História de Recreio, MG

Os estudos sobre a história antiga do território onde nasceu o município de Recreio, publicados entre 2006 e 2007, serão agora transferidos para este blog. A partir desta semana os leitores poderão ler ou reler postagens encimadas por este aviso.

Todos os posts serão publicados na categoria História de Recreio.

 

 

Anselmo Lacerda: centenário de nascimento

Nasceu em Leopoldina no dia 22 de novembro de 1911, filho de Antônio Augusto Ferreira de Lacerda e Porcina Maria Vargas.

Descendente dos povoadores de Leopoldina, pelo lado paterno Anselmo era bisneto de Ezaú Antônio Corrêa de Lacerda e terceiro neto de Antônio Rodrigues Gomes e Bento Rodrigues Gomes, sendo ainda quarto neto de Manoel Antônio de Almeida. Por sua mãe era bisneto de Francisco de Vargas e do mesmo Antônio Rodrigues Gomes, sendo terceiro neto do já citado Manoel Antônio de Almeida.

Academia Leopoldinense de Letras Convida

Posse do acadêmico Rodrigo Iennaco de Moraes.

Escolha de Nomes: preferência de uma época

O nome próprio localiza o sujeito no tempo e no espaço, declarou Pierre Bourdieu, e sua escolha provém de outro sujeitos, individuais ou coletivos, com destaque para a família.

Há alguns anos fizemos um estudo sobre os nomes mais comuns encontrados nos mais antigos livros de batismos de Leopoldina, resultando no texto publicado neste endereço.

Entre outras observações, verificamos que houve substancial mudança no estoque de prenomes com a chegada de grande número de imigrantes no final do século XIX.

Remuneração do Carcereiro

Segundo o Decreto nº 2031 de 18 de novembro de 1857, o carcereiro de Leopoldina receberia sessenta mil réis anuais. Dentro da estrutura administrativa da época, o cargo tinha atrativos vinculados à remuneração. Até o momento não foi possível identificar quem foram os carcereiros daqueles tempos. As referências encontradas não mencionam os nomes dos ocupantes do cargo.

Sarau Poético

Convite para o Tributo a Zumbi dos Palmares, dia 20 de novembro, na Escadaria da Catedral, em Leopoldina, MG

Itapiruçu

No século XIX o município de Leopoldina se estendia por território bem mais amplo do que o atual, incluindo distritos como o de Itapiruçu. Hoje estamos relembrando um texto publicado sobre a localidade.

Segundo Joaquim Ribeiro Costa, em Toponímia de Minas Gerais (Editora Itatiaia Ltda, 1993, Belo Horizonte, MG, página 262), Itapiruçu significa “a grande pedra elevada ou empinada”, resultado da aglutinação de “itá-apira”, ou pedra empinada e “açu”, grande. O “distrito policial de Tapirussú” conforme consta em sua lei de criação pertencia ao município de Leopoldina e permaneceria com as “actuaes divisas”. Ou seja, em 1883 já existia um povoado com o nome de Tapirussú.

Antigos Eleitores de Leopoldina

Uma fonte muito procurada por pesquisadores é o Alistamento Eleitoral. No caso de Leopoldina, tenho sido consultada sobre a localização de tal documento e ainda não posso indicar o Arquivo Público pelo simples fato de que, apesar de inúmeras tentativas, os administradores ainda não decidiram organizá-lo.
Nele se encontram os eleitores presentes à Assembléia de 06.11.1859, do 18º distrito Eleitoral da Província de Minas Gerais, realizada na sede do distrito, a cidade de Leopoldina, Minas Gerais.
Compunham o colégio eleitoral os cidadãos com renda superior a 200$000 anuais, moradores das seguintes localidades:
Vilas Leopoldina e Mar de Espanha;
Freguesias da Meia Pataca, Conceição da Boa Vista, São José do Paraíba, Santo Antonio do Aventureiro, Rio Novo e São Paulo do Muriaé;
Distritos: Espírito Santo, Bom Jesus do Rio Pardo, Madre de Deus do Angu, Nossa Senhora da Piedade, Capivara e Laranjal.

Disputa de limites entre Rio e Minas

Frequentemente leitores enviam comentários manifestando surpresa ao ler que o território de Leopoldina ia até o Rio Paraíba do Sul. Conforme publiquei em 2005,

Pelo Alvará de 9 de março de 1814, criando a Vila de Cantagalo, ficou estabelecido que as divisas entre Rio de Janeiro e Minas Gerais seriam marcadas pelo rio Paraíba do Sul. Conta-nos Xavier da Veiga que não havia disputa entre as províncias até que, em 1833, surgiu um questionamento sobre as divisas entre autoridades de Aldeia da Pedra e do distrito de Santa Rita do Meia Pataca (atual Cataguases). Em 1836 voltaram a ocorrer disputas, agora entre as câmaras de Campos dos Goytacazes e do Pomba. Três anos depois, os juizes de paz de Aldeia da Pedra e Feijão Cru (hoje Leopoldina) enfrentaram-se sobre o mesmo tema, passando o ano de 1839 a marcar o início de uma série de desordens que se estenderam até 1842.

Igreja do Divino Espírito Santo do Empoçado

Sob a invocação do Divino Espírito Santo, em meados dos anos 1800, foi construída a primeira capela de pau-a-pique e, certamente em torno dela, surgiu o arraial do Empoçado, hoje Cataguarino.

Em 6 de novembro de 1869, quando ainda pertencia ao município de Leopoldina, o povoado foi elevado a Distrito de Paz pela Lei 1.623, com a denominação de Espírito Santo do Empoçado, passando a Paróquia em 1º de dezembro de 1873.