Imigrantes de São Lourenço representados no evento do dia 11 de abril

Edson Jenevain Lupatini descende daqueles imigrantes que viveram em São Lourenço e que se farão representar no evento comemorativo dos 130 anos da Imigração Italiana em Leopoldina e do Centenário da Colônia Agrícola da Constança. Filho de Vera Lucia Jenevain, é neto materno de Dalvina Maria de Jesus que, por sua vez, é filha de Luigi Maimeri e Carolina Rancan.
Nosso amigo Edson foi um dos primeiros a abraçar a ideia da comemoração, movimentando a Associação de Veículos Antigos de Leopoldina que abrirá as comemorações no domingo, dia 11, partindo em carreata da Praça João XXIII. Companheiros de Edson na AVAL também descendem de nossos imigrantes, como demonstram os sobrenomes que aqui vão na forma original:
Alex Sander Sangalli Zachini
Antonio Custodio Zachini
Cleber Venturini
José Cassio Venturini
Norivan Campana de Oliveira
Provavelmente outros sócios também descendam de imigrantes. Entretanto, não os identificamos ainda. Se você faz parte deste grupo sócios, por favor, diga-nos a que família pertence.

Italianos no arraial de São Lourenço, Leopoldina, MG

Recebemos diversas consultas sobre famílias que, segundo os remetentes, teriam vivido na Colônia Agrícola da Constança e não foram citados em nossas colunas no jornal Leopoldinense.
Em primeiro lugar, gostaríamos de esclarecer que o portal deste jornal foi lançado em 2009 e nossas colunas começaram bem antes. Pelos 90 anos da Colônia, publicamos nossos textos entre 1999 e 2001 em outro jornal da cidade cujo editor posteriormente fundou o Leopoldinense, jornal no qual foi publicada a série sobre o Centenário da Colônia, entre 2006 e 2010. A pesquisa que deu origem às duas séries de artigos encontra-se ao final desta postagem.
Uma das consultas que recebemos nos últimos dias refere-se à família de Ramiro José. Infelizmente o leitor fez o comentário aqui no blog e não deixou seu e-mail para resposta.
Acreditamos tratar-se do italiano Giuseppe Ranieri, filho de outro do mesmo nome e de Celestina Farinone ou Farinazzo, também referida em algumas fontes como Caterina Desboto. Ao que sabemos, Giuseppe (filho) residia no arraial de São Lourenço em fevereiro de 1899, quando foi batizado seu filho Marcelino. Era casado com Catarina Zerbati, também italiana. Não localizamos a entrada da família no Brasil nem outras referências em Leopoldina.
Sabemos apenas que Giuseppe Ranieri (filho) era irmão de Luigia Ranieri que se casou em Leopoldina, no ano de 1896, com Pietro dal Canton, filho de Giovanni dal Canton e Ana Chinellata.
Através do casamento de Luigia descobrimos que a família Ranieri tinha origem na Parrochia Altissimo, em Vicenza, Veneto. Pela data do casamento, podemos afirmar apenas que os Ranieri passaram ao Brasil antes de novembro de 1896.
Já os Dal Canton procediam de Martellago, Venezia, Veneto e chegaram ao Brasil em setembro de 1895. Foram contratados para trabalhar em uma fazenda do então distrito de Santa Izabel, hoje Abaíba. Ali Pietro conheceu Luigia, com quem se casou um ano depois.
Dos irmãos de Pietro sabemos que Angelo dal Canton casou-se em 1898 com Elisetta Marcelina Baldo, procedente de San Mauro di Saline, Verona, e cuja família chegou ao Brasil em abril de 1896, sendo contratada também para uma fazenda de Santa Izabel, por Antonio Carlos de Barros Faria. Referências aos pais de Elisetta – Giovanni Battista Baldo e Lucia Caloi indicam que seus filhos Giuseppe, Ermelinda, Anetta e Maria Teresa viviam no arraial de São Lourenço nas três primeiras décadas do século XX. Ermelinda Baldo foi casada com Pietro Castagna, natural de Velo Veronese, Verona, e cuja família transferiu-se de Leopoldina para Belo Horizonte na década de 1930.
Pietro dal Canton faleceu antes de 1909, quando a viúva Luigia Ranieri casou-se pela segunda vez com o cunhado Luigi dal Canton.
Anetta Baldo, irmã da esposa de Angelo dal Canton, casou-se também com um cunhado – Vittorio dal Canton. Os outros filhos de Giovanni dal Canton e Ana Chinellata foram Antonio, Lugia que se casou com Luigi Rancan, Angela e Benvenuto.
Sobre os Rancan, do marido de Luigia dal Canton, sabemos que o casal Francesco Rancan e Angela Corradin procedia de Mizzole, Verona e passou ao Brasil em 1896, sendo também contratado para fazenda nas imediações do arraial de São Lourenço. Com eles vieram os filhos Giuseppe que se casou com Giulia Fovorini, Carolina que se casou com Luigi Maimeri, Angelo e Maria que se casou com Emilio Giovanni Raimondi.
Reunindo as informações sobre estes personagens, verificamos que os Baldo, Castagna, Dal Canton, Fovorini, Maimeri, Raimondi, Rancan e Ranieri viviam em São Lourenço e não na Colônia Agrícola da Constança. Como temos dito em diversas oportunidades, a Colônia foi apenas um dos núcleos onde viveram muitos imigrantes, especialmente italianos. Mas no ano em que comemoramos os 130 anos de Imigração Italiana em Leopoldina, não podemos nos esquecer de tantos que, estabelecidos nos distritos da cidade, ajudaram a modificar o panorama do município.
Atenção: o livro abaixo foi a primeira edição da pesquisa que deu origem a duas séries de artigos publicados em jornal de Leopoldina entre 1999 e 2001 e entre 2006 e 2010. Em fevereiro de 2019 iniciamos outra série sobre o mesmo assunto, com atualizações obtidas em buscas realizadas após a primeira edição.

Famílias Não Citadas na Constança

Por que vocês não citaram “fulano de tal” que viveu na Colônia Agrícola da Constança?

Esta é outra questão recorrente. No início de nossas buscas, recebemos várias informações sobre colonos da Constança cujos nomes não apareciam nos respectivos registros. Aos poucos fomos percebendo que algumas pessoas sabiam muito pouco sobre seus avós e bisavós, limitando-se a identificá-los como colonos. Porém, o fato de terem sido colonos não significa que tenham vivido na Colônia Constança. Muitos imigrantes foram sim, colonos, mas de uma das inúmeras fazendas que receberam imigrantes no final do século XIX. Na medida em que começamos a escrever sobre a Constança, diversas pessoas passaram a entender que, se os antepassados foram colonos, viveram na Constança.

Este parece ser o caso da família Saggioro, em que um descendente afirma que foram proprietários da “fazenda Constança”. Não nos parece que tal tenha ocorrido.

Sabemos que Giuseppe Saggioro passou ao Brasil em 1896, desembarcando do vapor Arno no Rio de Janeiro. Da Hospedaria Horta Barbosa saiu contratado para trabalhar numa fazenda em Providência. Estava acompanhado da esposa Catterina Bovolin e dos filhos Elisabetta, Antonio e Angela. Segundo um de nossos leitores, o casal foi pai também de Domenico Saggioro que se casou com Carmela Marotti. Mas não encontramos referência a estes dois últimos personagens em Leopoldina.

Quatro meses depois da chegada de Giuseppe Saggioro, desembarcou no Rio a família de Antonio Saggioro, que saiu da Hospedaria com destino à própria cidade de Juiz de Fora. No desembarque consta que Antonio tinha um filho de nome Domenico mas seus descendentes informam que ele era filho de Giuseppe e imigrou em companhia do tio Antonio.

Através do Registro de Estrangeiros de um dos filhos de Giuseppe, soubemos que a família procedia de Verona. Consultado o arquivo respectivo, formos informados que o nome da esposa era Catterina Frigo. Se Domenico era filho de Giuseppe e este era irmão de Antonio, é possível tratar-se mesmo da família que procedia de Legnago, Verona, onde viveu Bartolomeo Saggioro, pai de Antonio e Giuseppe e, Domenico Frigo, pai de Catterina Frigo.

Em Leopoldina temos apenas informações sobre os filhos de Giuseppe Saggioro e Catterina Bovolin ou Frigo, como residentes no distrito de Providência.

Elisabetta Saggioro casou-se com Giacomo Farinazzo, filho de Giuseppe Farinazzo e Giovanna Giacomelle, tendo vivido na Fazenda Paraíso nos primeiros anos novecentos.

Antonio Saggioro (filho) casou-se com Ottavia Lorenzetto, filha de Giuseppe Lorenzetto e Angela Rinaldi. É possível que a esposa de Antonio se chamasse Maria Ottavia ou Antonia Ottavia , já que é algumas vezes referida como Maria e também como Antonia. Este casal vivia no Sítio Humaitá em 1942 e a mãe de Ottavia, Angela Rinaldi, na mesma época residia no sítio Caeté.

Angela Saggioro casou-se com Emilio Lorenzetto, irmão de Ottavia acima citada. Segundo pesquisadores do sul do Espírito Santo, filhos de Angela e da irmã Elisabetta teriam migrado para aquele estado.

Portanto, não citamos os Saggioro como colonos da Constança porque nenhum deles aparece nas fontes relativas àquele núcleo colonial no período de 1910 a 1930. Mas foram sim, imigrantes italianos que viveram em Leopoldina onde estamos comemorando, neste ano de 2010, os 130 anos do início de sua chegada ao nosso município.

A Pesquisa em Leopoldina II

Uma pergunta frequente nas mensagens de nossos leitores:

Quantos sobrenomes italianos existem em Leopoldina?


Geralmente nós começamos a resposta com um caso clássico. Trata-se do imigrante Sancio Maiello que passou a ser identificado como Francisco Ismael, sendo Ismael o sobrenome usado pelos descendentes. Donde perguntamos aos nossos interlocutores: neste caso, devemos dizer que é um ou que são dois sobrenomes?

Agora convidamos nossos leitores para analisar um outro caso.

Teresa Trombini, nascida em Porto Tolle, Rovigo, era casada com Candido Leone Finotti. Foram pais de Giovanni Sante (1868), Battista (1871), Pietro Antonio (1873), Domenico Claudio (1876), Lorenzo (1881), Angelo (1883) e Giuseppe, todos nascidos na Itália. Muitos deles migraram para a região de Carangola e para o Espírito Santo, sendo que atualmente há descendentes também na região de Governador Valadares.

O filho Giovanni Sante Finotti foi casado duas vezes: com Ema Craciotoni e com Emilia Bellan. O segundo casamento foi realizado no distrito de Ribeiro Junqueira, em 1898, e a noiva era filha de Angelo Bellan e Maria Piovesan. Aqui temos um aspecto que pode gerar confusão numa busca apressada: no casamento de Giovanni, consta que ele era viúvo de Tereza Trombini que, na verdade, era sua mãe.

Outro filho, Battista Finotti, casou-se com Maria Dorigo em 1896, também em Leopoldina. Maria era filha de Gaetano Dorigo e Felicitá Omilio. Mais uma dúvida: a mãe de Maria é referida, em algumas fontes, como Emilia Felicitá.

Ocorre que Candido Leone Finotti, o genearca deste grupo, foi casado também com Pierina Marangoni, que, por sua vez, tinha sido casada com Antonio Nacav, cujo sobrenome aparece como Nocori e Nacaré.

Até aqui mencionamos os sobrenomes Bellan, Craciotoni, Dorigo, Finotti, Marangoni, Nacav, Omilio, Piovesan e Trombini. Poderíamos, então, definir como sendo nove os sobrenomes italianos encontrados neste grupo? Ou deveríamos acrescentar a quantidade de variações ortográficas? Deveríamos somar Felicitá como variação de Omilio?

Como um estudante, que está começando a se aproximar de sua própria história familiar, poderia responder à questão: 

Quantos sobrenomes italianos há em sua família?

Para ampliar um pouco mais a dificuldade, alguns descendentes do grupo aqui mencionado adotaram, como sobrenome, o primeiro ou o segundo nome do pai. Muitas vezes isto ocorre porque o italiano, ao informar como se chama, responde com o sobrenome antes do nome. Donde, nesta família, encontramos pessoas com sobrenome Battista, Domenico, Leone, Lorenzo, Pietro e Sante e suas variações ortográficas.

Ao longo destes quinze anos de pesquisas nós descobrimos muitos outros casos semelhantes. Por esta razão, julgamos inadequado quantificar os sobrenomes imigrantes presentes em Leopoldina. Consideramos que, muito mais importante do que um número redutor, são as pessoas que estão representadas na população leopoldinense. Os atuais descendentes nem sempre se sentirão incluídos no grupo se não souberem que usam, por sobrenome, uma variação do que estaria registrado em alguma lista totalizante.

Cada pesquisador escolhe a melhor metodologia para atingir os objetivos de sua pesquisa. No nosso caso, decidimos usar o sobrenome original para vincular o grupo familiar. E estamos disponíveis para ajudar a todos os leopoldinenses, através do acervo de informações que reunimos, a descobrirem o grupo ao qual pertencem.

130 anos da Imigração Italiana em Leopoldina

Após a distribuição do Projeto Conhecendo suas Raízes, elaborado pelas secretarias de Cultura e Esporte e Lazer de Leopoldina, recebemos diversas consultas que versam sobre o mesmo tema. Optamos por respondê-las através do blog por acreditarmos que podem interessar a outras pessoas. Vamos reuni-las sob o marcador “A pesquisa em Leopoldina”.
Considerando que 2010 marca os 130 anos da imigração italiana em Leopoldina, dois tipos de pedidos são muito incidentes:
1 – enviar tudo sobre a Imigração Italiana em Leopoldina;
2 – informar todos os italianos que viveram no município.
Prezados amigos, leitores e seguidores: infelizmente não temos como atender a estes pedidos em uma simples mensagem ou postagem. O volume de informações é de tal monta que tornaria inviável a leitura em pouco tempo, além de constituir um arquivo maior do que o permitido para trânsito em programas de e-mail.
Se nos permitem a brincadeira, toda pesquisa tem um “o quê”, um “por quê”, um “para quê” e um “como”.Ou seja, uma pesquisa
– busca responder a uma questão ou problema levantado a partir de um tema;
– tem uma justificativa;
– pretende atingir um ou mais objetivos;
– é realizada através de determinada metodologia.
Ao preenchermos estes quatro itens, e alguns outros que são igualmente necessários, formulamos nosso projeto de pesquisa. Uma sugestão: quando buscarem ajuda, procurem indicar claramente estes quatro itens. Estabeleçam a ideia chave que identifique cada um deles e nos enviem. Desta forma poderemos consultar nosso banco de dados e responder mais rapidamente.
Deixamos um exemplo de pedido recebido há dois dias. O correspondente pediu “tudo sobre a imigração em Leopoldina”. Após trocarmos algumas mensagens, descobrimos que a pessoa queria saber se os Zaffani estavam incluídos entre os imigrantes que viveram no município. E assim pudemos informar que, segundo as fontes consultadas, Lavinia Zaffani, nascida em Casaleone, Verona, aos 21 de abril de 1863, filha de Rinaldo Zaffani e Regina Bonvicini, passou ao Brasil em 1895, desembarcando do vapor Sempione no porto do Rio de Janeiro no dia 31 de outubro. Era casada com Giovanni Meneghelli, filho de Candido Meneghelli e Luigia Marcomini, nascido aos 21 de julho de 1858 em Gazzo Veronese, Verona. O casal deixou a hospedaria Horta Barbosa no dia 4 de novembro de 1895, com destino à estação Santa Isabel, atual Abaíba.
Não temos conhecimento de outros Zaffani em Leopoldina e os filhos de Lavinia, conforme é habitual entre os italianos, não usavam o sobrenome materno.  Sabemos que Giovanni Meneghelli migrou para Alegre, no Espírito Santo, por volta de 1920, provavelmente indo ao encontro de parentes de sua esposa. Pelo menos uma das filhas permaneceu em Leopoldina. Dos filhos do casal, Corina (1885), Evaristo (1886), Salmista (1888), Aristea (1890), Angelo (1892), Crocilla (1895), Jorge (1902), Ana Maria (1907), Maria e Cirilo, só os quatro últimos nasceram no Brasil.
Através do casamento dos filhos, os Meneghelli se uniram aos Piccoli e Borella pela filha Corina, aos Battisaco e Stefani por Evaristo e também aos Conti e Artuzo pelo casamento de Aristea.
Se tivesse sido possível enviar tudo o que apuramos nestes 15 anos de pesquisa,  nosso correspondente precisaria de um tempo relativamente longo para a leitura do material.  Mas quando informou o tema, o objetivo e a justificativa, em poucos minutos localizamos os dados e enviamos um relatório sobre a família.
Continuaremos respondendo as perguntas mais frequentes através deste blog. Reiteramos nossa disposição de contribuir com o que estiver ao nosso alcance.

 

Sobrenome Geraldini

Segundo o Requerimento para Registro de Estrangeiros de 1942, o declarante Enrico Giuseppe Geraldini informou que nasceu no dia 26 de outubro de 1865, em Padova, filho de Antonio Geraldini e Maria Lazzarin. Declarou também que passou ao Brasil pelo vapor Bretagne, tendo aportado no Rio de Janeiro em novembro de 1892. Até o momento, não encontramos o manifesto deste vapor no Arquivo Nacional. Já no Arquivo Público Mineiro, no livro de registros relativo a janeiro de 1892, entre os passageiros do vapor Bretagne não consta o sobrenome Geraldini ou nomes que se assemelhem aos de seus pais.
Ainda pelo Requerimento para Registro de Estrangeiro de 1942, o declarante informou que em abril de 1896 embarcou no Porto de Santos com destino à Itália e que retornou definitivamente ao Brasil em 1897, desembarcando no Rio. A profissão declarada: ferreiro. Residência em 1942: rua das Flores, Leopoldina, MG.
Reunindo informações colhidas em diversas entrevistas concedidas por antigos moradores da Colônia Agrícola da Constança, assim como de descendentes de outros imigrantes, observa-se que alguns confundem Enrico Geraldi com Enrico Giuseppe Geraldini. Entretanto, referências documentais demonstram que são duas pessoas diferentes sendo que Enrico Giuseppe Geraldini foi casado com Vitalina Pimentel, tendo sido pai de Iracema, nascida em Leopoldina aos 3 de janeiro de 1921.

Bloco Unidos do Pirineus no carnaval de Leopoldina 2010

Enredo, Letra do Samba e Imagens do desfile

Mineira Gostosa (Leopoldina somos nós)

O enredo do Pirineus vem falando de Leopoldina, mas sem a pretensão de querer contar toda a história da cidade. Na verdade o enfoque é o povo leopoldinense. A exemplo do resto do Brasil, Leopoldina foi formada e se desenvolveu através da contribuição de diversos povos. Os índios Puris, Coroados e Caporés, seus primeiros habitantes, expulsos e dizimados pelos bandeirantes. O negro escravo que no trabalho exaustivo das lavouras de café fez Leopoldina crescer economicamente. O imigrante português, espanhol, sírio, e principalmente os italianos que vieram substituir o braço negro e que muito influenciaram e influenciam através de seus descendentes nos destinos da cidade.

O Pirineus presta uma homenagem no ano do centenário da Colônia Agrícola da Constança a esses pioneiros. Nosso enredo é uma exaltação, não as tradicionais figuras históricas, mas a esse povo simples que com seu trabalho tira da terra o sustento e contribui para sermos o que somos. Exalta nossos artistas, sejam eles pintores, escultores, cantores, músicos. Nossos atletas do futebol, da natação, do ciclismo, das artes marciais, do vôo livre entre outros, que com ou sem apoio elevam o nome da cidade. Aos voluntários sociais, enfim a todos os leopoldinenses nascidos ou não aqui, mas que apesar de todos os problemas que enfrentam, amam essa terra.

Conheça a letra do samba

Autora: Maria José Baía Meneghite

Canta Pirineus

Nossa cidade, sua gente de valor

Canta Pirineus

Pois o seu canto é uma exaltação de amor!

Eu viajei

Viajando pela história

Fui descobrindo a saga dos desbravadores

Bravos imigrantes

Aqui plantaram o progresso e seus amores.

Os índios que habitaram nossas terras

O bravo negro que a mãe terra cultivou

Aqui deixaram sua marca e tradição

E aconteceu a grande miscigenação.

A música embala nossos sonhos

Somos amantes dos esportes em geral

Temos ciclismo,capoeira e natação

O  Kung-Fu,  o Karatê e o futebol.

Salve salve o nosso povo

Salve o nosso carnaval

Pirineus é muito samba e muito amor!

A bateria nota mil que dá um show

Nossos agradecimentos a

Luiz Otávio Meneghetti, editor do jornal Leopoldinense, que publica nossa coluna sobre a Colônia Agrícola da Constança;

A Maria José Baia Meneghetti, nossa companheira na Academia Leopoldinense de Letras e Artes, pela belíssima letra do samba enredo;

Ao Luciano Baia Meneghetti, cartunista do jornal Leopoldinense, pelas alegorias exaltando os nossos imigrantes;

Ao João Gabriel Baia Meneghetti, administrador do jornal Leopoldinense, pelas fotografias e o vídeo do desfile, e o apoio que sempre nos oferece;

Aos dirigentes do Bloco Unidos do Pirineus, por terem abraçado a ideia de comemorar o Centenário da Colônia Agrícola da Constança.

Projeto Conhecendo suas Raízes

As secretarias municipais de Cultura e Esporte e Lazer  de Leopoldina apresentam o projeto para comemorar o Centenário da Colônia Agrícola da Constança.

A Administração Municipal de Leopoldina Abraça a Ideia

Matéria distribuída pelas Secretarias Municipais de Cultura e de Esporte e Lazer

GOVERNO MUNICIPAL PREPARA GRANDE COMEMORAÇÃO DO CENTENÁRIO DA COLÔNIA ITALIANA DA CONSTANÇA

Com o objetivo de comemorar o centenário da Colônia Agrícola da Constança, formada por imigrantes italianos que se instalaram no município, as Secretarias Municipais de Cultura e de Esporte e Lazer estão desenvolvendo o projeto “Conhecendo suas raízes”. Considerada como um símbolo maior do processo de imigração italiana no município, a Colônia Agrícola da Constança influenciou nas transformações ocorridas na cidade em vários aspectos, desde a prestação de serviços à indústria, o comércio até a agricultura. No período de 1890 a 1930, a população imigrante em Leopoldina era de 90% de italianos.
Segundo Valéria Equi Benatti Bártoli, membro da Comissão de Festas do Município, o projeto visa reconhecer e homenagear os descendentes destes imigrantes através de um conjunto de atividades educativas, culturais e esportivas. Esta iniciativa inspirou-se em pesquisas feitas por dois historiadores Nilza Cantoni e José Luiz Machado sobre a importância da imigração italiana na formação da comunidade leopoldinense.  A comemoração do centenário da colônia está prevista para os dias 10 e 11 de abril. Os detalhes da programação foram discutidos recentemente durante o Programa FAZ, apresentado aos sábados pela Rádio Jornal AM. Estiveram presentes Gilberto Oliveira Tony e Valéria Benatti, representando a Administração Municipal, os historiadores Nilza Cantoni, José Luiz Machado e Júlio Cézar Vanni, além das pesquisadoras Joana Capella e Rosalina Pinto Moreira. 
O projeto “Conhecendo suas raízes”, que foi aprovado e elogiado pelos pesquisadores e historiadores, tem como metodologia a promoção da educação patrimonial através de pesquisas com os alunos da rede pública sobre a origem dos nomes e sua descendência, apresentação das árvores genealógicas confeccionadas pelos alunos e encontro das famílias italianas.
 
 Segundo Valéria Benatti, o projeto foi apresentado durante reunião realizada hoje (01/03) com as pedagogas das escolas municipais. A execução das atividades ocorrerá em salas de aula no período de 08 a 31 de março, culminando com uma exposição dos seus resultados durante todo o mês de abril.

A proposta da programação festiva prevê no dia 10 de abril, no Bairro da Onça, nas proximidades do km 776 da BR 116, encontro das famílias italianas com apresentações de grupos folclóricos, corais e bandas, com movimentos de barracas com comidas típicas. No dia 11 de abril, na parte da manhã, haverá uma carreata até a Capela de Santo Antônio, no Bairro da Onça, com a participação da Associação de Veículos Antigos de Leopoldina, celebração de missa campal e almoço. À tarde, a realização de diversas atividades esportivas e de lazer relacionadas à tradição italiana.  

Segundo Valéria Benatti, a Administração Municipal tem o objetivo de resgatar a identidade histórica cultural de toda a comunidade. “A comemoração do centenário da Colônia Constança proporcionará a valorização das raízes do nosso povo e a formação de uma consciência voltada para o reconhecimento da nossa história”, frisou.

Os colonos empossados em fevereiro de 1911

A Colônia Agrícola da Constança recebeu 7 colonos no dia 26 de fevereiro de 1911. Foram eles:

– Demetrio de Lorenzi, lote 5

– Giovanni Boller, lote 29

– Luigi Boller, lote 31

– Giuseppe Boller, lote 32

– Paschoal Ferrari, lote 42

– Pietro Beatrici, lote 50

– Felicio Beatrici, lote 53


Nenhum destes colonos permaneceu por muito tempo. Já em maio do mesmo ano o lote que coube a Demetrio de Lorenzi foi desocupado. Os demais foram saindo de Leopoldina e sobre eles não há registros consistentes.