Categoria: Colônia Constança
Referência à Colônia Agrícola da Constança, criada em Leopoldina em abril de 1910, esta categoria destina-se a postagens sobre imigrantes, sejam colonos ou não.
Lembranças de Imigrantes em Leopoldina
“a cidade pode ser lida como um texto que registra as atitudes de uma sociedade perante os fatos mais elementares de sua existência”. (Barros, p.28)
“A cidade é um discurso, e esse discurso é verdadeiramente uma linguagem: a cidade fala a seus habitantes, falamos nossa cidade, a cidade em que nos encontramos, habitando-a simplesmente, percorrendo-a, olhando-a”.
Migrações internas: A família Farinazzo
Localizar a chegada de imigrantes não é tarefa simples. Mesmo com informações bastante precisas, nem sempre é possível encontrar a entrada da embarcação no Rio de Janeiro, nem tampouco o registro nas hospedarias. Uma das dificuldades é a data de chegada que, mesmo sendo extraída do carimbo aposto no passaporte do imigrante, não corresponde aos respectivos registros.
Um exemplo desta situação ocorreu com a família Farinazzo. Segundo o mencionado carimbo, teriam sido registrados na Hospedaria da Ilha das Flores no dia 19 de janeiro de 1887. Isto significaria que desembarcaram no Porto do Rio naquele dia ou na véspera, e dali teriam sido transferidos em embarcação menor para a hospedaria, onde ficariam aguardando definição do destino final. Entretanto, observamos que naqueles dias o movimento apresentou características variáveis.
Num dos casos, 459 imigrantes italianos chegaram pelo vapor Adria, no dia 13 de janeiro de 1887, ao Lazareto da Ilha Grande. No dia 16 foram transferidos, pelo paquete Rio Apa para o Porto do Rio. A listagem de passageiros do Rio Apa informa que aportou no Rio no dia 25 de janeiro, transportando imigrantes chegados da Europa em diversos vapores. Observamos que contém 53 nomes destinados à província de Minas Gerais. Donde perguntamos: o paquete era realmente pequeno e não transportou todos os passageiros do Adria? Ou a listagem é apenas dos chegados em outras embarcações? Ou o Adria deixou na Ilha Grande somente os passageiros destinados a Minas e seguiu com os demais para outro porto ao sul do país?
Perguntas até o momento sem as respostas que poderiam esclarecer o motivo pelo qual não encontramos o vapor San George aportando no Rio aos 19 de janeiro de 1887, conforme indica o carimbo aposto no passaporte da família de Luigi Giuseppe Farinazzo. É possível que a embarcação tenha sido uma das que deixou passageiros no Lazareto da Ilha Grande e seguiu viagem com os imigrantes que se estabeleceriam na Colônia Imperial do Grão Pará, atual município de Orleans, SC. Isto ocorreu com diversos imigrantes que mais tarde se estabeleceram em Leopoldina.
A hipótese dos Farinazzo terem tido a primeira residência brasileira em Santa Catarina baseia-se em informações sobre outros grupos que lá estiveram. A primeira delas refere-se a Angela Rinaldi, procedente de Casale di Scodosia, Montagnana, província de Padova, no Veneto. Em 15 de junho de 1889, casou-se em Tubarão, SC, com Giuseppe Lorenzetto, procedente do mesmo comune. Um ano depois o casal estava em Leopoldina. Da mesma forma, a família Pedroni passou ao Brasil em 1877, estabelecendo-se na Colônia Grão Pará em 1883 e em novembro de 1890 havia se transferido para Leopoldina.
Em 1885 foi a vez de chegar àquela colônia catarinense a família de Fortunato Bonini que também estava em Leopoldina em 1890. Observando as relações de compadrio nos assentos paroquiais de Leopoldina, temos os Bonini ampliando a relação de imigrantes que fizeram o mesmo trajeto. Acrescente-se os casamentos realizados dentro deste grupo e os Farinazzo são inseridos nesta hipótese.
Segundo Jucely Lottin, autor do livro Colônia Imperial de Grão-Pará, com quem trocamos correspondências no decorrer de nossas buscas, o modelo daquela organização deixa entrever um planejamento cuidadoso e uma visão de futuro que faltou a outras colônias brasileiras. Localizada às margens de uma estrada de ferro que ligaria minas de carvão ao porto, a Grão Pará forneceria seus produtos agrícolas para consumo dos trabalhadores das minas, garantindo renda aos imigrantes que seriam recrutados em seus países sem quaisquer despesas de transporte.
Acompanhados durante toda a viagem, ao chegarem ao lote colonial escolhido esses imigrantes encontravam um rancho que lhes permitia começar a nova vida. Além disso, “havia um barracão para abrigo coletivo, parte dos lotes já desmatados, alguns possuíam culturas básicas plantadas” e ainda recebiam assistência médica, sementes para o plantio e algum dinheiro para as necessidades urgentes. E, assim como o sistema de financiamento dos lotes da Colônia Agrícola da Constança, de Leopoldina, os gastos antecipados e adiantamentos fornecidos seriam compensados com a produção.
Mas veio o 15 de novembro de 1889 e foi desfeita a Empresa Colonizadora dos Príncipes Imperiais, sendo substituída pela Empresa Colonizadora do Brasil que “suspendeu aquele certo paternalismo implantado no regime monárquico e substituiu o comando sem manter boa parte de seus compromissos”, arremata Lottin. E nós concluímos: seria muito penoso viver numa colônia em formação, longe de um centro urbano já estabelecido, sem contar com o que o autor chamou de paternalismo. Voltando nossos olhos para a Colônia Agrícola da Constança, reconhecemos aí uma de suas vantagens: a poucos quilômetros da estação ferroviária e a meio caminho entre o distrito de Tebas e a cidade de Leopoldina, a Constança oferecia condições satisfatórias para os imigrantes.
Um outro fato levantado por Jucely Lottin foi determinante para a saída de alguns imigrantes. Segundo Relatório daquela Colônia, no ano de 1888 os índios mataram um velho italiano de sobrenome Baschiroto e alguns meses depois foi a vez de um Meneghetti, também desarmado, ser assassinado. Com isto, diz o relatório, 40 famílias italianas fugiram do local.
Mas a Colônia Agrícola da Constança ainda não tinha sido formada. Os imigrantes abandonaram seus lotes em Santa Catarina e, em Leopoldina, tinham a opção de contrato com um fazendeiro ou se instalarem na Colônia Municipal Santo Antônio, cuja história ainda não está bem esclarecida.
Mesmo não contando com informações detalhadas sobre o novo destino desses colonos, acreditamos que a decisão de vir para Leopoldina pode ter sido tomada a partir de referências obtidas com outros companheiros de jornada ou através de orientação obtida nos postos de acolhimento de imigrantes em Santos e no Rio de Janeiro, locais onde fizeram escala.
Seja qual for o pretexto ou o motivo da mudança, a verdade é que logo depois do fim do regime monárquico algumas famílias italianas inteiras, ou apenas descendentes delas, empreenderam uma longa viagem para Leopoldina. São os familiares dos Albertoni, Bonini, Crema, Farinazzo, Lorenzetto, Montagna, Pavanello, Pedroni, Princivale, Rinaldi, Volpato e Zini.
Luigi Giuseppe Farinazzo nasceu por volta de 1838 em Casale di Scodosia. Em dezembro de 1886 obteve passaporte em Montagnana, para viajar ao Brasil com a família. Em abril de 1897 era funcionário da fazenda Paraíso, em Leopoldina, onde dedicava-se ao cultivo do café, conforme se vê no livro caixa daquela propriedade.
Era casado com Giovanna Giacomelle, cujo sobrenome aparece em família imigrada em 1888 e estabelecida em Mar de Espanha. Giovanna faleceu em Leopoldina no dia 21 de fevereiro de 1918.
Luigi e Giovanna tiveram, pelo menos, 4 filhos: Giuseppe, Giovanni, Maria e Giacomo. O mais velho nasceu aos 7 de maio de 1869 em Casale di Scodosia e em Leopoldina casou-se com Stella Lorenzetto, no dia 27 de setembro de 1894. Giovanni Farinazzo, nascido a 27 de setembro de 1872 em Casale di Scodosia, casou-se em Leopoldina, aos 6 de janeiro de 1893, com Teresa Pedroni. A terceira filha, Maria, casou-se aos 3 de fevereiro de 1894, em Leopoldina, com Emilio Carraro. Finalmente, Giacomo Farinazzo, nascido em 1878, casou-se em Leopoldina com Elisabetta Saggioro, no dia 10 de setembro de 1904.
Os primeiros tempos em Leopoldina foram passados na fazenda Paraíso. Mais tarde, quando se organizou a Colônia Agrícola da Constança, alguns filhos de Luigi Farinazzo lá se estabeleceram. Embora nenhum deles tenha conseguido comprar um lote no primeiro momento, viveram como agregados nas propriedades de seus compatriotas. Um deles, Giuseppe Farinazzo, participou ativamente do movimento que arrecadou fundos para comprar um pedaço de terra e nele edificar a Capela de Santo Antônio de Pádua.
Giuseppe Farinazzo e Stella Lorenzetto deixaram numerosa descendência em Leopoldina, através de seus filhos: Carolina casada com Giuseppino Cucco, Natal casado com Sebastiana Regina Pengo, Antonio casado com Porcina Antonio de Oliveira e Santina casada com Pedro Emilio Campana. Além destes, o casal teve também os filhos Luiz José, Maria Magdalena, Jacinto, Angela e Ana Teresa.
Giovanni Farinazzo e Teresa Pedroni tiveram 10 filhos nascidos em Leopoldina entre 1894 e 1915. Mas apenas da mais velha, Josefa Farinazzo, encontramos descendentes de seu casamento com João Marinato. Quanto aos demais, informações orais dão conta de que, não tendo conseguido um pedaço de terra em Leopoldina, migraram para o estado do Rio.
Situação semelhante ocorreu com alguns filhos de Maria Farinazzo e Emilio Carraro. Dos 10 filhos nascidos em Leopoldina entre 1895 e 1913, encontramos descendentes apenas de Antonio Carraro casado com Ana Cunegundes Gonçalves, de José Carraro casado com Rosalina Olivia Fofano e de Joana Carraro casada com Miguel Arcanjo Ceoldo. Entretanto, é possível que os filhos de Maria não tenham saído da região, conforme indicam alguns parentes.
O filho mais novo de Luigi Giuseppe Farinazzo e Giovanna Giacomelle foi Giacomo Farinazzo. De seu casamento com Elisagetta Saggioro localizamos 4 filhos nascidos em Leopoldina entre 1905 e 1914. A mais velha, Joana Maria, nascida na fazenda Paraíso em 1905, casou-se com Sante Lorenzetto em 1922. Vitorio Emanuel Farinazzo, nascido no dia 16 de setembro de 1907, parece ter se transferido para o norte do estado do Rio. O mesmo teria ocorrido com Pedro Farinazzo, nascido aos 19 de maio de 1910. Não temos notícias da mais nova, Rosa, nascida em Leopoldina dia 6 de dezembro de 1914.
Agradecemos a colaboração de Annaroza Farinazzo, de Padova, bem como dos descendentes brasileiros Giarlane Farinazzo, José Raymundo Sobrinho, Larissa Farinazzo, Luiz Farinazio Lacerda, Marco Aurelio Assis Davis, Maria da Conceição Pedroni e Marilia Aparecida de Souza Campana.
Alistamento Eleitoral em Tebas, 1904, fls 18. Archivio storico del Distretto Militare di Padova, Leva Militare delle province di Padova e Rovigo 1846 - 1902. Arquivo Nacional, Manifesto do vapor Sud America, 1877, passageiros números 221 a 224. Assentos Paroquiais de Leopoldina: Livro 2 cas fls 100 reg. 113, fls 102-v nr 128, fls 111v reg. 187; Livro 3 cas fls 28 nr 56; Livro 5 cas fls 399 termo 6. Livro 6 cas termo 10 fls 27v, termo 58 fls 45, termo 65 fls 46v, termo 82 fls 97v; Livro 7 cas fls 30 termo 41. Livro 4 bat fls 35, fls 224 termo; Livro 5 bat fls 40 reg. 85, Livro 6 bat fls 110-verso nr. 120. Livro 7 bat bat fls 57 nr. 1318. Livro 8 bat fls 7v termo 69, fls 67, fls 81 nr 329,. Livro 9 bat fls 45 e 48 termo 381, fls 85 nr. 264, fls 91termo 333, fls 100termo 15; Livro 10 bat fls 55 nr. 238, fls 74-v nr 323, fls 86 nr. 114, fls 96 nr 216; Livro 11 bat fls 13 nr 383, 11 bat fls 25-v nr 75, fls 45 nr 262, fls 86v termo 329; Livro 12 bat fls 12 nr. 208, 25-v nr 335, fls 26-v nr 4, fls 88-v nr 265; Livro 13 bat bat fls 61-v nr 412, fls 45v termo 250, fls 45-v termo 251; Livro 14 bat fls 75 nr 272; Livro 15 bat fls 2v termo 18, fls 15-v nr 148, fls 57-v nr 26; Livro 16 bat fls 4-v nr 498, fls 72v termo 91; Livro 17 bat fls 13 nr 509, fls 26. termo 127; Livro bat 1896-97, fls 125v termo 230, fls 147, termo 404, fls 154v, termo 462. Carteira de Identidade, RG 04480674-3, emitida em 30.04.1984, IFP. Cartório de Registro Civil de Barra Mansa, RJ, Livro B-083 de Casamentos, fls 87, termo 6427. Cartório de Registro Civil de Leopoldina, MG - Livro 10 cas fls 26 termo 12, fls 89 termo 61; Livro 11-B cas fls 3 e v, termo 2784, fls 220-221, termo 88; Livro 3 cas fls 168 termo 13; Livro 31-A de Nascimentos, fls 64, termo 3741; Livro 5 cas fls 79-v termo 42; Livro 6 cas fls 82 termo 5, fls 84 termo 7, Livro 6-C fls 78-v termo 6290; Livro 7 cas fls 71 e v termo 8; Livro 8 cas fls 159 termo 40; Livro 9 cas fls 40-v termo 53. Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, Livro 2 fls 14 sep. 346 3º plano, fls 57 nr 287, fls 79 nr 114, fls 83 sep. Paraíso. Certificato di Famiglia, Carraro, Emitido em Pianiga, 22.07.2000. Emigrazione Veneta, http://www.emigrazioneveneta.com/secondo.php acesso 23out08. Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias - Microfilme 1.285.227 Leopoldina, item 2 bat fls 70 reg. 487, fls 78verso reg. 16, fls 78verso reg. 17. Microfilme 1.285.228 Leopoldina, item 4 fls 122 reg. 7, fls 176 reg. 7, fls 311 nr 88 e fls. 313 nr 92, 347 nr 68. Livros da Hospedaria Horta Barbosa (Arquivo Público Mineiro), SA-910 fls 98 e SA 920 fls 62. Passaporte Italiano, Farinazzo, 06.11.1886. Registros de Estrangeiros de 1942. LOTTIN, Jucely. Colônia Imperial de Grão-Pará 120 anos. Grão-Pará, SC: Elbert, 2002 RODRIGUES, José Luiz Machado e CANTONI, Nilza. Nossas Ruas, Nossa Gente. Rio de Janeiro: Fábrica de Livros, 2004.
De onde vem o hábito da refeição composta de arroz, feijão e carne?
– 700 gramas de pão branco fresco ou 500 gramas de biscoito de 1ª qualidade diariamente;
– 250 gramas de carne fresca ou salgada, 5 dias por semana, acompanhada de 80 gramas de arroz e 50 gramas de ervilha ou feijão;
ou, nos dias em que a carne não fosse servida:
– 80 gramas de massa, 160 gramas de filé de peixe, 150 gramas de batata, 50 gramas de queijo e 20 gramas de salada de anchova ou pimentão ao azeite e pepino.
Além disso, cada passageiro deveria receber diariamente:
– 20 gramas de Café de 2ª qualidade;
– 30 gramas de Açúcar branco de 3ª qualidade;
– 10 gramas de Azeite de Oliva;
– 20 gramas de Sal;
– ½ livro de Vinho.
No rodapé do cardápio informa-se que, nos trópicos, o passageiro deveria receber 60 mililitros de aguardente.
Fonte: manifesto do vapor Provence, que aportou no Rio em novembro de 1890
Rifugio di Memorie
A revista Comunità Italiana, edição nº 145 do mês de Julho de 2010, publicou matéria sobre a Colônia Agrícola da Constança. Veja em Rifugio di Memorie.

Nocori, Nacav, Naccari
A postagem de 4 de março, intitulada A Pesquisa em Leopoldina II, gerou muitos comentários. Alguns foram respondidos em novas postagens como fazemos agora, para atender a consulta da paranaense Maria Lúcia. Em virtude das muitas alterações ortográficas, ela está com dificuldade para rastrear a trajetória de seus antepassados. Esperamos contar com a colaboração de visitantes que possam acrescentar informações a respeito.
Luigi Naccari e Catterina Paesante foram pais de Antonio Naccari nascido em Porto Tolle, Rovigo, onde faleceu em 1881. Antonio se casou com Pietra Marangoni, filha de Antonio Marangoni. Eles tiveram oito filhos: Luigi Cesare, Catterina, Cherubino, Beniamino Angelo, Angela, Maria, Prima e Carolina. Pietra passou ao Brasil com os filhos em 1888. Estabeleceu-se no distrito de Ribeiro Junqueira, onde viveu com o segundo marido, Candido Leone Finotti. Nos primeiros anos do século XX, o segundo marido de Pietra já havia saído de Leopoldina e com ele alguns descendentes dela que se dirigiram para Muriaé, Carangola, Manhuaçu e os atuais municípios de Simonésia e Governador Valadares. Nem todos os filhos de Pietra e Antonio Naccari usaram o sobrenome paterno no Brasil, o que dificultou localizá-los. A seguir destacamos os que formaram família em Leopoldina. 1-Luigi Cesare Naccari, o mais velho, nasceu a 3 Abr 1868 em Porto Tolle. Casou-se com a italiana Izabel Zannon, filha de Giovanni Zannon e Luigia Pezza. Tiveram dez filhos Palmira Celeste, Maria Laurinda, Antonio Keroubino, Luiza, Santa, Ernesto Giovanni, Epifania Luiza, Cecilia, Julieta Romana e João. O casal trabalhava na Fazenda Pedro Velho, em 1896. Esta propriedade ficava ao norte do distrito de Ribeiro Junqueira. 4 - Beniamino Angelo Naccari foi o quarto filho de Antonio e Pietra Marangoni. Nasceu a 3 Jan 1878 em Porto Tolle. Casou-se em Ribeiro Junqueira com Rosa Lorenzetto, filha dos italianos Natale Lorenzetto e Cristina Moroni. Em Leopoldina tiveram dois filhos: Carolina e Elvira. Migraram para Apucarana, PR. 5-Angela Naccari nasceu a 15 Out 1880 em Porto Tolle, sendo a quinta filha de Pietra e Antonio Naccari. Casou-se com Domenico Antonio Lorenzetto, irmão da esposa de Beniamino. Deixaram Leopoldina algum tempo depois. 8-Carolina Marangoni foi a última filha de Antonio Naccari, nascida a 1 Nov 1883 em Porto Tolle. Em Ribeiro Junqueira se casou com Aurelio Pimentel, filho dos imigrantes portugueses José Aurélio da Costa Pimentel e Eduarda Pereira. Carolina e Aurélio tiveram 11 filhos: Maria, José Benedito, Julio, Antonio, Maria, Luiz, Sebastião, Maria Consuelo, Aurelio, Maria Aparecida e Wilson. Ao que se sabe, foi a única filha de Antonio Naccari que permaneceu em Leopoldina, onde tem descendentes até os dias atuais. Entre eles, um foi prefeito do município.
Genealogia das famílias italianas em Leopoldina
Festa na Capela da Onça
A partir das 18:00 horas
– Confraternização;
– Barraquinhas (doces, salgados, canjiquinha, caldos e chocolate);
– Bingo e,
Reflexos do evento de 10 e 11 de abril
Notícias do Evento dos dias 10 e 11 de Abril de 2010
CENTENÁRIO DA COLÔNIA CONSTANÇA
Ontem participei da festa de comemoração dos 130 anos de imigração italiana em Leopoldina e do Centenário da Colônia Constança, com direito a muita música, dança e comidas típicas. A festa foi realizada pela comunidade, com apoio da prefeitura. Os idealizadores são os pesquisadores José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni.
Hoje a festa continua, com desfile de carros antigos, missa na Capela da Onça e almoço por adesão. Tudo muito simples, mas muito bonito.
Meus alunos do Colégio Imaculada e da Escola Municipal Judith Lintz Guedes Machado tiveram seus trabalhos sobre imigrantes italianos em Leopoldina expostos em uma sala. Foi muito bom ver a comunidade e sua história sendo valorizadas.
Exposição de trabalhos sobre Imigração Italiana em Leopoldina
Segue um vídeo mostrando vários trabalhos sobre imigrantes italianos em Leopoldina. Não é lá o meu melhor vídeo, mas acho que vale a intenção!
Centenário da Colônia Constança foi comemorado com sucesso.
A Igrejinha da Onça esteve cheia como nos velhos tempos Um grande público compareceu a capela de Santo Antônio de Pádua, no Bairro da Onça, para as comemorações do Centenário de fundação da Colônia Agrícola da Constança. A festa teve início no sábado, dia 10, às 19:00 horas com a apresentação da Banda Princesa Leopoldina,seguida pelo grupo folclórico Assum Preto com a dança da Tarantela e o coral Encanto. Autoridades, entre as quais o prefeito Bené Guedes e os pesquisadores Nilsa Cantoni e José Luiz Machado Rodrigues fizeram pronunciamentos ao público. No domingo a festa prosseguiu com uma carreata organizada pela Associação de Veículos Antigos de Leopoldina que saiu da Praça João XXIII até a “Capelinha da Onça”. Às 11:00 horas foi realizada uma missa campal pelo padre Marcos e logo após um almoço por adesão e leilão. Embora não tenha chovido, o tempo nublado não possibilitou a apresentação de paragliders como estava previsto na programação divulgada pela Secretaria de Cultura. O jornal LEOPOLDINENSE, que apoiou o evento, lançou uma edição especial com 28 páginas e capa colorida, que foi disponibilizada numa barraca durante a festa. A edição intitulada 100 Anos da Colônia Agrícola da Constança reuniu uma compilação dos capítulos sobre a história da imigração italiana para Leopoldina, que foram publicados a partir de 23 de outubro de 1999, na Gazeta de Leopoldina. Com o fechamento daquele jornal,os capítulos foram publicados em seguida, sem interrupção, na Gazeta Leopoldinense de Notícias que mais tarde se transformou no Grupo Leopoldinense de Notícias cujo nome de fantasia é LEOPOLDINENSE. A organização da festa coube à Comunidade, Secretaria Municipal de Educação e Cultura e à Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Turismo, e contou com o apoio das voluntárias da APIL-Associação das Pioneiras de Leopoldina e participação da APAE e Asilo Santo Antônio.
O evento na TV
Uma equipe da Band Minas fez a cobertura das comemorações do Centenário da Colônia Agrícola da Constança e dos 130 anos da Imigração Italiana em Leopoldina para o programa Tileoni Show do sábado, dia 17 de abril.
Os que moram na região de Leopoldina e sintonizam a Band sem o uso de parabólica assistiram ao programa a partir das 9h30 da manhã. Os produtores se comprometeram a mandar uma fita do programa para ser incorporada ao acervo do Conselho da Capela, instituição que cuida dos interesses da Igreja de Santo Antônio de Pádua, ou “Capela dos Colonos”.
COMENTÁRIOS DOS LEITORES DO JORNAL
NEUZA MANCA DE SOUZA – LEOPOLDINA/MG [13/04/10 – 22h28] Eu tive a graça de participar da Santa Missa com muita alegria, animando a celebração, fiquei feliz em conhecer os pesquizadores Nilza Cantoni e José Luiz. Também ao celebrar com todos descendentes de Italianos, pois meus avós paternos vieram casados da Itália es se instalaram nas proximidades de Muriaé eu e meus irmãos nascemos em Rosário da Limeira.
MARIA MARTA DE OLIVEIRA – LEOPOLDINA/MG [14/04/10 – 17h15] com muito orgulho venho falar desta linda festa,que aconteceu ,parabens pelo centenario da colonia italiana!
THADEU DA SILVA FURTADO – LEOPOLDINA/MG [15/04/10 – 05h33] Caro amigo Luiz Otávio Existem pessoas que possuem o dom de transformar um simples comentário em um grande artigo. Outras, como eu, não conseguem fazê-lo e, sempre resumem seus assuntos em poucas palavras, não conseguindo fazer dele o belo e extenso texto que merece. E foi isto que aconteceu comigo, na Festa da Colônia Constança. Porém vou tentar me alongar um pouco: Que bela festa; Tão bem organizada, bonita, com um astral maravilhoso e mostrando mais uma vez o que sempre penso: O pessoal de Leopoldina quando quer fazer alguma coisa, sabe fazê-lo. O Zé Luiz, a gente já conhece desde o tempo do Ginásio, no entanto a Nilza Cantoni… Mama mia! Tanto sabe escrever, como falar bem. Realmente foi DEZ COM LOUVOR. Não podemos deixar de ressaltar também o papel da imprensa, com a edição do suplemento sobre a Colonia, é, como disse a Nilza um monumento histórico, pois para sempre ficará registrada a história deste povo que saiu de terras longínquas para, em nossas paragens escrever esta linda história. Vamos continuar com ela, e cada vez mais com o apoio do Poder Público, que por sinal esteve presente e muito atuante, os Empresários e o envolvimento da população para inclui-la de uma vez por todas no calendário de eventos de nossa cidade. Parabéns a todos e um abraço do amigo Thadeu Silva Furtado
JOAO GONÇALVES – LEOPOLDINA/MG [16/04/10 – 07h41] SUCESSO “Comprovado”, “Ratificado”, Brilhante Festa….Só faltou a “Medalha de Honra” pra Luja e Cantoni… ELES MERECEM………..
LUCRECIA – BH/MG [16/04/10 – 10h42] Pelas fotos,pelo trabalho que carinhosamente foi realizado pela Nilza e José Luiz faço minhas as palavras do Thadeu da Silva Furtado.A Terra Nostra está cravada em Leopoldina.Tenho netas que assinam Gotardo Bonin Anzolin de sobrenome A música (dingo) do Novo Milenio no texto cita:venha fazer parte desta família(Anzolin)A todos os imigrantes italianos e descendentes nossas homenagens em especial ao meu sogro Guerino Victorio(Sr Quirino como era conhecido) Suas lutas e histórias foram ouvidas inclusive pelos netos
LUCILIA PAIXÃO MENDONÇA – LEOPOLDINA/MG [16/04/10 – 14h45] É com muito orgulho que parabenizo dois Leopoldinenses, dois historiadores e dois amigos ” Nilza Cantoni e José Luiz ” Pelo estudo e a realização do centenário da Colonia Constança. No domingo, fui a Missa e amei ouvir a Rayana contando o hino da Itália.Parabens a todos.Faço parte da Família Minicucci e Vitoi, atraves destes imigrantes lhe digo: muito obrigado Nilza e José Luiz. João Gonçalves você tem razão, só faltou a “Medalha de Honra” para os dois.Um abraço a todos que contribuiram para essa bela festa.
PLINIO FAJARDO ALVIM – ALÉM PARAÍBA/MG [22/04/10 – 17h00] Parabéns aos promotores da Festa do Centenário da Colônia Constança. E ao Leopoldinense, pelo apoio, pela bela cobertura e pela Edição Especial. É a nossa história sendo resgatada e revitalizada. Foi, sem querer fazer trocadilho, uma verdadeira ‘FESTANÇA’.
MÔNICA APARECIDA SILVA ZANGIROLAMI – LEOPOLDINA/MG [23/04/10 – 07h57] Está festa foi uma otima maneira de reunir todos os descendentes dos italianos. Eu fico muito feliz por ser descendente de um povo tão batalhador. Parabéns aos organizadores. Abraços!!!
O Evento na Opinião do Mestre de Cerimônias
Palavras do Marcus Vinicius em seu blog:
“Ontem eu recebi das mãos do Luiz Otavio Meneghite o Jornal 100 anos da colônia Constancia que faz parte da comemoração do aniversario da colônia e os 130 anos da imigração italiana em Leopoldina. À noite atendendo um pedido do setor da Cultura da Prefeitura fui até a capela de Santo Antonio de Pádua no Bairro da Onça onde apresentei o evento comemorativo. Queria de público parabenizar os lutadores da causa Nilza Cantoni e José Luiz Machado, os moradores da área e descendentes italianos, as pessoas que direta ou indiretamente ajudaram nesta realização e que essa festa se torne parte das comemorações da cidade. Estiveram presentes o Prefeito Municipal Bené Guedes, a secretária de Educação e Cultura Lucia Horta, o Secretário de Lazer e Esportes, Gilberto Tony, a vereadora Lurdes Beatriz (Tizinha) e o vereador Daniel Wereck, os secretários do Desenvolvimento Econômico Carlos Heleno, da Habitação, Darcy Resende, da Assistência Social, Valéria Bennati, de Governo, Sérgio Lupatini, a chefe de incentivo a cultura, Rosangela Moreira, a chefe de Ação Cultural, Zazaia Rezende Pacheco, o presidente da Unimed e APAE, Marco Antonio Lacerda, o presidente do Asilo, Oswaldo Vilas, o presidente da ALA, Ronald Alvim e várias outras pessoas ligadas à comunidade e a cidade. O evento teve inicio com a interpretação do Hino da Itália feita por Rayana Talarico da Silva Lingordo, descendente de italianos, logo a seguir o hino nacional e de Leopoldina sendo executado pela Banda Princesa Leopoldina e a palavra dos historiadores José Luiz Machado e Nilza Cantoni que falaram como começou o trabalho de pesquisa, Nilza chegou a se emocionar ao contar como se deu o início. Depois a palavra das autoridades. A Banda Princesa Leopoldina fez execuções de vários números musicais e a seguir o grupo Assum Preto se apresentou dançando a Tarantela sozinhos e depois com várias pessoas presentes e encerrando a noite de ontem o Coral Encanto apresentou vários números com músicas italianas. Durante a movimentação havia um livro de registro de presenças na barraca do GLN que está com uma edição especial sobre os 100 anos da Colônia Constância e que inclusive está à venda nas bancas de Leopoldina. Na escola da comunidade alguns nomes de descendentes, cerca de 430 nomes, que foram pesquisados por alunos de escolas públicas de Leopoldina. Hoje a festa terá inicio daqui a pouco com o desfile de carros antigos até a comunidade, depois a apresentação da Lira Primeiro de maio, a missa às 11 horas na Capela de Santo Antonio de Pádua, a seguir um leilão e ainda um almoço típico italiano por adesão. O Tileoni que tem um programa na Rede Bandeirantes Minas estará hoje gravando alguns flashes da festa e entrevistando pessoas, inclusive do paraglider e estará passando no próximo sábado ás 9.30 da manhã.”
Podemos considerar que foi um sucesso a festa comemorativa dos 130 anos da Imigração Italiana para Leopoldina e dos 100 anos da Colônia Constança. Voltar à Capelinha de Santo Antonio da Onça sempre me emociona. Ali minha mãe foi professora, ali estudei o primário, ali estudei catecismo com o Padre Raul e recebi minha primeira comunhão. Ali também, nas festas de Santo Antonio dos anos 50 eu, ainda molequinho, tomava chocolate quente servido pelo Geraldo Patrício e ganhava maçãs das mãos de Da. Olga Matola, nos jogos de mafuá.
Todo louvor a essa arrojada iniciativa do José Luiz Machado Rodrigues e da Nilza Cantoni, idéia das mais oportunas que temos visto em nossa Leopoldina. No lançamento do projeto, era difícil imaginar que daria certo. Eventos culturais só valorizam e dão vitalidade à auto-estima e à economia da cidade.
Esses dois abnegados membros da ALLA, Nilza e José Luiz, merecem nosso reconhecimento. Há algumas semanas atrás assistimos no Auditório do CEFET a uma exposição da obra do artista plástico Luiz Raphael, apresentada pelo também membro da ALLA, Elias Fajardo Fonseca. Constituiu-se o evento numa rara lição de noções semiológicas para compreensão de uma obra artística, coisa muito raramente oferecida ao nosso grande público.
Diríamos que só por aquela noite a ALLA já estaria justificada como entidade fomentadora de novas vertentes para o incentivo, entre nós, de hábitos culturais.
A inscrição que agora se pode incrementar, na Agenda Cultural da cidade, do componente histórico da chegada do imigrante europeu na Mata Mineira, com destaque para a afluência maciça do contingente peninsular em nossa terra a partir do final do Século XIX e início do Século XX, constitui-se em achado histórico de promissores desdobramentos. Conhecendo os idealizadores como conheço, posso assegurar que o segundo passo já pode estar a caminho.
Mais uma vez a ALLA, por seus dois estudiosos da história da Mata Mineira, Nilza Cantoni e José Luiz, está de parabéns. Como de parabéns estão todos os voluntários, pessoas dedicadas e trabalhadoras, que vi preparando, de ferramentas à mão, a limpeza de toda a área fronteiriça à Capelinha de Santo Antonio. Sobretudo gente do lugar, liderada pelo José Antonio Bonin, pelo Tiãozinho Rodrigues, pelo José Luiz e pelas senhoras da APIL, que participaram ativamente da decoração.
E, dentre estas últimas, desde sexta-feira de mãos à obra, envolvida na decoração da área fronteiriça à Igrejinha de Santo Antonio, a própria Senhora Nilma Junqueira Guedes, esposa do prefeito Bené Guedes lá estava. Agradecimentos devidos também ao Bené, que colocou seu secretariado à disposição dos idealizadores do evento. Foram estas pessoas que, de fato, fizeram a festa.
Entendo, como acima sugerido, deva o evento a ser integrado às programações culturais regulares de nossa cidade. De três em três anos, ou de cinco em cinco anos, como melhor entenderem os responsáveis.
Claro que, numa próxima oportunidade, haveremos de novamente contar com o apoio de todos os conjuntos e artistas que tão dignamente se apresentaram, somados, com toda certeza, a novos contingentes de entusiastas. Temos todas as condições de fazer da confraternização entre os diversos contribuintes étnicos de nossa formação humana, eventos de repercussão cada vez mais abrangente. Nesse desiderato jamais será dispensável a participação da imprensa local, com o amplo respaldo dado à comemoração, mercê do tirocínio e da dedicação profissional de Luiz Otávio e Maria José, com os filhos José Gabriel e Luciano, família que tem levado ao proscênio a missão de bem informar, através do vitorioso periódico LEOPOLDINENSE.
Concordo com a oradora que, no sábado, após a apresentação do “Assum Preto”, reclamou para Leopoldina uma Secretaria exclusivamente cultural. Há, sim, muita coisa interessante a ser realizada nesta área. As pessoas são estas mesmas. Vejo-as, todas, como pessoas certas nos lugares certos. Inclusive a liderança lúcida do Sr. Prefeito, nosso experiente, ponderado e culto Bené Guedes, um homem acessível que sabe ouvir e dar o apoio às boas e conseqüentes iniciativas.
Em momentos assim, sentimo-nos, todos, um pouquinho mais próximos do coração de nossa Leopoldina muito amada

