Diáfanas, o segundo livro de Dilermando Cruz

Há 114 anos: lançado o segundo livro de poesias do leopoldinense Dilermando Martins da Costa Cruz.

Ser Noivo, poema de Dilermando Cruz

Em março de 1899 o compositor de tipos da Gazeta de Leopoldina, Ricardo José de Oliveira Martins, acabara de ajustar casamento com Nelsionila Pinheiro, cujas núpcias vieram a realizar-se no dia 18 de novembro do mesmo ano.

Seu amigo e colega de trabalho, Dilermando Cruz, dedicou-lhe o poema abaixo.

Inauguração do Theatro Alencar

Há 130 anos, no dia 19 de janeiro de 1883, inaugurava-se um novo local de espetáculos em Leopoldina. Segundo noticiou o jornal O Leopoldinense dois dias depois, a cerimônia aconteceu às 20:30, “sem o menor aparato” e a comissão encarregada da construção foi composta por Chagas Lobato, Marciano Guimarães e Santa Cecília.



1883: óbito de Maria do Carmo Monteiro de Barros

Segundo o Livro de Sepultamentos do Cemitério Público de Leopoldina relativo ao período  1880-1887, folhas 11, foi enterrada na sepultura 322, tendo falecido no dia 5 de janeiro de 1883, a senhora Maria do Carmo Monteiro de Barros.

Com seu marido João Ferreira da Silva, formou a Fazenda Desengano em terras que fizeram parte de sesmaria doada aos irmãos Fernando Afonso e Jerônimo Pinheiro Corrêa de Lacerda.

No jornal O Leopoldinense de 21 de janeiro de 1883 encontramos o obituário da Maria do Carmo filha ilegitima de Manoel José Monteiro de Barros (filho), como se vê na imagem abaixo.

1 janeiro 1879: o primeiro jornal de Leopoldina

Segundo Xavier da Veiga nas Efemérides Mineiras de 29 de julho de 1887, o mais antigo jornal de Leopoldina foi O Leopoldinense, lançado em 1879. Embora não tenhamos encontrando edição alguma daquele ano, confirmamos a data de nascimento deste periódico em suas próprias folhas, já que no dia 1 de janeiro de 1883 encontramos o editorial abaixo, na primeira página.

Estamos iniciando um projeto a respeito dos periódicos publicados em Leopoldina no final do século XIX. Na medida do avanço de nossos estudos, divulgaremos aqui nossas observações.

Joaquim Antônio Almeida Gama

Há 130 anos, no dia 20 de dezembro de 1882, morria em Leopoldina o patriarca da família Almeida Gama. Nascido em São João del Rei, transferiu-se para o Feijão Cru na década de 1840. Foi proprietário da Fazenda Floresta, formada em terras limítrofes às de Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda, José Zeferino de Almeida , José Joaquim Cordeiro, Maria do Carmo Monteiro de Barros e Fazenda Paraíso. O jornal O Leopoldinense publicou seu obituário na edição de 24 de dezembro de 1882, conforme imagem abaixo.

1882: educação em Leopoldina

Os exames realizados há 130 anos no Colégio Nossa Senhora do Amparo e no Externato Santo Antônio, de Leopoldina, foram noticiados no jornal O Leopoldinense do dia 17 de dezembro de 1882. O Externato fez publicar a relação dos alunos que receberam medalhas:

  • Abilio Antonio de Almeida Pinho,
  • Arnaldo Antônio da Silva Lessa,
  • Carlos José de Almeida,
  • Eduardo Agnello Pestana de Aguiar,
  • Emilio Balduino,
  • Eugênio do Rosário Gaëde,
  • João Luiz Lopes,
  • José Augusto Monteiro de Barros,
  • José Eugênio Monteiro de Castro,
  • José Martins Bastos,
  • Luiz Lopes Gomes,
  • Manoel Tavares de Lacerda,
  • Melciades de Almeida Vasconcelos,
  • Teofilo Domingos Seve,
  • Waldir Casimiro da Costa.

Há 130 anos

No dia 10 de dezembro de 1882 o jornal O Leopoldinense publicava notícia sobre mais uma instituição educacional que seria aberta na cidade. Tratava-se de uma filial do Colégio Venerando, estabelecido na Corte, dirigido pelo Padre José Venancio da Graça e pelo Dr. Venancio Nogueira da Silva. Os preparativos para a instalação ficaram a cargo dos doutores Chagas Lobato, Pinheiro Tavares e Pestana de Aguiar, residentes em Leopoldina. Na divulgação consta que o objetivo do colégio seria preparar alunos para as academias do Império, como o Colégio Pedro II e a Academia de Comércio.

Hoje: 102 anos do nascimento de Rachel de Queiroz

“Olha, gosto do ser humano, gosto da humanidade, gosto dos meus próximos e gosto dos distantes”.  Rachel de Queiroz

Contagem Populacional de 1843

No dia 15 de dezembro de 1843, em atendimento a uma solicitação do Presidente da Província, foi encaminhado o censo de habitantes realizado naquele ano. O Feijão Cru agora contava com 213 fogos ocupados por 2.171 habitantes. Comparando-se os nomes registrados nas contagens até ali realizadas, observa-se que o aumento populacional ocorreu, entre outras causas, pela vinda de parentes dos antigos moradores. O que vem comprovar declaração de antigos estudiosos da história de Leopoldina, especialmente no que se refere aos Almeida Ramos,  Ferreira Brito e Gonçalves Neto. Destas três famílias, muitos parentes que haviam permanecido na região de origem, na Serra da Ibitipoca, migraram para o Feijão Cru a convite dos que ali se estabeleceram nos primeiros tempos.