Por Márcia Maria Duarte Santos, Jorge Pimentel Cintra e Antonio Gilberto Costa
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Por Márcia Maria Duarte Santos, Jorge Pimentel Cintra e Antonio Gilberto Costa
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Por Márcia Maria Duarte dos Santos e Maria Cândida Trindade da Costa Seabra
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Segundo o que pudemos apurar, Manoel Ferreira Brito nasceu por volta de 1790, em Aiuruoca, MG. Parece ter sido o único filho de José Ferreira Brito e Maria José Rodrigues, já que encontramos uma segunda esposa para José, com quem teve filhos a partir de 1795. Maria José Rodrigues era natural na Borda do Campo, filha de Domingos José Rodrigues Carneiro e Ana Lourença de São José. Seu pai também viveu em nossa região, tendo sido eleitor no então chamado Terceiro Quarteirão do Feijão Cru em 1851. Uma sua irmã, Mariana da Silveira, foi casada com um irmão de José Ferreira Brito de nome Bento Ferreira Brito.Maria Josefa da Silva, a mãe de Ignacio e Francisco Ferreira Brito, nasceu em Aiuruoca e, como já informamos, era filha de José Gonçalves Neto e Ana Custódia. O casamento com Manoel Ferreira Brito foi celebrado na Ermida dos Lacerda, em Bom Jardim de Minas, no primeiro dia de junho de 1813.
Um dos entraves para o estudo dos antigos moradores é a questão da formação dos nomes. Inúmeros são os homônimos e grande é a variação dos sobrenomes usados dentro de uma só família. Sabe-se que, através do hábito conhecido por “paponímia”, um filho do sexo masculino recebia o nome do pai, um outro era batizado com o nome do avô paterno e os demais poderiam receber o nome do avô materno, de um parente mais distante ou do padrinho de batismo. Mas não podemos pensar em regras fixas, de cumprimento rigoroso. Nem tampouco podemos definir a ordem em que o nome deste ou daquele personagem seria perpetuado na descendência.
Uma outra observação se faz necessária e diz respeito à escolha dos sobrenomes. Apesar de algumas publicações respeitáveis citarem determinadas normas, em nossas pesquisas encontramos um panorama nem sempre de acordo com o estabelecido. De modo geral, as crianças que estudamos recebiam apenas um primeiro nome na pia batismal. Mais tarde, e geralmente na cerimônia de crisma, algumas vezes era adicionado um segundo nome. A primeira referência ao sobrenome nós a encontramos apenas quando o jovem ou a jovem realizava um ato da vida civil, como o casamento ou a participação num inventário. E então, nenhuma regra parecia existir. Tanto encontramos o uso do sobrenome completo do pai quanto da mãe e até mesmo de um parente mais distante.
De todo modo, permitimo-nos abordar uma hipótese baseada nos casos que temos visto: só as mulheres das famílias de extratos superiores usavam o sobrenome de família. Ainda assim, isto não era regra geral. Muitas houve que usaram os chamados “nomes de devoção”.
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NASCIMENTO
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PAI
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MÃE
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Celio
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5 Fevereiro
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José Carlos de Melo Varejão
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Francisca Jardim Junqueira
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Maria da Conceição
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6 Fevereiro
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José Venâncio de Almeida
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Maria do Nascimento Cimbron de Medeiros
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Corinto
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8 Fevereiro
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Silvestre João Gonçalves
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Tecla Maria do Carmo
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Cristina Vargas Neto
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11 Fevereiro
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Joaquim Izidoro Vargas Neto
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Helcida Werneck
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Geraldo
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17 Fevereiro
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Francisco Ribeiro de Almeida
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Odete Ermelinda Montes
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Margarida
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18 Fevereiro
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Antonio Carlos de Oliveira
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Ana Cecília da Conceição
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Maria
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24 Fevereiro
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José Manoel de Souza
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Cecilia Januária de Alcântara
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Paulo
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25 Fevereiro
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João Pacheco de Carvalho
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Emilia Vasconcelos Pereira
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Maria da G Rodrigues
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28 Fevereiro
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Paulino Augusto Rodrigues
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Umbelina Cândida Gouvêa
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A despeito de críticas que o método recebe de alguns estudiosos, as biografias são um poderoso instrumento para a compreensão dos fatos do passado. Analisar a trajetória dos cidadãos comuns, e não só dos grandes heróis que povoam o material didático tradicional, permite reconstruir os hábitos e atitudes de determinada sociedade em um certo período histórico. E este é um trabalho que pode despertar prazer até mesmo nos jovens estudantes, conforme relata Verena Alberti, em Biografia dos avós: uma experiência de pesquisa no ensino médio. (Rio de Janeiro: CPDOC, 2006. 10p.)Em nossos estudos sobre o povoamento dos Sertões do Leste, cedo concluímos que seria impossível compreender a história local sem nos determos nas trajetórias individuais. Ao nos convencermos da necessidade de pesquisar a vida concreta dos homens e mulheres que viveram na região, conseguimos compreender algumas interpretações publicadas e encontramos explicações para ações e estratégias adotadas por aqueles grupos.Sendo assim, passaremos a publicar as informações que pudemos recolher sobre os mais antigos moradores do território que veio a constituir o município de Recreio. E iniciaremos pelos irmãos Ferreira Brito.
