Luiza Fofano: centenário de nascimento

Nasceu em Leopoldina no dia 10 de novembro de 1911, filha dos italianos Paschoal Domenico Fofano e Oliva Meneghetti.
Seus pais, procedentes de MoglianoVeneto, passaram ao Brasil em 1889. Em 1910 Paschoal adquiriu o lote número 8 da Colônia Agrícola da Constança.

Juiz Municipal e de Órfãos em Leopoldina

O Decreto Imperial nº 1670, de 7 de novembro de 1855, criou em Leopoldina o cargo de Juiz Municipal que acumularia também o Juizado de Órfãos.  O primeiro a ocupar este cargo foi Manoel José Monteiro de Barros, nomeado em 14 de dezembro do mesmo ano.
Segundo a Lei nº 261 de 3 de dezembro de 1841, capítulo II, os Juizes Municipais eram nomeados pelo Imperador entre os bacharéis em Direito com, pelo menos, um ano de prática depois da formatura.  Tinham mandato de quatro anos, renováveis por mais quatro. Entre outras, suas funções eram o julgamento de contrabando, a sustentação ou revogação das decisões de Delegados e Subdelegados, decisão sobre fiança, e substituição do Juiz de Direito.  O Artigo 20 da referida Lei informa que um Juiz Municipal poderia se encarregar de um ou mais municípios, dependendo da extensão e população.
Para a substituição interina do Juiz Municipal eram designados seis nomes. Não foi possível localizar tal providência para o ano de 1855.  A primeira referência a respeito é de 1858, no Relatório da Presidência da Província, em que são citados quatro nomes:
José Augusto Monteiro de Barros, 1º substituto
José Cesário Monteiro de Miranda Ribeiro, 3º substituto
João Gualberto Ferreira Brito, 4º substituto
Francisco José de Freitas Lima, 5º substituto.

O próximo Juiz Municipal nomeado para Leopoldina foi João das Chagas de Faria Lobato, que ali residia em 1864, segundo o Almanaque Administrativo, Civil e Industrial da Província de Minas Gerais, fls 311.

Antigomobilistas de Leopoldina

O Encontro deste mês, no próximo dia 10 de novembro, contará com a presença da Banda Creedence Clearwater Revival Band Cover de Cataguases.
Não se esqueçam!

Quinta, dia 10, a partir das 19 horas, em frente à antiga Ford, na Avenida Getúlio Vargas, Leopoldina, MG.

Convite para comemorações do Centenário na Capela da Colônia

 

Convite para as comemorações do centenário da Colônia Major Vieira

Quando nasceu Jerônima de Mesquita?

É possível encontrar, em muitas publicações, informações sobre esta pioneira da luta pelos direitos da mulher, incluindo o direito de voto.

De modo geral, informa-se que nasceu em Leopoldina no dia 30 de abril de 1880 e que o dia de seu aniversário passou a marcar o Dia Nacional da Mulher.

Qual não foi a surpresa quando procuramos o seu batismo em Leopoldina! Num mesmo livro encontramos os três assentamentos abaixo.

Assentos do batismo de Jerônima Mesquita

Termo número 321, página 35

Aos vinte e cinco dias do mês de Junho do Anno de mil oito centos e oitenta n’esta Freguezia de S. Sebastião da Cidade Leopoldina o Padre Luiz Lopes Teixeira baptisou solemnemente e poz os Santos Oleos a innocente Jeronima, filha legitima de Jose Jeronimo de Mesquita e D. Maria José de Siqueira Mesquita, nascida a trinta d’e Abril d’este Anno; foram Padrinhos o Exmo. Sr. Barão de Mesquita e D. Josefina Emilia Villasboas. O Vigr.º Jose Francisco dos Santos Durães.

Outro assento do batismo de Jerônima Mesquita

Termo número 1267, iniciado na página 132 e concluído na página 133

Aos vinte e cinco de Junho do anno de mil oito centos e cinco n’esta Freguezia de S. Sebastiao da Cidade Leopoldina o Padre Luiz Lopez Teixeira baptisou solemnemente e poz os Santos Oleos à innocente Jeronima nascida a trinta d’Abril do mesmo anno e filha legitima de Jose Jeronimo de Mesquita e D. Maria José de Siqueira Mesquita, foram Padrinhos o Exmo. Sr. Barão de Mesquita e D. Josephina Emilia Villas Boas. O Vigr.º Jose Franc.º dos Santos Durães.

Conforme se observa, os dois assentos acima trazem quase os mesmos dados. A exceção fica por conta do ano de batismo e nascimento, que no primeiro assento era 1880 e agora é 1885. Ressalte-se, porém, que a palavra “cinco” está envolvida por um pontilhado, parecendo demonstrar que o próprio copiador ficou em dúvida.

O fato de existirem duas transcrições é relativamente comum e se explica pelo hábito dos antigos padres anotarem os eventos em pedaços de papel e só mais tarde registrarem no livro próprio. Quando não eliminavam imediatamente o “rascunho”, ou seja, o papel onde inicialmente anotaram os dados, corriam o risco de se esquecerem e, posteriormente, ao encontrarem o rascunho faziam novo assento.

Considerando que os assentos anteriores e posteriores a este termo 1267 são de 1885, é possível que o padre Durães não tenha feito a transcrição de um papel ou rascunho, mas de um outro livro original onde a duplicidade já existisse.

E veio o terceiro lançamento

O terceiro assento de batismo de Jerônima de Mesquisa

Termo número 1475, página 154

Aos vinte e seis dias do Mez de Abril do Anno de mil oito centos e oitenta e seis n’esta Cid.e digo Freguezia de S. Sebastião da Cidade Leopoldina, o Pe. Luiz Lopes Teixeira baptizou solemnemente e poz os Santos Oleos a innocente Jeronima nascida a trinta de Abril de oitenta e filha legitima de José Jeronimo de Mesquita e Dª Maria Jose de Siqueira Mesquita; foram Padrinhos seu avô paterno o Conde de Mesquita e sua avó materna Dª Josephina Emilia Villas Bôas. O Vigrº José Francisco dos Santos Durães

Além de mais algumas diferenças de ortografia, temos agora outra data de batismo: 26.04.1886. Provavelmente por um engano de transcrição, já que os termos anteriores e posteriores ao 1475 trazem a mesma data.

Observa-se ainda que, entre o primeiro e o terceiro assentamentos, o avô paterno tinha alcançado uma outra posição na nobiliarquia brasileira: de Barão foi a Conde.

Uma análise grafotécnica sugere que os dois primeiros assentos foram feitos pela mesma pessoa e o terceiro apresenta um tipo de cultura gráfica ligeiramente diferente. Para se considerar este livro como original, há que se verificar que entre o primeiro e o segundo registros quase não há diferença no desenho das letras, apesar do intervalo de cinco anos entre eles. Já o terceiro, se se tratasse de original, surpreenderia por apresentar visível evolução no desenho após decorrido apenas um ano.

A apresentação destes assentos de batismo teve por objetivo chamar a atenção dos interessados em documentos originais. Apesar de tidos como tal, nem sempre se deve considerar como fonte inquestionável uma informação, baseando-se tão somente na antiguidade ou aparência do suporte. É fundamental uma análise comparativa, tendo em mente que todo documento é produzido a partir de uma determinada visão de mundo. E refletir sobre a as palavras de Le Goff sobre a “intervenção do historiador que escolhe o documento, extraindo-o do conjunto dos dados do passado, preferindo-o a outros, atribuindo-lhe um valor de testemunho que, pelo menos, em parte, depende da sua própria posição na sociedade de sua época”.

Mas já que foi utilizada como exemplo uma ocorrência relativa a Jerônima de Mesquita, registre-se que suas biografias costumam informar que em 1914, morando na França, enviou folhetos sobre a luta das mulheres naquele país e que em 1919, já de volta ao país, fundou o Movimento Bandeirante do Brasil no dia 30 de maio daquele ano, posteriormente Federação das Bandeirantes do Brasil. Em 1947 fundou o Conselho Nacional da Mulher do Brasil, foi membro da Associação Damas da Cruz Verde e ajudou a fundar a Pró-Matre. Faleceu no Brasil em 1972.

É mais uma leopoldinense que fez história!

Proprietários dos Lotes da Colônia Major Vieira

PRIMEIROS PROPRIETÁRIOS DOS LOTES DA COLÔNIA MAJOR VIEIRA

LOTE 1º  PROPRIETÁRIO VARIAÇÃO DO NOME 2º PROPRIETÁRIO
1 Flausino Simões da Silva Nicolas Caler Perez
2 Nicolas Caler Perez Nicolau Caleperes Antenor Furtado Vieira
3 Ernesto Sanguin Ernesto Sanguini Antenor Furtado Vieira
4 Nicolas Caler Perez Nicolau Caleperes Antenor Furtado Vieira
5 Américo Alves de Azevedo Antenor Furtado Vieira
6 Joaquim Alves de Mesquita Geminiano Felipe de Mendonça
7 Santo Eugenio Piccolo Eugenio Picoli Pedro Comello
8 Giuseppe Zardi José Jardi/Jardy Olegário Rocha
9 Alberto Nicolau Wenzel José de Mello Franco
10 Bento Zeferino de Mello José de Mello Franco
11 Agenor Batista de Andrade Bento Ferreira de Souza
12 João José Amaro Antenor Furtado Vieira
13 Francesco Meschitta Francisco Mesquita/Mosquita/Muschitta Manoel dos Santos Loures
14 Adolfo Romagnoli Adolfo Romanhol Geminiano Felipe de Mendonça
15 Adolfo Romagnoli Adolfo Romanhol Geminiano Felipe de Mendonça
16 Agenor Batista de Andrade Bento Ferreira de Souza
17 Angelo Zulato Angelo Zulati/ Juliate/Juliato –
18 Alfredo Guazzi Alfredo Guazi/ Guaize José Francisco Nunes
19 José, Francisco, João e Maria Ravaglia –
20 Ricardo Zanella Bento Zeferino de Mello
21 Andrea Ravaglia André Ravaglia/Ravalha/Ravale –
22 Giuseppe Mendi José Mendes –
23 Gaetano Bedendo Caetano Bedendo Ernesto Sanguin
24 José Ferreira da Cunha José Francisco Nunes
25 Francisco Antonio de Oliveira Jacintho Severino Nunes de Moraes
26 Pasquale Possenti Pasqual Pussenti/Pussente/Pucente Ernesto Sanguin
27 Carlo Venturini Carlos Victorini e Vitorino Carlos Alexandre Possenti
28 Antonio Fiorio Ernesto Sanguin
29 Vitorino Paes de Mattos –
30 Celeste Donati e outros (herdeiros de Eugenio Bertulli) –
31 Eduardo Dutra de Moraes Geminiano Felipe de Mendonça
32 Giuseppe Venturelli –
33 Giacinto Carli Jacinto Carli/ Carlos –
34 Marco Leasi Marco Leazi/ Lleaze/Lease/Aliazi José Ignacio de Mello
35 Francisco Ignácio de Mello –
36 Vitorio Bianchi –
37 Ambrogio Meschitta Ambrosio Mesquita/Mosquita/Muschitta –
38 Adolfo Romagnoli Adolfo Romanhol Geminiano Felipe de Mendonça
39 Adolfo Romagnoli Adolfo Romanhol Geminiano Felipe de Mendonça
40 Alexandre Possenti
41 Pasquale Zanella Ernesto Sanguin
42 Apolônio Ribeiro dos Santos
43 Apolônio Ribeiro dos Santos
44 Giuseppe Venturelli Oriel Fajardo Campos
45 Alexandre Possenti Alexandre Pussenti/Pussente/Pucente
46 Giuseppe Venturelli José Venturelli Oriel Fajardo Campos
47 Pietro Causin Pedro Causin –
48 Pietro Causin Pedro Causin –
49 Administração – Sede da Fazenda Boa Vista Oriel Fajardo Campos
50 Joaquim Thomás dos Passos Francisco Xavier Alves de Mattos
Pesquisa de Joana Capella

Maria Meneghetti: centenário de nascimento

Nasceu em Leopoldina no dia 30 de outubro de 1911, filha de Ermenegildo Meneghetti e Genoveffa Calzavara.
A família Meneghetti, procedente de Campolongo Maggiore, Venezia, chegou a Leopoldina em 1888.

Rosa Marassi: centenário de nascimento

Nasceu em Leopoldina no dia 27 de outubro de 1911, filha dos italianos Lorenzo Marassi e Maria Chiafromi.
Esta é mais uma família de imigrantes italianos que viveu em Leopoldina mas não deixou registros que permitissem estudá-la de forma mais completa. A mais antiga referência encontrada sobre os Marazzi ou Marassi, no município de Leopoldina, foi o nascimento de um filho no distrito de Providência, em 1899. Depois disso, apenas o nascimento de Rosa e, em 1913, de um outro filho que recebeu o nome de Cornelio.

Arquivo e Educação

No texto O arquivo dentro do novo paradigma informacional: o da educação, Leandra Nascimento Fonseca apresenta informações interessantes para o III Simpósito Baiano de Arquivologia que se realiza entre 26 e 28 de outubro em Salvador, Bahia.
Creio ser interessante para os leopoldinenses refletirem sobre a seguinte afirmação:
“Desta forma o gestor não se vê voltado para o público que é a sociedade em geral, apesar de recomendações para inclusão das unidades de arquivo de acesso público ao repertório de instrumentos auxiliares do ensino, apesar do fato de alguns proeminentes pensadores de nossa área já terem atentado para o fato de que, desde que o patrimônio nacional e de manifestações da cultura passaram do âmbito privado para o público, se torna um dever de gestor público disponibilizar esse acervo para o público, visando assim à difusão desse conhecimento, a serviço do bem público.”
Quando teremos o Arquivo Público Municipal de Leopoldina?
Para ler o arquivo completo, acesse o link

Tesouro do Feijão Cru

Leopoldina teve este nome nos primeiros tempos, conforme se vê em antigos documentos. No dia 26 de novembro de 1835 o Juiz de Paz Manoel Ferreira Brito concluiu um levantamento populacional do Curato de São Sebastião do Tesouro do Feijão Cru. Foram computados 135 fogos com 1.274 habitantes. Na identificação da localidade, foi declarado:
“Pertence este Destricto assima mencionado, ao Termo da Villa da Pomba, Commarca do Rio Parahibuna, hé Curato, e os seos limites com os Destrictos vezinhos são os seguintes = Devide com o Destricto da Aldeia da Pedra, que fica a Norte, em a Barra do Riacho denominado Pirapetinga, que dista deste Arraial dez legoas, a Sul devide com o destricto do Espirito Santo em distancia de seis legoas, e com o Destricto de S. José da Parahiba na distancia de quatro leguas, e de tres com o Destricto de Sta. Rita do Meia Pataca, contada estas do lugar da Povoação do mesmo.”