Imigração e família em Minas Gerais no final do século XIX

Este artigo de Tarcísio Rodrigues Botelho, Mariângela Porto Braga e Cristiana Viegas de Andrade já foi aqui mencionado. Mas atendendo o pedido de um leitor, indicamos a leitura integral do texto.

RESUMO

Em fins do século XIX e princípios do século XX os fluxos migratórios atingiram proporções significativas em Minas Gerais, especialmente graças à construção de Belo Horizonte e à expansão da lavoura cafeeira na região sul e na Zona da Mata. A partir dos registros da Hospedaria Horta Barbosa, em Juiz de Fora, no ano de 1896, apresentam-se algumas características desses contingentes: sua composição etária e sua origem, bem como a composição dos grupos familiares que migravam. A julgar pelo perfil encontrado nesse ano, os imigrantes que estavam se dirigindo para Minas Gerais ajustavam-se ao padrão da imigração subsidiada, com predomínio dos grupos familiares. O perfil etário e o de sexo diferenciam-se do perfil clássico dos migrantes, no qual predominam os homens jovens.

Palavras-chave: demografia histórica; imigração; família.


Revista Brasileira de História – Imigração e família em Minas Gerais no final do século XIX

Joaquim Sangirolami : centenário de nascimento

Nasceu em Leopoldina no dia 6 de março de 1911, filho de Pietro Sangirolami e Paschoa Bonini.

Temas de pesquisa na História do Brasil

“A história de um militante anarquista como Avelino Fóscolo implicava a reflexão sobre a lógica específica da história, instigava a abordagem do papel do sujeito na história e me colocou frente a frente com o tema da criação.
Continuando a leitura da Revista História da Historiografia, de setembro de 2010, encontrei este outro texto muito interessante. A autora, Regina Horta Duarte, declara que “a lógica histórica, o sujeito e a criação são como três fios” que sustentaram suas pesquisas. E sua escrita é envolvente. Seja quando informa que a trajetória do personagem Fóscolo mostrou-lhe ser possível “privilegiar simultaneamente a necessidade e a contingência, a continuidade e a mudança, a repetição e a diferença, o instituído e o instituinte” ou quando conclui declarando:

“Disciplina que se situa entre os vivos e os mortos, entre o passado e o presente, a história nos possibilita nos diferenciar daqueles que nada mais podem fazer. Enfim, estamos vivos. Essa constatação é fonte de alegria e, nela, o devir se apresenta como tempo de ação, de usufruto das possibilidades disponíveis e de instituição social-histórica.”

O artigo Lógica histórica, sujeito e criação: temas de pesquisa na história do Brasil, século XIX e XX está disponível neste endereço.

Virgilio: centenário de nascimento

Nasceu em Leopoldina no dia 5 de março de 1911, filho de Emilio Carlos de Oliveira e Querina Matilde de Oliveira Montes. Seu pai era neto materno dos povoadores Bernardo José Gonçalves Montes e Maria Antonia de Jesus.

Os Historiadores e a Declaração Universal dos Direitos Humanos

Um artigo de Antoon de Baets, publicado na revista História da Historiografia nr. 5, setembro de 2010,  sob o título O impacto da Declaração Universal dos Direitos Humanos no estudo da História, suscita boas reflexões sobre o papel de quem escreve e/ou ensina História.
Abordando diretamente os artigos da Declaração ou combinando-os, o autor procura demonstrar que ali está uma fonte de “cinco importantes direitos para os historiadores: o direito à livre expressão e informação, o de se reunir e fundar associações, à propriedade intelectual, à liberdade acadêmica e ao silêncio” e de “três deveres dos historiadores: o dever de produzir conhecimento especializado sobre o passado, o de disseminá-lo e o de ensiná-lo”.
Para leitura na íntegra, acessem este endereço.

Amélia Vargas: centenário de nascimento

4 de março de 1911 – Nasce em Leopoldina, filha de Josué de Vargas Filho e Felicíssima Rodrigues de Carvalho.

Encarte do Professor – Revista de História da Biblioteca Nacional

Os encartes elaborados “com o objetivo de oferecer sugestões de trabalhos na sala de aula, com propostas de atividades que buscam despertar a curiosidade dos alunos não só pela História do nosso país, como também pela leitura de um modo geral” podem ser acessados neste endereço.

Voluntariado como alternativa

Recente notícia da Agência Ecclesia de Portugal, sobre a atuação de voluntários, poderia ser seguida por tantas instituições brasileiras que alegam falta de pessoal para colocar acervos à disposição do público.
“O arquivo histórico e documental do Patriarcado de Lisboa está a ganhar vida nova, graças a uma vaga de voluntariado cultural que reúne recursos humanos das mais diversas áreas de actuação.”
Vejam matéria completa:

Fonte Histórica

Continuando com as indicações de leitura, voltamos a José D’Assunção Barros. Hoje com um extrato de seu livro O Campo da História, cuja 8a. edição saiu recentemente pela Editora Vozes.
“A fonte histórica, já o dissemos, é aquilo que coloca o historiador diretamente em contato com o seu problema. Ela é precisamente o material através do qual o historiador examina ou analisa uma sociedade humana no tempo, ou um processo histórico na dinâmica do seu devir. Uma fonte pode preencher uma das duas funções acima explicitadas: ou ela é o meio de acesso àqueles fatos históricos que o historiador deverá reconstruir e interpretar (fonte histórica = fonte de informações sobre o passado), ou ela mesma … é o próprio fato histórico. Vale dizer, neste último caso considera-se que o texto que se está tomando naquele momento como fonte é já aquilo que deve ser analisado, enquanto discurso de época a ser decifrado, a ser compreendido, a ser questionado. É neste sentido que diremos que a fonte pode ser vista como ‘testemunho’ de uma época e como ‘discurso’ produzido em uma época.”
Para o texto completo, visitem este endereço.

O surgimento das cidades brasileiras

Talvez este seja um tema que interesse a todos que estudam a história do lugar onde nasceram. Em algum momento da pesquisa, ocorre de nos perguntarmos os motivos que levaram um grupo de pessoas para determinado lugar, surgindo ali um arraial mais tarde transformado numa cidade. A bibliografia é vasta, permitindo formar um panorama bastante amplo pela leitura dos inúmeros autores que trataram do assunto. Mas nem sempre o acesso a publicações acadêmicas é fácil. Por esta razão, hoje destaco uma leitura interessante sobre
“a constituição das cidades nos sertões do Brasil a partir de repertórios de ação associados ao rancho, ao pouso/pousada e às tropas que, nos percursos longínquos da história brasileira, alicerçam a constituição das cidades no vasto território desse Estado-Nação”.
Com o título Percepções do Espaço-Tempo Brasileiro: O Rancho em um Lugar, o artigo de Margarida do Amaral Silva foi publicado na Revista de História Comparada do Programa de Pós Graduação da UFRJ volume 3, número 1, que pode ser lido neste endereço.