Construção da Capela de Santo Antônio de Pádua

Nesta fotografia vemos a comunidade reunida no pátio da Capela, para cuja construção os imigrantes se organizaram de várias maneiras. A escritura pública lavrada pelo 2º Ofício de Notas de Leopoldina, datada de 21.08.1912 informa que o terreno foi vendido por Jesus Salvador Lomba (Colono do lote nº 4) e sua mulher Maria Magdalena Lomba, constando de uma quarta ou, cento e vinte e um ares de terreno, que fora adquirido do Tenente Francisco Pimenta de Oliveira e sua mulher, confrontando com as terras da Colônia e as que pertenciam a Lino Gonçalves e sua mulher Maria das Dores Netto. 
 
Pela escritura ficamos sabendo que os compradores foram Luciano Borella, Otavio de Angelis, Luigi Giuseppe Farinazzo, Ferdinando Zaninello, Agostino Meneghetti e Fausto Lorenzetto, além da esclarecedora informação de que pagaram quatrocentos mil réis pelo imóvel para nele ser edificada uma Capela consagrada a Santo Antonio de Pádua. Parece evidente que estas pessoas foram apenas os líderes de um grupo que se dispôs a investir na aquisição do terreno e na construção da igrejinha de Santo Antonio de Pádua.

O Evento Começa pelo Rádio

As comemorações do Centenário da Colônia Agrícola da Constança e dos 130 anos da Imigração Italiana em Leopoldina começam neste sábado, dia 10 de abril.

Às 10 horas a Rádio Jornal AM participa das comemorações com um programa totalmente dedicado ao evento, quando entrevistará os autores da pesquisa – Luja Machado e Nilza Cantoni, no Programa FAZ. Você pode acompanhar pela internet, neste endereço.

E a partir das 18h30 serão iniciadas as apresentações no pátio da Capela de Santo Antônio de Pádua, localizada na Rodovia BR 116, km 770, Bairro da Onça, Leopoldina, MG. Em frente ao Posto Puris.

No domingo, dia 11 de abril, o movimento terá início às 9h30, na Praça João XXIII, no centro de Leopoldina. Dali partirão os membros da Associação de Veículos Antigos de Leopoldina e seus convidados em carreata até a Capela da Colônia, onde serão recebidos por banda de música e pelo público que participará em seguida da missa, leilão e apresentação de paraglider.

O Restaurante Itália Nobre, localizado na rua Presidente Carlos Luz número 644 no centro de Leopoldina, estará realizado um Festival de Massas. Reserva de mesas pelo telefone 32-3441.2267

Venha comemorar conosco!

O Melhor da Festa

Dizem que o melhor da festa é esperar por ela. E nós estamos passando por esta sensação!
No próximo fim de semana estaremos na Capela de Santo Antônio de Pádua homenageando os imigrantes que viveram em Leopoldina. Entretanto, há algum tempo estamos vivenciando o que isto representa para os atuais leopoldinenses.
Num momento é a mensagem da mãe que nos diz:
“Eu não sabia nada sobre os meus avós e agora estou procurando meus tios mais velhos porque o meu filho precisa fazer um trabalho da escola. Minha mãe não se lembra de nada. Mas eu estou gostando muito de descobrir tanta coisa que eu nem desconfiava.”
Dias depois, outra mãe reclama:
“A professora mandou minha filha fazer um trabalho mas quem tem que fazer sou eu. A escola deveria ter dado um livro para as crianças pesquisarem e não ficar mandando eles perguntarem em casa. Eu não tenho tempo. Chego cansada do serviço e ainda tenho que contar uma história que eu nem conheço.”
Um pai nos escreve:
“Por favor, ajudem a resolver um problema. Minha filha quer saber onde os bisavós trabalharam mas eu não os conheci. Só sei que eram italianos.”
E um outro:
“Quero ajudar o meu filho a fazer um trabalho da escola. A professora pediu que os alunos contem a história da família.”
E assim, sucessivamente, vamos percebendo que o assunto está em pauta. Quando sugerimos, há alguns anos, que as escolas de Leopoldina desenvolvessem o tema, a ideia era justamente envolver as famílias. Hoje podemos afirmar que o melhor da festa é esperar por ela, tendo certeza de que será realizada com a participação de todos.
Uma jovem nos escreveu para agradecer pela ideia de celebrar seus antepassados. Há alguns meses, ela e os irmãos estão procurando os parentes mais velhos. Assim como ela, também um rapaz que hoje mora numa grande cidade contou-nos sobre um aniversário em família, cuja comemoração foi planejada depois que leram uma de nossas colunas.
Um amigo manifestou surpresa ao ver que a Prefeitura incluiu os festejos no Calendário de Eventos de 2010. Outro nos disse que “a muda foi plantada!” E assim, nos momentos que antecedem a comemoração, vamos nos convencendo de que realmente a cidade abraçou a ideia de comemorar o Centenário da Colônia Agrícola da Constança e os 130 anos da Imigração Italiana em Leopoldina.
Mas o melhor da festa tem ainda um componente muito importante. A comunidade que vive no território onde foi implantada a Colônia está trabalhando com afinco pelo brilho da festa. Há semanas eles dedicam todo o tempo livre às providências que julgam necessárias. Seja consertando um telhado ou fazendo uma reforma no banheiro, seja pedindo um caminhão de areia e ajudando a espalhá-la no entorno da Capela, muitos são os colaboradores.
Houve um momento em que alguém nos disse que deveríamos contratar uma empresa promotora de eventos para cuidar da organização. Mas o que nós pretendíamos, de fato, era estimular a comunidade. Foi o que dissemos e publicamos várias vezes.
A todos os que estão participando, o nosso agradecimento. E para os que estarão lá no fim de semana, antecipamos nossos cumprimentos e desejamos que participem da alegria que envolve os milhares de descendentes daqueles bravos imigrantes que moldaram a sociedade onde nascemos.

Imigração em Leopoldina

Posse na Colônia em março de 1911

Quase um ano já se passara e ainda existiam terras livres na Colônia Agrícola da Constança. No dia 30 de março de 1911 foi a vez do imigrante Angelo Secanelli tomar posse do lote número 38. Assim como de outros ocupantes, deste colono obtivemos apenas a data de posse no Relatório da Colônia para o exercício de 1911. Não se sabe se permaneceu na atividade agrícola ou se abandonou a terra e a cidade. As profundas alterações nos sobrenomes estrangeiros tornam difícil identificar a trajetória de muitos colonos.

Faltam 11 dias

Nos dias 10 e 11 de abril de 1910 estaremos comemorando os 130 anos da Imigração Italiana em Leopoldina e o Centenário da Colônia Agrícola da Constança.
Você está convidado a comemorar conosco o Centenário da Colônia Agrícola da Constança e os 130 Anos da Imigração Italiana em Leopoldina.
Dia 10 de abril de 2010, sábado.
  • 19:00 horas – Banda Princesa Leopoldina
  • 20:00 horas – A Tarantela – Dança com o Grupo Assum Preto
  • 20:45 horas – Coral Encanto
  • 21:00 horas – Banda Primeiro de Maio
  • 21:30 horas – Coral Antique
Dia 11 de abril de 2010, domingo.
  • 09:30 horas – Concentração da Associação de Veículos Antigos de Leopoldina – AVAL e colecionadores de associações de outros municípios, na Praça João XXIII, saindo em carreata para a Capela de Santo Antonio, no Bairro da Onça.
  • 11:00 horas – Missa campal comemorativa.
  • 12:00 horas – Almoço (adesão)
  • Após o almoço, apresentação de paraglider.
Local: Pátio da Capela de Santo Antonio de Pádua, no Bairro da Onça, Leopoldina-MG, Rodovia BR-116, km 770.
Seja você um descendente de nossos imigrantes ou não, venha comemorar e traga a sua família e amigos.

 

De Maria Luiza Bonini para os Bonini de Leopoldina

 ASSIM É A SAUDADE

Assim é a saudade,
quando entra no coração,
deixando apenas a recordação
do que um dia foi felicidade…

Aquela doce lembrança,
daqueles tão doces beijos,
carregados de desejo,
que de apenas lembrar, a alma balança…

Apenas lembranças perdidas,
de lindas coisas vividas,
que amenizam a solidão…

Aquela gostosa felicidade,
que agora é apenas saudade,
machucando o coração…

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A MINHA SAUDADE
  É diferente da tua, a minha saudade
Enquanto a que sentes é nostalgia
A minha é o alimento que minh’alma invade
Transformando lembranças em poesia
É diferente da tua, a minha saudade
Faz perder-me a devanear lembranças
Tal como se ainda vivesse naquela realidade
É uma saudade com pitada de esperança
É diferente da tua, a minha saudade
Pois ela me transporta ao passado
Deleita-me como fiel cúmplice aliada
É tão diferente da tua, a minha saudade
Secreto prazer que vai comigo
Acompanhando-me, fiel, à eternidade

Festival de Massas no dia 11 de abril em Leopoldina

O Ristorante Italia Nobre abraçou a ideia de comemorar o Centenário da Colônia Agrícola da Constança e os 130 anos da Imigração Italiana em Leopoldina, programando um festival de massas para o dia 11 de abril.
Endereço: rua Presidente Carlos Luz, 644 – Centro – Leopoldina, MG
Reserve sua mesa pelo telefone 32-3441.2267

Zecchini ou Zachini?

Duas foram as razões para optarmos por responder aos comentários de nossos leitores através de novas postagens. A primeira é que o conteúdo nem sempre se relaciona à postagem onde foi feito o comentário. Tem sido comum receber perguntas sobre assuntos completamente diferentes e, se autorizássemos a publicação do comentário e ali o respondêssemos, seria difícil que outros interessados o localizassem.
O segundo motivo é a preservação do endereço de e-mail de nossos correspondentes. É fundamental que o leitor indique um endereço para resposta mas não queremos que sejam identificados pelos robots e se tornem alvo de spam. Por isto, ao mesmo tempo em que enviamos resposta direta a quem fez o comentários, publicamos aqui a nova postagem.
Um leitor pergunta se Zachini e Zecchini são o mesmo sobrenome e acrescenta que encontrou a forma Sachim e Sechine em sua família. O que podemos informar é que o genearca Gaetano Zecchini, procedente da Emilia-Romagna, era casado com Luigia Loffi e foi pai de Emma, nascida na Italia, e de Irma, nascida no distrito de Providência em 1899. O casal pode ter tido outros filhos que não localizamos.
De Antonio Zachini, casado com Annunciata Toccafondo, não temos informações muito seguras. É possível que ele seja o passageiro do vapor Les Andes que saiu da Hospedaria Horta Barbosa em 1887 com destino a Matias Barbosa. Neste caso, a origem da família é Arezzo, na Toscana e Antonio ficou viúvo ainda em Matias Barbosa, por volta de 1900. 
Os Toccafondo passaram ao Brasil em 1896 e também foram para Matias Barbosa. Annunciata Toccafondo e Antonio Zachini foram pais de Delina, nascida por volta de 1906 em Matias Barbosa e casada com Saul Antonio Maimeri, Francisco casado com Maria de Lourdes Rodriguez, Pedro casado com Nizia Lacerda, Helena e João.
Não temos referência às outras duas variações indicadas pelo leitor. Conhecemos apenas a forma Zaquine em Leopoldina, relativa aos descendentes do último casal acima citado.

Italianos no distrito de Providência – final

O leitor interessado nos italianos do distrito de Providência listou alguns nomes que não constam de nossos arquivos. Talvez por serem variações de grafia. Como ele não incluiu o e-mail no comentário, concluímos nossa resposta aqui pelo blog, citando alguns personagens que podem corresponder às últimas famílias consultadas por ele.
  • Brandi – Assim como Brand e Brando, é uma variação da palavra germância branda que significa espada ou gládio. O sobrenome tem o sentido de guerreiro. Em Leopoldina encontramos, além dos descendentes de Braz Brando que viveu na Colônia Agrícola da Constança, referência a Vincenzo Brandi que foi sepultado na sede municipal em 1917.
  • Breschiliaro, Antonieta  – nasceu em 1897 em Providência, filha de Pietro Breschiliano e Luigia Zanetti.
  • Bruni, Albina  – era casada com Giacomo Minelli, família contratada para Providência mas que se espalhou pelo município, com forte incidência em Ribeiro Junqueira. Alvina faleceu na sede municipal em 1916.
  • Bugghaletti, Rigo  – nasceu em 1897 em Providência.
  • Guidotti – Pietro Guidotti com a esposa Vida Matuzzi e três filhos foram para fazenda de São Martinho em 1897. Nomes dos filhos: Alfredo, Silvio, Emilio. Em Providência nasceram Vicente (1899) e Silvio (1902).
  • Lovisetti, Maria Marcolina  casou-se em 1901, no distrito de Ribeiro Junqueira, com Domenico Claudio Finotti. Migraram para Carangola, MG.
  • Scarelli, Adolfo – nasceu em 1898 no distrito de Providência, filho de Francesco Scarelli e Teresa Federici.
  • Vavassovi – Alessando Vavassovi e a esposa Angela Marchetti viviam no distrito de Providência em 1897, quando nasceu um filho do casal falecido no mesmo ano. Este filho aparece em fontes documentais como Giuseppe Vavassovi e também como Joseph Brasile Vavassovi.
  • Zini – Antonio Zini passou ao Brasil em 1877, instalando-se na Colônia Grão Pará, atual município de Orleans, Santa Catarina. Em 1895 já estava em Leopoldina, tendo falecido no distrito de Piacatuba em 1902. Seus filhos constituiram família na cidade: Luigi casou-se com Rosa Farinazzo e Giuseppe casou-se com Orsola Cagliari. Alguns descendentes migraram para a região de Governador Valadares.