 3 Filomena Ceoldo (1925 – )

…… 2 Anna Maria Ceoldo (1881 – )

…… + Luigi Marcatto (1884 – )

………… 3 Antonio Marcatto (1914 – )

…… 2 Teresa Ceoldo (1883 – )

…… + Verginio Meneghetti (1879 – 1942)

………… 3 Domingos Meneghetti (1904 – )

………… 3 Maria do Carmo Meneghetti (1906 – )

………… + Antonio Carlos Fofano (1904 – )

………… 3 Maria Isolina Meneghetti (1908 – )

………… + José Antonio Sangalli (1910 – )

………… 3 Regina Meneghetti (1911 – )

………… + José Fofano (1909 – )

………… 3 Santo Meneghetti (1919 – )

………… 3 Armindo Meneghetti (1924 – )

………… + Santa Bedin

………… 3 Dirceu Meneghetti (1928 – )

………… + Yeda Ferreira

………… 3 Orlando Meneghetti (1929 – )

………… + Jessy Ferreira (1929 – )

…… 2 Regina Margheritta Ceoldo (1886 – )

Sangirolami uniram-se aos Colle e Bonini

Quando publicamos os ancestrais de João Bonini, no dia 10 de julho, não incluímos os pais de Pierina Galasso por não termos outras informações além dos nomes. Hoje aproveitamos o pedido de descendente de José Colle, primo de João Bonini, para completar o quadro ascendente.