Um solar de Memórias

Com o subtítulo “guardadores de papéis e iconografias da intimidade, no artigo publicado na Revista Patrimônio e Memória jul-dez 2013 a autora Silvana Moreli Vicente Dias propõe “guardadores” como termo “para designar a atividade assistemática e informal” dos amadores que formam coleções de objetos como “bilhetes, telegramas, cartões-postais, cartões de Natal, cartoes de visita e fotografias”.

Resumo: No diálogo epistolar entre Gilberto Freyre e Manuel Bandeira, suportes paralelosàs suas cartas, tais como cartões-postais, imagense mesmo um livro de autógrafos,apresentam particular interesse. Ao lado da leiturade uma parte desse material, sãoanalisadas práticas informais de preservação de objetos relacionados a círculos restritos deamigos e familiares, focando, também, aspectos ligados à formação de arquivos pessoais,que podem eventualmente ser disponibilizados ao público. Por fim, será possível discutir adinâmica da sociabilidade do período e sua relaçãocom o processo modernizador em cursono Brasil da primeira metade do século XX,quando, a despeito do aceleradodesenvolvimento econômico e das mudanças políticas, as fronteiras das esferas pública eprivada ainda eram evidentemente misturadas.

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Governo colonial, distância e espera nas minas e capitania de Goiás

Imagem ilustrativa

Artigo de Fernando Lobo Lemes publicado na Revista Topoi de jul-dez 2012

RESUMO
“A temporalidade da espera associada aos intervalos impostos pelas distâncias geográficas à burocracia do governo colonial instala a vida dos habitantes de Goiás num ambiente transitório, constituído de eventos provisórios, onde os protagonistas devem fazer face às incertezas, enquanto esperam pelas decisões do rei de Portugal. Com a morte súbita do capitão-general João Manoel de Melo, a formação de um governo provisório aparece como estratégia das elites locais para controlar o tempo de espera e preencher o vazio de poder deixado pela ausência do governador. Neste cenário, os acontecimentos são percebidos como interações de força, cujas tensões podem transformar, ainda que transitoriamente, as relações estabelecidas na hierarquia dos poderes do império.”

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O Uso Indígena do Tabaco

‘Esta que “é uma das delícias, e mimos desta terra…”: o uso indígena do tabaco (N. rustica e N. tabacum) nos relatos de cronistas, viajantes e filósofos naturais dos séculos XVI e XVII Christian Fausto Moraes dos Santos’ é o título completo do artigo de Fabiano Bracht e Gisele Cristina da Conceição publicada na Revista Topoi, janeiro a junho 2013.

RESUMO
“O tabaco (Nicotiana sp.) foi um dos elementos botânicos do Novo Mundo que mais aguçaram a curiosidade de diversos viajantes, eruditos, médicos e filósofos naturais em ambos os lados do Atlântico. As plantas do gênero Nicotiana rapidamente ganharam notoriedade entre homens de letras. O hiato entre as primeiras descrições sobre os diversos predicados do tabaco e sua introdução na Europa foi consideravelmente curto. É provável que os rumores a respeito das propriedades das plantas de Nicotiana tenham chegado à Europa concomitantemente às primeiras folhas ou sementes. Muitos destes relatos incluíam informações a respeito de seu uso pelos povos indígenas. Sua relevância, em meio aos ameríndios, suscitou nos europeus, mesmo com todas as barreiras culturais, um considerável interesse por suas possíveis aplicações e uma irresistível disposição em justificar seu uso.”

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O poder da palavra escrita: os jornais católicos e a difusão dos ideais ultramontanos na diocese de Mariana (1844-1876)

Artigo de Daniela Gonçalves Gomes publicado na Revista de História da UEG

Resumo

“Neste artigo tencionamos trabalhar com as estratégias de propagação dos ideais ultramontanos por meio dos jornais confessionais na diocese de Mariana, no prelado de D. Antônio Ferreira Viçoso, entre os anos de 1844 a 1875. Temos como objetivo, demonstrar que as publicações de caráter confessional se estabeleceram como meio eficaz de divulgação dos ideais ultramontanos no prelado viçosiano. Em nossa abordagem, utilizaremos os três periódicos que circularam na diocese de Mariana no período: o Selecta Chatólica, o O Romano e o O Bom Ladrão. Sugerimos, em nossa análise, que estes jornais auxiliaram a diocese a repensar o prelado em moldes ultramontanos e contribuíram para uma integração moral e lógica da ordem social.”

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Natureza e Território: O papel do mundo natural na formação e consolidação territorial do Brasil (1839 – 1845)

Artigo de Luis Fernando Tosta Barbato publicado na Revista de História da UEG

Resumo

“Nesse artigo, pretendemos analisar o papel da natureza brasileira na demarcação e na consolidação do território nacional do Brasil. Para isso, utilizamos os artigos contidos nas revistas do IHGB entre os anos de 1839 e 1845, nos quais podemos observar os temores e anseios de intelectuais envolvidos na árdua tarefa de criar símbolos para um jovem país em vias de fragmentação territorial, além de demarcar as fronteiras de um Brasil cercado de inimigos potenciais.”

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Artigo sobre a viagem de Spix e Martius ao Brasil

De Kalina Vanderlei Silva, publicado na Revista Eletrônica do Tempo Presente, trata-se de interessante texto sobre a obra destes viajantes alemães.

“Em 1831 era publicado, em Munique, o terceiro e último volume de Reise in Brasilien auf Befehl Sr. Majestät Maximilian Joseph I, Königs von Baiern in den Jahren 1817-1820, dos naturalistas bávaros Johann Baptiste von Spix e Karl Friedrich von Martius. Uma obra que ficaria conhecida no Brasil como Viagem pelo Brasil entre os Anos de 1817 e 1820, e que, desde que foi traduzida pela primeira vez para português em 1938, tem servido de fonte para incontáveis estudos e historiadores.”

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“A riqueza na medida do possível”: bens e atividades econômicas entre os alforriados em Mariana – (1727 a 1838)

Artigo de Rogéria Cristina Alves publicado na Revista de História da UEG, v. q, n. 2, 2012

Resumo

Este trabalho objetiva investigar as formas de ascensão econômica e social experimentadas pelos alforriados no Termo de Mariana, entre 1727 e 1838. Analisam-se, através dos testamentos e inventários post-mortem de homens e mulheres forros as possibilidades encontradas e criadas por eles para se sustentarem, angariarem posses materiais e obter reconhecimento e distinção na sociedade em que viviam. Compreende-se que as formas de ascensão econômica e social disponíveis aos alforriados devem ser vistas sob uma ótica específica: a riqueza disponível a esses indivíduos e a ascensão social deles em um meio que se pensava quase exclusivo de livres e brancos.

O poder da palavra escrita: os jornais católicos e a difusão dos ideais ultramontanos na diocese de Mariana (1844-1876)

Artigo de Daniela Gonçalves Gomes publicado na Revista de História da UEG. v. 1, n. 2, 2012

Resumo

Neste artigo tencionamos trabalhar com as estratégias de propagação dos ideais ultramontanos por meio dos jornais confessionais na diocese de Mariana, no prelado de D. Antônio Ferreira Viçoso, entre os anos de 1844 a 1875. Temos como objetivo, demonstrar que as publicações de caráter confessional se estabeleceram como meio eficaz de divulgação dos ideais ultramontanos no prelado viçosiano. Em nossa abordagem, utilizaremos os três periódicos que circularam na diocese de Mariana no período: o Selecta Chatólica, o O Romanoe o O Bom Ladrão. Sugerimos, em nossa análise, que estes jornais auxiliaram a diocese a repensar o prelado em moldes ultramontanos e contribuíram para uma integração moral e lógica da ordem social.
A autora esclarece que compreende “a reforma ultramontana como uma série de ações da Igreja Católica em reação a algumas correntes teológicas e eclesiásticas, ao regalismo dos estados católicos, às novas tendências políticas desenvolvidas após a Revolução Francesa e à secularização da sociedade moderna”.

O Domínio do Espaço nas Memórias sobre Minas Gerais no Século XIX

Autor: Ruivan Ferreira Gomes
Resumo
Seria incompleto qualquer trabalho historiográfico que almejasse estabelecer uma análise sobre a representação de território de natureza no século XIX sem levar em consideração o referencial das memórias descritivas produzidas tanto por naturalistas estrangeiros quanto por luso-brasileiros. Principalmente no período entre os séculos XVIII e XIX em que a História Natural é legitimada como ciência e utilizada pelos Estados Nacionais como ferramenta de maximização de riquezas. Esse trabalho tem como objetivo salientar as particularidades de tais publicações e o papel delas na formação da historiografia oitocentista.
Palavras Chave: Memorialistas, Território, Natureza.

Educação Patrimonial: Museu Cultural da Humanidade

Juliana Machado Melo

Resumo

Neste estudo, o enfoque temático sustenta-se numa abordagem que estabelece uma interface entre patrimônio cultural e museu cultural, como recurso de preservação da memória na construção da identidade.Palavras-chave: Patrimônio cultural; museu cultural; memória