Há 130 anos: escolas para o sexo feminino

Em 19 de abril de 1883 o inspetor escolar municipal mandou publicar no jornal O Leopoldinense a lista dos subscritores que contribuíram para a compra de mobília para a escola pública feminina de Leopoldina.

Pela descrição do material, entende-se que parte dele foi adquirido de Maria Augusta de Freitas Malta que era, nesta época, professora e proprietária do internato feminino Colégio de Nossa Senhora do Amparo, como se vê no anúncio abaixo:

Segundo Wander José Neder, no livro Primeiro Centenário da Visita do Imperador a Leopoldina, edição particular de 1981, página 5, o Colégio Nossa Senhora do Amparo foi visitado pelo Imperador Pedro II, sendo escola primária e secundária. Nos Diários do Imperador não há pistas sobre a escola ou a professora. Apenas o comentário: “Segundo o Diário do Imperador, “Colégio de meninas que não me pareceu mau, tendo a mestra fisionomia inteligente.”

No mesmo ano de 1881 foi publicado o resultado do exame de alunos do Colégio Nossa Senhora do Amparo, da professora Maria Augusta,  incluindo alguns do sexo masculino como se vê a seguir:

Em fevereiro de 1882, outro anúncio informando o início das aulas de português, francês e geografia do Colégio de Nossa Senhora do Amparo a cargo do professor Olímpio Clementino de Paula Corrêa.

Ao final do ano, o resultado dos exames também com alguns meninos:

Curso Noturno em 1900

Sob o comando de Dilermando Cruz, foi instalado em Leopoldina, no dia 16 de abril de 1900, um Curso Noturno. Foi criado pela Loja Maçônica Verdade e Luz para funcionar na Rua Sete de Setembro, no mesmo prédio em que o professor mantinha uma escola em regime de externato que funcionava durante o dia. No caso do curso noturno, o objetivo era atender aos adultos.

Galeria da Câmara Municipal de Leopoldina

O Jornal Leopoldinense publicou, recentemente, fotografias de vários chefes do poder municipal desde o final do século XIX. Parece que a coleção de imagens começou a ser organizada a partir da notícia abaixo. Teria sido em abril de 1899, por ocasião do aniversário da cidade que a Galeria foi inaugurada?

Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo 2013

PROGRAMA PRELIMINAR DO QUARTO ENCONTRO DE PESQUISADORES DO CAMINHO NOVO – CONGONHAS – 24 E 25 DE MAIO DE 2013

 

24 – sexta-feira

 

08:30h – Abertura – Prof.a Miriam Palhares (Secretaria de Cultura de Congonhas), Prof. Luciomar de Jesus (Congonhas), Prof. Luiz Mauro Andrade da Fonseca (Barbacena), Prof. Geraldo Barroso de Carvalho (Barbacena) e Prof. Francisco Rodrigues de Oliveira (Barbacena).

 

9:00h – Prof. a Mauricéia Maia

 

09:30h – “Alguns aspectos notáveis  do Caminho Novo” – Prof. Mario Celso Rios (Academia Barbacenense de Letras).

 

10h – “O Caminho Novo sob a perspectiva dos viajantes do século XIX” – Prof.a Edna Maria Resende (Arquivo Publico de Barbacena).

 

10:30h – Intervalo / Café

 

11h – “ O Caminho Novo em mapas da Capitania de Minas Gerais” – Prof.a  Márcia Maria Duarte Santos (Belo Horizonte)

 

11:30h – “0 Universo Urbano e as Estradas Reais e Ferrovias” – Prof.a Helena Guimarães Campos (Belo Horizonte)

 

12h – Almoço

 

14h – “Peregrinos e a Estrada Real: os diversos caminhos dos devotos do Bom Jesus – Prof. Herinaldo Alves (Congonhas)

 

14:30h – “Vértebras do Caminho Novo pelos Sertões do Leste” -professoras Nilza Cantoni e Joana Capella (Leopoldina e Cataguases).

 

15h – Prof. Alex Bohrer (Ouro Preto)

 

15:30h – Prof.a – Leila Barbosa (Juiz de Fora)

 

16h – Intervalo / Café

 

16:30h – ” As imagens dos Passos no Santuário do Senhor Bom Jesus do Matosinhos: uma análise iconológica” – Prof.a  Andréia de Freitas Rodrigues (Juiz de Fora)

 

17h – “ As relações entre o Turismo e a Cultura nos dias atuais” – Prof.Mauro Werkema (Belo Horizonte)

 

17:30h – “Congonhas: patrimônio natural e construído na interseção dos caminhos de Minas” – Prof. Antonio Gilberto da Costa (Belo Horizonte)

 

18h – “Defesa do Patrimonio Historico de Minas Gerais” – Dr. Marcos Paulo de Souza Miranda. (Belo Horizonte).

 

20:30h – Jantar de confraternização

 

25 – sábado

 

9:00h – Visita guiada à obra de Aleijadinho – escultor Luciomar de Jesus (Congonhas)

Diáfanas, o segundo livro de Dilermando Cruz

Há 114 anos: lançado o segundo livro de poesias do leopoldinense Dilermando Martins da Costa Cruz.

Leopoldinenses nascidos em abril de 1913

Dia 5

Antonio de Andrade Machado filho de Américo José Machado e de Altina de Andrade Neto

Dia 12

Diná  filha de Julio Figueiredo Sabino Damasceno e de Francisca Antunes Barbosa

Dia 22

José filho de Osório Costa Melo e de Ana Amelia Finamori

Dia 25

Maria Julieta Giuliani filha de Domenico Giuliani e de Ercilia Zenobi

Dia 28

Lourenço filho de Virgulino Montes Pereira e de Ana de França Teixeira

Ser Noivo, poema de Dilermando Cruz

Em março de 1899 o compositor de tipos da Gazeta de Leopoldina, Ricardo José de Oliveira Martins, acabara de ajustar casamento com Nelsionila Pinheiro, cujas núpcias vieram a realizar-se no dia 18 de novembro do mesmo ano.

Seu amigo e colega de trabalho, Dilermando Cruz, dedicou-lhe o poema abaixo.

Falta de informação sobre professores e escolas leopoldinenses

A inexistência de um Arquivo Público Municipal organizado dificulta enormemente a pesquisa. A maioria dos livros antigos não teve um tratamento adequado e possivelmente muitos já se perderam. Sendo assim, na falta de acesso aos registros oficiais, uma das fontes utilizadas foram os jornais e a literatura publicada, o que reduz enormemente o espectro porque o mais antigo jornal da cidade é de 1879 e os livros de memórias só apareceram no século XX.

Como exemplo, citamos a notícia abaixo que é uma transcrição de sessão da Câmara Municipal publicada pelo jornal O Leopoldinense. Naturalmente que os denominados Atos do Agente Executivo foram encaminhados ao jornal em algum suporte. Não nos parece viável que tenham sido repassados oralmente. Teriam os livros de Atas sido levados à oficina tipográfica para serem copiados e depois devolvidos à Câmara?

Reiterando a enorme dificuldade da pesquisa, deixamos aqui registrados os nomes de mais dois professores públicos:

Do primeiro não temos outras informações, nem tampouco desta escola localizada no Córrego do Moinho. Já o segundo foi Gustavo Augusto Pereira Pinto, nascido em Leopoldina aos 13 de abril de 1868, filho de Francisco de Paula Pereira Pinto e Carolina Rosa de São José.

Aos 13 anos Gustavo cursava a instrução secundária e aos 20 se tornou professor em Conceição da Boa Vista, onde casou-se em 9 de junho de 1894 com sua sobrinha Amélia Eloyna de Almeida, nascida em Leopoldina no dia 1 de dezembro de 1870.

Um de seus irmãos foi Emílio Augusto Pereira Pinto que durante algum tempo foi secretário gerente da Gazeta de Leopoldina.  Emílio foi pai, entre outros, do escrivão Milton Ramos Pinto e do professor Emílio Ramos Pinto, este último tendo sido diretor do Grupo Escolar Ribeiro Junqueira.

No início dos anos de 1900 Gustavo transferiu-se com a família para Leopoldina, onde foi comerciante antes de se tornar Secretário do Gymnasio Leopoldinense, instituição na qual trabalhou até falecer aos 31 de agosto de 1940.

Professorado antigo em Leopoldina

Neste resgate das informações existentes sobre a educação em Leopoldina, não foi possível elaborar uma relação exaustiva dos professores que atuaram no município. Para suprir parcialmente esta falha, criamos a tag professor ou professora + nome para todos aqueles que localizamos. Desta forma será mais fácil referenciá-los e localizá-los nas diferentes postagens.

Na maioria das vezes não foram encontrados esclarecimentos, como ocorreu com a notícia abaixo.

No mesmo mês e ano foi publicado no jornal O Mediador:

Desta forma ficou definida a localização da Escola no distrito de Rio Pardo, atual município de Leopoldina.

Os nomes das escolas em Leopoldina

Nem sempre foi possível identificar corretamente as escolas mencionadas nas fontes consultadas. Muitas vezes o problema decorreu da duplicidade de nomeação para a mesma instituição, como parece ser o caso deste Colégio Emulação Leopoldinense que pode ter sido o mesmo Externato Santo Antonio, cujos exames foram publicados no final do ano de 1882 e citados aqui no blog. Esta conclusão baseia-se no fato de ambos terem o mesmo diretor e terem funcionado no mesmo ano.