Família Ceoldo

Descendentes de Camilo Ceoldo, italiano de Padova, que chegou a Leopoldina no dia 4 de novembro de 1888

1 Camillo Ceoldo (1842 – )

+ Maria Baldan (1847 – )

…… 2 Angelina Ceoldo

…… + Giuseppe Estopazzale

…… 2 Domenico Ceoldo (1870 – )

…… 2 Luigia Ceoldo (1870 – 1942)

…… 2 Antonio Ceoldo (1872 – 1942)

…… 2 Filomena Angela Ceoldo (1874 – )

…… 2 Michele Archangelo Ceoldo (1876 – )

…… 2 Rodolfo Domenico Ceoldo (1879 – )

…… + Tereza Righetto (1881 – )

………… 3 Miguel Arcanjo Ceoldo (1905 – )

………… + Joana Carraro (1908 – )

………… 3 João Antonio Ceoldo (1907 – )

………… 3 Alcides Ceoldo (1909 – )

………… 3 Maria Ceoldo (1911 – )

………… 3 Regina Ana Ceoldo (1914 – )

………… 3 Filomena Ceoldo (1925 – )

…… 2 Anna Maria Ceoldo (1881 – )

…… + Luigi Marcatto (1884 – )

………… 3 Antonio Marcatto (1914 – )

…… 2 Teresa Ceoldo (1883 – )

…… + Verginio Meneghetti (1879 – 1942)

………… 3 Domingos Meneghetti (1904 – )

………… 3 Maria do Carmo Meneghetti (1906 – )

………… + Antonio Carlos Fofano (1904 – )

………… 3 Maria Isolina Meneghetti (1908 – )

………… + José Antonio Sangalli (1910 – )

………… 3 Regina Meneghetti (1911 – )

………… + José Fofano (1909 – )

………… 3 Santo Meneghetti (1919 – )

………… 3 Armindo Meneghetti (1924 – )

………… + Santa Bedin

………… 3 Dirceu Meneghetti (1928 – )

………… + Yeda Ferreira

………… 3 Orlando Meneghetti (1929 – )

………… + Jessy Ferreira (1929 – )

…… 2 Regina Margheritta Ceoldo (1886 – )

Sangirolami uniram-se aos Colle e Bonini

Quando publicamos os ancestrais de João Bonini, no dia 10 de julho, não incluímos os pais de Pierina Galasso por não termos outras informações além dos nomes. Hoje aproveitamos o pedido de descendente de José Colle, primo de João Bonini, para completar o quadro ascendente.

Campanha Abrace esta Ideia em andamento

Recebemos o informativo número 09/2009 da Maiss Conhecimento, com uma notícia muito interessante.

COMEMORAÇÃO DO CENTENÁRIO DA COLÔNIA CONSTANÇA PODERÁ TER MOSTRA DE CINEMA ITALIANO

Já foram dados os primeiros passos com o objetivo de realizar uma Mostra de Cinema Italiano prevista para acontecer durante as comemorações do centenário da Colônia Constança em abril de 2010, que tem o secretário municipal de Esporte, Lazer e Turismo, Gilberto Toni entre seus organizadores. O consultor da Maiss Conhecimento, Rodolfo Lima, esteve reunido com o produtor cultural Breno Lira Gomes. O encontro foi no Rio de Janeiro, onde Breno, mineiro de Coronel Fabriciano, já desenvolve um trabalho de produção e curadoria de mostras de cinema. Atualmente ele é o responsável pela curadoria e produção de algumas mostras dos seguintes festivais: Montes Claros em Movimento – Festival Nacional de Cinema do Norte de Minas, Curta Cabo Frio e Festival Tambores de Cinema e Vídeo, esse último no Maranhão.

Breno Lira Gomes é jornalista por formação, é editor, mas enveredou pela área cinematográfica, atuando como assessor de imprensa de distribuidoras cariocas, como programador do Cinema Estácio, pertencente a Universidade Estácio de Sá. E atualmente ele é responsável pela programação e promoção do projeto Distribuição Criativa, da Pipa Produções. Em novembro ele irá produzir o primeiro Seminário de Cinema Digital, na Caixa Cultural, também no Rio de Janeiro.

Breno já esta desenvolvendo o projeto para realização da mostra de cinema tendo a Itália como tema. De acordo com o produtor, a idéia é levar para Leopoldina produções tanto italianas quanto brasileiras que mostram o encontro dessas duas culturas. E também apresentar filmes de importantes cineastas italianos que são admirados no Brasil, e diretores brasileiros respeitados na Itália.

Rodolfo acredita que a mostra será uma boa oportunidade para que seja iniciado em Leopoldina um projeto de fomentação de platéia para cinema. E com isso, quem sabe, implantar um plano de criação de uma sala de exibição, com projeção digital, que priorize a exibição de filmes brasileiros. Na próxima semana o projeto será levado pelo consultor Rodolfo Lima ao conhecimento do Secretário Gilberto Toni, que já se prontificou a ajudar na viabilização da Mostra de Cinema.

Saudamos com entusiamo a proposta da Maiss Conhecimento e esperamos que o projeto se realize, transformando-se num jeito marcante de homenagear os colonos italianos que ajudaram a modelar a Leopoldina que temos hoje. Na oportunidade, cumprimentamos o Secretário Gilberto Tony e seu assessor Rodolfo Lima por esta iniciativa.

Desafio ao ouvinte e ao leitor

Numa troca de mensagens com um pesquisador italiano, soubemos de uma situação interessante. Segundo ele, algumas famílias desapareceram de uma determinada cidade do sul da Itália por conta da emigração. Visitando a localidade na década de 1980, o estudioso observou que moradores falavam mais de São Paulo ou Nova Iorque do que de Roma. Isto porque, mesmo quem nunca tenha saído da cidadezinha, tinha parentes emigrados. Viajar a Roma não era uma prática. E concluiu: “não consegui encontrar uma só família que não tenha parentes no continente americano”.

No sentido inverso, citamos Leopoldina. Aqui é difícil encontrar uma família que não tenha ligação com imigrantes. Este foi, inclusive, o motivo que nos fez sugerir o Desafio ao Ouvinte para o programa dominical, na Rádio Jornal, apresentado pelo Marcus Vinicius. Passados mais de dois meses, os ouvintes do programa ainda não nos indicaram uma rua da cidade em que não haja parentes de imigrantes. E aqui deixamos o Desafio ao Leitor: se vc conhece famílias radicadas em Leopoldina há bastante tempo, e que não tenham ligação com imigrantes, por favor, entre em contato conosco.

Propriedades pequenas e produtivas

Segundo a Inchiesta Agraria de Jacini, na segunda metade do século XIX as pequenas propriedades eram mais comuns do que o latifúndio na Emilia-Romagna. Em algumas partes da região encontravam-se unidades de 10 a 30 hectares mas o tamanho mais frequente ficava em torno de 9 hectares. Num extrato sobre a Inchiesta Agraria de 1878, Giulio Gatti informa que a propaganda da emigração comparava a diminuta extensão das propriedades rurais na Italia com a possibilidade de adquirir grandes fazendas no Brasil.

Tomando por base o tamanho dos lotes da Colônia Agrícola da Constança, com 25 hectares em média, verifica-se que a realidade encontrada estava longe de confirmar a propaganda que atraíra aqueles imigrantes. Sabemos que antes do estabelecimento daquele núcleo colonial os imigrantes raramente tiveram oportunidade de adquirir uma boa propriedade, que permitisse o rendimento necessário para o sustento de família numerosa. Foi o caso, por exemplo, de Giovanni Casadio. Com a esposa Luigia Martinelli e pelo menos dois filhos, em 1897 Giuseppe foi contratado para uma fazenda no então distrito de Leopoldina chamado Rio Pardo, hoje o município de Argirita. Em 1910, o filho Giovanni Casadio adquiriu o lote número 35 da Constança, no qual também viveram seus pais. Assim como tantos outros, os Casadio foram bastante operosos e conseguiram uma boa condição de vida.

Outros imigrantes da mesma região, como os Minelli de Bologna, radicaram-se no distrito de Ribeiro Junqueira. Já os Conti, de Marzabotto, tornaram-se proprietários na localidade de São Lourenço, também no município de Leopoldina. Ao que se sabe, estes e os demais imigrantes estão entre os numerosos colonos que transformaram pequenos lotes em exemplo de produtividade.

Remessas para a Italia

Frequentemente encontramos referências ao dinheiro que os imigrantes remetiam para a Italia. Infelizmente não conseguimos reunir informações consistentes sobre tal prática entre os que viveram em Leopoldina. Talvez não tenha ocorrido ou, o que é bem provável, a “tenacidade com que os emigrados permanecem ligados às tradições italianas”, mencionada em Relatório de um parlamentar em 1911, tenha sido praticada aqui através das festas religiosas.Para períodos posteriores, encontramos publicações que mencionam os diversos motivos por trás das remessas que os nossos imigrantes faziam: desde o pagamento de um empréstimo obtido com a própria família, passando pela promessa que fizeram de continuar ajudando-os até as doações para a paróquia na qual nasceram. É possível que a devoção dos emigrados tenha se transferido para o padroeiro local, como parece indicar a compra do terreno e a construção da Igreja de Santo Antonio de Pádua, atualmente mais conhecida como Igreja da Onça. Segundo Constantino Ianni, no livro Homens sem Paz, o interesse do Vaticano na emigração esteve ligado à poupança daqueles trabalhadores que poderia ser remetida para a Igreja.

No caso de Leopoldina, levantamos a hipótese de tal poupança ter sido direcionada, pelos padres do município, para as Igrejas que passaram a frequentar. Só não podemos nos manifestar sobre uma informação Comissariado da Emigração de 1908, dando conta de que “o padre italiano passa a vida no meio de uma riqueza invejável, promovida pelo caráter eminentemente religioso dos colonos”. A este respeito, não encontramos indícios.

Campana e Campagna são famílias distintas

Conforme publicamos em novembro de 2008 no jornal Leopoldinense, colunas 45 e 46, em Leopoldina viveram os Campana e os Campagna. Recebemos consulta sobre Agostinho, filho de Angelo, mas o sobrenome veio invertido. Abaixo os ancestrais de Agostinho de Oliveira Campana que viveram em Leopoldina.

Italianizar-se em terra estrangeira

Olhar os nossos colonos apenas como imigrantes, ou seja, como estrangeiros vivendo em nosso país, parece-nos um risco considerável. Acreditamos ser fundamental analisar o contexto em que viveram antes de decidirem deixar a pátria e a família, ou seja, pensá-los como emigrantes. Neste momento em que estamos próximos do Centenário da Colônia Agrícola da Constança, rever capítulos de nossos estudos tem sido nossa forma de comemoração. A releitura nos faz refletir sobre muitas questões que ainda não tinham sido discutidas pelos descendentes dos imigrantes que viveram em nossa cidade.

É sempre oportuno lembrar que, embora a Constança tenha sido oficializada no dia 10 de abril de 1910, a maioria dos colonos já vivia em Leopoldina há bastante tempo. Entre os adquirentes dos lotes, muitos chegaram ao Brasil entre 1888 e 1895. E embora tenha havido uma certa dispersão pelo município, observamos a formação de uma comunidade bastante representativa dentro da população local. Entre outros indicativos para esta conclusão, temos o compadrio que surge nos livros paroquiais. A região onde existiu a Colônia Santo Antônio, e depois a Constança, tornou-se quase uma área urbana em função dos imigrantes que ali viveram.

Conforme temos citado algumas vezes, o sentimento de nacionalidade entre os italianos nasceu da consciência, já no estrangeiro, de que procediam de um mesmo país. Um relatório do Comissariado para a Emigração italiano, de 1926, menciona diversas formas de exploração a que foram submetidos os candidatos a deixarem o país, desde as últimas décadas do século XIX. São citados casos de emigrantes encaminhados para lugar diferente daquele ao qual pretendiam ir, fato de que só tomaram conhecimento quando desembarcaram. E a falta de serviços assistenciais, por parte da Itália, obrigou os emigrantes a se unirem e se organizarem. Ou seja: italianizaram-se em terra estrangeira.

Nostalgia do pequeno paese

Della emigrazione e del pauperismo, obra de Ernesto Comucci publicada em 1885, é citada por diversos autores como referência para o efeito da nostalgia na saúde mental do emigrante que, sentindo-se solitário em terra estrangeira, vê o sonho de prosperidade se diluir na dura realidade. Se para alguns isto resultou em profunda mágoa da terra natal, por considerarem-se expulsos, em outros casos o desequilíbrio mental foi muito grave, extraindo-o completamente do convívio social. Há relatos, pelo interior do Brasil, de inadaptação de “nostálgicos” mesmo quando vivendo próximo a outros italianos. E aí está o segundo problema.

Sabe-se que os camponeses que emigraram no final do século XIX não eram propriamente italianos como entendemos hoje. Nos primeiros tempos após a unificação, só uma pequena parcela da população – a elite, estendeu o sentimento de nacionalidade para além do território do estado a que pertenceu até então. Os demais continuaram se sentido calabreses, lombardos ou sicilianos muito mais do que italianos. Antigos jornais mencionam um político que teria declarado que a “Italia foi construída e agora precisamos construir os italianos”.

Ainda seguindo opiniões populares, do Piemonte teria sido irradiada a “italianização” que não atingiu os camponeses porque logo emigraram. Donde os nossos imigrantes não se reconheciam como parte de uma comunidade nativa, quando instalados em colônias onde viviam naturais de outras regiões da sua terra natal.

Abordamos ligeiramente o assunto no texto “O Sentimento de Nacionalidade Italiana” publicado em janeiro de 2007. Sem, contudo, mencionar o desabafo de um descendente sobre a tristeza de seus avós por conviverem com pessoas de hábitos culturais diferentes, embora todos provenientes do “mezzogiorno”. Para o informante, o desequilíbrio mental de um parente próximo seria “hereditário” e acrescentou que seus tios também sentiam profunda saudade do “paese” onde nasceram.

Bolzoni, da Lombardia

Em 1897, pelo vapor Les Alpes, chegou a família de Luigi Bolzoni, procedente da Lombardia. Seus filhos Pietro, Carolina, Angelo e Grazia casaram-se e tiveram filhos Leopoldina. Em 1942, pelo menos a família de Pietro Bolzoni vivia Colônia Agrícola da Constança.