Lucilia Figueira da Costa: centenário de nascimento

Nasceu em Leopoldina no dia 8 de setembro de 1911, filha de Tobias Figueira da Costa e Mariana Vargas Corrêa.

Sua mãe era bisneta dos povoadores Antônio Rodrigues Gomes, Francisco de Vargas, João Gonçalves Neto e Manoel Antônio de Almeida.

Maria Aparecida Martins Neto: centenário de nascimento

Nasceu em Leopoldina no dia 4 de setembro de 1911, filha de Evaristo Ferreira Neto e Ambrozina Rodrigues Martins.

Seus pais eram parentes, com vários ancestrais em comum, o que faz com que Maria Aparecida seja descendente dos povoadores Antonio Rodrigues Gomes, Bento Rodrigues Gomes, Felicíssimo Vital de Moraes, Francisco de Vargas Corrêa, Joaquim Antonio Machado, João Gonçalves Neto, Manoel Antônio de Almeida e Manoel Ferreira Brito.

João Rodrigues: centenário de nascimento


Nasceu no dia 23 de agosto de 1911, no Sítio Puris, em Leopoldina. Neto e bisneto de antigos moradores do então Feijão Cru, foi criado num lote da Colônia Agrícola da Constança.
Informações biográficas em texto de seu filho José do Carmo, disponível neste endereço.

Osvaldo Vargas Corrêa: centenário de nascimento

Nasceu em Leopoldina no dia 7 de agosto de 1911, filho de Joaquim de Vargas Corrêa e Maria Francisca.
Seus pais eram primos, descendentes dos povoadores  Francisco de Vargas, Antonio Rodrigues Gomes e Manoel Antonio de Almeida.

Maria Ferreira Garcia: centenário de nascimento

Segundo familiares, nasceu em Leopoldina no dia 4 de julho de 1911, filha de Silvandino Funchal Garcia e Esmenia Ferreira. Seu pai era irmão do renomado pintor Funchal Garcia. Sua mãe descendia dos povoadores de Leopoldina.

Maria Martins: centenário de nascimento

Nasceu em Leopoldina no dia 3 de junho de 1911, filha de Júlio Alves Martins (ou Rodrigues Martins) e Marfisia Rodrigues Machado. Por seu pai era bisneta paterna de Vicente Rodrigues Ferreira, terceira neta de Antonio Rodrigues Gomes e quarta neta de Manoel Antonio de Almeida, todos do grupo de povoadores de Leopoldina. Pelo lado materno era também descendente de Antonio Rodrigues Gomes, bisavô paterno de sua mãe.

Sebastião Ferreira de Souza Lima: centenário de nascimento

Nasceu em Leopoldina no dia 11 de fevereiro de 1911, filho de Francisco de Souza Lima e Ana Ferreira de Almeida.

Orlandina: centenário de nascimento

Nasceu em Leopoldina, dia 1 de janeiro de 1911, filha de Olympio José de Almeida Ramos e Idalina Francisca de Paula.

Povoadores de Leopoldina: Almeida, Britos e Netos

Após o evento de abril, quando foi comemorado o Centenário da Colônia Agrícola da Constança e os 130 anos da Imigração Italiana em Leopoldina, muitos internautas entraram em contato pedindo informações sobre antepassados que viveram no município. Muitas destas consultas referiam-se não a imigrantes do final do século XIX, mas a membros das famílias povoadoras. que ali se radicaram a partir da década de 1820. Para atendê-los, foi preparada uma nova atualização dos quadros genealógicos do livro Os Almeidas, os Britos e os Netos em Leopoldina, de Mauro de Almeida Pereira que está disponível no site http://www.cantoni.pro.br

Recontos de um Recanto – 4: Argirita

Nosso quarto reconto vai um pouco além das fronteiras do município de Leopoldina.  Vamos, hoje, às terras da atual cidade de Argirita, o antigo arraial do Bom Jesus do Rio Pardo.

Francisco de Paula Ferreira de Rezende, em “Minhas Recordações” página 371, se refere ao lugar como sendo apenas Rio Pardo, quando narra a vida de Manoel Antônio de Almeida para Leopoldina, em 1829. Diz ele que naquela época “em Rio Pardo já havia, então, um começozinho de povoação”.

Mas, nossa história começa bem antes desta data, com dois filhos do casal Domingos Gonçalves de Carvalho e Maria Vitória de Jesus Xavier que, conforme se observa na literatura existente, pertenciam à família do nosso alferes José Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes. E estes filhos são: Felisberto Gonçalves da Silva, ou da Silva Gonçalves e Domingos Gonçalves de Carvalho (filho).

Provavelmente por volta de 1810 os irmãos Felisberto e Domingos, acompanhados das esposas e filhos, ocuparam terras nas vertentes do Rio Pardo. Requereram posse ao governo da província e em novembro de 1813 receberam as respectivas Cartas de Sesmaria, duas para cada casal. Felisberto, em 29.11.1813, obteve Sesmaria cujo limite era o Córrego da Glória, no Sertão do Pomba, Termo de Barbacena, conforme carta arquivada no APM, códice 353, página 76.

Sobre Felisberto sabemos, também que nasceu por volta de 1785 e casou-se em São João del Rei, a 29 de setembro de 1802 com Ana Bernarda da Silveira.

Em Velhos Troncos Mineiros, do Cônego Raimundo Trindade, consta que o casal teve um único filho, Antonio Felisberto da Silva Gonçalves, que nasceu a 2 de janeiro de 1804 em São João del Rei e casou-se com Francisca de Paula de São José, provavelmente filha de seu tio paterno, Domingos Gonçalves de Carvalho e de Antônia Rodrigues. Chaves.

Analisando a trajetória de Felisberto após o casamento temos razões para suspeitar que teve pelo menos mais um filho: Joaquim Gomes da Silva Flores.

Hoje podemos afirmar, com segurança, que sua morte ocorreu depois de janeiro de 1863, uma vez que seu nome aparece nas listas de votantes do Distrito de Bom Jesus do Rio Pardo nesse ano.

Inexplicavelmente o nome de Felisberto da Silva Gonçalves desapareceu da história oficial de Leopoldina e Argirita, embora conste do Mapa de População de 1831 como possuidor de 33 escravos, sendo o terceiro maior proprietário de cativos no então Distrito do Curato do Espírito Santo, Termo de Barbacena.

Em 1840, segundo o primeiro livro de compra e venda de bens de raiz de Bom Jesus do Rio Pardo (Argirita), ele comprou de José da Silva Paradela e sua mulher Ana Marinha de Jesus, 60 alqueires de terras de cultura. Uma propriedade que estava dentro do território atual de Argirita e limitava-se com Joaquim Gonçalves de Almeida e Antonio Henriques de Souza.

Em 1842 vendeu parte de sua fazenda no Córrego da Glória, no lugar denominado Monte Redondo e em 1846 comprou, de Lino da Silva Paradela, terras no Ribeirão de São Bento.

No Registro de Terras de 1856 Felisberto aparece como vizinho da Fazenda do Socorro, de propriedade dos herdeiros de José Joaquim Monteiro de Barros.

A partir do estudo de diversos documentos concluímos que a Fazenda formada a partir das concessões de sesmarias ao casal Felisberto e Ana é a mesma Fazenda Fortaleza que ainda aparece nas cartas atuais do IBGE.

Quanto a Domingos Gonçalves de Carvalho, irmão de Felisberto, pouco sabemos.  O Cônego Trindade informa que ele casou-se com Antonia Rodrigues Chaves com quem teve apenas uma filha, de nome Maria, nascida em 1809. Em nossas pesquisas encontramos outros possíveis filhos do casal sem contudo podermos garantir dados sobre a descendência, tendo em vista a precariedade dos assentos paroquiais encontrados. Mas, nos livros pesquisados, encontramos batismos de Francisca, Maria, Rita, Antonio, José e Joaquim entre 1802 e 1820, cujos pais podem ser os casais que estamos abordando.

Resta dizer que o filho de Felisberto – Antonio Felisberto da Silva Gonçalves, teve, pelo menos uma filha que recebeu o nome de Carolina Rosa de São José. E pela localização da residência de seus pais acreditamos que tenha sido batizada na Capela de Nossa Senhora das Dores do Monte Alegre (Taruaçu). Mas, infelizmente ainda não foi possível descobrir onde estariam os registros dos primeiros atos realizados naquela Capela. É certo que Carolina foi casada com Francisco de Paula Pereira Pinto e deixou enorme descendência em Leopoldina e arredores.

Ficamos por aqui. Os Recantos de um Recanto continuarão no próximo número.

josé luiz machado rodrigues

nilza cantoni