Resultado da enquete desta semana

Aos poucos vamos conhecendo melhor os visitantes do blog.As estatísticas de visitação demonstram que 10% dos leitores deixam comentários. Lembramos que nem todos são publicados junto ao post inicial, já que muitos geram um novo post. Depois das duas enquetes publicadas, observamos que o mesmo índice representa o número de leitores que responderam à pesquisa.

Dos que responderam à enquete desta semana, todos informaram descender de imigrantes. E 35% deles fazem pesquisa sobre imigração.

Com os nossos agradecimentos, informamos que estamos preparando uma nova consulta.

O Turismo e a Migração

Foi extremamente importante a adesão do Secretário de Turismo, Esportes e Lazer de Leopoldina à campanha Abrace esta Ideia. Gilberto Tony, também ele descendente de imigrantes, se comprometeu a montar um projeto para realizar o evento comemorativo do Centenário da Colônia Agrícola da Constança em abril de 2010. Ao lado de outras adesões de igual importância, a atuação da Secretaria de Turismo nos remete ao destaque que tem sido dado ao rendimento que a Italia obtém através do turismo. Segundo diversos autores, o emigrado que visita a terra natal é uma grande fonte de recursos.

Desde que começamos a publicar a coluna comemorativa do Centenário, em 2006, sempre recebemos mensagens perguntando sobre a programação do evento. A todos temos explicado que não podemos organizá-lo, porque não residimos em Leopoldina nem podemos ir até lá com a frequência que seria necessária. Sendo assim, optamos por comemorar através da publicação de nossos estudos.

Nos últimos meses, aumentou significativamente o número destas mensagens. O que nos faz concluir que o leopoldinense ausente vê no Centenário da Colônia Agrícola da Constança uma oportunidade de rever a cidade natal, os parentes e amigos. E que muitos descendentes de famílias leopoldinenses, mesmo não conhecendo a cidade de seus antepassados, sentem-se atraídos pelo evento.

A todos vocês, que nos escrevem perguntando como será comemorado o Centenário, pedimos que aguardem notícias que certamente virão dos organizadores, à frente o Secretário de Turismo, Esportes e Lazer.

Marinato, do Veneto

Rodrigo Marinato, neto de Gustavo, pergunta sobre seus antepassados. Sabemos que o chefe da família que passou ao Brasil foi Otaviano Marinato, procedente de Pianiga, no Veneto. Em outubro de 1888 foram registrados na Hospedaria Horta Barbosa, em Juiz de Fora, de onde saíram contratados pela Câmara Municipal de Leopoldina. No mesmo vapor veio Luigia, irmã de Otaviano, casada com Giuseppe Modesto Meneghetti. Em 1896 chegou Felicia, esposa de Giacinto Marcatto.

Família Pazzaglia

A família Pazzaglia chegou a Leopoldina em 1897, tendo sido contratada para trabalhar numa fazenda em São Martinho, distrito de Providência. O sobrenome da Matriarca aparece em algumas fontes como Cappi e em outras como Lucchi.

Os Meloni, da Sardegna

Com a colaboração do descendente Raphael Meloni foi possível identificar esta família radicada em São João Nepomuceno, com pelo menos um descendente em Leopoldina.

De volta

A opinião de que os resultados da economia agrícola do sul da Italia foram direcionados para o norte é compartilhada por inúmeros autores que estudaram o assunto. Entre eles, há os que defendem o argumento de que a ação estatal, privilegiando algumas classes e regiões, criou e sustentou as condições que aceleraram a emigração. E relatam que, ao se instalarem em países como Brasil, Argentina e Estados Unidos, aqueles italianos abriam novos mercados para produtos que ainda não faziam parte da cesta de consumo local, resultando em uma das bases de prosperidade da economia italiana.Considerando com alguns destes autores que 25 de cada mil habitantes do Reino emigraram em 1913, pode-se imaginar a representatividade destas comunidades no exterior para o país que deixaram. E também compreender melhor um relato do jornalista Emilio Sereni, incluído no livro Il Capitalismo nelle Campagne e mencionado por diversos autores. Trata-se de resposta dada por contadini da Lombardia a um ministro que tentava convencê-los a não deixar o país. Eles teriam dito ao ministro:

O que entendes por nação? É a massa dos infelizes? Sendo assim, somos uma nação. Plantamos e colhemos o trigo mas jamais provamos um pão branco. Cultivamos a videira e não bebemos vinho. Criamos animais e não podemos comer carne. É uma pátria a terra em que não se consegue viver do próprio trabalho?

Percebe-se, assim, que de norte a sul da Italia a emigração era vista como solução pelo trabalhador rural.

Farinazzo em Leopoldina

Anelisa Batista pergunta quem foram os avós de Madalena Farinazzo, nascida em Leopoldina. Aí está o que conseguimos apurar.

Nossa forma de Comemorar

A criação do blog, em abril de 2007, teve por objetivo abrir um canal de comunicação mais rápida com quantos se interessassem pelo estudo da imigração em Leopoldina. Embora exista no site uma seção destinada a publicar nossos textos sobre a Colônia Agrícola da Constança, apenas uma parte da pesquisa vem sendo adaptada para a coluna que mantemos no jornal Leopoldinense. Outros aspectos ficam apenas em nossos arquivos e precisamos consultá-los, com frequência, para atender consultas dos leitores. Publicar estas respostas no blog foi uma decisão que vem se mostrando bastante interessante.

Continuaremos convidando os moradores de Leopoldina a comemorarem o Centenário da Colônia Agrícola da Constança. Que cada um realize o que julgar adequado para marcar a data! De nossa parte, fica a certeza de que estudar a vida daqueles imigrantes nos fez sentir a necessidade de reverenciá-los. E optamos por fazê-lo publicando os escritos que produzimos durante estes 15 anos de pesquisas.

A situação na Itália, segundo o Ministério da Agricultura

Os inquéritos do Ministério da Agricultura italiano, do final dos oitocentos, tem sido uma boa fonte de consulta para conhecer um pouco sobre as condições em que viviam os imigrantes que chegaram a Leopoldina no final daquele século. Numa tentativa de classificar a situação descrita nos relatórios a que tivemos acesso, observamos:
  1. Cereais, seda e lã estavam sofrendo concorrência dos preços baixos dos produtos importados;
  2. aumento de impostos;
  3. irrigação dificultada pelo alto custo da água;
  4. aumento do preço da mão de obra que se tornava escassa por causa da emigração;
  5. oferta de terrenos públicos para os contadini se tornarem pequenos proprietários;
  6. crédito agrícola dificultado pela usura.
Interessante notar que, considerados como causas da crise agrícola na Itália, estes fatores são mencionados em literatura como argumentos para as solicitações dos grandes proprietários no sentido de diminuir impostos. Mas os mesmos autores informam que a crise atingia mais fortemente os pequenos proprietários ou arrendatários e que por isto o trabalho dos lavradores contratados era pago com “salários de fome”.

Imigrantes do Veneto

No início de nossas pesquisas, quase todos os descendentes referiam-se a duas “cidades” como origem de seus antepassados: Padova e Venezia.
Como já era esperado, na medida em consultávamos os registros de nascimento descobríamos que alguns nasceram no interior daquelas províncias e não em suas capitais. E uma parte significativa era de outras províncias do Veneto. Só conseguimos localizá-los após longas buscas, geralmente partindo dos sobrenomes encontrados nas Liste di Leva.

Albertoni, Ambrosi, Anzolin, Artuzo, Baldo, Battisaco, Beatrice, Bedin, Bellan, Borella, Bronzato, Bullado, Calzavara, Cancelliero, Canova, Canton, Carraro, Cavallieri, Ceoldo, Chiata, Chinelatta, Coin, Colle, Dorigo, Farinazzo, Favero, Fazolato, Finotti, Fiorato, Fofano, Formenton, Gallito, Gallo, Gambato, Geraldini, Golinelli, Gottardo, Guarda, Guerra, Lamassara, Lazzarin, Lorenzetto, Magiollo, Maimeri, Malacchini, Manfrim, Maragna, Marangoni, Marcatto, Marchi, Marinato, Mattiazi, Meneghelli, Meneghetti, Modenese, Montagna, Montracci, Moroni, Netorella, Perdonelli, Perigolo, Pesarini, Pessata, Pighi, Pinzoni, Pradal, Principole, Rancan, Ranieri, Righetto, Rinaldi, Saggioro, Sampieri, Scantabulo, Simionato, Stefani, Toda, Togni, Tosa, Trevisan, Trombini, Venturi, Zaffani, Zamboni

Hoje sabemos que a informação de muitos descendentes estava equivocada, já que seus antepassados procediam de outras regiões da Itália. E ainda temos um grande número de famílias não localizadas. Até o momento podemos informar apenas os sobrenomes acima como procedentes de Venezia, Padova, Rovigo, Verona, Vicenza e Belluno.