Cineclub em Leopoldina

Informativo da MAISS CONHECIMENTO

 

No último dia 24 de setembro foi exibido na ACIL, em Leopoldina, o filme alemão “A Onda” (Welle, Die). Esta sessão, promovida pelo Cineclube Cumbuca, teve a parceria da Secretaria Municipal de Cultura, através da Maiss Conhecimento, que negociou junto a distribuidora a liberação da exibição do filme.

Filme polêmico, que faz parte da nova safra do cinema alemão, dirigido por Dennis Gansel, o longa teve uma indicação na Competição Dramática Internacional do Festival de Sundance 2008 por narrar à história real de um professor que em 1967, nos EUA, tenta explicar o nazismo a seus alunos, através de uma atividade chamada ‘A onda’. Após mostrar na prática como nasce, cresce e se sustenta ideologicamente um regime totalitário, ele vê seus alunos não só acolherem a idéia, como passarem a se comportar de tal forma que o experimento quase descamba para uma tragédia em apenas cinco dias.

Segundo Rodolfo Lima, consultor da Maiss Conhecimento, esta parceria firmada, proporciona à população de Leopoldina a oportunidade de conhecer belas obras cinematográficas que, na maioria das vezes, não são oferecidas em DVD. Vale ressaltar que o filme continua em exibição nos cinemas das capitais brasileiras.

Rodolfo Lima antecipa a informação sobre o próximo filme a ser exibido pela parceria: “Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei”. Documentário sobre a ascensão e queda de Wilson Simonal (1939-2000).

A data da sessão será informada pelo Cineclube Cumbuca. Acesse através do endereço

O Cineclube Cumbuca é coordenado por Oswaldo Giovannini Junior, Thaylis Carneiro, Rosenilha Fajardo e Iano Oliveira. Funciona todas as quintas no prédio da ACIL, na Rua Ribeiro Junqueira às 19h00min horas. A entrada é franca.

 

XII – Sobrenomes

A relação abaixo, publicada em outubro de 2009, sofreu inúmeras correções conforme informado no início da revisão que começou a ser publicada em fevereiro de 2019. Ressaltamos, especialmente, o texto disponível neste endereço.
Este capítulo se encerra com os sobrenomes identificados e que representam o esforço para resgatar um pouco da memória de tantos imigrantes italianos que habitaram o município de Leopoldina.
Abolis, Agus, Albertoni, Amadio, Ambri, Ambrosi, Andreata, Andreoni, Andreschi, Anselmo, Antinarelli, Antonelli, Antonin, Anzolin, Apolinari, Apova, Apprata, Arleo, Aroche, Artuzo
Bagetti, Balbi, Balbini, Baldan, Baldasi, Baldini, Baldiseroto, Baldo, Baqueca, Barbaglio, Barboni, Barra, Bartoli, Basto, Battisaco, Beatrici, Beccari, Bedin, Bellan, Benetti, Bergamasso, Berlandi, Bernardi, Bertini, Bertoldi, Bertulli, Bertuzi, Bestton, Betti, Bighelli, Bigleiro, Bisciaio, Bogonhe, Boller, Bolzoni, Bonini, Bordin, Borella, Bovolin, Brandi, Brando, Breschiliaro, Bresolino, Bronzato, Bruni, Bugghaletti, Bullado, Buschetti
Cadeddu, Cagliari, Caiana, Calloni, Caloi, Calza, Calzavara, Campagna, Campana, Cancelliero, Canova, Capetto, Cappai, Cappi, Capusce, Carboni, Carmelim, Carminasi, Carminatti, Carrara, Carraro, Casadio. Casalboni. Casella. Cassagni, Castagna, Castillago, Cataldi, Catrini, Cavallieri, Cazzarini, Cearia, Ceoldo, Cereja, Cesarini, Chiafromi, Chiappetta, Chiata, Chinelatta, Chintina, Ciovonelli, Cobucci, Codo, Colle, Columbarini, Contena, Conti, Corali, Corradi, Corradin, Cosenza, Cosini, Costa, Costantini, Crema, Cucco
Dal Canton, Dalassim, Dalecci, Dalla Benelta, Danuchi, Darglia, De Angelis, De Vitto, Deios, Donato, Dorigo, Duana
Eboli, Ermini, Estopazzale
Fabiani, Faccin, Faccina, Fachini, Falabella, Falavigna, Fannci, Fanni, Farinazzo, Fazolato, Fazzolo, Federici, Fermadi, Ferrari, Ferreti, Ferri, Fichetta, Filipoli, Filoti, Finamori, Finense, Finotti, Fioghetti, Fiorato, Fofano, Fois, Fontanella, Formacciari, Formenton, Fovorini, Franchi, Franzone, Fucci, Fuim
Galasso, Gallito, Gallo, Gambarini, Gambato, Gasparini, Gattis, Gazoni, Gazziero, Gentilini, Geraldi, Geraldini, Gessa, Gesualdi, Ghidini, Giacomelle, Giamacci, Gigli, Gismondi, Giudici, Giuliani, Gobbi, Gorbi, Gottardo, Grace, Graci, Grandi, Griffoni, Grilloni, Gripp, Gronda, Gruppi, Guarda, Guardi, Guelfi, Guerra, Guersoni, Guidotti
Iborazzati, Iennaco
La Rosa, Lai, Lamarca, Lami, Lammoglia, Lazzarin, Lazzaroni, Leoli, Lingordo, Locatelli, Locci, Loffi, Longo, Lorenzetto, Lorenzi, Lucchi, Lupatini
Macchina, Maciello, Magnanini, Maiello, Maimeri, Malacchini, Mamedi, Mancastroppa, Mantuani, Manza, Maragna, Marangoni, Marassi, Marcatto, Marchesini, Marchetti, Marda, Marinato, Mariotti, Marsola, Martinelli, Marzilio, Marzocchi, Matola, Matuzzi, Mauro, Mazzini, Meccariello, Melido, Meloni, Melugno, Menegazzi, Meneghelli, Meneghetti, Mercadante, Mescoli, Meurra, Miani, Minelli, Minicucci, Misalulli, Mona, Monducci, Montagna, Montovani, Montracci, Morciri, Morelli, Moroni, Morotti
Nacav, Naia, Nani, Netorella, Nicolini, Nocori
Pacara, Pachiega, Padovan, Paganini, Pagano, Paggi, Panza, Pasianot, Passi, Pavanelli, Pazzaglia, Pedrini, Pedroni, Pegassa, Pelludi, Perdonelli, Perigolo, Pesarini, Petrolla, Pezza, Piatonzi, Picci, Piccoli, Pierotti, Pighi, Pinzoni, Piovesan, Pittano, Pivoto, Piza, Porcenti, Porcu, Pradal, Prete, Previata, Principole, Properdi
Rafaelli, Raimondi, Ramalli, Ramanzi, Ramiro, Rancan, Ranieri, Rapponi, Ravellini, Reggiane, Richardelli, Righetto, Righi, Rinaldi, Rizochi, Rizzo, Roqueta, Rossi
Sabino, Saggioro, Sallai, Saloto, Samori, Sampieri, Sangalli, Sangiorgio, Santi, Sardi, Scantabulo, Scarelli, Schettini, Sedas, Sellani, Simionato, Sparanno, Spigapollo, Spoladore, Steapucio, Stefani, Stefanini, Stora
Taidei, Tambasco, Tartaglia, Tazzari, Tedes, Testa, Tichili, Toccafondo, Todaro, Togni, Tonelli, Tosa, Traidona, Trimichetta, Tripoli, Trombini
Valente, Vargiolo, Varoti, Vavassovi, Vechi, Venturi, Verona, Veronese, Vigarò, Vigeti, Viola, Vitoi
Zaccaroni, Zachini, Zaffani, Zamagna, Zamboni, Zamime, Zanetti, Zaninello, Zannon, Zecchini, Zenobi, Ziller, Zini, Zotti

XI – Números

Números são sempre perguntados por alguns leitores. Ao longo destes anos chegamos a alguns deles. O primeiro refere-se aos personagens nascidos na Itália que, segundo as fontes consultadas, somaram 1.867 (um mil, oitocentos e sessenta e sete) pessoas. Ao finalizar o estudo, obtivemos a uma lista de 597 (quinhentos e noventa e sete) sobrenomes de imigrantes italianos em Leopoldina.
Reiteramos que estes dois números sofreram modificações entre a data em que o levantamento foi concluído – maio de 2003, e a finalização do trabalho em junho de 2009. Conforme já foi dito, nomes foram excluídos ou acrescentados por diversas razões. As exclusões ocorreram por variações no nome de um mesmo imigrante, por descobrir posteriormente que o personagem não residiu no município ou por só ter sido mencionado em uma única fonte. Os acréscimos ao total inicial foram, basicamente, consequência de correção de falhas não observadas na primeira análise.
Do universo final de sobrenomes, 406 (quatrocentos e seis) pertencem a imigrantes sobre os quais reunimos um maior número de informações. Em sua maioria são de famílias que ainda vivem em Leopoldina, muito embora nem todas o preservem na forma original. Além do que, habitualmente o italiano não transmitia ao descendente o sobrenome materno.

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As Olimpíadas de História mostram que conhecimento se constrói a cada experiência
por Natania Nogueira
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X – Delimitando o Universo Pesquisado

Muitos nomes foram excluídos da listagem por terem sido localizados em apenas uma das fontes consultadas. Em alguns casos foi possível descobrir que, embora o casamento tenha sido realizado na Paróquia de São Sebastião, os noivos não residiam em Leopoldina. Também muitos nomes constantes nos registros de hospedaria como tendo sido contratados por fazendeiros do município, na realidade desembarcaram em uma de suas estações ferroviárias mas foram trabalhar em municípios vizinhos, como Palma, Cataguases e Muriaé. No sentido inverso, imigrantes contratados para trabalhar em outros municípios fixaram residência em Leopoldina poucos meses depois. Entre estes, além dos acima citados há os que foram inicialmente para Ubá, Astolfo Dutra e São João Nepomuceno. Importante destacar, ainda, que Recreio e Argirita eram distritos de Leopoldina no período analisado.
Portanto, é preciso esclarecer que o resultado encontrado não pode ser considerado como definitivo, mas tão somente um esboço que prescinde de maior aprofundamento. Talvez o leitor se pergunte se, a partir da afirmação de que muito ainda há por fazer, não seria mais conveniente adiar a publicação ora encetada. Neste caso, sugere-se um argumento em contrário, no sentido de considerar que, após 15 anos de pesquisas, não foi possível atingir plenamente o objetivo proposto, ou seja, responder adequadamente à questão que motivou o estudo. Se depois de todo este tempo não foi possível identificar todos os imigrantes que aqui viveram entre 1880 e 1930, abandonar o material já reunido seria desistir de comunicar aos moradores de Leopoldina o conhecimento adquirido até então. Esta é, portanto, uma conclusão provisória que se espera seja utilizada pelos próximos pesquisadores.

IX – Alterações em núcleos familiares

Não foram poucos os casos em que um mesmo personagem apareceu com diversas formas de nomes. Somente após inúmeras comparações foi possível reuni-los sob um único sobrenome. Provavelmente muitos mais ainda o serão, quando outros estudiosos complementarem o estudo que ora se conclui.
Por outro lado, ao longo do tempo fomos levados a recompor diversos núcleos, ampliando o número de personagens de nosso estudo. Para este fato, citamos três exemplos.
Sabemos, entre outros, que Giovanni foi transformado em João, Giuseppe em José, Giordano em Jordão e Pietro em Pedro. Sabemos também que muitos italianos receberam dois nomes no nascimento mas que muitas vezes o segundo nome não foi preservado nos registros realizados aqui no Brasil. Portanto, ao localizarmos o batismo do filho dos italianos João e Amália, fizemos uma comparação com os outros dados já recolhidos sobre o grupo familiar e na maioria das vezes concluíamos tratar-se do filho do casal Giovanni-Amabile.
Num destes casos, entre os batismos dos filhos encontramos as seguintes variações para o nome do pai: João, Jovão e Jovane. A mãe apareceu como Maria Amalia, Amalia, Adelia e Maria Adelia. Em nosso banco de dados tínhamos o casal Giovanni-Amabile. Considerando que os oito batismos indicaram que as crianças nasceram a um intervalo médio de 17 meses, e que a primeira criança nasceu 11 meses após o casamento dos pais, montamos o grupo familiar após verificar que os padrinhos das crianças incluíam sempre um dos avós.
Quando fizemos uma revisão no livro de sepultamentos do cemitério de Leopoldina, percebemos que uma das crianças aparecia como filha de “Jordão”. Decidimos refazer outras buscas e consultas a familiares, tendo descoberto que existiu um Giordano na família. Este personagem passou ao Brasil antes dos pais, foi para o estado de São Paulo e só veio para Leopoldina muitos anos depois, já casado e com filhos. Além disso, faleceu em outro estado para onde seus filhos tinham migrado na década de 1920. Mais algumas consultas e aquele grupo familiar foi acrescido de mais 6 pessoas: Giordano, a esposa que também se chamava Amabile e 3 filhos homônimos dos primos nascidos em Leopoldina.
O segundo exemplo é relativos aos irmãos Antonio Sante, Antonio Agostino e Agostino Sante. Os três casaram-se com mulheres de nome Maria e tiveram filhos a intervalos que permitiria localizá-los num mesmo núcleo familiar.
O terceiro caso é dos irmãos Giovanni, Giovanni Battista e Battista Fortunato, cujas esposas se chamavam Ana, Maria e Mariana. Nos assentos paroquiais estes irmãos aparecem ora como João, João Batista ou apenas Batista e as esposas aparecem como Ana Maria ou apenas Maria.

VIII – Análise do Resultado

É reconhecida a impossibilidade de se retratar fielmente o passado, uma vez que, por mais que se controle a análise dos documentos, ela é sempre orientada pelo presente, ou seja, pela interpretação que o pesquisador é capaz de fazer dos vestígios que consegue recuperar.
Destacamos, a propósito, que em Apologia da História (Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001, p.73) Marc Bloch chama a atenção para as características da observação, já que
o conhecimento de todos os fatos humanos no passado deve ser um conhecimento através de vestígios.
Este autor indica a contribuição das testemunhas como fonte subsidiária para que o pesquisador volte no tempo se fazendo acompanhar de materiais fornecidos por gerações passadas. Entretanto, alerta (p. 75),
o conhecimento do passado é uma coisa em progresso, que incessantemente se transforma e aperfeiçoa.
Assim é que, através de pistas fornecidas pelos colaboradores, foi possível fazer uma comparação entre as citações encontradas nas fontes. Inclusive, e isto é de enorme importância, entrevistas indicaram caminhos para se identificar transformações sofridas por grande número de sobrenomes italianos.
Nunca será excessivo mencionar dois exemplos clássicos. Num deles, um italiano aparece no registro de estrangeiros como Severino Terceira, nome que dificilmente será original. O outro caso é o de Sancio Maiello que se transformou em Francisco Ismael.

VII – Outras buscas

Uma outra fase do levantamento foi realizada no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro. Ali foram encontrados alguns processos de registro dos estrangeiros que viviam em território nacional na década de 1940. Além disso, contamos com a prestimosa colaboração do saudoso Luiz Raphael, que mantinha no Espaço dos Anjos um bom número de cópias de documentos deste gênero.
Numa outra fase do projeto, a contribuição de nossos entrevistados foi muito importante. De modo geral, abordamos descendentes e antigos moradores de Leopoldina para uma conversa informal. Evidentemente levávamos um roteiro dos pontos de nosso interesse, mas sempre optamos por entrevistas semiestruturadas por acreditarmos que os interlocutores se sentiriam mais à vontade. Nestes contatos, além de nos contarem o que sabiam sobre os imigrantes, muitas vezes nos ofereceram documentos e fotografias.

VI – Processo de Busca

Inicialmente foram listados os nomes constantes das fontes encontradas, relativos a um espaço de tempo mais amplo do que o recorte temporal especificado. Os livros paroquiais consultados foram os de batismo de 1852 a 1930 e os de casamentos de 1872 a 1930.
Esta coleta permitiu estabelecer o período provável de entrada dos imigrantes entre 1875 a 1910, o qual determinou as buscas nas listas de passageiros e nos livros das hospedarias. Entretanto, só foi possível localizar registros de hospedarias entre 1888 e 1901.
Quanto aos livros de sepultamento, só foram encontrados os do cemitério da sede municipal a partir de 1889. Por não terem sido localizados os livros relativos aos distritos de Leopoldina, seria necessária uma busca pessoal em cada cemitério, correndo-se o risco de inúmeras falhas por não terem sido preservadas todas as lápides. Optamos, então, por registrar apenas os óbitos localizados nas fontes textuais disponíveis.
Da mesma forma, não houve sucesso na tentativa de levantamento intensivo dos registros de compra e venda de imóveis. O Cartório de Registro de Imóveis de Leopoldina permitiu, uma única vez, que se consultasse um arquivo com fichas descritivas. Outras informações do gênero foram obtidas em certidões gentilmente fornecidas por familiares, em processos de inventário, nos Relatórios da Colônia Agrícola da Constança e em notícias de jornais.

V – Teoria Necessária

Em História e Memória (4. ed. Campinas: Unicamp, 1996), Jacques Le Goff declara que  o passado é possível recuperar duas formas de memória: os monumentos e os documentos. Monumento é o que pode evocar o passado e permitir a recordação do vivido, como estátuas, construções e atos escritos. Assim como os monumentos entendidos nesta acepção, os documentos históricos são também monumentos, produzidos conscientemente para deixar registrado um momento, uma passagem ou uma forma de ordenamento social. O documento escrito é resultado da escolha de quem o produziu, baseado nas concepções vigentes ao seu tempo.
Acrescente-se o ensinamento de Michel de Certeau em A Escrita da História (2. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2006, p.81) a respeito da produção de documentos pelo pesquisador. Ao iniciar um trabalho, é necessário separar o material e reordená-lo na forma adequada ao estudo que se pretende. Este movimento é designado como produção de documentos de pesquisa. Portanto, numa pesquisa historiográfica podem ser utilizados documentos históricos (monumentos) para se produzir documentos de pesquisa. O estudioso, segundo Michel de Certeau, não aceita simplesmente os dados, mas combina-os para constituir as fontes sobre as quais atuará.
Sobre este aspecto, lembremo-nos de Carlo Ginsburg em Mitos, emblemas, sinais (São Paulo: Cia das Letras, 1990) quando chama a atenção para o fato de que se deve dar prioridade à fonte original, procurando o que é peculiar e importante para reconstruir um acontecimento do passado de acordo com os objetivos do estudo que se realiza.