O Melhor da Festa

Dizem que o melhor da festa é esperar por ela. E nós estamos passando por esta sensação!
No próximo fim de semana estaremos na Capela de Santo Antônio de Pádua homenageando os imigrantes que viveram em Leopoldina. Entretanto, há algum tempo estamos vivenciando o que isto representa para os atuais leopoldinenses.
Num momento é a mensagem da mãe que nos diz:
“Eu não sabia nada sobre os meus avós e agora estou procurando meus tios mais velhos porque o meu filho precisa fazer um trabalho da escola. Minha mãe não se lembra de nada. Mas eu estou gostando muito de descobrir tanta coisa que eu nem desconfiava.”
Dias depois, outra mãe reclama:
“A professora mandou minha filha fazer um trabalho mas quem tem que fazer sou eu. A escola deveria ter dado um livro para as crianças pesquisarem e não ficar mandando eles perguntarem em casa. Eu não tenho tempo. Chego cansada do serviço e ainda tenho que contar uma história que eu nem conheço.”
Um pai nos escreve:
“Por favor, ajudem a resolver um problema. Minha filha quer saber onde os bisavós trabalharam mas eu não os conheci. Só sei que eram italianos.”
E um outro:
“Quero ajudar o meu filho a fazer um trabalho da escola. A professora pediu que os alunos contem a história da família.”
E assim, sucessivamente, vamos percebendo que o assunto está em pauta. Quando sugerimos, há alguns anos, que as escolas de Leopoldina desenvolvessem o tema, a ideia era justamente envolver as famílias. Hoje podemos afirmar que o melhor da festa é esperar por ela, tendo certeza de que será realizada com a participação de todos.
Uma jovem nos escreveu para agradecer pela ideia de celebrar seus antepassados. Há alguns meses, ela e os irmãos estão procurando os parentes mais velhos. Assim como ela, também um rapaz que hoje mora numa grande cidade contou-nos sobre um aniversário em família, cuja comemoração foi planejada depois que leram uma de nossas colunas.
Um amigo manifestou surpresa ao ver que a Prefeitura incluiu os festejos no Calendário de Eventos de 2010. Outro nos disse que “a muda foi plantada!” E assim, nos momentos que antecedem a comemoração, vamos nos convencendo de que realmente a cidade abraçou a ideia de comemorar o Centenário da Colônia Agrícola da Constança e os 130 anos da Imigração Italiana em Leopoldina.
Mas o melhor da festa tem ainda um componente muito importante. A comunidade que vive no território onde foi implantada a Colônia está trabalhando com afinco pelo brilho da festa. Há semanas eles dedicam todo o tempo livre às providências que julgam necessárias. Seja consertando um telhado ou fazendo uma reforma no banheiro, seja pedindo um caminhão de areia e ajudando a espalhá-la no entorno da Capela, muitos são os colaboradores.
Houve um momento em que alguém nos disse que deveríamos contratar uma empresa promotora de eventos para cuidar da organização. Mas o que nós pretendíamos, de fato, era estimular a comunidade. Foi o que dissemos e publicamos várias vezes.
A todos os que estão participando, o nosso agradecimento. E para os que estarão lá no fim de semana, antecipamos nossos cumprimentos e desejamos que participem da alegria que envolve os milhares de descendentes daqueles bravos imigrantes que moldaram a sociedade onde nascemos.

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