Stefano Casini e a Comunidade Italiana no Brasil

O Comites Belo Horizonte convida para assistir ao programa pela RAI, no dia 29 de julho, quarta-feira da próxima semana, às 8h30 da manhã aqui no Brasil. 

Cari tutti,
il giorno 29 Luglio alle 13.30 (ora italiana) andrá in onda su RAITALIA lo speciale “Voci Italiane: Brasile” della durata di 28 minuti. Grazie al vostro sforzo, al vostro aiuto, alla vostra amicizia ho potuto realizzare questo lavoro che mi ha impegnato per molto tempo. Ho tanto amore per il Brasile e per la comunitá italiana che ivi risiede. Siete stati sempre molto cari con me e non lo dimenticheró mai. Dal nostro Ambasciatore Michele Valensise, ai Consoli Generali, ai Direttori di enti, istituzioni o associazioni, insomma tutti, mi avete sempre dato un sorriso e un appoggio e questo è soltanto un umile omaggio (ce ne saranno tanti altri) al vostro lavoro.
Grazie e cordiali saluti a tutti

Stefano Casini

 

Colônia Agrícola da Constança: primeira posse

No primeiro dia do mês de julho de 1909, João Baptista de Almeida Paula tomou posse do lote número 1 da Colônia. Mas somente no dia 12 de abril do ano seguinte seria assinado o Decreto nº 2801, criando o núcleo e dando-lhe a denominação de Colônia Agrícola da Constança.

A Lei nº 438, de setembro de 1906, em seu parágrafo I estabelecia normas para fundar instituições agrícolas que acolheriam colonos nacionais e estrangeiros, com o objetivo de desenvolver a agricultura. No caso de Leopoldina, observa-se que foram adquiridas partes de fazendas vizinhas à Colônia Santo Antônio, de âmbito municipal, no decorrer da primeira década do século XX.

Segundo notícias publicadas no jornal Gazeta de Leopoldina da época, o primeiro administrador foi o italiano Ferdinando Sellani, que permaneceu no posto até outubro de 1909, quando o governo nomeou Guilherme Prates, que permaneceu no cargo até 16 de maio de 1911.

Sabemos que muitos imigrantes, que chegaram ao Brasil no final dos anos oitocentos, trabalharam na implantação da Colônia Agrícola da Constança. Provavelmente viviam na Santo Antônio e foram absorvidos pelo Estado para os trabalhos de demarcação dos lotes, construção das casas e preparo das áreas agricultáveis. E João Baptista de Almeida Paula foi o primeiro colono a assinar o contrato de compra.

VI Encontro Nacional sobre Migrações

Acontecerá em Belo Horizonte, de 12 a 14 de agosto de 2009, encontro com o tema Migrações e Desenvolvimento Territorial.
Apoio: ABEP/ CEDEPLAR-UFMG/ UNFPA/ CNPq/ FAPEMIG

Confira a programação.


Ancestrais de Antonio Montagna

Leitor de recente coluna no jornal Leopoldinense sobre os Montagna, pede para publicarmos os nomes de seus ancestrais.

Imigração e Colonização no Brasil

Este é o título de um trabalho de José Fernando Domingues Carneiro, publicado pela Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1950. Na abertura o médico e professor esclarece que o trabalho é constituído de “duas aulas”: a primeira é um resumo da história da imigração no Brasil e a segunda relata o êxito da colonização europeia no sul do país.

Fernando Carneiro divide a história da imigração em 3 períodos: 1808 a 1886; 1887 a 1930 e 1931 em diante. Caracteriza o primeiro como o da coexistência com o trabalho escravo, o segundo como aquele em que o imigrante veio substituir a mão de obra cativa e no terceiro, segundo esclarece, já não havia mais necessidade de braços para a lavoura. O autor faz críticas às Theses sobre Colonização no Brasil, do conselheiro João Cardoso de Menezes e Souza, publicação de 1875, procurando demonstrar “o homem medíocre que era o conselheiro” (pag. 13). E afirma que as causas para a pequena entrada de imigrantes no país, no primeiro período, foram a existência da escravidão, o clima e a febre amarela.

O trabalho é uma leitura interessante para conhecer as diferentes visões que o assunto imigração despertou nos mais diferentes pensadores. E em tempos de patrulhamento contra a destruição do planeta, torna-se curioso ler que os métodos de abertura das lavouras de café, com derrubada de mata e queimadas, foi a alternativa encontrada para domar a terra. O autor informa que a riqueza do solo foi um obstáculo à aplicação de processos aperfeiçoados na agricultura. Segundo ele, a cana de açúcar plantada em solo rico gerava plantas com muito caldo e pouco açúcar. Para o café, significava obter bela vegetação e maus frutos. Seria esta a razão para que o Senador Vergueiro mandasse derrubar a mata e aproveitar a terra durante alguns anos em outras culturas, deixando posteriormente que crescessem capoeiras para só depois receberem as primeiras mudas de café.

Ao mencionar o assunto, Fernando Carneiro cita Sérgio Buarque de Holanda, em prefácio à obra Memórias de um Colono no Brasil, de Tomaz Davatz, publicada em 1941:

“A agricultura do tipo europeu era sobretudo impraticável nos lugares incultos e remotos, para onde, na míngua de outros, se encaminhariam cada vez mais os imigrantes, na ilusão de que a uberdade do solo compensava as contrariedades da distância.”

Família Ceoldo

Descendentes de Camilo Ceoldo, italiano de Padova, que chegou a Leopoldina no dia 4 de novembro de 1888

1 Camillo Ceoldo (1842 – )

+ Maria Baldan (1847 – )

…… 2 Angelina Ceoldo

…… + Giuseppe Estopazzale

…… 2 Domenico Ceoldo (1870 – )

…… 2 Luigia Ceoldo (1870 – 1942)

…… 2 Antonio Ceoldo (1872 – 1942)

…… 2 Filomena Angela Ceoldo (1874 – )

…… 2 Michele Archangelo Ceoldo (1876 – )

…… 2 Rodolfo Domenico Ceoldo (1879 – )

…… + Tereza Righetto (1881 – )

………… 3 Miguel Arcanjo Ceoldo (1905 – )

………… + Joana Carraro (1908 – )

………… 3 João Antonio Ceoldo (1907 – )

………… 3 Alcides Ceoldo (1909 – )

………… 3 Maria Ceoldo (1911 – )

………… 3 Regina Ana Ceoldo (1914 – )

………… 3 Filomena Ceoldo (1925 – )

…… 2 Anna Maria Ceoldo (1881 – )

…… + Luigi Marcatto (1884 – )

………… 3 Antonio Marcatto (1914 – )

…… 2 Teresa Ceoldo (1883 – )

…… + Verginio Meneghetti (1879 – 1942)

………… 3 Domingos Meneghetti (1904 – )

………… 3 Maria do Carmo Meneghetti (1906 – )

………… + Antonio Carlos Fofano (1904 – )

………… 3 Maria Isolina Meneghetti (1908 – )

………… + José Antonio Sangalli (1910 – )

………… 3 Regina Meneghetti (1911 – )

………… + José Fofano (1909 – )

………… 3 Santo Meneghetti (1919 – )

………… 3 Armindo Meneghetti (1924 – )

………… + Santa Bedin

………… 3 Dirceu Meneghetti (1928 – )

………… + Yeda Ferreira

………… 3 Orlando Meneghetti (1929 – )

………… + Jessy Ferreira (1929 – )

…… 2 Regina Margheritta Ceoldo (1886 – )

Sangirolami uniram-se aos Colle e Bonini

Quando publicamos os ancestrais de João Bonini, no dia 10 de julho, não incluímos os pais de Pierina Galasso por não termos outras informações além dos nomes. Hoje aproveitamos o pedido de descendente de José Colle, primo de João Bonini, para completar o quadro ascendente.

Campanha Abrace esta Ideia em andamento

Recebemos o informativo número 09/2009 da Maiss Conhecimento, com uma notícia muito interessante.

COMEMORAÇÃO DO CENTENÁRIO DA COLÔNIA CONSTANÇA PODERÁ TER MOSTRA DE CINEMA ITALIANO

Já foram dados os primeiros passos com o objetivo de realizar uma Mostra de Cinema Italiano prevista para acontecer durante as comemorações do centenário da Colônia Constança em abril de 2010, que tem o secretário municipal de Esporte, Lazer e Turismo, Gilberto Toni entre seus organizadores. O consultor da Maiss Conhecimento, Rodolfo Lima, esteve reunido com o produtor cultural Breno Lira Gomes. O encontro foi no Rio de Janeiro, onde Breno, mineiro de Coronel Fabriciano, já desenvolve um trabalho de produção e curadoria de mostras de cinema. Atualmente ele é o responsável pela curadoria e produção de algumas mostras dos seguintes festivais: Montes Claros em Movimento – Festival Nacional de Cinema do Norte de Minas, Curta Cabo Frio e Festival Tambores de Cinema e Vídeo, esse último no Maranhão.

Breno Lira Gomes é jornalista por formação, é editor, mas enveredou pela área cinematográfica, atuando como assessor de imprensa de distribuidoras cariocas, como programador do Cinema Estácio, pertencente a Universidade Estácio de Sá. E atualmente ele é responsável pela programação e promoção do projeto Distribuição Criativa, da Pipa Produções. Em novembro ele irá produzir o primeiro Seminário de Cinema Digital, na Caixa Cultural, também no Rio de Janeiro.

Breno já esta desenvolvendo o projeto para realização da mostra de cinema tendo a Itália como tema. De acordo com o produtor, a idéia é levar para Leopoldina produções tanto italianas quanto brasileiras que mostram o encontro dessas duas culturas. E também apresentar filmes de importantes cineastas italianos que são admirados no Brasil, e diretores brasileiros respeitados na Itália.

Rodolfo acredita que a mostra será uma boa oportunidade para que seja iniciado em Leopoldina um projeto de fomentação de platéia para cinema. E com isso, quem sabe, implantar um plano de criação de uma sala de exibição, com projeção digital, que priorize a exibição de filmes brasileiros. Na próxima semana o projeto será levado pelo consultor Rodolfo Lima ao conhecimento do Secretário Gilberto Toni, que já se prontificou a ajudar na viabilização da Mostra de Cinema.

Saudamos com entusiamo a proposta da Maiss Conhecimento e esperamos que o projeto se realize, transformando-se num jeito marcante de homenagear os colonos italianos que ajudaram a modelar a Leopoldina que temos hoje. Na oportunidade, cumprimentamos o Secretário Gilberto Tony e seu assessor Rodolfo Lima por esta iniciativa.

Desafio ao ouvinte e ao leitor

Numa troca de mensagens com um pesquisador italiano, soubemos de uma situação interessante. Segundo ele, algumas famílias desapareceram de uma determinada cidade do sul da Itália por conta da emigração. Visitando a localidade na década de 1980, o estudioso observou que moradores falavam mais de São Paulo ou Nova Iorque do que de Roma. Isto porque, mesmo quem nunca tenha saído da cidadezinha, tinha parentes emigrados. Viajar a Roma não era uma prática. E concluiu: “não consegui encontrar uma só família que não tenha parentes no continente americano”.

No sentido inverso, citamos Leopoldina. Aqui é difícil encontrar uma família que não tenha ligação com imigrantes. Este foi, inclusive, o motivo que nos fez sugerir o Desafio ao Ouvinte para o programa dominical, na Rádio Jornal, apresentado pelo Marcus Vinicius. Passados mais de dois meses, os ouvintes do programa ainda não nos indicaram uma rua da cidade em que não haja parentes de imigrantes. E aqui deixamos o Desafio ao Leitor: se vc conhece famílias radicadas em Leopoldina há bastante tempo, e que não tenham ligação com imigrantes, por favor, entre em contato conosco.

Propriedades pequenas e produtivas

Segundo a Inchiesta Agraria de Jacini, na segunda metade do século XIX as pequenas propriedades eram mais comuns do que o latifúndio na Emilia-Romagna. Em algumas partes da região encontravam-se unidades de 10 a 30 hectares mas o tamanho mais frequente ficava em torno de 9 hectares. Num extrato sobre a Inchiesta Agraria de 1878, Giulio Gatti informa que a propaganda da emigração comparava a diminuta extensão das propriedades rurais na Italia com a possibilidade de adquirir grandes fazendas no Brasil.

Tomando por base o tamanho dos lotes da Colônia Agrícola da Constança, com 25 hectares em média, verifica-se que a realidade encontrada estava longe de confirmar a propaganda que atraíra aqueles imigrantes. Sabemos que antes do estabelecimento daquele núcleo colonial os imigrantes raramente tiveram oportunidade de adquirir uma boa propriedade, que permitisse o rendimento necessário para o sustento de família numerosa. Foi o caso, por exemplo, de Giovanni Casadio. Com a esposa Luigia Martinelli e pelo menos dois filhos, em 1897 Giuseppe foi contratado para uma fazenda no então distrito de Leopoldina chamado Rio Pardo, hoje o município de Argirita. Em 1910, o filho Giovanni Casadio adquiriu o lote número 35 da Constança, no qual também viveram seus pais. Assim como tantos outros, os Casadio foram bastante operosos e conseguiram uma boa condição de vida.

Outros imigrantes da mesma região, como os Minelli de Bologna, radicaram-se no distrito de Ribeiro Junqueira. Já os Conti, de Marzabotto, tornaram-se proprietários na localidade de São Lourenço, também no município de Leopoldina. Ao que se sabe, estes e os demais imigrantes estão entre os numerosos colonos que transformaram pequenos lotes em exemplo de produtividade.