Descendentes de Antonio de Almeida Ramos II

Outra pendência para a atualização da genealogia dos Almeida Ramos:

O nome de solteira da esposa de Dirley Alves Rodrigues é Edméia Toledo Ferreira da Rocha? Quando e onde ela nasceu? Quem foram seus pais?

Desde já agradecemos a quem possa nos responder e informamos que os dados de identificação de pessoas vivas, como data e local de nascimento, não são publicados. Entretanto, são fundamentais para nosso banco de dados, oferecendo pistas para o prosseguimento das buscas.

Descendentes de Antonio de Almeida Ramos

Pretendemos publicar uma revisão da genealogia de Antonio de Almeida Ramos neste semestre. Entretanto, estamos com várias pendências originárias de mensagens de visitantes deste blog. Na expectativa de que outros leitores possam nos ajudar, deixaremos aqui alguns pedidos.

O primeiro é sobre a família de Antonio de Pádua Abreu Aguiar, falecido em 26 de outubro de 2011. A ocorrência foi comunicada por um irmão dele a quem enviamos nossos cumprimentos e logo depois escrevemos pedindo uma informação sobre o avô paterno.  Comunicamos que continuamos aguardando indicações sobre a época provável do nascimento de José Olímpio de Abreu Filho.

Ascendência de Wander Barbosa Ladeira

Estudo Provisório de Nilza Cantoni publicado a pedido do descendente. A partir da 8ª geração as informações tem origem exclusivamente em literatura publicada.

Tomaz Pereira do Amaral Lisboa

Segunda edição de estudo genealógico da família Amaral Lisboa de Leopoldina.

Família Ziller em Leopoldina

ATUALIZAÇÃO DE POSTAGEM DE JANEIRO DE 2010

Após analisar registros de Trento e Pavia, na Itália; de Leopoldina, Cataguases e Belo Horizonte em Minas Gerais; Curitiba-PR; Cantagalo, Cordeiro e Miracema no Rio de Janeiro-RJ; assim como consultar o arquivo da Catedral Metodista em Petrópolis e a imprensa periódica das localidades por onde passou, foi possível ampliar as informações sobre Giovanni Francesco Ziller, frade católico que foi enviado pela sua diocese, no Alto-Adige na Itália, em 1903, para educar novos frades em São Paulo.

Pouco tempo depois, deixou o serviço religioso e se estabeleceu no Rio de Janeiro, onde trabalhou no Jornal do Comércio. Transferiu-se para o município de Cantagalo e trabalhou para o Colégio Barros. Ainda no estado do Rio, era diretor do Colégio Moderno, em Cordeiro, quando foi convidado para lecionar no então já afamado Ginásio Leopoldinense, em Leopoldina, MG, cidade onde nasceram a quarta e a quinta filhas de seu casamento com a lombarda Maria Luigia Gazzonis.

Quatro anos depois estava de volta ao estado do Rio e ali permaneceu até 1919, quando abjurou da religião românica e adotou o metodismo, assumindo como pastor da Igreja Metodista em Muriaé-MG no ano de 1920. Seu retorno a Minas Gerais foi bastante tumultuado, causando desagrados nos encontros protestantes de que participou em algumas cidades. Articulista inflamado em periódicos contrários aos dogmas da Igreja Católica, transferiu-se para o interior de São Paulo e em 1926 tornou-se pastor da Igreja Presbiteriana em Franca.

Faleceu em Belo Horizonte, de onde se disseminou sua fama como exímio conhecedor da língua portuguesa, tendo publicado, pelo menos, três obras importantes para o estudo da língua vernácula.

Agradecemos às colaborações das descendentes Albina Ziller Fagundes e Juliana Garamboni Merege que nos deram informações preciosas, através das quais pudemos melhor direcionar nossa buscas.


Versão original da postagem:

Nos livros de batismos números 14 e 15, de Leopoldina, identificamos um casal imigrante que permanece com poucas informações. Trata-se de Giovanni Trentino Ziller e Luigia Gazzoni, pais de:

– Angelina, nascida no dia 18 de janeiro de 1913 e batizada aos 16 de março do mesmo ano;

– Abigail, nascida aos 11 de março de 1914 e batizada no dia 8 de setembro do mesmo ano.

Em contato com pesquisadores do Rio Grande do Sul, soubemos que por volta de 1825 nasceu Giovanni Battista Ziller no Trento, região Trentino Alto-Adige. Era filho de Giuseppe Ziller e Orsola Dattalini.

No dia 15 de setembro de 1847 Giovanni casou-se com Maria Cattarina Zamboni em Arsio, comune da província do Trento. Ela nasceu no dia 26 de junho de 1825 em Brez, na província do Trento. Sabe-se que descendentes de Giovanni Battista Ziller e Maria Cattarina Zamboni passaram ao Brasil, provavelmente Rio Grande do Sul, e que o casal teve um filho homônimo do pai que foi mandado ao seminário, ainda na Itália.

Por coincidência, no batismo da Angelina, após o nome da mãe consta a expressão: “Nota: Pater est sacerdos catholicus secularisatus”. No batismo da filha Abigail, após o nome do pai consta a expressão: “sacerdos catholicus secularisatus”

O casal Giovanni Battista Ziller e Luigia Gazzoni foi padrinho de batismo de Luiz, filho de Pedro Leonello e Virginia Sellegerin, em dezembro de 1914. Pelos sobrenomes, parece que os pais de Luiz também eram imigrantes italianos.

Reunindo outras informações, observamos que a provável mãe do Giovanni Battista Ziller que viveu em Leopoldina tinha o sobrenome Zamboni, que é o mesmo do padrinho de Angelina Ziller, batizada em Leopoldina: Rochi Zamboni. Este personagem pode ser da família de Pietro Zamboni que passou ao Brasil em 1896, radicando-se em Mar de Espanha.

Parece que Giovanni Battista Ziller, ex-padre, foi professor do Ginásio em Leopoldina, onde era tido como austríaco. Mas até o momento nada mais conseguimos apurar.

Desde já agradecemos se algum leitor puder nos fornecer pistas para ampliar as informações sobre esta família.

 

Os Bonini em Leopoldina

Atualização do estudo sobre a descendência de Fortunato Bonini, que em novembro de 1911 instalou-se no lote número 23 da Colônia Agrícola da Constança.

1 Fortunato Bonini (1855 – 1933)

+ Maria Darglia ( – 1912)

…… 2 Paschoa Bonini (1886 – )

…… + Pietro Sangirolami (1880 – )

………… 3 Antonio Sangirolami (1905 – )

………… 3 José Sangirolami (1906 – )

………… + Cecilia Colle (1910 – )

………… 3 João Sangirolami (1909 – )

………… 3 Joaquim Sangirolami (1911 – 1913)

………… 3 Ana Sangirolami (1913 – )

………… + Angelo Colle (1907 – )

……………… 4 José Colle (1931 – )

……………… 4 Marina Colle (1932 – )

……………… 4 Maria Colle (1934 – )

……………… 4 Nelsina Colle (1938 – )

………… 3 Fortunato Sangirolami (1915 – )

………… 3 Maria Sangirolami (1916 – )

………… 3 Maximiano Sangirolami (1919 – )

………… 3 Luiz Sangirolami (1924 – 2000)

………… + Amabile Bonini (1919 – )

……………… 4 Marlene Sangirolami

………… 3 Santo Sangirolami (1924 – 1988)

………… 3 Valentin Sangirolami (1929 – )

………… + Idalina Bonini

………… 3 Luzia Sangirolami (1929 – )

………… + Antonio Bonini (1924 – )

……………… 4 Irene Bonini

……………… + José Francisco Ferreira

…………………… 5 Cláudia A. Bonin Ferreira

……………… 4 José Heleno Bonini

……………… + Beatriz Teixeira

……………… 4 Maria do Carmo Bonini

……………… + Enio Evangelista dos Anjos

……………… 4 José Nilton Sangirolami

……………… + Dulcineia Sampieri

……………… 4 Marluce Bonini

……………… + Vanor Meireles da Costa

…… 2 Jacinto Bonini (1888 – )

…… + Marcelina Colle (1901 – )

………… 3 João Bonini (1918 – )

………… 3 José Bonini (1919 – )

………… 3 Antonio Bonini (1924 – )

………… + Luzia Sangirolami (1929 – )

……………… 4 Irene Bonini

……………… + José Francisco Ferreira

…………………… 5 Cláudia A. Bonin Ferreira

……………… 4 José Heleno Bonini

……………… + Beatriz Teixeira

……………… 4 Maria do Carmo Bonini

……………… + Enio Evangelista dos Anjos

……………… 4 José Nilton Sangirolami

……………… + Dulcineia Sampieri

……………… 4 Marluce Bonini

……………… + Vanor Meireles da Costa

………… 3 Anna Bonini (1927 – )

………… 3 Francisco Bonini (1929 – )

………… 3 Fortunato Bonini (1932 – )

………… 3 Sebastião Bonini (1935 – )

………… 3 Climario Bonini (1937 – )

………… 3 Nelson Bonini

………… 3 Maria Bonini

………… + José Bolzoni

………… 3 Jurandir Bonini

………… 3 Climario Bonini

…… 2 João Bonini (1890 – 1958)

…… + Maria Carolina Fofano (1899 – )

………… 3 Amabile Bonini (1919 – )

………… + Luiz Sangirolami (1924 – 2000)

……………… 4 Marlene Sangirolami

………… 3 Antonio Bonini (1921 – )

………… 3 Jair Bonini

………… + Ana Bonini

………… 3 Jaci Bonini

………… 3 Joaquim Bonini

………… 3 Janira Bonini

…… 2 Maria Bonini (1892 – )

…… + Narciso Mantuani (1890 – )

………… 3 Antonio Mantuani (1918 – )

………… 3 Marina Mantuani (1919 – )

………… 3 Alcides Mantuani (1921 – )

…… 2 Regina Bonini (1893 – )

…… 2 Maria Bonini (1894 – )

…… 2 Antonio Bonini (1895 – )

…… + Isaura Pereira das Dores (1914 – )

………… 3 Idalina Bonini

………… + Valentin Sangirolami (1929 – )

…… 2 Josefina Bonini (1897 – )

…… + José Domingues Pires (1899 – )

…… 2 Felomena Bonini (1900 – )

…… + Fortunato Meneghetti (1893 – )

………… 3 Leonel Meneghetti

………… 3 Santa Meneghetti (1918 – )

………… 3 Jorcelino Meneghetti (1919 – )

………… 3 Nelson Meneghetti (1928 – 2005)

……………… 4 Walter Meneghetti

……………… + Benedita de Castro

…… 2 Ana Bonini (1903 – )

Se você quiser colaborar com acréscimos, por favor, escreva-nos.

Em busca dos Toni

Depois das comemorações pelo Centenário da Colônia Agrícola da Constança, em abril de 2010, recebemos muitas contribuições dos descendentes de Arturo Toni a respeito das gerações nascidas depois do final do nosso recorte temporal. Além disso, tivemos acesso a fontes documentais que nos permitiram acrescentar dados ao casal tronco e atualizar a grafia do sobrenome para a que consta nas fontes mais antigas.
Apresentamos, a seguir, a descrição da primeira geração de descendentes e, ao final, os quadros com as gerações seguintes conhecidas até o momento.
 

Descendentes de Arturo Toni

1-Arturo Toni, filho de Luigi Toni e Maria Bassi, nasceu a 31 Mai 1870 em Ficarolo, Rovigo, Veneto, Italia, e faleceu a 7 Ago 1964 em Leopoldina, MG. Arturo era neto paterno de Andrea Toni. Luigi Toni teve, pelo menos, mais dois filhos que teriam permanecido na Italia: Costantino e Maria Rosa. Arturo casou com Augusta Pradal, filha de Giovanni Batista Pradal e Ursula Dalsin. Augusta nasceu a 4 Out 1875 em Treviso, Veneto, Italia, e faleceu a 2 Jul 1964 em Leopoldina, MG. Eles tiveram 11 filhos:

2-João Toni.

2-Rosa Toni nasceu em Leopoldina, MG, e faleceu a 5 Mar 1972 em Leopoldina, MG. Rosa casou com Ernani do Couto Carvalho, filho de Armando Couto Carvalho e Francisca.  Eles tiveram 12 filhos.

2-Maria Orsolina Toni nasceu a 7 Fev 1896 em Leopoldina, MG, e faleceu a 24 Nov 1978 em Engenheiro Paulo de Frontin, RJ. Maria também usou o nome Victalina Ursula Tony. Maria casou com Luiz Rodrigues Leal, filho de Peregrino Rodrigues Leal e Venancia Maria Leal, a 2 Jun 1917 em Leopoldina, MG. Luiz nasceu a 1 Dez 1894 em Valença, RJ, e faleceu a 8 Jul 1970 em Engenheiro Paulo de Frontin, RJ. Eles tiveram 12 filhos.

2-José Toni nasceu a 12 Ago 1900 em Valença, RJ. José casou com Rosina Bedin, filha de Alessandro Bedin e Celestina Bartoli. Rosina nasceu a 27 Fev 1913 em Leopoldina, MG. Eles tiveram dois filhos.

2-Luiz Ambrosio Toni nasceu a 7 Dez 1902 em Valença, RJ. Luiz casou com Cecilia Maria da Conceição, filha de Pedro José Goulart e Carolina Maria da Conceição, a 14 Dez 1929 em Leopoldina, MG. Cecilia nasceu a 27 Ago 1907 em Piacatuba, Leopoldina, MG. Tiveram uma filha.

2-Primitiva Toni nasceu cerca de 1904 em Valença, RJ. Primitiva casou com Manoel de Freitas Filho, filho de José Luiz de Freitas e Antonia de Jesus, a 8 Mai 1926 em Leopoldina, MG. Manoel nasceu cerca de 1903 em Angustura, Além Paraíba, MG.

2-Joana Toni nasceu cerca de 1906 em Valença, RJ. Joana casou com Antonio Goulart, filho de Pedro José Goulart e Carolina Maria da Conceição, a 6 Nov 1926 em Leopoldina, MG. Antonio nasceu cerca de 1902 em Leopoldina, MG. Tiveram uma filha.

2-Euclides Toni nasceu cerca de 1909 em Valença, RJ, e faleceu a 31 Jul 1997 em Leopoldina, MG. Euclides casou com Isolina Meneghetti, filha de Agostino Meneghetti e Camila Stefani, a 9 Out 1932 em Leopoldina, MG. Isolina nasceu a 16 Fev 1917 em Leopoldina, MG, e faleceu a 28 Ago 1972 em Leopoldina, MG. Eles tiveram seis filhos.

2-Olga Toni nasceu cerca de 1912 em Leopoldina, MG. Olga casou com Antonio de Assis, filho de Leopoldo Antonio Claudino e DulcelinaFurtado de Assis, a 31 Out 1931 em Leopoldina, MG. Antonio nasceu cerca de 1896 em Coimbra, Viçosa, MG.

2-Pedro Toni nasceu a 4 Mai 1916 em Leopoldina, MG, e faleceu cerca de 2003 em Leopoldina, MG. Pedro casou com Lourença Vieira.  Eles tiveram sete filhos.

2-Olivia Toni nasceu a 30 Jun 1918 em Leopoldina, MG.

Descendentes de Euclides Toni

Descendentes de George Gadas

Uma família leopoldinense de origem egípcia.

Enrico Giovanni dal Canton

Muitos pesquisadores acreditam que a família Cantoni é a mesma “dal Canton’. Até o momento não foi encontrada ligação entre as duas. Os imigrantes de sobrenome “dal Canton” que viveram em Leopoldina procediam de outra região italiana.

Tia Aline, educadora leopoldinense

Homenagem a uma professora que deixou saudades.

Em nosso trabalho Nossas Ruas, Nossa Gente, publicado pela Felizcidade, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público sediada em Leopoldina, um dos verbetes é o da rua Aline Monteiro Gomes, localizada no bairro Dona Euzébia, e que recebeu este nome através da lei nº 3.391, de 26.12.2001.

A tia Aline, como era carinhosamente conhecida, era filha de José Gonçalves Gomes e Francisca Monteiro Lobo. Por sua atuação à frente do Jardim de Infância que em tantos leopoldinenses mirins despertou a sensibilidade e a criatividade, foi uma professora dinâmica e inovadora. Entre manifestações de antigos alunos da tia Aline, destacamos um trecho da entrevista concedida por Maria Georgina Albuquerque a Vânia Diniz[i]

Você nasceu em Leopoldina. Guarda alguma lembrança da sua cidade?

R – Realmente nasci em Leopoldina, Vânia, uma pequena cidade da Zona da Mata Mineira. Apesar da minha pouca idade na época em que ali vivi, as recordações são inúmeras e claras. Trago comigo o cheiro de terra molhada após o prazer da chuva, o canto das cigarras e um esplêndido arco-íris embelezando o céu.

A minha mãe era muito católica, daí a lembrança dos cânticos religiosos e a chegada da imagem de Nossa Senhora em minha casa pra novena do mês de maio. Havia muita alegria na família, com inúmeras visitas e a diversidade de influências dos irmãos mais velhos, cada um com a sua peculiaridade. Aos meus quatro ou cinco anos, minha família mudou-se para o Rio de Janeiro. Como sete dos seus nove filhos já haviam concluído o colegial, meu pai optou por uma cidade maior, com Universidades e possibilidades profissionais que melhor lhes atendessem. Além dos meus avós maternos, tínhamos alguns tios que já moravam no Rio, o que tornou a coisa mais agradável.

Algum fato marcou nitidamente sua infância?

R – Chegando ao Rio, o ingresso no Colégio Assunção representou um divisor de águas. Estava acostumada ao microcosmo da cidade interiorana e embora este se situasse no tranqüilo bairro de Santa Tereza, onde fomos morar, um novo mundo descortinou-se. O espaço físico era excessivo e o refeitório acessado por um elevador panorâmico. Da imensa quadra de vôlei, avistava-se toda a cidade minimizada abaixo, o mar estendendo-se pelo horizonte como num belo cartão postal. Para completar, exigia-se o regime de semi-internato, com o relativo afastamento da minha família sendo compensado pela disciplina dos horários de estudo, biblioteca, aulas de música e esportes. Foi, portanto, uma mudança um tanto drástica, embora não me tenha absolutamente causado danos e perceba hoje o quanto me beneficiou.

Quando descobriu a literatura?

R-A escolinha em que estudava em Minas, já na época era bastante inovadora. Lembro-me muito bem da Tia Aline, professora e proprietária do pequeno estabelecimento. A proposta pedagógica do seu Jardim de Infância, por incrível que pareça, era muito mais avançada que a do tradicional Colégio Assunção, no Rio. Os pequenos alunos eram bastante estimulados e sem que percebêssemos ou tomássemos a aprendizagem como uma exigência a ser cumprida, desenvolvíamos uma imensa curiosidade pelo que havia em volta. A criatividade era incentivada através do vasto material que cobria as enormes mesas da escola e, ao lado das tintas e lápis coloridos, várias estantes repletas de livros faziam a festa dos alunos. Ao chegar no Rio já sabia ler  e a minha mãe, também professora, passou a incentivar o meu hábito de leitura, presenteando-me constantemente com livros infantis. Os irmãos mais velhos também enriqueceram muito essa experiência.

Tia Aline mantinha o seu Jardim de Infância no mesmo endereço onde residia, na rua Custódio Junqueira, junto de suas irmãs Corina e Ondina.

Outra de suas irmãs, Sebastiana Monteiro Gomes (apelido Babá), foi casada com o farmacêutico Guanahyro Fraga Mota. Dos irmãos de tia Aline temos ainda a informação de que em 1938 o João residia em Caratinga, MG e que o Osmar era farmacêutico. De Rita temos apenas o nome citado na Genealogia Mineira.[ii]

O pai da tia Aline, José Gonçalves Gomes, foi hoteleiro em Leopoldina. A mãe da tia Aline, Dona Francisca pertencia à tradicional família Monteiro Lobo que já foi objeto de nossos estudos. Casada a primeira vez com seu primo José Augusto Monteiro da Silva Filho, de cujo consórcio não houve descendência, Dona Francisca era filha de Marcos Monteiro da Silva e Maria da Conceição Lobo, cuja ascendência encontra-se no citado estudo


[i] Maria Georgina Albuquerque, psicóloga, radicada em Brasília, nascida em Leopoldina, filha de Wilson Albuquerque e Odívia Carrano. Textos publicados na Usina de Letras onde também se encontram textos de seu irmão, Pedro Wilson Carrano Albuquerque. Entrevista a Vânia Moreira Diniz.

[ii] REZENDE, Arthur Vieira de, Genealogia Mineira,  (Belo Horizonte, Imprensa Oficial, 1937), volume 2 – 2ª parte – fls 119 e seguintes.