
Empregados da Estrada de Ferro


1 – O Operário, 19 de maio de 1877 em Além Paraíba;2 – O Leopoldinense, 1879 em Leopoldina;3 – O Tentamen, 1882 em Mar de Espanha;4 – A Folha de Minas, 9 de novembro de 1884 em Cataguases;5 – O Municipio, 1887 em São João Nepomuceno;6 – O Guarará, 15 de maio de 1892 em Guarará; e,7 – Correio da Palma, 29 de maio de 1892 em Palma.
1 – O Leopoldinense – 18792 – O Princípio da Vida – 18853 – O Povo – Campo Limpo, 18 de novembro de 18854 – O Passaro – 18865 – Estrela de Minas – 29 de julho 18876 – A Ideia Nova – 18877 – Irradiação – 25 de fevereiro de 18888 – Gazeta do Leste – 18909 – A Voz Mineira – Na Estação do Recreio, 189010 – A Leopoldina – 189211 – Voz de Thebas – No arraial desse nome, 189412 – A Phalena – 189413 – Correio da Leopoldina – 189514 – Gazeta da Leopoldina – 189515 – Mediador – 189516 – Tiradentes – No arraial de Vista Alegre, 1897
Como se vê, dos 123 municípios do Estado de Minas […] 68 têm imprensa periodica, com 119 orgãos […]Entre esses municipios contão-se treze que tem orgãos de imprensa nas respectivas sedes e também em simples arraiaes ou povoados.[…]Registramos o facto porque elle revela que até em localidades pequenas ou de categoria administrativa secundaria, já é a imprensa apreciada como elemento de progresso e indiscutivel necessidade social.
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NASCIMENTO
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PAI
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MÃE
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Liberalina
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12 Janeiro
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Francisco Marques Dideco
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Amelia Rezende Viveiros
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Nicoleta
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15 Janeiro
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José Antonio Ferreira
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Olivia Ormezinda Vieira
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Eugenia Maimeri
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28 Janeiro
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Luigi Maimeri
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Carolina Rancan
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Milton
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31 Janeiro
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Antonio Carlos de Almeida Ramos
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Etelvina de Freitas
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Patrícia Ferreira dos Santos
RESUMO:
O objetivo do presente artigo é estudar as relações conflituosas entre Igreja e Estado na diocese mineira, através da documentação eclesiástica – cartas pastorais do seu primeiro bispo, Dom Frei Manoel da Cruz –, confrontadas às correspondências administrativas, encaminhadas ao Rei de Portugal durante seu governo episcopal (17481764), através do Conselho Ultramarino.
Marina Camisasca e Renato Venâncio
Resumo
O presente artigo tem por objetivo apresentar o projeto Jornais Mineiros do Século XIX: digitalização, indexação e acesso, desenvolvido pelo Arquivo Público Mineiro, em parceria com a Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa/Hemeroteca Histórica. O texto retrata as peculiaridades da formação e da guarda desse acervo, além de apontar possibilidades de pesquisa a partir dos jornais veiculados em Minas Gerais no século XIX. Procura-se também fazer uma reflexão sobre a importância do jornal como fonte para a pesquisa histórica.
Segundo Michael Pollak em Memória, Esquecimento e Silêncio, “a referência ao passado serve para manter a coesão dos grupos” e defender “as fronteiras daquilo que um grupo tem em comum, aí incluídos o território e os personagens” que construíram a história do próprio grupo. Em outro texto, discorrendo sobre a identidade individual e social o mesmo autor lembra que a memória tem papel preponderante na (re)construção da identidade, sendo “constituída por pessoas, personagens, acontecimentos e lugares”.
Baseando-nos neste sociólogo austríaco, não podemos deixar de lembrar que é dele o conceito de “personagens freqüentadas portabela”, ou seja, aqueles que nós não conhecemos pessoalmente por não pertencerem ao nosso “espaço-tempo”. Entretanto, ao sermos informados sobre suas trajetórias, transformamos estes personagens em partícipes de nossa identidade social. E é assim, com o objetivo de recuperar para a memória coletiva os seus componentes fundamentais, é que seguimos falando dos acontecimentos, dos lugares e dos personagens que escreveram os primeiroscapítulos da história de Recreio.
Nos primórdios do então Arraial Novo, a casa de Miguel Bento Borba avizinhava-se, pela direita, com benfeitorias do morador José Fernandes Júnior, outro foreiro das terras da Fazenda Laranjeiras. Da mesma forma que os demais moradores, no aforamento consta que ele já ocupava, com autorização de Ignacio Ferreira Brito, um terreno junto da Estação.
José Fernandes Júnior vivia em uma “casa térrea, coberta de telhas, que divide e confronta pela frente com a pequena rua que dá acesso à Estação e pelos fundos com a linha férrea do Alto-Muriahé”. Segundo o registro, o terreno media 29 metros e 70 centímetros por 19 metros e 50 centímetros, resultando num foro anual de 196.911 réis, calculado na base de 340 réis por metro quadrado.
Artigo de Álvaro de Araujo Antunes e Marco Antonio Silveira
Resumo
O presente artigo tem por objetivo analisar algumas das relações estabelecidas entre a produção historiográfica, as práticas de pesquisa e as instituições museológicas tomando como referência o caso de Minas Gerais na primeira metade do século XX. Para isso, são recuperados aspectos concernentes ao debate historiográfico do período e à criação de instituições como o Arquivo Público Mineiro (1895) e o Museu da Inconfidência (1944). Por fim, são propostas algumas considerações sobre a constituição da memória nos dias de hoje.
Conforme pode ser observado na postagem anterior, em que foram listadas as pessoas nascidas em Recreio no ano de 1912, o casal Olimpio Augusto de Lacerda – Rita Ferreira Brito aparece com duas filhas no mesmo ano: Nair, nascida no dia 29 de janeiro e Abigail no dia 12 de abril. Quando encontrei estes assentamentos, imaginei que seriam dois casais homônimos, situação não muito rara na região. Mais tarde, porém, verifiquei que era o mesmo casal. Então, onde está o erro?
A resposta pode ser a mesma para diversos casos de incompatibilidade de datas de nascimento ou casamento, bem como os diferentes nomes para uma só pessoa: registro civil diferente do religioso e/ou realizado muito tempo depois do evento, contando apenas com a memória.
No caso aqui observado temos uma situação mais complexa. No livro 15 de batismos que se encontra arquivado na secretaria paroquial da Igreja Menino Deus em Recreio, na folha 107 verso consta o batismo de Nair no dia 17 de março de 1912 e a informação de que nasceu no dia 29 de janeiro do mesmo ano. Já no livro 4 de nascimentos do Cartório de Registro Civil de Recreio, na folha 122 verso consta o registro de nascimento de Abigail, nascida no dia 12 de abril de 1912. Não foi encontrado o batismo de Abigail nem o registro civil de nascimento de Nair.
Algumas hipóteses possíveis:
a) as crianças nasceram em diferentes anos e houve erro por parte do padre ou do escrivão; ou
b) uma criança nasceu em janeiro e foi batizada em março com o nome de Nair, sendo o registro civil feito no mês seguinte, com o nome de Abigail; ou
c) a criança batizada em março era afilhada e não filha do casal.
Este é apenas um dos muitos casos que encontramos na pesquisa sobre as antigas famílias de Leopoldina. Assim como os outros, serviu de base para afirmarmos que o conceito de fonte primária deve ser olhado com reservas quando se refira a registros civis e assentos paroquiais. Preferimos classificar como fonte original, e não primária, aquela que tenha sido produzida em data mais remota, tendo o cuidado de confirmar se o que se tem em mãos é o original e não uma transcrição.
Resumo
Este artigo é parte de um estudo histórico comparativo entre os caminhos coloniais e ferroviários de Minas Gerais. Neste texto são analisados aspectos ligados à economia e ao trabalho dos caminhos reais e das estradas de ferro: a construção e a conservação dos caminhos, o mundo do trabalho nas tropas e nas ferrovias, a intermodalidade dos transportes, a inovação tecnológica e empresarial representada pelas estradas e outros. Relações dos caminhos reais e das ferrovias com diversos setores da economia mineira também são apontadas, com destaque para a mineração e a pecuária. Mudanças e permanências são identificadas na história desses caminhos reforçando o caráter complementar de seus papéis e funções ao longo do tempo. Especial atenção é dedicada à Rede Ferroviária Federal S. A. (RFFSA), empresa que comemora este ano seu cinqüentenário (1957-2007) e que operou parte significativa da malha ferroviária do Estado de Minas Gerais.
Leia o artigo de Helena Guimarães Campos na íntegra.
Artigo de Bruno Flávio Lontra Fagundes
Resumo
Este artigo analisa o contexto de criação e aborda a natureza da escrita das memórias das Efemérides Mineiras, livro emblemático do final do século XIX brasileiro, sublinhando seus aspectos textuais construtivos e sua feição enciclopédica e as relações de poder estabelecidas através dele. Mais ainda, este artigo procura, especialmente, apontar os componentes das relações de autoridade estabelecidas entre o autor das Efemérides Mineiras acima de tudo um compilador e seus correspondentes, identificando os processos de construção da memória histórica e alguns elementos fundamentais da história da construção de uma leitura republicana do passado de Minas Gerais em fins do século XIX.