Escrever História

“O historiador, como o escritor de uma maneira mais geral, dificilmente pode prescindir de projetar uma forma antes de partir para a elaboração do seu texto, mesmo que esta forma mostre-se apenas provisória, pronta a ser retificada à medida que se escreve, ou mesmo substituída por outra que posteriormente se revele mais adequada. Dito de outra maneira, o escritor do texto historiográfico precisa visualizar previamente a estrutura através da qual ele organizará os seus materiais, as suas análises, as partes narrativas e descritivas de sua reflexão. Como expor tudo isto ao leitor, torná-los claros e atrativos para ele, e, na verdade, para si mesmo? Ademais, se preciso falar de um determinado número de coisas em meu texto historiográfico, se preciso apresentar um certo conjunto de resultados, como decidir sobre o que falar em primeiro lugar? Como criar um sistema de encadeamentos, inclusive hierarquizando no tempo da minha própria narrativa alguns eventos que são simultâneos, e não sucessivos? Como enfrentar os dilemas oriundos das escolhas narrativas diante de uma prática textual de escrita e leitura que é linear?”
José D’Assunção Barros
História, narrativa, imagens. Desafios contemporâneos do discurso historiográfico
Continuando nossas sugestões de leitura, convidamos para uma reflexão sobre a forma como o discurso historiográfico se apresenta através da leitura do texto completo.

Preservação de Bens Culturais

Até quando vamos continuar assistindo a destruição dos bens culturais?

Em Divino, MG, é a destruição do piso da igreja, como pode ser visto nesta matéria

Portal Caparaó

Em Cabo Frio é a diocese mandando derrubar, num fim de semana, uma construção protegida por leis municipais.

E assim sucessivamente, vamos tomando conhecimento do desprezo que algumas pessoas devotam ao nosso patrimônio.

Como está a educação patrimonial nas escolas de Ensino Fundamental?

Preservação de Bens Culturais

A organização não governamental Escudo Azul chegou a Minas Gerais. Vejam entrevista com Bethania Reis Veloso sobre a organização que tem por objetivo a proteção e preservação das coleções e bens culturais.

A renovação dos conteúdos e métodos da História ensinada

Muito bom o texto de Crislane Barbosa Azevedo disponível neste endereço. Eis o resumo.

“Conhecimento acerca do campo profissional em que atuamos é imprescindível para planejarmos melhorias em nossas práticas. Partindo dessa premissa e com base em pesquisa bibliográfica, este artigo, de caráter propositivo e analítico, apresenta mudanças e permanências por que passou o ensino de história no Brasil no século 20, possibilidades metodológicas de renovação da História ensinada por meio de um processo de formação docente voltado a práticas de pesquisa, bem como de fontes e bibliografia especializada passíveis de uso pelo professor em suas aulas. A renovação no ensino de História nas escolas básicas de nosso país representa desafios ainda no século 21. Evidenciamos que, para mudanças de maior monta, requer-se solidez teórico-metodológica no planejamento docente.”

Taxista sabe-tudo vira atração histórica em Minas

“Ranulfo virou uma atração a mais para os turistas que visitam as igrejas e monumentos históricos” em São João del Rei.

Qual a mensagem deste livro?

Há não muito tempo, era prática nas instituições escolares a famigerada Ficha de Leitura. Entre outras coisas, o aluno deveria responder a pergunta semelhante ao título desta postagem. Mas será que os professores das outras disciplinas pensavam no conteúdo ideológico presente nos livros com que trabalhavam?
A lembrança daquela tarefa escolar veio forte ao final do leitura do artigo O discurso histórico presente no livro didático: uma abordagem ideológica e historiográfica. As autoras Natalia Aparecida Tiezzi Martins dos Santos e Dolores Pereira Ribeiro Coutinho apresentam o trabalho informando como objetivo “tratar o discurso histórico presente em livros didáticos de História demonstrando os conteúdos reais das mensagens ideológicas que são veiculadas pelos mesmos.”
Além de apresentar um panorama sobre o papel do historiador e sua postura como cientista social, Natalia Santos e Dolores Coutinho falam do papel do professor e a mediação que exerce ao apresentar os conteúdos para seus alunos.
Prosseguimos, com este texto, nossa prática de indicar leituras que possam contribuir para o crescimento de cada leitor. O texto completo pode ser lido aqui.

Pontes que duram uma vida

Muitas cidades do interior convivem com equipamentos que serviram a estradas de ferro sem se darem conta de seu valor como bem cultural. Escolho esta postagem de um dos grandes entusiastas da preservação da memória ferroviária como convite para que conheçam seu trabalho.

Curso Online – Escrevendo nossa História – Pré-cadastro

O curso Escrevendo nossa História, tem como objetivo promover o desenvolvimento de projetos didáticos com foco no estudo da história local.

Curso Online – Escrevendo nossa História – Pré-cadastro

Otacilio Barbosa: centenário de nascimento

24 de fevereiro de 1911 – Nasce em Leopoldina, filho de Abilio José Barbosa e Maria Augusta de Matos.
Seu pai era natural de Piacatuba, onde nascera em 1874, filho de João Paulino Barbosa e Ana Joaquina de Jesus. João Paulino é nome de logradouro público de Leopoldina, no bairro São Cristóvão. Trata-se de família tracidional no município, especialmente no então distrito de Argirita, pelo qual João Paulino era eleitor em 1867. Em 1881, o avô paterno de Otacilio era proprietário de terras no distrito de Tebas.
A mãe de Otacilio também era de família pioneira no município, sendo filha de Simpliciano Garcia de Matos e Tereza Carolina de Almeida. Era neta materna de Joaquim Antonio de Almeida Ramos, um dos filhos do pioneiro Manoel Antonio de Almeida.
Otacilio foi casado com Gesuina de Jesus Oliveira mas não sabemos se deixou descendentes.
Otacilio Barbosa era irmão de Odilon Barbosa, tradicional comerciante da parte alta da rua Cotegipe, falecido em 1996.

Memórias Históricas sobre o Rio de Janeiro

Um trecho de Memórias Históricas sobre o Rio de Janeiro, do Padre Antonio Vieira, pode ser lido no volume 2, nr. 4, de 1813 de O Patriota, disponível no site da Brasiliana.