Resumo Histórico: Colônia Agrícola da Constança

Edição Especial do jornal Leopoldinense, contendo um resumo histórico do projeto de pesquisa sobre o Centenário da Colônia Constança, fundada no município de Leopoldina aos 12 de abril de 1910.

 

A Homenagem dos Estudantes

Os trabalhos dos estudantes de Leopoldina ficarão expostos no prédio da antiga Escola Rural Carlos de Almeida, localizada no pátio da Capela. Pelo que vimos até agora, foram vários os instrumentos de pesquisa utilizados pelos alunos, resultando em textos muito interessantes.
O sucesso do projeto Conhecendo suas Raízes poderá ser observado por todos os presentes ao evento deste fim de semana. Muitos perceberão que, apesar do grande número de sobrenomes já abordados, Leopoldina abrigou muito outros imigrantes descobertos agora, através dos trabalhos dos estudantes do município.

O Melhor da Festa

Dizem que o melhor da festa é esperar por ela. E nós estamos passando por esta sensação!
No próximo fim de semana estaremos na Capela de Santo Antônio de Pádua homenageando os imigrantes que viveram em Leopoldina. Entretanto, há algum tempo estamos vivenciando o que isto representa para os atuais leopoldinenses.
Num momento é a mensagem da mãe que nos diz:
“Eu não sabia nada sobre os meus avós e agora estou procurando meus tios mais velhos porque o meu filho precisa fazer um trabalho da escola. Minha mãe não se lembra de nada. Mas eu estou gostando muito de descobrir tanta coisa que eu nem desconfiava.”
Dias depois, outra mãe reclama:
“A professora mandou minha filha fazer um trabalho mas quem tem que fazer sou eu. A escola deveria ter dado um livro para as crianças pesquisarem e não ficar mandando eles perguntarem em casa. Eu não tenho tempo. Chego cansada do serviço e ainda tenho que contar uma história que eu nem conheço.”
Um pai nos escreve:
“Por favor, ajudem a resolver um problema. Minha filha quer saber onde os bisavós trabalharam mas eu não os conheci. Só sei que eram italianos.”
E um outro:
“Quero ajudar o meu filho a fazer um trabalho da escola. A professora pediu que os alunos contem a história da família.”
E assim, sucessivamente, vamos percebendo que o assunto está em pauta. Quando sugerimos, há alguns anos, que as escolas de Leopoldina desenvolvessem o tema, a ideia era justamente envolver as famílias. Hoje podemos afirmar que o melhor da festa é esperar por ela, tendo certeza de que será realizada com a participação de todos.
Uma jovem nos escreveu para agradecer pela ideia de celebrar seus antepassados. Há alguns meses, ela e os irmãos estão procurando os parentes mais velhos. Assim como ela, também um rapaz que hoje mora numa grande cidade contou-nos sobre um aniversário em família, cuja comemoração foi planejada depois que leram uma de nossas colunas.
Um amigo manifestou surpresa ao ver que a Prefeitura incluiu os festejos no Calendário de Eventos de 2010. Outro nos disse que “a muda foi plantada!” E assim, nos momentos que antecedem a comemoração, vamos nos convencendo de que realmente a cidade abraçou a ideia de comemorar o Centenário da Colônia Agrícola da Constança e os 130 anos da Imigração Italiana em Leopoldina.
Mas o melhor da festa tem ainda um componente muito importante. A comunidade que vive no território onde foi implantada a Colônia está trabalhando com afinco pelo brilho da festa. Há semanas eles dedicam todo o tempo livre às providências que julgam necessárias. Seja consertando um telhado ou fazendo uma reforma no banheiro, seja pedindo um caminhão de areia e ajudando a espalhá-la no entorno da Capela, muitos são os colaboradores.
Houve um momento em que alguém nos disse que deveríamos contratar uma empresa promotora de eventos para cuidar da organização. Mas o que nós pretendíamos, de fato, era estimular a comunidade. Foi o que dissemos e publicamos várias vezes.
A todos os que estão participando, o nosso agradecimento. E para os que estarão lá no fim de semana, antecipamos nossos cumprimentos e desejamos que participem da alegria que envolve os milhares de descendentes daqueles bravos imigrantes que moldaram a sociedade onde nascemos.

Imigração em Leopoldina

Outros brasileiros na Colônia Agrícola da Constança

Nossa postagem do último dia 31 gerou algumas mensagens de leitores deste blog, perguntando por outros brasileiros que tenham residido na Colônia. De fato, alguns trabalhadores das terras adquiridas pelo Estado para implantação da Constança adquiriram lotes naquele núcleo. Além de Auriel Rezende Montes, acreditamos que Manoel da Cruz Cartacho também fosse colono nacional, conforme declaramos na coluna publicada no dia 1 de janeiro de 2010.

Resultado da enquete desta semana

Aos poucos vamos conhecendo melhor os visitantes do blog.As estatísticas de visitação demonstram que 10% dos leitores deixam comentários. Lembramos que nem todos são publicados junto ao post inicial, já que muitos geram um novo post. Depois das duas enquetes publicadas, observamos que o mesmo índice representa o número de leitores que responderam à pesquisa.

Dos que responderam à enquete desta semana, todos informaram descender de imigrantes. E 35% deles fazem pesquisa sobre imigração.

Com os nossos agradecimentos, informamos que estamos preparando uma nova consulta.

Nossa forma de Comemorar

A criação do blog, em abril de 2007, teve por objetivo abrir um canal de comunicação mais rápida com quantos se interessassem pelo estudo da imigração em Leopoldina. Embora exista no site uma seção destinada a publicar nossos textos sobre a Colônia Agrícola da Constança, apenas uma parte da pesquisa vem sendo adaptada para a coluna que mantemos no jornal Leopoldinense. Outros aspectos ficam apenas em nossos arquivos e precisamos consultá-los, com frequência, para atender consultas dos leitores. Publicar estas respostas no blog foi uma decisão que vem se mostrando bastante interessante.

Continuaremos convidando os moradores de Leopoldina a comemorarem o Centenário da Colônia Agrícola da Constança. Que cada um realize o que julgar adequado para marcar a data! De nossa parte, fica a certeza de que estudar a vida daqueles imigrantes nos fez sentir a necessidade de reverenciá-los. E optamos por fazê-lo publicando os escritos que produzimos durante estes 15 anos de pesquisas.

Leopoldinenses com origem na Calábria

Em diversas entrevistas com descendentes de imigrantes italianos, a Calábria foi mencionada como origem de seus antepassados. Na maioria dos casos não foi possível checar a informação por falta de documentos que baseassem buscas do nome exato do local de origem. Por outro lado, encontramos algumas citações a nomes de províncias calabresas a título de sobrenome.

Como exemplo citamos o casal Luigi Cosenza e Giuseppina Longo. Em 1942, ambos declararam residência na Colônia Agrícola da Constança e serem naturais da Calábria. No Brasil o pai de Luigi ficou registrado como Francesco Cosenza, embora o único documento italiano que dele obtivemos indicasse o sobrenome Bloise, procedente do comune de Saracena, na província de Cosenza, Calábria. Já a Giuseppina seria natural de Santa Caterina dello Iónio, em Catanzaro, também na Calábria.Situação semelhante foi observada em outros casos. Encontramos um Archangelo Cosenza cujo sobrenome parece ter sido Morelli, nascido em Malvito, Cosenza. E um Antonio Cosenza, que seria Antonio Carnevalli, procedente de San Francesco, Cosenza. Da mesma forma, suspeitamos que nem todos os imigrantes conhecidos como Zamboni eram de fato desta família. Pelo menos um dos casos se refere à família Rizzo, natural da estação de Zambrone, província Vibo Valentia.Conforme temos repetido, ainda são necessários muitos estudos para resgatar a memória de todos aqueles imigrantes que viveram em Leopoldina no final do século XIX e início dos novecentos. Esperamos que a comemoração do Centenário da Colônia Agrícola da Constança sirva de incentivo para que outras pessoas prossigam com a pesquisa.

Da Toscana e da Sardegna

Os sobrenomes Barbaglio, Minicucci, Pierotti, Prosperi e Vitoi são de imigrantes procedentes da Toscana que viveram no município de Leopoldina.

Da Sardegna temos Agus, Cadeddu, Cappai, Cucco, Duana, Fanni, Fois, Gessa, Lai, Mona, Picci, Porcu, Locci, Vargiolo e Zotti que foram encontrados em várias partes do território de Leopoldina.

Dois aspectos nos levam a reunir estas famílias. O primeiro é que parte delas se radicou no território de um distrito que hoje é o município de Argirita. O outro motivo é que os casamentos entre descendentes nos apontaram pelo menos um caso de vínculo nascido ainda na Italia, quando migrantes sardos se instalaram na Toscana e só mais tarde passaram ao Brasil.

 

Friuli-Venezia Giulia

Após informamos os sobrenomes encontrados em Leopoldina, relativos a imigrantes procedentes do Piemonte, recebemos algumas consultas sobre outras regiões da Itália. Hoje respondemos sobre Friuli-Venezia Giulia. Mas queremos deixar claro que não temos, ainda, o local de nascimento de todos os italianos que passaram pela cidade. Pelo que nos foi dado apurar até o momento, nasceram nesta região os seguintes:Augusto Miani

Pierina Galasso

Rosa Pasianot