Viagem Proibida: um livro interessante

No início de dezembro li A Viagem Proibida: nas trilhas do ouro, de Mary del Priore. Trata-se de um conto infanto juvenil que a editora Planeta publicou em 2013,  coleção Aventuras na História. Gostei tanto que resolvi comprar para presentear um pré-adolescente daquele tipo que os pais dizem não saber mais como controlar. Agora, ao receber mensagem do garoto, resolvi comentar aqui no blog porque de vez em quando recebo pedidos de sugestão de livros.

A Viagem Proibida: nas trilhas do ouroChamou a minha atenção a relativa velocidade com que o menino decidiu folhear o livro. Foi um presente de natal mas a família viajou logo em seguida, retornando no último dia 20. Até onde eu saiba, o presenteado não é propriamente um leitor e eu dei o livro justamente pensando em estimular o interesse. Mas a tia foi logo dizendo que ele nem abriria o presente.

Também me surpreendi com o comentário de que não encontrou outra coisa interessante na Bibliografia. Oras, eu não imaginava que alguém de 12 anos iria procurar algo mais na lista de obras utilizadas pela autora. Depois entendi que ele estava procurando outras obras da mesma coleção.

Disse-me o amiguinho que não quer falar nada no “face” porque os colegas vão “pilhar de besta”. Mas que eu tinha que saber que ele gostou muito. E acrescentou: “livro de história não é chato sempre, né?”

Sendo assim, deixo aqui meu recado: quando você estiver pensando em presentear alguém, não hesite em passar por uma livraria.

A Inquisição na América Portuguesa

Frequentemente o tema Inquisição surge em meio aos estudos de quem se dedica a pesquisas dos primeiros séculos da História do Brasil. Infelizmente, porém, não é muito fácil encontrar material de consulta. Por esta razão, sugerimos a tese de doutoramento pela USP de Aldair Carlos Rodrigues, sob o título Poder Eclesiástico e Inquisição no Século XVIII Luso-Brasileiro: Agentes, Carreiras e Mecanismos de Promoção Social.

Resumo:

A problemática central deste trabalho é a multifacetada relação estabelecida entre as estruturas eclesiásticas da América portuguesa e o Santo Ofício por intermédio do clero (e de suas carreiras) no decorrer do século XVIII. Elucidamos aspectos ainda pouco conhecidos dos instrumentos e estratégias que tornaram possível a presença inquisitorial no Brasil, território que nunca sediou um tribunal da Inquisição. Tal ausência hipertrofiava as conexões entre a esfera eclesiástica local e a esfera inquisitorial. Investigamos também o impacto destes aparatos institucionais na sociedade colonial, evidenciando principalmente seus papéis na estruturação das hierarquias sociais.

Leia a tese neste endereço.

Governo colonial, distância e espera nas minas e capitania de Goiás

Imagem ilustrativa

Artigo de Fernando Lobo Lemes publicado na Revista Topoi de jul-dez 2012

RESUMO
“A temporalidade da espera associada aos intervalos impostos pelas distâncias geográficas à burocracia do governo colonial instala a vida dos habitantes de Goiás num ambiente transitório, constituído de eventos provisórios, onde os protagonistas devem fazer face às incertezas, enquanto esperam pelas decisões do rei de Portugal. Com a morte súbita do capitão-general João Manoel de Melo, a formação de um governo provisório aparece como estratégia das elites locais para controlar o tempo de espera e preencher o vazio de poder deixado pela ausência do governador. Neste cenário, os acontecimentos são percebidos como interações de força, cujas tensões podem transformar, ainda que transitoriamente, as relações estabelecidas na hierarquia dos poderes do império.”

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O Uso Indígena do Tabaco

‘Esta que “é uma das delícias, e mimos desta terra…”: o uso indígena do tabaco (N. rustica e N. tabacum) nos relatos de cronistas, viajantes e filósofos naturais dos séculos XVI e XVII Christian Fausto Moraes dos Santos’ é o título completo do artigo de Fabiano Bracht e Gisele Cristina da Conceição publicada na Revista Topoi, janeiro a junho 2013.

RESUMO
“O tabaco (Nicotiana sp.) foi um dos elementos botânicos do Novo Mundo que mais aguçaram a curiosidade de diversos viajantes, eruditos, médicos e filósofos naturais em ambos os lados do Atlântico. As plantas do gênero Nicotiana rapidamente ganharam notoriedade entre homens de letras. O hiato entre as primeiras descrições sobre os diversos predicados do tabaco e sua introdução na Europa foi consideravelmente curto. É provável que os rumores a respeito das propriedades das plantas de Nicotiana tenham chegado à Europa concomitantemente às primeiras folhas ou sementes. Muitos destes relatos incluíam informações a respeito de seu uso pelos povos indígenas. Sua relevância, em meio aos ameríndios, suscitou nos europeus, mesmo com todas as barreiras culturais, um considerável interesse por suas possíveis aplicações e uma irresistível disposição em justificar seu uso.”

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Natureza e Território: O papel do mundo natural na formação e consolidação territorial do Brasil (1839 – 1845)

Artigo de Luis Fernando Tosta Barbato publicado na Revista de História da UEG

Resumo

“Nesse artigo, pretendemos analisar o papel da natureza brasileira na demarcação e na consolidação do território nacional do Brasil. Para isso, utilizamos os artigos contidos nas revistas do IHGB entre os anos de 1839 e 1845, nos quais podemos observar os temores e anseios de intelectuais envolvidos na árdua tarefa de criar símbolos para um jovem país em vias de fragmentação territorial, além de demarcar as fronteiras de um Brasil cercado de inimigos potenciais.”

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Artigo sobre a viagem de Spix e Martius ao Brasil

De Kalina Vanderlei Silva, publicado na Revista Eletrônica do Tempo Presente, trata-se de interessante texto sobre a obra destes viajantes alemães.

“Em 1831 era publicado, em Munique, o terceiro e último volume de Reise in Brasilien auf Befehl Sr. Majestät Maximilian Joseph I, Königs von Baiern in den Jahren 1817-1820, dos naturalistas bávaros Johann Baptiste von Spix e Karl Friedrich von Martius. Uma obra que ficaria conhecida no Brasil como Viagem pelo Brasil entre os Anos de 1817 e 1820, e que, desde que foi traduzida pela primeira vez para português em 1938, tem servido de fonte para incontáveis estudos e historiadores.”

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Reflexões sobre uma rota pouco conhecida

Comunicação de Marcos Paulo de Souza Miranda no IV Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo.

Análise iconológica das imagens do Santuário de Congonhas.

Apresentação de Andréia de Freitas Rodrigues no IV Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo. Restauradora da UFJF, abordou as imagens do Santuário de Congonhas.

Por que os monumentos clássicos do barroco mineiro são tão diferentes do resto do Brasil e de Portugal?

Alex Bohrer, professor de História, História da Arte e Iconografia, abordou os monumentos desconhecidos durante o IV Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo