Uma teoria esdrúxula: as assinaturas do criador

Comunicação de Geraldo Barroso de Carvalho no 3º Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo, sobre a Teoria das Assinaturas e plantas que teriam valor curativo. Transcrição: Nilza Cantoni. Revisão: Joana Capella.

O significado do termo carijós em Minas Gerais

Apresentamos o relato da sexta comunicação do 3º Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo, realizado em Conselheiro Lafaiete nos dias 29 e 30 de junho de 2012. Mauricéia Maia abordou os indígenas classificados como carijós em Minas Gerais. Transcrição: Nilza Cantoni. Revisão: Joana Capella.

A arte da santeria no 3º Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo

Hoje apresentamos mais um relato de comunicação apresentada em Conselheiro Lafaiete, no dia 29 de junho de 2012, durante o 3º Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo. Luciomar de Jesus falou sobre a arte escultórica do santeiro. Transcrição: Nilza Cantoni. Revisão: Joana Capella.

As Instituições Preservacionistas e seus Papéis Soltos

Integração incompleta das instituições preservacionistas e culturais de Minas Gerais foi a comunicação de Alex Guedes dos Anjos no 3º Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo, sobre As Instituições Preservacionistas e seus Papéis Soltos. Transcrição: Nilza Cantoni. Revisão: Joana Capella.

Transcrição Documental: oportunidade de trabalho e desenvolvimento cultural

3º Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo

Com o subtítulo Da transcrição de fontes históricas à Pesquisa Acadêmica, a comunicação do professor Sheldon Augusto Soares de Carvalho versou sobre a transcrição documental com o enfoque da oportunidade de trabalho e desenvolvimento cultural que a atividade oferece. Ao iniciar a apresentação, o palestrante lembrou que não há como falar da árvore e de seus frutos sem se referir à terra onde a semente foi depositada e, portanto, ele não poderia discorrer sobre o própria trajetória acadêmica sem mencionar três grande ícones da sua formação: a professora Edna, de História Local, no início de sua vida universitária; o professor Luiz Mauro, que o encaminhou para os primeiros passos na transcrição documental; e o professor Francisco Oliveira, também, contratante de seus serviços desde o início. Os três representam, portanto, a ancestralidade acadêmica do hoje Mestre e Doutorando Sheldon Carvalho.

Em razão do investimento destes três personagens em sua formação profissional, o professor Sheldon sentiu necessidade de abordar o ofício do transcritor neste 3º Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo. E declarou fazê-lo partindo de um conceito de Cristóvam Buarque em Revolução Educacionista que é a produção do capital conhecimento por meio da educação e da produção intelectual. Esta questão envolve a pesquisa e a transcrição documental, intimamente envolvidas com a geração do capital conhecimento.

Após esta introdução o palestrante discorreu sobre sua trajetória iniciada na disciplina História Local, com a leitura e análise do inventário de uma preta forra de nome “Vitória da Silva” datado de 1805. Logo depois veio a primeira oportunidade e experiência de trabalho como leitor e transcritor de fontes históricas com o “livro de contas de José Aires Gomes”. Em continuidade ao seu processo de profissionalização vieram as transcrições de sesmarias e de registros paroquiais de Terras para os historiadores e escritores de história local e Regional: Luiz Mauro Andrade da Fonseca e Francisco Rodrigues de Oliveira.

Lembrando o desafio que é uma transcrição, informou que estes trabalhos lhe permitiram financiar sua formação acadêmica, o que lhe faz declarar que a leitura e a transcrição documental representam um setor promissor de investimento, tanto por parte do escritor, quanto por parte do pesquisador e transcritor. Hoje, informou Sheldon Carvalho, há uma equipe técnica que trabalha sob sua orientação e este grupo vem produzindo novas bibliografias. Surgiu, também, a função de consultor de transcrições por ele realizada para diversos autores que o procuram.

Foi destacado que a atividade de transcrever documentos para terceiros deixou de ser um trabalho eventual para se transformar num negócio que representa, também, desenvolvimento para a cidade, conforme está ocorrendo com a nova coleção da História da Vida Privada, cujo representante procurou a equipe de Barbacena para encomendar transcrições. Ou seja: o arquivo de Barbacena estará registrado nesta grande coleção acadêmica.

As transcrições para terceiros ampliam o manancial de conhecimentos teóricos e metodológicos do pesquisador, forçando-o a se aperfeiçoar cada vez mais. Importante destacar que é um setor com pouca concorrência e de extrema peculiaridade. Quem domina este conhecimento tem um poder nas mãos.

A atividade, que financiou o mestrado e hoje financia o doutorado do professor Sheldon, gera desenvolvimento cultural e acadêmico por meio do avanço de pesquisas em diversos campos do saber, bem como por meio de consultorias sobre fontes históricas regionais.  Foi lembrado, ainda, que a maior parte das transcrições para outras pesquisas serviram de complemento empírico ou também acrescentaram volume às fontes utilizadas em suas pesquisas de doutorado.  Como exemplo citou a pesquisa em dois livros de registros de terras a pedido de Francisco de Oliveira, cujas transcrições estão arquivadas em seu acervo pessoal e atualmente estão sendo utilizadas para escrever o primeiro capítulo de sua tese de doutorado.

Sheldon Carvalho mencionou também a formação de um campo econômico e lucrativo de trabalho somado à esfera de qualificação profissional especializada, como também à produção cultural consoante ao trabalho com as fontes arquivísticas. Tal situação acelera e gera um maior desenvolvimento no volume de pesquisas e situações novas como as oficinas que realizará com seus alunos de Lafaiete e que nasceram da atividade de um deles, pesquisador do arquivo dos mórmons (Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias).

A comunicação foi concluída com a apresentação da síntese a seguir:

  • Pesquisador/Transcritor + Equipe programadora e revisora + escritor = agilidade e redução de tempo na conclusão de trabalhos;
  • Utilização de grande parte das fontes pesquisadas para particulares em pesquisas de mestrado e doutorado;
  • Fornecimento de documentos transcritos para outros pesquisadores gerando ganho financeiro duplo ou triplo;
  • O ofício de transcritor testemunha ao mesmo tempo a necessidade do pesquisador estar dentro dos arquivos tendo contato com as fontes em razão do diálogo com as mesmas, surgindo daí novos métodos, novos problemas, novas hipóteses e novos objetos.

A coleta de dados, lembrou Sheldon Carvalho, é bastante peculiar. Se a pessoa não estiver envolvida intimamente com a documentação e com a metodologia da pesquisa, será aberta uma lacuna intransponível. Portanto, trata-se de uma área que envolve investimento econômico, cultural e educacional. O ofício de transcrição é um setor promissor da economia, que gera outras atividades também de viés econômico como vem ocorrendo em Conselheiro Lafaiete com o trabalho realizado no Arquivo Perdigão.

Paleografia e dificuldades da leitura documental

Paleografia na Pesquisa Histórica foi a comunicação de Jairo Braga Machado sobre Leitura Documental, realizada no dia 29 de junho de 2012 em Conselheiro Lafaiete, por ocasião do 3º Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo. Transcrição: Nilza Cantoni. Revisão: Joana Capella.

Abertura do 3º Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo

Luiz Mauro e Francisco Oliveira na abertura do 3º Encontro de Pesquisadores do Caminho NovoO professor Luiz Mauro Andrade da Fonseca iniciou sua fala lembrando que o Encontro de Pesquisadores é uma confraria de amigos, profissionais, pesquisadores e memorialistas para a qual não é necessária muita formalidade. O mais importante, disse ele, é o contato entre os participantes, apresentando pesquisas e novas fontes bibliográficas.

Passou a palavra ao professor Francisco Rodrigues de Oliveira, também organizador do evento, que deu as boas vindas aos presentes e agradeceu à professora Mauricéia Maia pela boa vontade, hospitalidade e acolhida, bem como pela estrutura que ofereceu para o Encontro.

Em seguida a professora Mauricéia dirigiu algumas palavras ao grupo, agradecendo a presença de todos e desejando que tivessem um bom dia de trabalho, bastante frutífero, com uma rica troca de informações. Falou de sua satisfação pelo 3º Encontro realizar-se em Conselheiro Lafaiete e colocou-se à disposição.

A seguir divulgaremos o conteúdo das comunicações realizadas no dia 29 de junho de 2012, em Conselheiro Lafaiete, por um grupo de pesquisadores que estuda temas relacionados ao Caminho Novo.

Sesmarias do Caminho Novo

Primeiras Sesmarias do Caminho Novo em Minas Gerais, tema apresentado por Francisco Rodrigues de Oliveira e Luiz Mauro Andrade da Fonseca no 3º Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo.

Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo

III Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo

Sexta-feira, 29 de junho de 2012
Auditório da Secretaria de Educação e Esportes, Praça Queluz, 11, Centro
PARTE TEÓRICA – Comunicações de 30 minutos cada
08:00h – Inscrição no local – Início de  venda de  livros pela Livraria Quarup (Juiz de Fora)
08:30h – Abertura / Apresentação
09:00h – “Primeiras sesmarias do Caminho Novo” – Prof.s Francisco Rodrigues de Oliveira e Luiz Mauro Andrade da Fonseca (Barbacena).
Sinopse: os autores apresentam uma relação de primeiros sesmeiros do Caminho Novo, em Minas Gerais, de Simão Pereira até Conselheiro Lafaiete, na primeira metade do século XVIII, baseada em relato de viajantes, mapas antigos e documentos tributários.
Autores: Francisco Rodrigues de Oliveira, engenheiro agrônomo (UFV, 1956). Mestre em Matemática (UnB) e Meteorologia (UFV). Memorialista. Membro da Associação de Apoio ao Arquivo Público de Barbacena e Centro de Memória Belisário Pena (Barbacena) / Luiz Mauro Andrade da Fonseca: médico (UFJF, 1973), memorialista, professor de Patologia Geral e de História da Medicina (Faculdade de Medicina de Barbacena). Membro do Instituto Mineiro de História da Medicina e da Sociedade Brasileira da História de Medicina. Membro da Fundação Casa de Cabangu (Santos Dumont) e do Centro de Memória Belisário Pena (Barbacena).
 09:30h – “A paleografia na pesquisa histórica” – Prof.s Jairo Machado Braga (São João Del Rei) e Sheldon de Carvalho (Barbacena)
“Leitura Documental” – Professor Jairo Braga Machado
Sinopse: Apresentação de um breve estudo sobre leitura documental, conceituando de maneira breve o que é paleografia, conceito de documento, documento público e privado. Na oportunidade, será também apresentado a compreensão da paleografia enquanto instrumento fundamental para a realização e desenvolvimento d pesquisa histórica, tendo como suporte a documentação cartorária dos séculos XVIII, XIX e XX.
Autor:  Professor Jairo Braga Machado: Graduado em História , especialista em Metodologia da História, Brasil República e Arquivologia, diretor do Arquivo Histórico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. de São João del-Rei- MG
-“Transcrição Documental: oportunidade de trabalho e desenvolvimento cultural” .
Sinopse: Apresentação de uma reflexão sobre as possibilidades do ofício de transcritor/pesquisador consoante à formação de oportunidades de trabalho e geração de um setor promissor para o mercado, bem como uma alavanca ao desenvolvimento da produção cultural pela facilitação e acessibilidade na divisão do trabalho de pesquisa entre o transcritor/pesquisador e o autor de uma pesquisa.
Apresentação: Sheldon Augusto de Carvalho é graduado em História pela Universidade Presidente Antonio Carlos de Barbacena (UNIPAC). Mestre em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Doutorando em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Professor do quadro efetivo do município de Conselheiro Lafaiete.
10:00h – Café / pausa
10:30h – “A integração incompleta das instituições preservacionistas e culturais de Minas Gerais” – Prof. Alex Guedes dos Anjos (Barbacena).
Sinopse:  apresentação das principais instituições de preservação de bens culturais e a forma como se relacionam.
Autor: Alex Guedes dos Anjos é advogado (UNIPAC-2002), conselheiro do Patrimônio Histórico e Artístico de Barbacena, membro honorário do Movimento pela Defesa da Cidadania, coordenador da Comissão de Defesa de Prerrogativas dos Advogados da Subseção de Barbacena da OAB-MG.
10:00h – “Os Índios Carijós nos primórdios de Conselheiro Lafaiete” – Prof.a Mauricéia Maia (Conselheiro Lafaiete).
Sinopse: abordagem geral de fontes que discutem a vida dos índios carijós que deram origem a Conselheiro Lafaiete.
Autora:  Mauríceia Maia, professora, responsável pelo Conselho de Patrimônio Cultural e secretária municipal de Cultura de Conselheiro Lafaiete.
11:30h – “Santeiro, além da matéria” –Escultor Luciomar de Jesus (Congonhas).
Autor: Luciomar Sebastião de Jesus, natural de Congonhas (1964), escultor (arte aprendida no Seminário Caraça), desenhista, publicitário, funcionário da Fundação Cultural de Congonhas.
 12:00h – almoço
14:00h – “A Teoria das Assinaturas e o Caminho Novo” – Prof. Geraldo Barroso de Carvalho
Sinopse: Comentário sobre uma estranha teoria, criada no início do século XVI, por Paracelso, sobre analogias existentes entre certos sinais apresentados pelos seres da terra (que estariam ocultos ou camuflados) e as suas virtudes. Essa Teoria das Assinaturas chegou a ser usada no Brasil para descobrir as virtudes curativas de certas plantas e misturou-se à pratica médica popular e à de um cirurgião-barbeiro português.
Autor:  Geraldo Barroso de Carvalho é titulado em Dermatologia (SBD) e Hansenologia (ABH), ex-professor de dermatologia da Faculdade de Medicina de Barbacena, membro efetivo da Academia Mineira de Medicina, do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, da Sociedade Brasileira de História da Medicina, da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores, do Centro de Memória Belisário Pena e das academias barbacenense e valenciana de letras.
14:30h – “A Genealogia no Século XXI: metodologia de pesquisa” – Prof. Gustavo Almeida Magalhães de Lemos (Rio de Janeiro – Colégio Brasileiro de Genealogia – Gen-Minas).
Sinopse: O grande desafio a ser enfrentado pelos genealogistas do presente é adequar as suas pesquisas aos métodos utilizados pela História e Ciências Sociais. A Genealogia pode prestar uma grande contribuição para a História, na medida em que o enfoque do passado, do ponto de vista da família, ajuda a entender melhor os processos históricos e os caminhos de penetração.
Autor: Gustavo Almeida Magalhães de Lemos: Graduado em Ciências Econômicas, com ênfase na área de pesquisa social. Dedicou-se, nos últimos dez anos, a desenvolver uma metodologia de pesquisa mais científica em uma atividade praticada por leigos em História na sua maioria.

15:00h – “Arquivologia: técnicas de preservação e conservação” – Prof.a Andréia de Freitas Rodrigues (Juiz de Fora)

Sinopse: A apresentação trata de uma breve introdução à conservação de documentos, apontando fatores de deterioração e ressaltando os aspectos mais importantes na realização da conservação de um acervo, visando a preparação contínua das pessoas envolvidas e preocupadas com a formulação e execução de políticas de proteção e promoção do patrimônio cultural e salvaguarda de documentos em papel.

Autora: Andréia de Freitas Rodrigues: Restauradora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), atuando como conservadora na Coordenação de Preservação do Arquivo Histórico/Arquivo Central – UFJF, desde 2010. Graduou-se em Artes e Design pela UFJF em 2005. É mestre em História, pelo Programa de Pós-graduação em História (UFJF – 2009). Possui diversos cursos de aperfeiçoamento em Conservação e Restauro, pela Universidade Santa Úrsula e Restaurart, no Rio de Janeiro. Tem atuação na área de Artes, com ênfase em Artes plásticas, trabalhando principalmente com os seguintes temas: articulações entre arte, história, memória; representações da melancolia; preservação, conservação e restauração em diferentes suportes, especialmente papel.

15:30h – “Inscrições latinas nos monumentos de Minas Gerais” – Prof. Aldo Eustáquio Assir Sobral (Ouro Preto).
16:00h – Café / pausa
16:30h – “O Caminho Novo entre o Arraial dos Carijós e Conselheiro Lafaiete por meio da cartografia e de outras iconografias” – Prof. Antônio Gilberto da Costa (Belo Horizonte)
Sinopse:  Apresentação do traçado e de algumas transformações envolvendo o Caminho Novo na região de Conselheiro Lafaiete, do início do século XVIII (Arraial dos Carijós) ao início do XX, quando então Queluz de Minas passou a se chamar Conselheiro Lafaiete.
Autor: Antônio Gilberto é natural de Conselheiro Lafaiete, geólogo pela UFMG, Doutor pela Universidade de Clausthal Zellerfeld, Alemanha, foi Diretor do Instituto de Geociências da UFMG, de 1998 a 2006 e atualmente coordenada o Centro de Referência em Cartografia Histórica da UFMG e a Rede de Museus e Espaços de Ciência e Cultura da UFMG. Entre outras, organizou e é co-autor das obras: – Os Caminhos do Ouro e a Estrada Real (Premio Jabuti 2006); – Roteiro Prático de Cartografia: da América portuguesa ao Brasil Império (Premio Jabuti 2008) e As Rochas e Histórias do Patrimônio Cultural do Brasil e de Minas.
17:00h – “Album Chorographico Municipal de Minas Geraes (1927)” – Fundamar – Fundação 18 de Março – Prof.a Maria Lúcia Prado Costa (Belo Horizonte) – http://www.albumchorographico1927.com.br
Sinopse: esta obra rara da cartografia brasileira está disponível na web acompanhada de estudos críticos de especialistas em cartografia histórica; história; linguística e planejamento urbano. São 178 mapas aquarelados acrescidos de desenhos a bico de pena dos principais bens ambientais e arquitetônicas dos municípios de Minas Gerais. O site dispõe de um índice de localização dos atuais 853 municípios nos territórios apresentados no álbum corograico. E apresenta em verbetes a toponímia de cada localidade. E traz breve biografia dos realizadores desta obra de 1927, realizada em comemoração ao centenário da Independência do Brasil.
Autora:  Maria Lúcia Prado é graduada em História e Mestre em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável pela UFMG. É assistente social e coordenadora das oficinas de arte-educação e artesanato da Fazenda-Escola Fundamar, da Fundação 18 de Março, em Paraguaçu/MG.
17:30h – “Vias de Minas – Caminho Novo e Ferrovias” – Prof.a Helena Guimarães Campos (Belo Horizonte).
Sinopse: Apresentação de um breve estudo comparativo entre as estradas coloniais do século XVIII que integram o roteiro do Programa Estrada Real – com ênfase no Caminho Novo – e as ferrovias que serviram Minas Gerais nos séculos XIX e XX. Aborda-se de forma comparativa o traçado, as técnicas construtivas e aspectos históricos ligados à economia, ao trabalho, às relações sociais, ao imaginário e às práticas culturais.
Autora: Helena Guimarães é graduada em História, Especialista em História da América Latina e em Educação Ambiental, Mestre em Ciências Sociais, Coordenadora do Núcleo Educação, Cultura e Cidadania da ONG Trem – Transporte e Ecologia em Movimento, Integrante do Movimento de Preservação Ferroviária e da Academia Ferroviária de Letras.
18:00h – “Caminho Novo em 3D” – Prof. Ângelo Alves Carrara (UFJF).
Sinopse: apresentação do projeto “O Caminho Novo em 3D”, que busca relacionar os aspectos históricos (econômicos e sociais, principalmente), às modernas tecnologias de difusão do conhecimento. O objetivo fundamental é apresentar um modelo de reconstituição do Caminho Novo capaz de permitir ao usuário do programa uma aproximação consistente dos principais elementos condicionantes das viagens no século XVIII.
Autor: Angelo Alves Carrara é professor da Universidade Federal de Juiz de Fora, doutor em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro; responsáveis pelo projeto Thiago Berzoini e Gáyan Justo de Moraes.
18:30h – “Mapeamento Interativo da Estrada Real -Caminho Novo” – Prof. Altino Caleira (PUC-BH)
Sinopse: apresentação do multimídia contendo informações sobre os bens culturais tombados em níveis federal, estadual e municipal nos municípios que fazem parte do Caminho Novo da Estrada Real. Esta pesquisa foi elaborada no Laboratório de Estudos Urbanos e Regionais do programa de Pós-graduação em Geografia/Tratamento da Informação Espacial da PUC-Minas e contou com o apoio financeiro da FAPEMIG.
Autor: Altino Barbosa Caldeira, Ph.D. Graduado em Arquitetura pela UFMG. Especialista em Cultuar e Arte Barroca pela UFOP. Doutor em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Sheffield, Inglaterra. Pós-Doutor pela Universidade de Bolonha, Itália. Professor do curso de Arquitetura e Urbanismo e Coordenador-Adjunto do Programa de pós-graduação em Geografia da PUC-Minas. Cel: (31) 8471- 7229 // Tel: (31) 3413-6370
20:30hCoquetel, restrito aos participantes do encontro, apresentação de violeiros do local, sediado e patrocinado pela Casa de Cultura de Conselheiro Lafaiete. A Casa de Cultura “Gabriella Mendonça”, situada à rua Comendador Baeta Neves, 68 –Centro, é uma construção do final do século XVIII em pedra e pau-a-pique, coberta de telhas. O sobrado onde funciona a Casa de Cultura, situado na antiga Rua Direita, é um dos poucos marcos, ainda de pé, da história queluziana. As “Violas de Queluz” são instrumentos musicais de origem portuguesa, introduzidas no cenário cultural brasileiro através da colonização e catequização jesuítica. Existem dezenas de modelos de violas no Brasil, sendo a viola caipira a mais conhecida, no entanto, a “viola de Queluz” é a que representa Minas Gerais no universo musical.
Sábado, 30 junho 2012 –
PASSEIO CULTURAL (por adesão)
09:00h – saída
09:30h – Alto das Bandeirinhas– Monumento aos Inconfidentes.
– Monumento criado para reverenciar os inconfidentes da antiga Carijós e da Real Vila de Queluz, considerando o Alto das Bandeirinhas o local para homenagear os inconfidentes de Queluz e a Tiradentes.
10:00h – Passeio pelo Caminho Novo dentro da cidade de Conselheiro Lafaiete.
-Trajeto a ser apresentado pela Prof.a Mauricéia Maia.
10:30h – Visita à Matriz de Nossa Senhora da Conceição.
Templo construído a partir de 1732. O painel do altar-mor, os retábulos e altares possuem características das três classes barrocas do Brasil Colonial e de outras estéticas posteriores, que configuram o processo histórico de mais de duzentos e cinquenta anos.
11:00h às 13:00h – Restaurante Moinho Velho
 Bate-papo e almoço.
14:00h – Visita à Estalagem do Lourenço, com monumento a Tiradentes e trecho do Caminho Novo.
-Trata-se de visita ao sítio arqueológico da Varginha (MG129, km2, junto à Estrada Real), no município de Conselheiro Lafaiete, onde se encontram as ruínas da Estalagem da Varginha do Lourenço (local de reunião de inconfidentes), a Gameleira (de 500 anos, onde se pendurou uma perna de Tiradentes) e o Monumento a Tiradentes (feito pelo Raul Amarante Santiago).
15:00h – Visita ao Museu Municipal para conhecer o seu acervo e também apreciar a exposição especial de cartografia histórica intitulada “Dos Sertões das Minas de Ouro a Minas Gerais”, organizada pelo Prof. Antônio Gilberto da Costa.
-O acervo consta de centenas de documentos do século passado, livros da Câmara, hemeroteca, obras de artes, coleções de variedades, vestuário, porcelanas, jornais, revistas e literatura informativa.
INFORMAÇÕES GERAIS:
– A inscrição será feita na hora, no local.
– A inscrição será de R$30,00 para os assistentes, não sendo cobrada dos palestrantes.
– A taxa da inscrição não cobre as despesas com almoço, jantar e passeio cultural.
– Outras informações: Prof. Luiz Mauro –(32)3331-7590 – email lmkultur@hotmail.com
– A escolha de hotéis poderá ser feita livremente pela internet (Hotéis de Conselheiro Lafaiete). Algumas sugestões:
. HOTEL CARUMBÉ- (31) 3763-1555
. RHUDS HOTEL – (31) 3763-4199
. VILLA REAL HOTEL – (31) 3763-4042 –
. MINAS APART HOTEL – (31) 3763- 1920

 www.minasaparthotel.com.br

“Coração de Herói” – Rute Pardine

Canção composta por Marcus Viana para a “Comenda da Liberdade e Cidadania”, na interpretação do duo formado pela soprano Rute Pardini e pianista Francisco dos Santos Braga. Poema sobre texto de Ivanise Junqueira Ferraz. Arranjo para piano: Francisco dos Santos Braga. Imagem: João Paulo Guimarães. (Novembro de 2011)